SUPERA Parque amplia conexões para fortalecer a inovação sustentável no agronegócio

SUPERA Parque amplia conexões para fortalecer a inovação sustentável no agronegócio

Rede de parceria aproxima o ecossistema de inovação das empresas e instituições do setor bioenergético e cria oportunidades para o desenvolvimento e a conexão de novas tecnologias para o campo

O avanço da inteligência artificial, das tecnologias de monitoramento e dos bioinsumos tem impulsionado a modernização do agronegócio no interior paulista. Para fortalecer essa transformação digital e sustentável, o SUPERA Agro, vertical do SUPERA Parque de Inovação e Tecnologia dedicada ao setor, vem ampliando sua articulação com empresas do setor bioenergético, redes de inovação aberta, instituições e especialistas em clima, monitoramento e sustentabilidade, aproximando diferentes atores do ecossistema de inovação e criando novas oportunidades de conexão entre tecnologia e as demandas do agronegócio.

  

A iniciativa atua como uma ponte integradora entre startups de base tecnológica, empresas consolidadas, produtores rurais e centros de pesquisa de excelência. Para organizar suas ações de forma estruturada e responder aos desafios atuais do setor, o SUPERA Agro fundamenta suas diretrizes em quatro pilares estratégicos: bioinsumos, bioenergia, produção e saúde animal, além de capacidade de lidar com as adversidades e inteligência climática.

  

Camila Abrahão, Pesquisadora Estratégica em Agronegócio do SUPERA Parque, ressalta que as novas alianças expandem a capacidade de articulação regional. “As novas parcerias ampliam o alcance do SUPERA Agro e fortalecem seu papel como articulador do ecossistema de inovação do agronegócio. Ao conectar usinas, hubs, empresas, instituições de pesquisa e agritechs, conseguimos aproximar quem tem desafios reais de quem desenvolve novas tecnologias e soluções. Ribeirão Preto reúne ativos importantes para essa construção, e o objetivo é transformar essa conexão em oportunidades concretas de negócios, investimentos, desenvolvimento tecnológico e inovação para o agro“, afirma Camila.

  

A dimensão institucional do SUPERA Parque também se fortalece por sua participação em importantes espaços de governança e articulação do agronegócio e da inovação. O SUPERA Parque integra o Conselho Diretor da Governança do Corredor Agro e também participa da Governança do Conselho Estadual de Inovação do Agronegócio de São Paulo. Essa presença amplia a conexão do SUPERA Agro com diferentes atores dos setores público e privado, contribuindo para a troca de conhecimentos, a construção de agendas conjuntas e a aproximação entre inovação, tecnologia e as demandas do agronegócio.

  

Segundo Camila Abrahão, o papel prático da vertical é contribuir para aproximar a inovação das necessidades reais do agronegócio. “O SUPERA Agro busca entender os desafios enfrentados pelas empresas, usinas e produtores e, a partir deles, aproximar as agritechs e demais atores que desenvolvem soluções capazes de responder a essas demandas”, explica a pesquisadora.

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“Essa aproximação pode abrir espaço para projetos-piloto, provas de conceito, parcerias e novas oportunidades de mercado. O objetivo é criar condições para que tecnologias desenvolvidas no ecossistema de inovação possam ser conhecidas, avaliadas e, quando fizer sentido para o negócio, avançar para testes e aplicações no agro”, acrescenta.

  

Entre as articulações desenvolvidas pelo SUPERA Agro estão as conexões com grupos do setor bioenergético, como a Pedra Agroindustrial. Essas aproximações buscam ampliar o diálogo entre as empresas do setor e o ecossistema de inovação, permitindo identificar desafios e oportunidades, compartilhar conhecimentos e aproximar demandas do agro de tecnologias, competências e soluções desenvolvidas por agritechs e outros atores ligados ao parque tecnológico. A iniciativa também cria possibilidades para o desenvolvimento de projetos, testes de soluções, parcerias e novas oportunidades de negócios.

  

Amanda Sant’Ana, representante da Pedra Agroindustrial, destaca que a cooperação visa identificar soluções aplicáveis às rotinas da empresa. “A parceria com o SUPERA Agro representa uma oportunidade de ampliar nossa conexão com o ecossistema de inovação e ter mais acesso a startups, tecnologias e soluções voltadas para o agronegócio. A expectativa é que essa aproximação nos ajude a identificar soluções que façam sentido para a nossa operação e, futuramente, testar e implementar tecnologias que possam gerar ganhos de eficiência e sustentabilidade“, analisa.

  

Amanda enfatiza ainda que a resolução dos gargalos da cadeia sucroenergética exige um esforço colaborativo. “Acreditamos que nosso papel é estar aberto a novas ideias, tecnologias e formas de fazer diferente, sempre olhando para os desafios reais do setor. Na Pedra, buscamos fortalecer cada vez mais essa conexão com o ecossistema de inovação, porque entendemos que muitos dos desafios do sucroenergético não serão resolvidos de forma isolada“, complementa.

  

No âmbito da sustentabilidade e mitigação de impactos ambientais, o alinhamento com o Fórum Brasileiro de Climatechs reforça a pauta de inteligência climática no agronegócio. A organização atua na representação de empresas de tecnologia dedicadas à adaptação climática, transição energética e conservação de recursos naturais.

  

Representante do Fórum Brasileiro de Climatechs, Zé Gustavo ressalta a relevância da conexão com o ecossistema de Ribeirão Preto. “A função do Fórum é representar empresas de tecnologia que têm solução para adaptação ou mitigação climática em escala. O agro brasileiro tem sido um dos setores mais influenciados pelas mudanças climáticas e tem ficado muito atento a todos esses movimentos, desenvolvendo tecnologias para monitoramento, sensoriamento e aplicação de produtos biológicos“, pontua.

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O representante ressalta a importância de munir os empreendedores com ferramentas de gestão e financiamento, como o recente relatório de captação de recursos lançado pela entidade. “Essa conexão com o SUPERA Parque é super importante para a gente incentivar novas tecnologias, incentivar empreendedores e fazer com que as soluções que já existem possam tracionar para ganhar escala. Para o agricultor, falar de clima gera aflição pelas incertezas meteorológicas. Quando construímos tecnologias que ajudam a melhorar o monitoramento e a tomada de decisão, resolvemos um problema atrelado ao clima em nível global“, destaca Zé Gustavo.

  

A precisão no manejo de recursos hídricos e o cumprimento de diretrizes ambientais ganham o reforço da Acqua Nativa, empresa especializada em instrumentação e sensores para monitoramento da qualidade da água e solo. Hugo Vieira, founder da empresa, explica que a tecnologia atua na transformação de dados em gestão preventiva. “A tecnologia da Acqua Nativa transforma o monitoramento ambiental em uma ferramenta prática de gestão dos recursos naturais, permitindo acompanhar em tempo real parâmetros de água, solo e processos produtivos, reduzir desperdícios, otimizar o uso de insumos e identificar desvios antes que se tornem problemas“, pontua Vieira.

  

Segundo o executivo, o ecossistema do SUPERA Agro acelera o ganho de escala comercial e operacional dessas tecnologias. “O SUPERA Agro amplia a capacidade da Acqua Nativa de transformar tecnologia em aplicação real, aproximando nossas soluções de produtores, empresas, pesquisadores e parceiros estratégicos. Esse ecossistema acelera validações em campo e contribui para que soluções de monitoramento ambiental saiam de projetos pontuais e ganhem escala no agronegócio“, reforça.

  

A ponte entre a validação científica de laboratório e a adoção comercial pelo produtor rural é ancorada pela parceria com a AgriforLife Open Innovation. Integrante do Grupo Casa Bugre (instituição com 45 anos de atuação no mercado agrícola), a iniciativa traz bagagem técnica e de mercado para orientar os testes agronômicos e regulatórios de novos produtos, especialmente no segmento de bioinsumos.

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A ponte entre a validação científica de laboratório e a adoção comercial pelo produtor rural é ancorada pela parceria com a AgriforLife Open Innovation, Hub de Inovação do Grupo Casa Bugre. O Grupo, com mais de 45 anos de vivência no setor, possui grande expertise na validação técnica e na introdução de tecnologias disruptivas – com destaque para o seu pioneirismo no segmento de produtos biológicos -, integrando essa robusta bagagem para guiar os testes agronômicos e o posicionamento de novos produtos no mercado.

  

Maira Zampier, representante da AgriforLife, explica o propósito da atuação conjunta. “O propósito da AgriforLife é conectar o conhecimento científico às necessidades reais do produtor rural. Na prática, atuamos no fortalecimento do ecossistema de inovação por meio de parcerias estratégicas, troca de conhecimento, conexões com o mercado e apoio à validação prática de soluções. Apoiamos a estruturação de testes agronômicos, contribuímos para o direcionamento das tecnologias e aproximamos as startups de potenciais parceiros“, detalha.

  

Ela aponta que a bagagem operacional da rede de especialistas contribui diretamente para a maturação das deep techs do parque. “Por meio da nossa rede de especialistas e da experiência do Grupo Casa Bugre, podemos compartilhar vivências técnicas, regulatórias e de mercado com pesquisadores e startups do SUPERA Agro, contribuindo para o desenvolvimento, avaliação e posicionamento de novos produtos que atendam às demandas do campo“, conclui.

  

A sinergia entre o conhecimento científico, o suporte institucional e as demandas reais das empresas do setor fortalecem o SUPERA Agro como um importante elo do ecossistema de inovação, criando conexões e oportunidades para o desenvolvimento de novas tecnologias, projetos e negócios voltados a uma agricultura tropical sustentável, competitiva e resiliente.

  

Sobre o SUPERA Parque

O SUPERA Parque, fruto de um convênio entre a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e a Universidade de São Paulo, possui ao todo 94 empresas instaladas, sendo 61 delas na SUPERA Incubadora de Empresas de Base Tecnológica e 31 empreendimentos distribuídos entre centros empresariais e loteamento. O Parque Tecnológico está em expansão com a urbanização de novos lotes para instalação de empresas e a construção do Health to Business Center, prédio fruto de parceria com a FINEP e que contará com laboratórios compartilhados, espaços corporativos e auditório. Outras informações sobre o Parque Tecnológico estão disponíveis no site: http://superaparque.com.br/.