Instituição reúne 17 Unimeds e, ao longo de sua trajetória, implementou frentes de formação, suporte técnico e projetos regionais
Ribeirão Preto (SP), 1º de setembro de 2026 – A Unimed Federação Nordeste Paulista completou 30 anos no dia 16 de agosto. Fundada em 1996, a instituição ampliou sua atuação ao longo desse período, acompanhando as transformações da saúde suplementar e as demandas das cooperativas de sua área de
A Federação surgiu da necessidade de articular regionalmente cooperativas médicas com diferentes estruturas e realidades. Sua estrutura de governança inclui um Conselho Administrativo formado por dirigentes das Unimeds associadas, mantendo as decisões conectadas às necessidades das cooperativas e reforçando o papel da Federação como articuladora regional. Para o diretor-presidente da Unimed Federação Nordeste Paulista, Daniel Haber, essa origem continua definindo o papel da instituição. “A Federação só existe para ajudar, para servir as suas sócias. E, por isso, atuamos alinhados às necessidades das cooperadas”, afirma.
Marcos de uma trajetória
Nos primeiros anos, a integração entre os dirigentes teve papel importante na construção dessa atuação regional. O médico Antonio Luiz Chaguri, ex-presidente da Unimed Federação Nordeste Paulista, recorda que as reuniões de presidentes funcionavam como fóruns para apresentar questões enfrentadas pelas cooperativas e discutir alternativas. “Nas reuniões de presidentes, discutiam-se e colocavam-se as dificuldades de cada singular. Aquela interação que nós tínhamos era muito forte. Foi um grande diferencial”, lembra.
Entre as iniciativas que marcaram diferentes períodos, Chaguri cita a distribuidora de medicamentos, que durante anos atendeu às cooperativas, e a atuação da Federação nos debates relacionados a órteses, próteses e materiais especiais. Experiências desenvolvidas nessa área contribuíram também para processos decisórios conduzidos em outras instâncias do Sistema Unimed. Para o ex-presidente, a trajetória resulta ainda da contribuição das diferentes administrações que estiveram à frente da instituição. “Cada presidente, cada diretoria que passou pela Nordeste contribuiu muito”, afirma Chaguri.
Uma atuação que se transformou
Com as mudanças ocorridas no setor de saúde, entre elas novas regulamentações e exigências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), transformações do mercado e a entrada de novos agentes, a Federação passou a incorporar outras frentes de trabalho.
Ao longo desse processo, a estrutura passou a contar também com serviços compartilhados e áreas de suporte técnico e operacional voltados às necessidades das cooperativas, contribuindo para a padronização de processos e a integração de informações na região. O diretor administrativo, marketing e mercado, Caio Augusto Simões, destaca que o papel da Federação é dar retaguarda estratégica às singulares e contribuir para que estejam preparadas para os desafios e as transformações da saúde. “Esse trabalho envolve apoiar a gestão, fortalecer a atuação regional, valorizar o médico cooperado e investir continuamente no desenvolvimento das lideranças e colaboradores.”
Segundo o diretor, essa evolução ocorre em um ambiente de maior complexidade, marcado pela longevidade da população, pela incorporação de novas tecnologias e pelas mudanças nos modelos de assistência e gestão da saúde.
Cooperativismo e os próximos ciclos
Ao completar 30 anos, a Federação também projeta sua atuação diante das transformações do setor e do próprio cooperativismo médico. Para Daniel Haber, características do modelo, como participação dos cooperados, gestão democrática e decisões colegiadas, permanecem relevantes nesse cenário.
O presidente da cooperativa avalia que a construção coletiva das decisões permite incorporar diferentes perspectivas e fazer ajustes ao longo do caminho. “O cooperativismo se apresenta como uma estrutura extremamente moderna”, afirma Haber.
Essa capacidade de adaptação passa a integrar os desafios dos próximos ciclos da Federação, tanto na relação com as singulares quanto na resposta às mudanças que afetam a assistência, a gestão e a organização do sistema de saúde.
30 anos e novos projetos
O aniversário coincide com ações que integram a agenda da Federação em 2026. Uma delas é a nova sede, na avenida Dr. Francisco Junqueira, 1889, no bairro Jardim Paulista, em Ribeirão Preto, que passou a concentrar suas operações e áreas de suporte. Mais do que uma mudança física, a nova estrutura integra o posicionamento da Federação para os próximos anos e acompanha a ampliação das atividades desenvolvidas em apoio às cooperativas.
O ano também é marcado pelo Circuito Unimed de Corridas – Federação Nordeste Paulista, iniciativa que percorre municípios da região com etapas de corrida, caminhada e atividades voltadas a diferentes públicos. O projeto estruturou em um calendário regional ações relacionadas à prática de atividade física e à presença da Unimed nas comunidades onde atua.
Outra frente será a Semana de Transformação em Saúde, que acontece de 27 a 30 de outubro, em Ribeirão Preto. A programação reunirá a 6ª Tech Week, o 7º Congresso Nacional OPMED e o 9º Fórum de Ortopedia e Traumatologia da Unimed Ribeirão Preto, aproximando discussões sobre tecnologia, gestão, sustentabilidade e assistência.
Na visão da diretoria da Federação, 2026 é um ano que conecta sua trajetória às iniciativas que vêm orientando a atuação regional e aos caminhos projetados para os próximos ciclos. Para Haber, esse conjunto de ações traduz o propósito de “mostrar como a cooperação impulsiona o desenvolvimento e a inovação”.
Sobre a Unimed Federação Nordeste Paulista
A Unimed Nordeste Paulista – Federação Intrafederativa das Cooperativas Médicas, também identificada pela sigla UFENESP, integra o Sistema Unimed.
Fazem parte da Federação as Unimeds de Alta Mogiana, com sede em Orlândia; Araraquara; Barretos; Batatais; Bebedouro; Franca; Ibitinga; Jaboticabal; Mococa; Monte Alto; Norte Paulista, com sede em Ituverava; Pitangueiras; Ribeirão Preto; Santa Rita, Santa Rosa e São Simão; São Carlos; São José do Rio Pardo; e Sertãozinho.








