Participação feminina se aproxima de 50% das admissões em Ribeirão Preto

No primeiro semestre de 2026, as mulheres responderam por 48,56% das admissões realizadas em Ribeirão Preto, segundo dados do Novo Caged. Foram 39.774 contratações femininas no período, ante 37.956 nos primeiros seis meses de 2025. Em um ano, a participação delas no total de admissões passou de 46,57% para 48,56%. 
Em diferentes áreas, profissionais com tempos distintos de carreira ajudam a mostrar como essa presença faz parte do cotidiano do mercado de trabalho da cidade. Há dois anos, Vanessa Ferreira trabalha como frentista n -> o Triangulo PETRONAS, que há mais de 20 anos mantém uma equipe formada exclusivamente por mulheres no atendimento da pista. Antes de assumir a função, ela se dedicava à rotina de casa e também trabalhava como artesã.
Para Vanessa, a experiência n -> o abriu espaço para desenvolver uma atividade com a qual se identificou. “Quando comecei, fui aprendendo a rotina, entendendo melhor o atendimento e percebendo que gostava daquele contato com as pessoas. Hoje me sinto muito à vontade no que faço e vejo que foi uma escolha profissional que deu certo para mim”, afirma.
Experiências construídas ao longo dos anos 

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Silvana Leite, açougueira no Savegnago Supermercados, atua na área há mais de 18 anos. A passagem pelo frigorífico e pela desossa foi o ponto de partida para uma nova experiência profissional, que ganhou outra dimensão quando ela passou a trabalhar diretamente com o público.
“Quando comecei no atendimento, minha visão da profissão mudou. Passei a gostar muito desse contato diário e de entender o que cada pessoa procura. Com o tempo, você conquista confiança, e isso é muito gratificante. Quando estamos de férias ou de folga e eles perguntam por nós, percebemos que construímos uma relação de verdade”, afirma.
Com 25 anos de experiência, Maysa Lima atua nas áreas de Orçamento, Planejamento e Controle da Perplan Incorporação. Ao longo da carreira, ela acompanhou mudanças na participação das mulheres na construção civil.
“Conheci muitas engenheiras de obra que se destacavam pela capacidade de gestão e pela qualidade dos resultados que entregavam. Essas experiências reforçam que a capacidade de liderar e obter bons resultados está muito mais relacionada à competência, ao conhecimento técnico e à habilidade de gestão do que ao gênero”, afirma.

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