Diretrizes de saúde infantil reforçam a importância de considerar o desenvolvimento da criança na organização do quarto e na transição para camas
Segundo um estudo publicado na JAMA Pediatrics, cerca de metade das crianças apresenta dificuldades relacionadas ao sono em algum momento da infância. Entre os fatores que influenciam a qualidade do descanso está o local onde o bebê dorme. Aspectos como iluminação, temperatura, ventilação e nível de ruídos interferem na organização da rotina de sono da criança.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a adoção de hábitos regulares para o horário de dormir e a adequação das condições do quarto como parte dos cuidados relativos à higiene do sono infantil.
Nesse contexto, escolhas relacionadas ao mobiliário e à segurança, como o tipo de berço, as características do colchão e o momento adequado para a transição para a cama infantil, também contribuem para proporcionar um sono mais seguro e de melhor qualidade
Como preparar o ambiente para o sono do bebê
A preparação adequada do quarto está entre as medidas recomendadas para favorecer uma rotina de sono saudável. De acordo com a SBP, o ambiente deve ter temperatura confortável, baixa luminosidade e poucos ruídos. A instituição também orienta evitar atividades estimulantes nos momentos que antecedem o horário de dormir.
A Academia Americana de Pediatria (AAP), por sua vez, recomenda que o bebê durma em uma superfície firme e plana, com o colchão ajustado ao berço ou ao moisés e sem objetos soltos no local, como cobertores, almofadas, travesseiros ou brinquedos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a primeira infância é uma fase de rápido desenvolvimento, no qual hábitos familiares saudáveis podem contribuir para o bem-estar e a saúde ao longo da vida.
Quando fazer a transição para as camas infantis
A mudança do berço para as camas infantis não acontece em uma idade fixa. A decisão deve considerar o desenvolvimento da criança, especialmente a evolução motora e a capacidade de entrar e sair da cama com segurança.
O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) aponta que os marcos do desenvolvimento servem como referências para acompanhar a evolução infantil, mas não determinam o momento exato em que cada etapa deve ser alcançada.
Nesse contexto, a AAP afirma que não existe uma idade obrigatória para a transição do berço para a cama infantil. Ainda assim, a entidade informa que esse processo costuma ocorrer entre os 2 e 3 anos e meio. A recomendação é observar quando a grade do berço fica abaixo da altura do peito da criança. Nessa fase, ela já consegue ultrapassar a estrutura com mais facilidade, o que aumenta o risco de quedas.








