Autoestima e bem-estar: como tratamentos estéticos influenciam a saúde emocional?

Autoestima e bem-estar: como tratamentos estéticos influenciam a saúde emocional?

Procedimentos estéticos proporcionam momentos de relaxamento e autoconhecimento, gerando impactos positivos na saúde

Segundo definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social, indo muito além da ausência de doenças. Seguindo a diretriz, a estética tem sido observada como suporte para a qualidade de vida.

Estudo das pesquisadoras da Universidade do Vale do Paraíba, Lara de Faria Nardi Marques e Josne Carla Paterno, destaca que os procedimentos estéticos exercem influência na autoestima e na autoimagem, contribuindo positivamente para o bem-estar e para a construção de uma imagem corporal mais satisfatória.

Há pessoas que procuram por tratamentos estéticos como forma de autocuidado, influenciando diretamente na sensação de bem-estar e na qualidade de vida, como relata a dentista e biomédica, speaker da Beauty Systems, Priscilla Martelli.

“Recebo, diariamente, pacientes que trazem questões estéticas que impactam de alguma forma nas relações pessoais. Ou no trabalho, ou no casamento ou na vida social. Ao solucionarem as suas queixas, se tornam mais produtivas, mais autoconfiantes, mais felizes e, com isso, a qualidade de vida melhora substancialmente.”

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 É a estética além da beleza, atuando na saúde física, emocional e social. Pesquisa realizada pelo Instituto Kantar, do Ibope, mostra que 20% das mulheres sofrem com baixa autoestima. Com relação aos homens, segundo estudo realizado pelo Instituto Ideia com 663 voluntários, 3% dos homens brasileiros apresentam baixa autoestima.

Segundo informações da Universidade Tiradentes (Unit), procedimentos estéticos proporcionam momentos de relaxamento, autoconhecimento e escuta acolhedora, gerando impactos positivos na saúde.

Entre as possibilidades de tratamentos, há as tecnologias de bioestimulação de colágeno, preenchimentos estratégicos em diferentes áreas do corpo e rotinas de cuidados focadas na saúde da pele, procedimentos que têm como foco proporcionar envelhecimento saudável e harmonioso. Os benefícios do Ultraformer MPT, por exemplo, incluem rejuvenescimento na face e no corpo, com firmeza da pele, redução de linhas finas e de gordura localizada. 

Com os avanços da tecnologia, equipamentos modernos oferecem tratamentos mais seguros e personalizados. Entre eles: laserterapia para remoção de manchas, depilação e rejuvenescimento; Secret RF; radiofrequência para combater a flacidez da pele; ultrassom estético para quebra de gordura localizada; e criolipólise e outras tecnologias para redução de medidas.

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Demanda por resultados naturais

A demanda atual por procedimentos estéticos é por resultados mais naturais e personalizados. Essa mudança tem relação com uma visão mais equilibrada sobre autoestima e estética. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o foco mudou da “perfeição artificial” para o rejuvenescimento e bem-estar individual.

Entre os fatores que impulsionam essas mudanças estão a estética preventiva, com tratamentos que proporcionam envelhecer com saúde e não paralisar o rosto; a saúde mental, que abrange o gerenciamento do envelhecimento; e a busca pela própria identidade.

A mudança de comportamento de quem procura procedimentos estéticos reflete a busca pelo realce das características individuais e pela preservação da identidade de cada rosto, deixando de lado o padrão de beleza idealizado. 

“Hoje, existe uma busca muito maior por resultados naturais, refletindo uma visão mais equilibrada da autoestima e da estética. Essa tendência acompanha o conceito de Quiet Luxury, que valoriza a sofisticação discreta e a naturalidade em vez dos excessos”, explica Priscilla.

“Os pacientes desejam parecer mais descansados, saudáveis e rejuvenescidos, sem perder sua identidade. As tecnologias ganham destaque por promoverem melhora da pele e estímulo de colágeno de forma gradual e natural, realçando a beleza individual sem transformar as características do paciente”, afirma a especialista.

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Nesse contexto, estudo da Universidade do Vale do Paraíba destaca a importância de se promover uma educação estética que vá além da busca por padrões impostos pela sociedade, muitas vezes dissociado da realidade.

A pesquisa afirma que procedimentos estéticos têm potencial de gerar efeitos positivos na autoestima e na percepção da autoimagem. Neste caso, os benefícios emocionais tendem a se desenvolverem de forma consistente quando o procedimento é incentivado por fatores internos, com desejo pessoal e genuíno. 

“Padrões físicos são compartilhados e estimulados pela mídia a todo momento, influenciando a construção da imagem corporal, muitas vezes de maneira negativa. A imposição de um padrão atinge homens e mulheres, ainda que em intensidades diferentes”, destaca a psicóloga Tatiane Possani.