Longevidade cerebral: estratégias nutricionais para prevenir o declínio cognitivo

Longevidade cerebral: estratégias nutricionais para prevenir o declínio cognitivo

Hábitos alimentares podem ajudar a prevenir qualquer tipo de demência

De acordo com o Relatório Nacional de Demência de 2025, produzido pelo Ministério da Saúde, 8,5% da população brasileira com 60 anos ou mais possui algum tipo de demência. Esse número equivale a 1 milhão e 800 mil casos.

O relatório projeta que, até 2050, o número de idosos com a doença chegará a 5 milhões e 700 mil. Isso se deve ao envelhecimento populacional das pessoas que, em 2026, têm, no mínimo, 36 anos.

Os dados mostram que a longevidade cerebral é uma questão de saúde pública que afeta o sistema de saúde e também as famílias dessas pessoas – o SUS (Sistema Único de Saúde), por exemplo, realizou 56,2 milhões de atendimentos de pessoas com Alzheimer.

Portanto, é importante entender melhor a longevidade cerebral e quais hábitos podem ajudar a prevenir que qualquer tipo de demência se desenvolva ou se agrave.

O que é longevidade cerebral e por que ela importa

A longevidade cerebral nada mais é do que a manutenção da saúde do cérebro para que ele tenha o melhor funcionamento possível, ou seja, que continue tendo boa memória, lucidez e que mantenha a autonomia e a independência da pessoa.

Leia Também:  HCN participa da 17ª edição do Seminário Hospitais Saudáveis

Ela é muito importante para a saúde geral do corpo, porque só é possível manter o organismo ativo se a mente estiver saudável. A autonomia, por exemplo, está ligada diretamente à saúde mental de pessoas idosas.

Então, se um idoso se mantiver ativo em atividades intelectuais, sociais e mentais, sua vida será mais saudável física e emocionalmente e, como consequência, poderá ser maior.

A relação entre alimentação e saúde cognitiva

Existem diversas maneiras de manter a saúde cerebral e cognitiva, como praticar atividade física, manter relações sociais, praticar exercícios que estimulem o cérebro e alimentar-se bem.

Em comparação com outras práticas de manutenção da cognição, a alimentação é uma das menos citadas como um hábito que pode fazer a diferença na longevidade cerebral, mas é um dos fatores mais importantes.

Ainda mais quando pensamos que pessoas idosas possuem deficiências naturais de alguns nutrientes, por exemplo, por isso é de extrema importância que a alimentação de pessoas mais velhas seja acompanhada por um médico especialista.

Nutrientes essenciais para o bom funcionamento do cérebro

Para o bom funcionamento do cérebro, uma alimentação saudável e natural, além de uma boa hidratação já é de grande ajuda. Porém existem alguns nutrientes que são os mais importantes para a saúde cerebral.

Leia Também:  Dicas para uma dieta saudável e hidratação adequada durante as altas temperaturas

A vitamina E e a vitamina C são fundamentais, por conta da ação antioxidante. Já as vitaminas do complexo B, como a vitamina B1, a vitamina B6, a vitamina B9 e a vitamina B12, também são de extrema importância.

A B1, a B6 e a B12 ajudam no funcionamento do sistema nervoso central, e a B9 e a B12 favorecem a reprodução celular e o controle dos níveis de homocisteína, que são um fator de risco vascular quando estão em grandes quantidades.

Outras substâncias importantes para o cérebro são os ômegas 3 e 6, principalmente do tipo DHA, pois ajudam na fluidez das membranas neurais.

Onde encontrar essas vitaminas?

A vitamina E pode ser encontrada em óleos vegetais, e a vitamina C está presente em frutas cítricas, no kiwi e na pimenta vermelha. Os ômegas 3 e 6 do tipo DHA estão, em sua maioria, em peixes de água fria.

Para as vitaminas do complexo B, as principais fontes são: carnes bovinas, suínas e pescados, pão integral, leite e derivados, leguminosas, ervilhas e ovos. A vitamina B12 é a única que só é encontrada em alimentos de origem animal.

Cuidar da alimentação é cuidar do cérebro

A alimentação é muito importante para a manutenção da saúde do cérebro, por isso é de extrema importância que o acompanhamento nutricional seja feito, ainda mais em pessoas com 60 anos ou mais.

Leia Também:  Especialista dá dicas para lidar com a menopausa e os desafios da nova fase 

Dessa forma, é possível cuidar da saúde mental e garantir a longevidade cerebral. Consequentemente, a longevidade da vida aumenta, e a qualidade dela, também.