Milhões de colchões descartados todos os anos no Brasil têm se transformado em um problema ambiental crescente nas cidades. Volumosos e difíceis de reciclar, esses produtos são compostos por espumas sintéticas, molas metálicas e tecidos mistos, combinação que dificulta o reaproveitamento e aumenta o volume de resíduos enviados para aterros sanitários.
Com uma produção estimada em cerca de 25 milhões de unidades por ano, segundo dados do setor moveleiro, o destino final desses produtos passou a entrar no radar da indústria. Fabricantes começam a investir em novas tecnologias capazes de reduzir o impacto ambiental tanto na produção quanto no descarte.
Parte dessas soluções será apresentada durante a Yes Móvel Show São Paulo 2026, que acontece entre os dias 16 e 19 de março, em São Paulo, reunindo mais de 300 indústrias do setor.
Materiais de origem vegetal
Entre as iniciativas está o desenvolvimento de espumas produzidas com componentes de origem vegetal, que substituem parte dos derivados do petróleo (poliol) tradicionalmente utilizados na fabricação de colchões.
Uma das novidades apresentadas na feira, será da Castor Colchões que traz a feira a linha Green Star, desenvolvida com foco em tecnologias biodegradáveis e materiais naturais.
Além das espumas vegetais, os produtos utilizam tecidos como o OrganiCotton, algodão orgânico com ventilação inteligente, e incluem o primeiro travesseiro biodegradável produzido em escala industrial no país, elaborado com tecnologia BIOVISCO™.
“Diferente dos produtos tradicionais, que podem levar centenas de anos para se decompor em aterros, as novas tecnologias permitem que o produto retorne ao ciclo natural sem deixar resíduos nocivos”, afirma Hélio Silva.
Mudança no comportamento do consumidor
A discussão ambiental também acompanha mudanças no comportamento do consumidor. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados aponta que 95% dos brasileiros preferem adquirir produtos de empresas que adotam práticas sustentáveis.








