Conheça as cinco maiores preocupações em cibersegurança para os gestores de TI

Especialista da TIVIT lista os problemas e dá dicas de como combatê-los para as empresas prosperarem

 

O Brasil é um dos países que mais sofre com ataques cibernéticos. Entre as diversas pesquisas que confirmam esta informação está o levantamento mais recente da CheckPoint Research, que aponta uma média de 2.831 ataques cibernéticos semanais por organização no segundo trimestre de 2025, um aumento de 3% em relação ao mesmo período em 2024.

“A aceleração e a larga escala da adoção da computação na nuvem e o trabalho remoto também propiciaram tentativas de invasão a dispositivos pessoais e redes locais utilizados para a conexão no home office”, diz Thiago Tanaka, Diretor de Cibersegurança da TIVIT, multinacional que conecta tecnologia para um mundo melhor. Para ele, é importante ficar atento às preocupações que surgem com a transformação digital acelerada e o crescimento dos crimes virtuais.

Pensando nisso, o especialista conversou com os maiores players do setor de tecnologia e listou cinco pontos para os gestores de TI ficarem de olho: 

Gestão de cibersegurança em cloud: Muitos gestores acreditam que estão garantindo a segurança de suas infraestruturas apenas por migrar para a nuvem, seja a versão pública, privada ou híbrida, uma vez que recorrem aos serviços de grandes fornecedores. No entanto, além de eventuais falhas que indisponibilizam o acesso, há diversos tipos de ataques especializados em cloud que precisam ser mitigados.

Leia Também:  VetFamily e Boehringer Ingelheim Saúde Animal fecham parceria para oferecer condições especiais e conhecimento diferenciado aos médicos e clínicas veterinárias

Uma das soluções é o “Cybersecurity Mesh”, tendência que representa a ultra distribuição e a aplicação dos controles de segurança, ou “malha de segurança”, onde são mais necessários. Tais controles de segurança, antes, eram implementados apenas no perímetro da organização, com o uso de firewalls, por exemplo, mas hoje, requerem uma ampliação por conta do profissional que trabalha remoto, com acesso a diversos recursos em nuvem.

Mais atenção e tecnologia para tratar dados e privacidade: Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), técnicas de computação que aumentam a privacidade já estão no mercado para proteger os dados enquanto estes são usados para  o processamento, compartilhamento, transferências internacionais e análises de dados seguros, mesmo em ambientes não confiáveis. A tendência é que haja uma força-tarefa dos stakeholders para implementar a privacidade já no desenho inicial das soluções, além de colaborar com o uso responsável do dado.

IoT e oT – Evolução de ataques e de defesas: A popularização dos dispositivos de Internet das Coisas (IoT) foi essencial para o boom dos ataques de negação de serviço, conhecidos como DDoS, por meio do redirecionamento do acesso simultâneo de milhares dispositivos infectados para um mesmo endereço, a fim de indisponibilizar o site ou serviço. Agora, vemos uma mudança da característica na atuação dos criminosos virtuais, que estão invadindo os dispositivos para violar a privacidade dos usuários, interceptar dados e cometer fraudes. A evolução da conectividade, com a consolidação do 5G e a iminente chegada do 6G, vai exigir um acompanhamento dos níveis de defesa diante das novas modalidades de ataque.

Leia Também:  "Coelhinho" chega para interagir com crianças no Aurora Shopping

Data-driven and cyber decisions – IA para mapear e combater ameaças: O investimento em Segurança é considerada uma prioridade em TI pelos gestores. Embora a maioria tenha esta consciência, na prática, as realidades do orçamento barram investimentos mais difíceis de serem justificados e que não trazem um retorno imediato, como a cibersegurança. Por conta disso, a análise dos dados ganha importância ao evidenciar onde, como e quanto deve ser investido, de acordo com o histórico de tentativas e tipos de ameaças, pontos de vulnerabilidade, entre outros. A Inteligência Artificial é a maior aliada para os próximos anos no mapeamento dos pontos mais críticos e soluções mais eficientes.

Aumento de ataques Ransomware e Fileless: O sequestro de dados via malwares continua tendência em 2025, e o Ransomware e o Fileless, ataque sem necessidade de instalação de arquivo malware, tornaram-se fontes de uma indústria de dados. Parte do dinheiro extorquido pelos hackers é reinvestido em inteligência e metodologia para aperfeiçoar os ataques, mais frequentes e elaborados. Por conta disso, surge a necessidade de uma atenção maior em todo o mecanismo de defesa do ecossistema, desde o fabricante ao usuário, por meio de atualizações de infraestrutura para ampliação de monitoramento. 

Leia Também:  Luciano Hang faz alerta sobre novos golpes envolvendo o nome da Havan

Segundo Tanaka, “à medida que avançamos em alguns temas na sociedade, precisamos nos preparar para também proteger os dados e os negócios. Investir em segurança é como a contratação de um seguro, não traz um resultado imediato, mas previne perdas muito maiores com recuperação de desastres”.

Com o avanço da tecnologia, não apenas as grandes empresas, mas criminosos cibernéticos também têm avançado em suas metodologias de ataque e roubo de informações. “Se podemos destacar um período em que o investimento em segurança é essencial, esse tempo é agora”, finaliza.