Declaração Única de Importação e Reforma Tributária pressionam importações do varejo entre Black Friday e Natal

Declaração Única de Importação e Reforma Tributária pressionam importações do varejo entre Black Friday e Natal

 

Cronograma de mudanças do comércio exterior exige agilidade nas adequações em sistemas e processos em um período de alta demanda para o comércio que depende de produtos e componentes importados

Enquanto empresas se preparam para a Black Friday e o Natal, o comércio exterior brasileiro passa por mudanças que exigem adequações a sistemas e processos de importação. A substituição gradual da Declaração de Importação (DI) pela Declaração Única de Importação (Duimp) e as adaptações à Reforma Tributária do Consumo acontecem de forma escalonada nos próximos meses, fase desafiadora para negócios que precisam garantir importação e exportação de produtos, matérias-primas e componentes dentro do prazo.

  

O cenário exige respostas rápidas das empresas. O cronograma do Portal Único Siscomex prevê atualizações do sistema, chamadas Releases, que introduzem modificações nos processos de importação. Entre as próximas etapas, está o Release Azuis (R77), que prevê melhorias no sistema e tem treinamento marcado para outubro e entrada em produção em 1º de novembro. Já o Release Canoas (R78/R79), relacionado ao desligamento da antiga Declaração de Importação (DI), está previsto para 4 de dezembro. Ao longo de outubro, também estão previstas alterações na admissão de mercadorias na Zona Franca de Manaus e na integração com a Suframa. Antes dessas etapas,já entrou em produção o Release Paraná – RTC (R75), em setembro, voltado à adequação à Reforma Tributária do Consumo.

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Todas essas atualizações acarretaram desafios para a geração da Duimp. “Estamos falando de mudanças que acontecem justamente quando os negócios precisam estar mais preparados para importar. Se um sistema não estiver adequado ou uma operação não for planejada considerando esses prazos, o impacto pode chegar diretamente ao abastecimento. O comércio exterior precisa estar na mesa de decisão estratégica de qualquer companhia que tenha algum processo de importação ou exportação, porque qualquer alteração nessa cadeia compromete todo o negócio”, afirma André Barros, CEO da eComex, companhia pioneira em soluções tecnológicas para automação e gestão do comércio exterior.

  

Mudanças podem interromper importações

A transição para a Duimp não representa apenas uma troca de documento, mas uma transformação na forma como as empresas estruturam suas operações de comércio exterior. Sistemas, integrações e bases de dados precisam acompanhar as novas exigências

O impacto da Reforma Tributária vai além da adequação fiscal. “Não basta adequar a tributação. As empresas também precisam estar preparadas para operar no sistema de importação, com os cadastros, dados e processos exigidos pelas novas regras. É uma mudança de tecnologia, processos e dados que precisa ser tratada com antecedência”, explica Barros.

  

 

Planejamento ganha peso em período de alta do comércio exterior

As alterações regulatórias se somam à pressão sazonal sobre as importações. Entre janeiro e agosto de 2026, as compras brasileiras do exterior somaram US$ 195 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025. Apenas em agosto, foram US$ 25,8 bilhões, crescimento de 9,2% na comparação anual, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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A expectativa com a Black Friday deste ano é movimentar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Os dados são da pesquisa realizada pela Stefanini Marketing, que aponta roupas, eletrônicos pessoais e produtos de beleza e perfumaria entre as categorias com maior intenção de compra na data promocional de 27 de novembro.

  

Para empresas que dependem de produtos importados, o planejamento começa antes da data de venda. Produção na origem, tempo de trânsito internacional, desembaraço aduaneiro, estoque e distribuição precisam ser considerados em conjunto.

  

“Quando se trabalha com importação e exportação, não existe espaço para deixar a decisão para depois. É preciso saber o que será necessário, quanto tempo levará para chegar e quais riscos podem aparecer no caminho. Com as mudanças regulatórias acontecendo ao mesmo tempo, é fundamental agir com antecipação e previsibilidade para gerir com eficiência demanda, fornecedores, estoque e logística até o produto chegar no prazo ao consumidor final”, conclui Barros.

  
Sobre a eComex
Pioneira e com DNA inovador, a eComex destaca-se como líder em soluções de alta tecnologia para gestão, otimização e automatização de operações de comércio exterior e logística internacional. Seus aplicativos são amplamente adotados por grandes e médias empresas, tanto nacionais quanto multinacionais, que necessitam de uma ampla gestão e buscam eficiência com redução de custos logísticos em seus processos de comércio exterior.
Com sede em Limeira (SP) e parte integrante do Grupo Cassis, a eComex possui mais de 10 mil usuários em suas plataformas tecnológicas, conta com uma equipe de aproximadamente 220 colaboradores e atende cerca de 250 clientes, que operam no Brasil e em países como África, Argentina, Chile, Colômbia, México, Panamá, Peru, Paraguai e Uruguai.
Destacando-se no cenário do Comércio Internacional pela sua abordagem disruptiva, a eComex alcançou um marco significativo em 2023 com a aquisição da D2P, startup especializada em logística internacional. Avaliada em R$ 20 milhões, essa aquisição permitiu a fusão de tecnologias e experiências, impulsionando ainda mais a inovação como oferta para o mercado. Com a aquisição da D2P, a eComex inicia um processo de transformação da tecnologia para o comércio exterior no Brasil.
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