Colmeia Viva faz treinamento sobre boas práticas entre agricultura e apicultura para fiscais e técnicos, no Paraná

As boas práticas entre a apicultura e a agricultura foram temas de duas aulas realizadas pelo programa Colmeia Viva, do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), nos dias 8 e 9 de fevereiro, em Maringá (PR). Estiveram presentes mais de 70 pessoas entre fiscais e técnicos. O treinamento foi ministrado pelo apicultor e doutor em zootecnia Heber Luiz Pereira.

  

 

O curso foi feito em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) do Estado e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Além de gerar conhecimento às equipes das instituições, o objetivo foi fortalecer a importância da formalização dos apicultores locais, além de instruir sobre os pontos a serem averiguados em caso de mortalidade de abelhas envolvendo a relação entre agricultura e apicultura.

  

 

Para Pereira, a formalização da apicultura ajuda os agricultores a identificarem locais com presença de abelhas, evitando aplicações que possam ser, mesmo minimamente, prejudiciais a elas. “A profissionalização dos apicultores é muito importante. E uma dessas vantagens é a melhor relação com a agricultura. O trabalho mais organizado e com gestão não está relacionado ao porte da atividade, ou a ser um grande apicultor, mas a praticar os compromissos e as boas práticas”.

Leia Também:  No Setembro Verde, HCN destaca a importância da conscientização sobre a doação de órgãos
  

 

O bom convívio entre apiários e áreas agrícolas é muito importante, visto que as atividades se complementam, explica Daniel Espanholeto, coordenador do Colmeia Viva e especialista do Sindiveg para o uso correto e seguro de defensivos agrícolas. “A apicultura é essencial para a produção de alimentos. Sem a polinização realizada pelas abelhas, a produção de culturas dependentes poderia sofrer perdas de 40% a 100%. São os casos da maçã e maracujá.”

 

Em relação à metodologia de atendimento técnico para ocorrências de mortalidade de abelhas por possível contaminação de defensivos agrícolas Daniel Espanholeto destaca a importância de uma minuciosa investigação envolvendo as práticas agrícolas nas redondezas do apiário, abrangendo as culturas e sua dependência e as práticas adotadas pelos apicultores, principalmente em relação à produção de alimentos, limpeza e manejo das caixas para transporte e a própria comunicação entre os produtores.

  

 

O engenheiro agrônomo João Miguel Toledo Tosato, fiscal da Adapar, salienta a importância do programa realizado pelo Sindiveg. “É perfeitamente possível a convivência entre as atividades. Para isso, tanto apicultura quanto a agricultura devem ser realizadas por meio de boas práticas, respeitando e cuidando para não prejudicar a produção do vizinho. Nesse sentido, os profissionais do Colmeia Viva são grandes aliados dos apicultores na aquisição do conhecimento.”

Leia Também:  Você é um profissional de Finanças 5.0? Este é o perfil mais buscado pelas empresas neste momento

 

Tosato alerta para os cuidados especiais que os agricultores devem ter com bicos utilizados na pulverização, bem como a pressão da aplicação, para que não haja a chamada deriva dos produtos para propriedades vizinhas. “É de extrema importância que os profissionais de agronomia não recomendem a aplicação de defensivos em momentos de floração, já que é o momento de visitação das abelhas.” Nesse período, afirma, o ideal é indicar insumos menos tóxicos para as abelhas e redobrar a atenção para que as aplicações sejam seguras e eficazes.

  

 

Sobre o Sindiveg

 

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) representa a indústria de produtos para defesa vegetal no Brasil há mais de 80 anos. Reúne 26 associadas, distribuídas pelos diversos Estados do País, o que representa aproximadamente 40% do setor. Com o objetivo de defender, proteger e fomentar o setor, o Sindiveg atua junto aos órgãos governamentais e entidades de classe da indústria e do agronegócio pelo benefício da cadeia nacional de produção de alimentos e matérias-primas. Entre suas principais atribuições estão as relações institucionais, com foco em um marco regulatório previsível, transparente e baseado em ciência, e a representação legitima do setor com base em dados econômicos e informações estatísticas. A entidade também atua fortemente para promover o uso correto e seguro, levando conhecimento e educação aos produtores e respeitando meio ambiente, leis e normas. Para mais informações, acesse www.sindiveg.org.br.

Leia Também:  Qualidade no prato, energia no corpo: como alimentos orgânicos contribuem com vida saudável