{"id":686220,"date":"2026-10-29T12:22:25","date_gmt":"2026-10-29T12:22:25","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=686220"},"modified":"2026-10-30T00:12:33","modified_gmt":"2026-10-30T00:12:33","slug":"entre-mapas-e-memorias-corina-ishikura-revela-outras-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/10\/entre-mapas-e-memorias-corina-ishikura-revela-outras-cidades\/","title":{"rendered":"Entre mapas e mem\u00f3rias, Corina Ishikura revela outras cidades"},"content":{"rendered":"<p>Em cartaz de 7 de novembro a 9 de janeiro na Casa do Olhar Luiz Sacilotto, em Santo Andr&eacute; (SP), a exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Cidades Invis&iacute;veis&rdquo; re&uacute;ne pinturas, trabalhos sobre papel e instala&ccedil;&otilde;es que aproximam natureza, mem&oacute;ria e ocupa&ccedil;&atilde;o urbana<\/p>\n<p>Santo Andr&eacute; (SP), 15 de outubro de 2026 &ndash; Uma pra&ccedil;a pode desaparecer da paisagem antes que algu&eacute;m perceba sua falta. Um parque, visto de cima, pode se resumir a uma pequena mancha entre avenidas e constru&ccedil;&otilde;es. No trabalho de Corina Ishikura, esses espa&ccedil;os ganham outra dimens&atilde;o: tornam-se pinturas, perfura&ccedil;&otilde;es no papel e estruturas de madeira que convidam o p&uacute;blico a observar o que a rotina costuma deixar passar. &Eacute; desse encontro entre a cidade que se mede e a cidade que se vive que nasce &ldquo;Cidades Invis&iacute;veis&rdquo;, exposi&ccedil;&atilde;o individual que ser&aacute; apresentada de 7 de novembro de 2026 a 9 de janeiro de 2027, na Casa do Olhar Luiz Sacilotto (Rua Campos Sales, 414, Centro), em Santo Andr&eacute; (SP).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com curadoria de &Eacute;rica Burini, a mostra re&uacute;ne 38 obras organizadas em oito s&eacute;ries. O conjunto parte de mapas e levantamentos sobre popula&ccedil;&atilde;o e vegeta&ccedil;&atilde;o para investigar a ocupa&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os e a rela&ccedil;&atilde;o de seus habitantes com a natureza.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Apresentada no Museu de Arte Contempor&acirc;nea de Campinas (MACC) em 2025, a exposi&ccedil;&atilde;o ganha uma configura&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria em Santo Andr&eacute;, com novas pinturas e instala&ccedil;&otilde;es concebidas em di&aacute;logo com as caracter&iacute;sticas do im&oacute;vel tombado que abriga a Casa do Olhar Luiz Sacilotto.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Entre escolhas de cor, escala e mat&eacute;ria, Corina transforma os dados em experi&ecirc;ncias visuais e espaciais. Nas obras, a concentra&ccedil;&atilde;o de habitantes e os contrastes entre os territ&oacute;rios ganham dimens&otilde;es que o visitante pode perceber com o pr&oacute;prio corpo. &ldquo;O meu trabalho fala muito dessa desigualdade &ndash; dessa distribui&ccedil;&atilde;o desigual de popula&ccedil;&atilde;o, uma concentra&ccedil;&atilde;o, por exemplo, na cidade de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> que &eacute; muito grande &ndash; de concreto, de pessoas&rdquo;, prop&otilde;e a artista.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Essa reflex&atilde;o aparece em &ldquo;Pilares desmedidos&rdquo;, instala&ccedil;&atilde;o em madeira que estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o entre a altura dos elementos e a popula&ccedil;&atilde;o de cidades paulistas. O contraste entre o pilar mais alto e os volumes menores transforma a concentra&ccedil;&atilde;o urbana em uma experi&ecirc;ncia de propor&ccedil;&atilde;o. Na montagem, a arquitetura participa da obra: o limite do p&eacute;-direito interfere na dimens&atilde;o que a estrutura pode alcan&ccedil;ar e na maneira como o visitante a percebe.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A cidade entre o papel, a madeira e a pintura<br>\nA diversidade de materiais acompanha diferentes maneiras de abordar a paisagem. Corina trabalha com &oacute;leo sobre linho e madeira, papel perfurado a laser, aquarela produzida com cinzas e instala&ccedil;&otilde;es escult&oacute;ricas. A passagem de uma linguagem a outra mant&eacute;m rela&ccedil;&otilde;es recorrentes em sua pesquisa, como as aproxima&ccedil;&otilde;es entre cheio e vazio, mat&eacute;ria natural e interven&ccedil;&atilde;o humana.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Em &ldquo;H&aacute; algo s&oacute;lido no brilho do c&eacute;u&rdquo;, o territ&oacute;rio aparece em uma s&eacute;rie de 27 trabalhos sobre papel, correspondentes &agrave;s unidades da Federa&ccedil;&atilde;o. O processo de perfura&ccedil;&atilde;o e pintura transforma informa&ccedil;&otilde;es cartogr&aacute;ficas em imagens. &ldquo;Cada pequena perfura&ccedil;&atilde;o no papel representa uma cidade. Incorporo as cinzas desse processo &agrave; aquarela, com a qual pinto os c&iacute;rculos que traduzem a cobertura vegetal de cada estado&rdquo;, revela Corina.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>J&aacute; o t&iacute;tulo da s&eacute;rie &ldquo;&Aacute;trios invis&iacute;veis&rdquo; remete ao espa&ccedil;o arquitet&ocirc;nico, associado, na reflex&atilde;o da artista, &agrave; possibilidade de permanecer, contemplar e experimentar outra rela&ccedil;&atilde;o com o sil&ecirc;ncio e a luz. Nas obras, os vazios t&ecirc;m presen&ccedil;a e participam da constru&ccedil;&atilde;o da imagem.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A instala&ccedil;&atilde;o &ldquo;Foi casa&rdquo; &eacute; composta por 28 pe&ccedil;as de madeira, relacionadas a dados sobre a perda de cobertura vegetal nas unidades da Federa&ccedil;&atilde;o e no Brasil. As informa&ccedil;&otilde;es prov&ecirc;m de fontes como MapBiomas e o Sistema Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es Florestais (SNIF): 27 pe&ccedil;as correspondem &agrave;s unidades da Federa&ccedil;&atilde;o e uma &agrave; representa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>J&aacute; as duas pinturas da s&eacute;rie &ldquo;Para passear&rdquo;, realizadas sobre madeira, partem da observa&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas verdes nos espa&ccedil;os urbanos. O mesmo campo de investiga&ccedil;&atilde;o se desdobra em tr&ecirc;s novas telas de &ldquo;A po&eacute;tica do espa&ccedil;o&rdquo;, produzidas em 2026, com um metro por um metro cada.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nas novas telas, a artista amplia a paleta em rela&ccedil;&atilde;o aos trabalhos anteriores da s&eacute;rie. &ldquo;Essas cores, de uma certa forma, falam dos elementos que comp&otilde;em a natureza: a &aacute;gua, a cor da terra, a cor da pr&oacute;pria cidade&rdquo;, diz Corina. &ldquo;&Eacute; um desdobramento da mesma s&eacute;rie, olhando ainda para esses mesmos espa&ccedil;os de &aacute;reas verdes dentro de &aacute;reas urbanas.&rdquo;<\/p>\n<p>Literatura e ancestralidade<br>\nO t&iacute;tulo da exposi&ccedil;&atilde;o aproxima a pesquisa de Corina do livro &ldquo;As cidades invis&iacute;veis&rdquo;, de Italo Calvino. A interlocu&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria tamb&eacute;m passa pelos haicais de Alice Ruiz, cuja aten&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza e s&iacute;ntese po&eacute;tica oferecem caminhos para a leitura das obras e para as atividades do projeto.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na interpreta&ccedil;&atilde;o de &Eacute;rica Burini, a s&iacute;ntese dos haicais ajuda a compreender como linhas, cores, volumes e intervalos concentram quest&otilde;es sobre a experi&ecirc;ncia urbana. &ldquo;O trabalho da Corina tamb&eacute;m traz uma mistura entre o uso de uma linguagem ocidental da arte contempor&acirc;nea com uma &eacute;tica oriental a respeito da rela&ccedil;&atilde;o com a natureza, do sil&ecirc;ncio, do vazio, de uma economia tamb&eacute;m dos elementos, das cores&rdquo;, afirma a curadora.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Formada em Letras, Corina reconhece a leitura e as conversas com &Eacute;rica como parte da constru&ccedil;&atilde;o do projeto. A aproxima&ccedil;&atilde;o com a cultura japonesa tamb&eacute;m encontra uma dimens&atilde;o familiar: sua m&atilde;e &eacute; descendente de japoneses, enquanto o pai, artista, trabalhou com madeira. &ldquo;Quando a gente vai fazer um trabalho, n&atilde;o pensa: &lsquo;Vou fazer isso por conta disso&rsquo;. As coisas acontecem, e essas influ&ecirc;ncias v&ecirc;m de forma org&acirc;nica. Elas se manifestam&rdquo;, observa Corina.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Uma exposi&ccedil;&atilde;o em di&aacute;logo com a Casa do Olhar Luiz Sacilotto<br>\nNa Casa do Olhar Luiz Sacilotto, o car&aacute;ter hist&oacute;rico do im&oacute;vel e as condi&ccedil;&otilde;es de uso de suas salas exigem solu&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de montagem. Para &Eacute;rica, essa rela&ccedil;&atilde;o com o espa&ccedil;o tamb&eacute;m aciona lembran&ccedil;as das transforma&ccedil;&otilde;es urbanas. &ldquo;A Corina tamb&eacute;m est&aacute; falando de acionar a mem&oacute;ria individual de cada um e refletir como &eacute; que as cidades eram antes, quando elas tinham mais &aacute;reas verdes, menos &aacute;reas verdes, e pensar nessas reivindica&ccedil;&otilde;es&rdquo;, afirma a curadora.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para Corina, a experi&ecirc;ncia da exposi&ccedil;&atilde;o permanece aberta &agrave;s respostas do p&uacute;blico. &ldquo;&Eacute; uma provoca&ccedil;&atilde;o sobre como estamos nos relacionando com o espa&ccedil;o e sobre aquilo que escapa ao nosso controle&rdquo;. A inten&ccedil;&atilde;o, evidencia, &eacute; trazer por meio do trabalho &ldquo;um olhar diferente para a natureza, para as cidades, para a forma como a gente pode habitar esse lugar&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Atividades e programa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica<br>\nAl&eacute;m das exposi&ccedil;&otilde;es, o projeto prev&ecirc; uma conversa p&uacute;blica com Corina Ishikura e &Eacute;rica Burini na abertura de cada etapa, com espa&ccedil;o para ouvir mem&oacute;rias e desejos do p&uacute;blico sobre as cidades. Em Santo Andr&eacute;, o encontro ser&aacute; realizado em 7 de novembro, &agrave;s 14h30. A visita guiada ser&aacute; realizada no &uacute;ltimo s&aacute;bado, dia 09 de janeiro de 2027, &agrave;s 11h, com a artista e a curadora.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Tamb&eacute;m est&atilde;o previstas oficinas conduzidas por artistas locais, voltadas ao p&uacute;blico feminino de diferentes faixas et&aacute;rias. As propostas poder&atilde;o trabalhar com bordado, colagem e monotipia, tendo os haicais do livro &ldquo;Jardim de Haijin&rdquo;, de Alice Ruiz, como ponto de partida para a experimenta&ccedil;&atilde;o. Em Santo Andr&eacute;, a oficina ser&aacute; ministrada pela artista Bruna Marassato em 28 de novembro, &agrave;s 10h, com dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s horas, inscri&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via e at&eacute; 20 participantes.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ao final da circula&ccedil;&atilde;o, o projeto prev&ecirc; a distribui&ccedil;&atilde;o gratuita de um cat&aacute;logo, com registros das exposi&ccedil;&otilde;es e textos de &Eacute;rica Burini, Sylvia Furegatti e Allan Yzumizawa. Uma obra ser&aacute; doada a cada institui&ccedil;&atilde;o cultural participante.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ap&oacute;s a temporada em Santo Andr&eacute;, na regi&atilde;o metropolitana de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>, &ldquo;Cidades Invis&iacute;veis&rdquo; seguir&aacute; para Sorocaba, no interior paulista, onde ser&aacute; apresentada de 16 de janeiro a 4 de abril de 2027, e para Praia Grande, no litoral, na Baixada Santista, de 8 de abril a 28 de maio de 2027. Previsto no projeto, o percurso por essas tr&ecirc;s regi&otilde;es leva a exposi&ccedil;&atilde;o a munic&iacute;pios fora do eixo das capitais Rio de Janeiro-<a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>, com atividades que prop&otilde;em o di&aacute;logo com o p&uacute;blico e com artistas de cada munic&iacute;pio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O projeto conta com fomento do Programa de A&ccedil;&atilde;o Cultural &ndash; ProAC Editais, produ&ccedil;&atilde;o da Indri Produ&ccedil;&otilde;es LTDA e apoio da Casa do Olhar Luiz Sacilotto. A realiza&ccedil;&atilde;o &eacute; do Governo do Estado de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Ind&uacute;stria Criativas, do Sistema Nacional de Cultura (SNC), da Pol&iacute;tica Nacional Aldir Blanc de Fomento &agrave; Cultura (PNAB), do Minist&eacute;rio da Cultura e do Governo Federal.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sobre a artista<br>\nCorina Ishikura nasceu, vive e trabalha em <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>. Desenvolve pesquisa em pintura, desenho, instala&ccedil;&atilde;o e v&iacute;deo, utilizando levantamentos sociais, urbanos e cartogr&aacute;ficos como ponto de partida para obras que exploram rela&ccedil;&otilde;es entre paisagem, natureza e presen&ccedil;a humana.<br>\nFormada em Letras pela Universidade Mackenzie, realizou estudos em institui&ccedil;&otilde;es como MAM-SP, Pinacoteca e FAAP, frequentou o ateli&ecirc; de Kazuo Wakabayashi e estudou Artes Visuais com Elias Muradi. Participou de resid&ecirc;ncias art&iacute;sticas no Jap&atilde;o, pela Funda&ccedil;&atilde;o Mokiti Okada, e na Kaays&aacute; Art Residence, em S&atilde;o Sebasti&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Entre suas exposi&ccedil;&otilde;es individuais est&atilde;o &ldquo;Cidades Invis&iacute;veis&rdquo;, no MACC, e &ldquo;Quando sonhei que era uma montanha&rdquo;, na GAIA\/Unicamp. Sua trajet&oacute;ria inclui mostras em institui&ccedil;&otilde;es como Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), durante a 16&ordf; Bienal Internacional de Curitiba, Museu Nacional da Rep&uacute;blica (MUN), MAC Niter&oacute;i, Museu de Arte de Ribeir&atilde;o Preto (MARP) e Museu de Arte de Blumenau. Suas obras integram acervos p&uacute;blicos e privados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sobre a curadora<br>\n&Eacute;rica Burini &eacute; historiadora da arte, pesquisadora e curadora. Formada em Artes Visuais e mestre em Hist&oacute;ria da Arte pela Unicamp, atua na organiza&ccedil;&atilde;o de exposi&ccedil;&otilde;es, media&ccedil;&atilde;o de conversas e edi&ccedil;&atilde;o de publica&ccedil;&otilde;es. Colaborou com o Instituto Marco do Valle e integra a gest&atilde;o do Ateli&ecirc;397, espa&ccedil;o independente de arte contempor&acirc;nea em <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>. Em 2025, participou de um interc&acirc;mbio de resid&ecirc;ncia curatorial promovido pela YBYTU, no Brasil, e pela SAHA, em Istambul.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Servi&ccedil;o e ficha t&eacute;cnica<br>\nExposi&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Cidades Invis&iacute;veis&rdquo; | Individual de Corina Ishikura<br>\nCuradoria: &Eacute;rica Burini<br>\nCidade: Santo Andr&eacute; (SP)<br>\nLocal: Casa do Olhar Luiz Sacilotto Endere&ccedil;o: Rua Campos Sales, 414, Centro &ndash; Santo Andr&eacute; (SP)<br>\nAbertura: 7 de novembro de 2026, das 14h &agrave;s 18h.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Per&iacute;odo: de 7 de novembro de 2026 a 9 de janeiro de 2027<br>\nVisita&ccedil;&atilde;o \/ funcionamento: de ter&ccedil;a a sexta-feira, das 10 &agrave;s 12h e das 13h &agrave;s 16h30; aos s&aacute;bados, das 10h &agrave;s 15h.<br>\nFechamento: a Casa do Olhar Luiz Sacilotto n&atilde;o abre nos feriados e estar&aacute; fechada de 19 de dezembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027, durante o recesso de fim de ano.<br>\nEntrada: gratuita.<br>\nClassifica&ccedil;&atilde;o indicativa: livre<br>\nAcessibilidade: rampa de acesso; audiodescri&ccedil;&atilde;o das obras e obra t&aacute;til.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Programa&ccedil;&atilde;o complementar<br>\nConversa p&uacute;blica: 7 de novembro de 2026, &agrave;s 14h30.<br>\nVisita guiada: 09 de janeiro de 2027, &agrave;s 11h, com Corina Ishikura e &Eacute;rica Burini.<br>\nOficina: 28 de novembro de 2026, &agrave;s 10h, ministrada pela artista Bruna Marassato; dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s horas; at&eacute; 20 participantes; inscri&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Circula&ccedil;&atilde;o do projeto: Santo Andr&eacute;, Sorocaba e Praia Grande.<br>\nFomento: Programa de A&ccedil;&atilde;o Cultural &ndash; ProAC Editais.<br>\nProdu&ccedil;&atilde;o: Indri Produ&ccedil;&otilde;es LTDA.<br>\nApoio: Casa do Olhar Luiz Sacilotto.<br>\nRealiza&ccedil;&atilde;o: Governo do Estado de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> \/ Secretaria da Cultura, Economia e Ind&uacute;stria Criativas; Sistema Nacional de Cultura (SNC); Pol&iacute;tica Nacional Aldir Blanc de Fomento &agrave; Cultura (PNAB); Minist&eacute;rio da Cultura; Governo Federal.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Balan&ccedil;o da exposi&ccedil;&atilde;o<br>\nOito s&eacute;ries.<br>\nTotal de 38 obras e instala&ccedil;&otilde;es.<br>\nLinguagens: pintura, trabalhos sobre papel e instala&ccedil;&otilde;es escult&oacute;ricas.<br>\nMateriais e procedimentos identificados: &oacute;leo sobre linho tela e madeira, madeira queimada, perfura&ccedil;&atilde;o e grava&ccedil;&atilde;o a laser, imagens produzidas com cinzas e aquarela.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Conjuntos quantificados: 27 trabalhos de &ldquo;H&aacute; algo s&oacute;lido no brilho do c&eacute;u&rdquo;, dois de &ldquo;&Aacute;trios invis&iacute;veis&rdquo;, duas pinturas sobre madeira de &ldquo;Para passear&rdquo; e tr&ecirc;s telas de &ldquo;A po&eacute;tica do espa&ccedil;o&rdquo;.<br>\nInstala&ccedil;&otilde;es: 4 instala&ccedil;&otilde;es, sendo 2 de espa&ccedil;o e 2 de parede. Trata-se de um conjunto de 28 pe&ccedil;as de madeira, e outra com caibros em diferentes comprimentos.<br>\nNovidades para esta etapa: tr&ecirc;s pinturas produzidas em 2026, as instala&ccedil;&otilde;es &ldquo;Floresta&rdquo; e &ldquo;Foi casa&rdquo; e uma s&eacute;rie de 27 trabalhos sobre papel.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Obras e conjuntos identificados para Santo Andr&eacute;:<br>\n&ldquo;Pilares desmedidos&rdquo; &ndash; instala&ccedil;&atilde;o em madeira queimada. Relaciona a altura dos pilares &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de cidades paulistas, evidenciando contrastes de concentra&ccedil;&atilde;o urbana. Dimens&otilde;es adaptadas ao espa&ccedil;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Dado indispon&iacute;vel&rdquo; &ndash; Instala&ccedil;&atilde;o em madeira com uso da tinta a &oacute;leo. Apropria&ccedil;&atilde;o e subvers&atilde;o de ferramentas e m&eacute;todos de medi&ccedil;&atilde;o e controle do territ&oacute;rio a partir de rankings de concentra&ccedil;&atilde;o de riquezas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Floresta&rdquo; &ndash; instala&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita em madeira. Relaciona a popula&ccedil;&atilde;o das 27 unidades da Federa&ccedil;&atilde;o ao seu percentual de floresta nativa existente.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Para passear&rdquo; &ndash; duas pinturas a &oacute;leo sobre madeira. Trabalhos derivados da observa&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas verdes inseridas nos espa&ccedil;os urbanos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;&Aacute;trios invis&iacute;veis&rdquo; &ndash; nesta mostra, ser&atilde;o apresentadas duas obras da s&eacute;rie, em aquarela com incorpora&ccedil;&atilde;o das cinzas do papel e grava&ccedil;&atilde;o a laser. A s&eacute;rie investiga &aacute;reas verdes urbanas a partir de cidades visitadas pela artista por ocasi&atilde;o de suas exposi&ccedil;&otilde;es, ap&oacute;s a pandemia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;H&aacute; algo s&oacute;lido no brilho do c&eacute;u&rdquo; &ndash; s&eacute;rie de 27 trabalhos sobre papel. Perfura&ccedil;&otilde;es a laser representam cidades, enquanto a aquarela com incorpora&ccedil;&atilde;o de cinzas se relaciona &agrave; presen&ccedil;a de &aacute;reas verdes nas unidades da Federa&ccedil;&atilde;o. O projeto registra pe&ccedil;as de 25 &times; 25 cm.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;A po&eacute;tica do espa&ccedil;o&rdquo; &ndash; tr&ecirc;s pinturas a &oacute;leo sobre linho tela, de 2026. Obras de 100 &times; 100 cm cada, que investigam &aacute;reas verdes urbanas com uma paleta associada &agrave; &aacute;gua, &agrave; terra e &agrave; cidade.<br>\n&ldquo;Foi casa&rdquo; &ndash; instala&ccedil;&atilde;o composta por 28 pe&ccedil;as de madeira, relacionadas a dados sobre a perda de cobertura vegetal nas unidades da Federa&ccedil;&atilde;o e no Brasil.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em cartaz de 7 de novembro a 9 de janeiro na Casa do Olhar Luiz Sacilotto,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":686219,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[],"class_list":["post-686220","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-eventos","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/686220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=686220"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/686220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":686688,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/686220\/revisions\/686688"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/686219"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=686220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=686220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=686220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}