{"id":683514,"date":"2026-10-26T16:59:16","date_gmt":"2026-10-26T16:59:16","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=683514"},"modified":"2026-10-26T20:14:18","modified_gmt":"2026-10-26T20:14:18","slug":"agua-como-estrategia-esg-por-que-eficiencia-hidrica-ja-virou-fator-de-competitividade-industrial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/10\/agua-como-estrategia-esg-por-que-eficiencia-hidrica-ja-virou-fator-de-competitividade-industrial\/","title":{"rendered":"\u00c1gua como estrat\u00e9gia ESG: por que efici\u00eancia h\u00eddrica j\u00e1 virou fator de competitividade industrial"},"content":{"rendered":"<p>Por Eng. Francisco Carlos Oliver<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma estrat&eacute;gia ESG vai muito al&eacute;m de estabelecer metas ambientais. Ela envolve incorporar crit&eacute;rios ambientais, sociais e de governan&ccedil;a &agrave;s decis&otilde;es do neg&oacute;cio, considerando riscos, impactos e oportunidades no longo prazo. Quando aplicada &agrave; gest&atilde;o da &aacute;gua, essa abordagem deixa de representar apenas um compromisso com a sustentabilidade e passa a contribuir diretamente para a efici&ecirc;ncia e a competitividade das opera&ccedil;&otilde;es industriais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao observar cada uma das dimens&otilde;es do ESG, fica mais claro como a gest&atilde;o da &aacute;gua pode atravessar diferentes &aacute;reas de uma empresa.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No pilar ambiental (E &ndash; Environmental), entram o uso eficiente dos recursos naturais, a redu&ccedil;&atilde;o de desperd&iacute;cios, o controle de efluentes e a gest&atilde;o dos impactos da atividade industrial. A dimens&atilde;o social (S &ndash; Social) considera os efeitos da opera&ccedil;&atilde;o sobre trabalhadores, comunidades e demais usu&aacute;rios dos recursos h&iacute;dricos. J&aacute; a governan&ccedil;a (G &ndash; Governance) est&aacute; relacionada &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de responsabilidades, ao cumprimento de normas, ao monitoramento de indicadores e &agrave; tomada de decis&otilde;es baseada em dados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na pr&aacute;tica, esses tr&ecirc;s pilares mostram que a &aacute;gua precisa ser tratada como um recurso estrat&eacute;gico dentro das empresas. Segundo a Ag&ecirc;ncia Nacional de &Aacute;guas e Saneamento B&aacute;sico (ANA), em 2024, a ind&uacute;stria respondeu por 9,9% da retirada de &aacute;gua para usos consuntivos no Brasil, ocupando a terceira posi&ccedil;&atilde;o entre os usos monitorados pelo &oacute;rg&atilde;o. Diante desse volume, conhecer o caminho percorrido pela &aacute;gua dentro das instala&ccedil;&otilde;es industriais &eacute; um passo importante para identificar perdas e oportunidades de melhoria.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma das ferramentas para isso &eacute; o balan&ccedil;o h&iacute;drico, que permite visualizar quanto de &aacute;gua entra na opera&ccedil;&atilde;o, onde ela &eacute; utilizada, quanto retorna ao processo e o que &eacute; descartado. A an&aacute;lise dessas informa&ccedil;&otilde;es ajuda a identificar etapas com maior consumo, avaliar possibilidades de reuso e estabelecer indicadores capazes de orientar decis&otilde;es mais eficientes.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A necessidade de avan&ccedil;ar nessa dire&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m est&aacute; relacionada &agrave; seguran&ccedil;a h&iacute;drica. Segundo a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI), a falta de &aacute;gua ou sua baixa qualidade j&aacute; afeta o funcionamento de ind&uacute;strias em diferentes regi&otilde;es do pa&iacute;s, dificultando a opera&ccedil;&atilde;o de plantas e inibindo novos investimentos. Para as empresas, portanto, o risco h&iacute;drico n&atilde;o est&aacute; restrito a eventuais custos ambientais. Ele pode alcan&ccedil;ar a continuidade da produ&ccedil;&atilde;o, o planejamento de investimentos e a pr&oacute;pria capacidade de expans&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse sentido, estruturar uma gest&atilde;o eficiente significa acompanhar todo o ciclo da &aacute;gua dentro da opera&ccedil;&atilde;o, desde a capta&ccedil;&atilde;o e o tratamento at&eacute; o uso e o descarte. O monitoramento cont&iacute;nuo permite identificar desvios, antecipar problemas e direcionar investimentos para os pontos que apresentam maior potencial de ganho.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A efici&ecirc;ncia h&iacute;drica, portanto, passa a fazer parte de uma agenda mais ampla de competitividade. Reduzir o consumo e os desperd&iacute;cios &eacute; importante, mas o ganho est&aacute; tamb&eacute;m em tornar a opera&ccedil;&atilde;o mais previs&iacute;vel, resiliente e preparada para lidar com restri&ccedil;&otilde;es futuras. Em um ambiente industrial cada vez mais pressionado por custos, exig&ecirc;ncias regulat&oacute;rias e riscos associados &agrave; disponibilidade de recursos, saber quanto se consome, onde se consome e como utilizar melhor a &aacute;gua deixa de ser apenas uma iniciativa ambiental. &Eacute; uma decis&atilde;o estrat&eacute;gica para a sustentabilidade do pr&oacute;prio neg&oacute;cio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>*Eng. Francisco Carlos Oliver &eacute; diretor t&eacute;cnico industrial da Fluid Feeder, empresa especializada em solu&ccedil;&otilde;es para tratamento de &aacute;gua e efluentes. <\/em><a href=\"https:\/\/www.fluidfeeder.com.br\/\"><em>https:\/\/www.fluidfeeder.com.br\/<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Eng. 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