{"id":679089,"date":"2026-10-23T11:40:58","date_gmt":"2026-10-23T11:40:58","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=679089"},"modified":"2026-10-23T12:42:13","modified_gmt":"2026-10-23T12:42:13","slug":"menopausa-pode-comprometer-saude-pelvica-e-provocar-incontinencia-urinaria-e-dor-nas-relacoes-sexuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/10\/menopausa-pode-comprometer-saude-pelvica-e-provocar-incontinencia-urinaria-e-dor-nas-relacoes-sexuais\/","title":{"rendered":"Menopausa pode comprometer sa\u00fade p\u00e9lvica e provocar incontin\u00eancia urin\u00e1ria e dor nas rela\u00e7\u00f5es sexuais"},"content":{"rendered":"<p>A perda involunt&aacute;ria de urina, a dor durante as rela&ccedil;&otilde;es sexuais e a sensa&ccedil;&atilde;o de peso na regi&atilde;o &iacute;ntima podem se tornar mais frequentes com a chegada da menopausa. Embora as ondas de calor e o ressecamento vaginal sejam os sintomas mais conhecidos dessa fase, as altera&ccedil;&otilde;es hormonais tamb&eacute;m afetam a sa&uacute;de p&eacute;lvica, podendo interferir no funcionamento da bexiga, na sustenta&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os e na vida sexual. O problema &eacute; que muitas mulheres convivem com esses desconfortos sem procurar tratamento, por acreditarem que s&atilde;o consequ&ecirc;ncias naturais do envelhecimento.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A quest&atilde;o ganha relev&acirc;ncia diante do n&uacute;mero de brasileiras que atravessam essa etapa. Segundo proje&ccedil;&otilde;es do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) citadas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, cerca de 37 milh&otilde;es de mulheres no pa&iacute;s t&ecirc;m entre 40 e 65 anos. Dados da Federa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Associa&ccedil;&otilde;es de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia (Febrasgo) apontam que o Brasil possui cerca de 9,2 milh&otilde;es de mulheres na menopausa (faixa de 50 a 65 anos) e 17 milh&otilde;es no climat&eacute;rio (fase de transi&ccedil;&atilde;o a partir dos 40 anos), totalizando aproximadamente 27 milh&otilde;es de mulheres que vivem esse per&iacute;odo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de estrog&ecirc;nio, caracter&iacute;stica da menopausa, provoca mudan&ccedil;as na elasticidade, na lubrifica&ccedil;&atilde;o e na vasculariza&ccedil;&atilde;o dos tecidos da regi&atilde;o &iacute;ntima. Essas altera&ccedil;&otilde;es podem contribuir para o surgimento de desconfortos e agravar problemas j&aacute; existentes no assoalho p&eacute;lvico, conjunto de m&uacute;sculos e tecidos respons&aacute;veis por sustentar a bexiga, o &uacute;tero e o reto, al&eacute;m de participar do controle urin&aacute;rio e da fun&ccedil;&atilde;o sexual.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;A musculatura &iacute;ntima perde elasticidade e capacidade de resposta funcional ao longo do tempo, especialmente quando nunca recebeu cuidado espec&iacute;fico. Isso pode gerar dor, inseguran&ccedil;a e perda de qualidade de vida, mas &eacute; poss&iacute;vel intervir&rdquo;, explica Marielle Yali, fisioterapeuta da Cl&iacute;nica Videlis, em Ribeir&atilde;o Preto (SP), especialista em menopausa e climat&eacute;rio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo ela, uma das principais dificuldades &eacute; fazer com que as mulheres reconhe&ccedil;am esses sintomas como problemas de sa&uacute;de que merecem investiga&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Existe uma normaliza&ccedil;&atilde;o do sofrimento feminino nessa fase. A mulher sente dor, perde o prazer, passa a evitar rela&ccedil;&otilde;es e aceita isso como destino, quando, na verdade, h&aacute; tratamento eficaz&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tratamento vai al&eacute;m da reposi&ccedil;&atilde;o hormonal<\/strong><\/p>\n<p>Embora a redu&ccedil;&atilde;o hormonal tenha papel importante nas mudan&ccedil;as que ocorrem durante a menopausa, nem todos os sintomas &iacute;ntimos podem ser atribu&iacute;dos exclusivamente a ela. Altera&ccedil;&otilde;es musculares, dificuldades de coordena&ccedil;&atilde;o do assoalho p&eacute;lvico e outros fatores f&iacute;sicos e emocionais tamb&eacute;m podem contribuir para os desconfortos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A fisioterapia na sa&uacute;de da mulher &eacute; uma das possibilidades de tratamento, especialmente nos casos de incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria, dor e disfun&ccedil;&otilde;es musculares. A partir de uma avalia&ccedil;&atilde;o individualizada, s&atilde;o identificadas altera&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;a, elasticidade e coordena&ccedil;&atilde;o, que orientam a escolha das t&eacute;cnicas utilizadas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O acompanhamento pode incluir exerc&iacute;cios espec&iacute;ficos, alongamentos, t&eacute;cnicas de relaxamento e estrat&eacute;gias para melhorar a resposta muscular. A indica&ccedil;&atilde;o depende das caracter&iacute;sticas de cada paciente e pode ocorrer em conjunto com o tratamento ginecol&oacute;gico, incluindo terapias hormonais quando recomendadas pelo m&eacute;dico.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O objetivo &eacute; recuperar fun&ccedil;&otilde;es comprometidas e permitir que atividades cotidianas, exerc&iacute;cios f&iacute;sicos e rela&ccedil;&otilde;es sexuais deixem de ser limitados pelo desconforto.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Alimenta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m entra na avalia&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Al&eacute;m das mudan&ccedil;as hormonais e musculares, condi&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas e nutricionais podem influenciar a sa&uacute;de da mulher durante o climat&eacute;rio e menopausa.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A nutricionista Susana Merino explica que altera&ccedil;&otilde;es como resist&ecirc;ncia &agrave; insulina, processos inflamat&oacute;rios e defici&ecirc;ncias nutricionais precisam ser consideradas no acompanhamento, especialmente quando existem queixas persistentes.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;A alimenta&ccedil;&atilde;o influencia a sa&uacute;de dos tecidos, a resposta inflamat&oacute;ria e at&eacute; a percep&ccedil;&atilde;o da dor. Cuidar do corpo de dentro para fora faz parte do tratamento&rdquo;, afirma a profissional da Cl&iacute;nica Videlis.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Por isso, o atendimento pode envolver diferentes especialidades, incluindo fisioterapia, ginecologia, nutri&ccedil;&atilde;o e psicologia, conforme as necessidades identificadas. A proposta &eacute; avaliar o conjunto de fatores que interferem na qualidade de vida, em vez de tratar isoladamente cada sintoma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para Marielle Yali, a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para combater a ideia de que desconfortos &iacute;ntimos precisam ser aceitos como parte do envelhecimento.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;A menopausa n&atilde;o representa o fim da sexualidade nem da vitalidade feminina. Ela escancara regi&otilde;es do corpo que foram negligenciadas por anos. Quando a pelve &eacute; cuidada, a mulher redescobre conforto, prazer e seguran&ccedil;a&rdquo;, afirma a fisioterapeuta.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A especialista destaca que escapes urin&aacute;rios recorrentes, dor durante as rela&ccedil;&otilde;es e outros desconfortos persistentes devem motivar uma avalia&ccedil;&atilde;o profissional, independentemente da idade. &ldquo;A menopausa n&atilde;o tira a fun&ccedil;&atilde;o do corpo. Ela revela onde o cuidado precisa come&ccedil;ar&rdquo;, conclui.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A perda involunt&aacute;ria de urina, a dor durante as rela&ccedil;&otilde;es sexuais e a sensa&ccedil;&atilde;o de peso&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":679088,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,7],"tags":[41613],"class_list":["post-679089","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-sde","tag-saude-menopausa-mulher-fisioterapia-nutricao-bem-estar-sexualidade","wpcat-21201-id","wpcat-7-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/679089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=679089"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/679089\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":679167,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/679089\/revisions\/679167"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/679088"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=679089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=679089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=679089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}