{"id":676250,"date":"2026-10-15T14:00:45","date_gmt":"2026-10-15T14:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=676250"},"modified":"2026-10-21T06:48:11","modified_gmt":"2026-10-21T06:48:11","slug":"quando-o-acesso-e-legitimo-como-saber-que-ha-um-ataque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/10\/quando-o-acesso-e-legitimo-como-saber-que-ha-um-ataque\/","title":{"rendered":"Quando o acesso \u00e9 leg\u00edtimo, como saber que h\u00e1 um ataque?"},"content":{"rendered":"<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Durante muito tempo, uma das perguntas centrais da seguran&ccedil;a cibern&eacute;tica foi: quem est&aacute; tentando entrar? Hoje, uma pergunta igualmente importante &eacute;: e se o invasor j&aacute; estiver entrando como algu&eacute;m autorizado?<\/p>\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Fornecedores de software, empresas de suporte, integradores, plataformas SaaS, aplica&ccedil;&otilde;es e prestadores de servi&ccedil;os precisam acessar ambientes corporativos todos os dias. S&atilde;o identidades leg&iacute;timas, com permiss&otilde;es leg&iacute;timas, executando atividades que, na maior parte do tempo, tamb&eacute;m s&atilde;o leg&iacute;timas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<section class=\"my-8 py-6 border-t-[1px] border-b-[1px] border-gray-700 bg-gray-100\">\n<div class=\"max-w-[1292px] mx-auto px-4\" data-cya11y-org-font-size=\"16\">\n<div class=\"grid-cols-1 md:grid-cols-2 gap-[16px] grid w-full\" data-cya11y-org-font-size=\"16\">\n<div class=\"md:w-[320px] lg:w-[350px] flex flex-col justify-start items-start gap-2\" data-cya11y-org-font-size=\"16\">\n<div class=\"self-stretch text-xl sm:text-xl font-space font-bold\" data-cya11y-org-font-size=\"20\">As melhores not&iacute;cias de tecnologia B2B<\/div>\n<div class=\"self-stretch text-sm text-gray-600\" data-cya11y-org-font-size=\"14\">Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">&Eacute; justamente isso que torna esse tipo de ataque t&atilde;o dif&iacute;cil de identificar. O Microsoft Digital Defense Report 2025 mostra que os ataques baseados em identidade cresceram 32% apenas no primeiro semestre de 2025. O relat&oacute;rio tamb&eacute;m aponta o abuso de contas v&aacute;lidas como uma t&eacute;cnica frequentemente observada, presente em 17% dos ataques analisados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">O problema, portanto, j&aacute; n&atilde;o &eacute; apenas impedir uma entrada n&atilde;o autorizada. &Eacute; conseguir perceber quando um acesso autorizado come&ccedil;a a se comportar como uma amea&ccedil;a.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\"><strong>Credencial v&aacute;lida n&atilde;o significa comportamento leg&iacute;timo<\/strong><\/p>\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Imagine um prestador que normalmente acessa tr&ecirc;s servidores, durante o hor&aacute;rio comercial, para executar uma rotina espec&iacute;fica de manuten&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Se aquela mesma identidade come&ccedil;a, de madrugada, a consultar dezenas de sistemas, buscar informa&ccedil;&otilde;es que nunca acessou, elevar privil&eacute;gios ou movimentar volumes incomuns de dados, a credencial continua v&aacute;lida.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">O comportamento, n&atilde;o. Essa diferen&ccedil;a &eacute; cada vez mais relevante porque os atacantes aprenderam que agir como um usu&aacute;rio leg&iacute;timo pode ser mais eficiente do que tentar romper controles de seguran&ccedil;a.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">A Microsoft relata, inclusive, casos em ambientes de nuvem nos quais criminosos conseguiram conduzir ataques utilizando identidades comprometidas como se fossem usu&aacute;rios ou recursos leg&iacute;timos, manipulando aquilo que aquela identidade j&aacute; estava autorizada a acessar.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">O desafio deixa de ser somente &ldquo;quem entrou?&rdquo; e passa a ser &ldquo;o que essa identidade est&aacute; fazendo depois que entrou?&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\"><strong>Quanto mais normal parecer, mais dif&iacute;cil pode ser detectar<\/strong><\/p>\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">O M-Trends 2026, da Mandiant, refor&ccedil;a essa mudan&ccedil;a. Baseado em mais de 500 mil horas de investiga&ccedil;&otilde;es realizadas ao longo de 2025, o levantamento mostra que grupos sofisticados est&atilde;o priorizando credenciais leg&iacute;timas, dispositivos pouco monitorados e funcionalidades nativas das pr&oacute;prias redes para permanecer nos ambientes sem chamar a aten&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">O tempo mediano entre a invas&atilde;o e a detec&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m voltou a crescer: passou de 11 para 14 dias globalmente. Em determinados ataques de espionagem e casos envolvendo trabalhadores de TI ligados &agrave; Coreia do Norte, a mediana chegou a 122 dias.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Isso ajuda a entender por que olhar apenas para eventos isolados pode ser insuficiente.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Fazer login &eacute; normal. Consultar uma base &eacute; normal. Utilizar uma ferramenta administrativa pode ser normal. Transferir um arquivo tamb&eacute;m pode ser normal.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">O risco aparece no contexto. Um login autorizado seguido por eleva&ccedil;&atilde;o de privil&eacute;gio, acesso incomum a um reposit&oacute;rio e movimenta&ccedil;&atilde;o at&iacute;pica de dados conta uma hist&oacute;ria completamente diferente daquela apresentada por cada evento separadamente.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\"><strong>O problema n&atilde;o est&aacute; apenas no endpoint<\/strong><\/p>\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Outro dado do M-Trends 2026 merece aten&ccedil;&atilde;o. A Mandiant recomenda ampliar a visibilidade para al&eacute;m dos endpoints tradicionais porque atacantes v&ecirc;m explorando equipamentos de borda, infraestrutura de virtualiza&ccedil;&atilde;o, protocolos de autentica&ccedil;&atilde;o e outros ambientes que nem sempre est&atilde;o cobertos pelas ferramentas convencionais de endpoint.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Isso muda tamb&eacute;m o papel de um SOC. N&atilde;o basta receber milhares de alertas independentes. &Eacute; necess&aacute;rio correlacionar informa&ccedil;&otilde;es de identidade, endpoints, rede, aplica&ccedil;&otilde;es em nuvem, VPNs, sistemas de autentica&ccedil;&atilde;o e infraestrutura para identificar padr&otilde;es que individualmente poderiam parecer leg&iacute;timos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">O objetivo &eacute; conseguir responder n&atilde;o apenas se determinada atividade &eacute; permitida, mas se ela faz sentido para aquela identidade, naquele momento e naquele contexto.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\"><strong>Zero Trust tamb&eacute;m vale para fornecedores<\/strong><\/p>\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Quando empresas ampliam seus ecossistemas digitais, ampliam tamb&eacute;m o n&uacute;mero de identidades que precisam administrar.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">E isso inclui terceiros. O modelo de Zero Trust parte justamente do princ&iacute;pio de que confian&ccedil;a n&atilde;o deve ser permanente. Na pr&aacute;tica, isso envolve aplicar menor privil&eacute;gio, autentica&ccedil;&atilde;o multifator, segmenta&ccedil;&atilde;o, revis&atilde;o de contas de servi&ccedil;o, limita&ccedil;&atilde;o temporal de acessos e monitoramento cont&iacute;nuo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Tamb&eacute;m exige responder perguntas bastante concretas: quais fornecedores conseguem acessar o ambiente? A quais recursos? Por qual motivo? Com quais privil&eacute;gios? E aquele acesso ainda &eacute; necess&aacute;rio?<\/p>\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Sistemas s&atilde;o substitu&iacute;dos, projetos terminam, profissionais mudam e as integra&ccedil;&otilde;es permanecem. Uma identidade esquecida pode continuar v&aacute;lida muito depois de perder sua finalidade operacional.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"20\"><strong>Seguran&ccedil;a precisa aprender a desconfiar do que parece normal<\/strong><\/p>\n<p data-cya11y-org-font-size=\"20\">A digitaliza&ccedil;&atilde;o tornou inevit&aacute;vel a exist&ecirc;ncia de ambientes conectados a fornecedores, aplica&ccedil;&otilde;es SaaS, APIs e diferentes servi&ccedil;os externos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">O caminho n&atilde;o &eacute; fechar essas conex&otilde;es, mas sim mudar a forma como confiamos nelas. Em um ambiente no qual atacantes conseguem utilizar identidades leg&iacute;timas e ferramentas leg&iacute;timas, autenticar algu&eacute;m j&aacute; n&atilde;o encerra a an&aacute;lise de seguran&ccedil;a. Em muitos casos, &eacute; justamente ali que ela come&ccedil;a.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">A pr&oacute;xima invas&atilde;o pode n&atilde;o gerar dezenas de tentativas de senha nem disparar imediatamente um bloqueio no firewall. Ela pode entrar autenticada, usar ferramentas conhecidas e parecer apenas mais um usu&aacute;rio trabalhando.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p data-cya11y-org-font-size=\"18\">Reconhecer o ataque quando tudo parece normal talvez seja hoje um dos maiores desafios de um SOC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante muito tempo, uma das perguntas centrais da seguran&ccedil;a cibern&eacute;tica foi: quem est&aacute; tentando entrar? 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