{"id":657044,"date":"2026-10-08T18:03:14","date_gmt":"2026-10-08T18:03:14","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=657044"},"modified":"2026-10-08T19:56:40","modified_gmt":"2026-10-08T19:56:40","slug":"outubro-rosa-reduzir-o-consumo-de-alcool-tambem-e-uma-forma-de-prevenir-o-cancer-de-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/10\/outubro-rosa-reduzir-o-consumo-de-alcool-tambem-e-uma-forma-de-prevenir-o-cancer-de-mama\/","title":{"rendered":"Outubro Rosa: reduzir o consumo de \u00e1lcool tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de prevenir o c\u00e2ncer de mama"},"content":{"rendered":"<p><em>No m&ecirc;s de conscientiza&ccedil;&atilde;o global, a SBOC chama aten&ccedil;&atilde;o para um fator de risco modific&aacute;vel ainda pouco conhecido; vinho, cerveja, drinques e destilados est&atilde;o associados ao aumento da incid&ecirc;ncia<\/em><\/p>\n<p>O Outubro Rosa tradicionalmente chama a aten&ccedil;&atilde;o das mulheres para a preven&ccedil;&atilde;o e o diagn&oacute;stico precoce do c&acirc;ncer de mama. Neste ano, a Sociedade Brasileira de Oncologia Cl&iacute;nica (SBOC) prop&otilde;e ampliar essa conversa e colocar em pauta um fator de risco que ainda &eacute; pouco associado &agrave; doen&ccedil;a pela popula&ccedil;&atilde;o: o consumo de bebidas alco&oacute;licas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A mensagem &eacute; particularmente relevante diante da dimens&atilde;o do c&acirc;ncer de mama no pa&iacute;s. O Brasil dever&aacute; registrar 78.610 novos casos por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de C&acirc;ncer (INCA). Exclu&iacute;dos os tumores de pele n&atilde;o melanoma, a doen&ccedil;a responde por cerca de 30% dos novos casos de c&acirc;ncer entre as mulheres brasileiras.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Outubro &eacute; o momento em que conseguimos ampliar muito a conversa sobre c&acirc;ncer de mama. Al&eacute;m de refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia do diagn&oacute;stico precoce e do acesso ao tratamento, precisamos aproveitar essa mobiliza&ccedil;&atilde;o para falar sobre preven&ccedil;&atilde;o e sobre escolhas que podem contribuir para reduzir o risco da doen&ccedil;a. O &aacute;lcool &eacute; uma delas&rdquo;, afirma a Dra. Clarissa Baldotto, presidente da SBOC.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A associa&ccedil;&atilde;o entre &aacute;lcool e c&acirc;ncer n&atilde;o &eacute; nova, mas vem ganhando aten&ccedil;&atilde;o crescente das principais organiza&ccedil;&otilde;es internacionais de sa&uacute;de. A Ag&ecirc;ncia Internacional de Pesquisa em C&acirc;ncer (IARC), ligada &agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, classifica as bebidas alco&oacute;licas como carcinog&ecirc;nicas para humanos (Grupo 1). Entre os tumores relacionados ao consumo est&aacute; o c&acirc;ncer de mama feminino.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>E n&atilde;o se trata de uma bebida espec&iacute;fica. Vinho, cerveja, espumante, drinques e destilados entram nessa conta. Do ponto de vista do risco oncol&oacute;gico, o elemento central &eacute; o etanol presente nas bebidas alco&oacute;licas e o acetalde&iacute;do produzido durante sua metaboliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Estudos recentes refor&ccedil;am que a rela&ccedil;&atilde;o &eacute; de dose-resposta: &agrave; medida que aumenta a exposi&ccedil;&atilde;o ao &aacute;lcool, aumenta tamb&eacute;m o risco de c&acirc;ncer de mama. Uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica e meta-an&aacute;lise de estudos prospectivos encontrou aumento do risco mesmo com consumo inferior a uma dose padr&atilde;o por dia. Outra meta-an&aacute;lise publicada em 2026, reunindo 37 estudos e mais de 2,5 milh&otilde;es de mulheres, tamb&eacute;m encontrou associa&ccedil;&atilde;o entre consumo de &aacute;lcool e maior incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;&Eacute; importante traduzir esses dados corretamente. Isso n&atilde;o significa que uma mulher que consome &aacute;lcool desenvolver&aacute; c&acirc;ncer de mama. O c&acirc;ncer &eacute; uma doen&ccedil;a multifatorial. Significa que o &aacute;lcool &eacute; um fator de risco modific&aacute;vel e que reduzir o consumo diminui a exposi&ccedil;&atilde;o a esse fator. Essa &eacute; uma informa&ccedil;&atilde;o que as mulheres t&ecirc;m o direito de conhecer&rdquo;, explica a Dra. Daniele Assad, diretora da SBOC.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O &aacute;lcool pode contribuir para o desenvolvimento do c&acirc;ncer por diferentes mecanismos. Sua metaboliza&ccedil;&atilde;o produz acetalde&iacute;do, subst&acirc;ncia capaz de danificar o DNA e interferir em seus mecanismos de reparo. O consumo tamb&eacute;m pode alterar n&iacute;veis hormonais, incluindo o estrog&ecirc;nio, relevante para determinados tipos de c&acirc;ncer de mama.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para a SBOC, a recomenda&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve ser transmitida de maneira alarmista ou culpabilizadora. Preven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significa atribuir responsabilidade &agrave; mulher que desenvolve c&acirc;ncer. Idade, predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica, fatores hormonais, ambientais e comportamentais podem participar do desenvolvimento da doen&ccedil;a, e muitas mulheres diagnosticadas n&atilde;o apresentam fatores de risco evit&aacute;veis evidentes.<br>\nO objetivo &eacute; outro: aumentar o conhecimento sobre aquilo que pode ser modificado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Quando falamos em preven&ccedil;&atilde;o, algumas mulheres podem pensar que precisam tomar uma decis&atilde;o radical, como nunca mais consumir uma bebida alco&oacute;lica. A mensagem de sa&uacute;de p&uacute;blica precisa ser compreens&iacute;vel e poss&iacute;vel: quanto menos &aacute;lcool, menor a exposi&ccedil;&atilde;o ao risco. Reduzir a quantidade e a frequ&ecirc;ncia j&aacute; &eacute; uma decis&atilde;o importante&rdquo;, acrescenta Daniele Assad.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A discuss&atilde;o tamb&eacute;m ajuda a rever uma percep&ccedil;&atilde;o cultural particularmente presente em rela&ccedil;&atilde;o ao vinho. Embora diferentes estudos tenham discutido poss&iacute;veis efeitos cardiovasculares de componentes da bebida, isso n&atilde;o transforma o vinho em uma bebida sem risco do ponto de vista do c&acirc;ncer. Para a preven&ccedil;&atilde;o oncol&oacute;gica, o etanol continua presente, independentemente de estar em uma ta&ccedil;a de vinho, em uma cerveja ou em um destilado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Quatro d&eacute;cadas depois do in&iacute;cio das campanhas que deram origem ao Outubro Rosa, a mobiliza&ccedil;&atilde;o conquistou enorme capacidade de falar diretamente com as mulheres. O desafio agora &eacute; usar essa for&ccedil;a tamb&eacute;m para atualizar a conversa sobre preven&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Mamografia e diagn&oacute;stico precoce continuam fundamentais, assim como o acesso ao tratamento. Mas o Outubro Rosa pode ir al&eacute;m: pode ajudar cada mulher a conhecer melhor os fatores relacionados ao risco da doen&ccedil;a e decidir, a partir de informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, quais mudan&ccedil;as deseja incorporar &agrave; pr&oacute;pria vida. Quando se trata de preven&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer de mama, reduzir o consumo de &aacute;lcool tamb&eacute;m conta.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>SBOC | MAIS INFORMA&Ccedil;&Otilde;ES &Agrave; IMPRENSA<br>\ngisele@gvcomunicacao.com | &#8232;Gisele Vit&oacute;ria &ndash; 11 996242133 &#8232; ana@gvcomunicacao.com | &#8232;Ana Arakaki &ndash; 35 99990-6310<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m&ecirc;s de conscientiza&ccedil;&atilde;o global, a SBOC chama aten&ccedil;&atilde;o para um fator de risco modific&aacute;vel ainda&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,7],"tags":[],"class_list":["post-657044","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaques","category-sde","wpcat-21201-id","wpcat-7-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/657044","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=657044"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/657044\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":657149,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/657044\/revisions\/657149"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=657044"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=657044"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=657044"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}