{"id":653768,"date":"2026-10-06T17:10:01","date_gmt":"2026-10-06T17:10:01","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=653768"},"modified":"2026-10-06T20:40:22","modified_gmt":"2026-10-06T20:40:22","slug":"outubro-rosa-brasil-tem-quase-79-mil-novos-casos-de-cancer-de-mama-por-ano-e-sboc-defende-campanhas-de-prevencao-permanentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/10\/outubro-rosa-brasil-tem-quase-79-mil-novos-casos-de-cancer-de-mama-por-ano-e-sboc-defende-campanhas-de-prevencao-permanentes\/","title":{"rendered":"Outubro Rosa: Brasil tem quase 79 mil novos casos de c\u00e2ncer de mama por ano e SBOC defende campanhas de preven\u00e7\u00e3o permanentes"},"content":{"rendered":"<p><em>Estimativa do INCA para 2026&ndash;2028 projeta 78.610 casos anuais; diagn&oacute;stico precoce e avan&ccedil;os da medicina de precis&atilde;o ampliam possibilidades de tratamento<\/em><\/p>\n<p>O Outubro Rosa come&ccedil;a em 2026 diante de um cen&aacute;rio que combina um grande desafio de sa&uacute;de p&uacute;blica a avan&ccedil;os importantes no diagn&oacute;stico e no tratamento do c&acirc;ncer de mama. O Brasil dever&aacute; registrar 78.610 novos casos da doen&ccedil;a por ano no tri&ecirc;nio 2026&ndash;2028, segundo a publica&ccedil;&atilde;o &ldquo;Estimativa 2026&ndash;2028: Incid&ecirc;ncia de C&acirc;ncer no Brasil&rdquo;, lan&ccedil;ada pelo Instituto Nacional de C&acirc;ncer (INCA) em 4 de fevereiro de 2026. A proje&ccedil;&atilde;o corresponde a 71,57 casos para cada 100 mil mulheres.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Exclu&iacute;dos os tumores de pele n&atilde;o melanoma, o c&acirc;ncer de mama permanece como o mais incidente entre as mulheres brasileiras, respondendo por cerca de 30% dos novos casos de c&acirc;ncer na popula&ccedil;&atilde;o feminina. Segundo o Atlas de Mortalidade por C&acirc;ncer do INCA, com dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM), foram registradas 20.849 mortes por c&acirc;ncer de mama no Brasil em 2024, dado mais recente dispon&iacute;vel.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Cl&iacute;nica (SBOC), Dra. Clarissa Baldotto, a mobiliza&ccedil;&atilde;o do Outubro Rosa &eacute; fundamental, mas a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a precisa ultrapassar os limites do calend&aacute;rio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Outubro &eacute; um m&ecirc;s importante para colocar o c&acirc;ncer de mama no centro da conversa, mas essa aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode se restringir a outubro. Informa&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o, investiga&ccedil;&atilde;o de sinais suspeitos, diagn&oacute;stico oportuno e acesso ao tratamento precisam fazer parte do cuidado com a sa&uacute;de da mulher durante todo o ano. Quando falamos de uma doen&ccedil;a com essa incid&ecirc;ncia no Brasil, estamos falando de uma agenda permanente de sa&uacute;de p&uacute;blica&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Diagn&oacute;stico precoce faz diferen&ccedil;a<\/p>\n<p>Apesar dos avan&ccedil;os terap&ecirc;uticos, identificar a doen&ccedil;a precocemente continua sendo uma das principais estrat&eacute;gias para aumentar as possibilidades de cura e permitir, em muitos casos, tratamentos menos agressivos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Quando diagnosticamos o c&acirc;ncer de mama no est&aacute;dio I, as chances de sucesso do tratamento s&atilde;o muito altas, podendo ficar acima de 90%, dependendo do subtipo do tumor e das caracter&iacute;sticas de cada paciente. Quanto mais cedo fazemos o diagn&oacute;stico, maiores s&atilde;o as possibilidades de cura e, muitas vezes, conseguimos realizar tratamentos menos agressivos, com menor impacto na qualidade de vida da mulher&rdquo;, afirma a Dra. Daniele Assad, diretora da SBOC.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A recomenda&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de para o rastreamento populacional &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos podem ter acesso ao exame de rastreamento no SUS por demanda, ap&oacute;s orienta&ccedil;&atilde;o sobre riscos e benef&iacute;cios. Sinais ou sintomas suspeitos devem ser investigados independentemente da idade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Tecnologia ajuda a tratar melhor &mdash; e tamb&eacute;m a tratar menos<\/p>\n<p>A medicina de precis&atilde;o vem transformando a maneira como o c&acirc;ncer de mama &eacute; compreendido e tratado. Testes moleculares, bi&oacute;psia l&iacute;quida e an&aacute;lise do DNA tumoral circulante (ctDNA) permitem conhecer melhor as caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas do tumor e, em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, acompanhar sua evolu&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Hoje temos testes moleculares, bi&oacute;psias l&iacute;quidas e a pesquisa do DNA tumoral circulante, o ctDNA, que nos ajudam a conhecer melhor as caracter&iacute;sticas do tumor e, em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a&rdquo;, explica Dra. Daniele Assad.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Um exemplo recente chegou ao Brasil em setembro. A Anvisa aprovou o camizestranto, em combina&ccedil;&atilde;o com um inibidor de CDK4\/6, para determinados casos de c&acirc;ncer de mama avan&ccedil;ado ou metast&aacute;tico com receptor hormonal positivo e HER2 negativo nos quais &eacute; detectada uma muta&ccedil;&atilde;o no gene ESR1 durante o tratamento. O estudo que embasou a estrat&eacute;gia utilizou ctDNA para identificar a muta&ccedil;&atilde;o antes da progress&atilde;o cl&iacute;nica ou radiol&oacute;gica, permitindo antecipar a mudan&ccedil;a terap&ecirc;utica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Outra frente importante &eacute; usar a tecnologia para descobrir quem pode receber menos tratamento sem perder efic&aacute;cia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;O PET\/CT vem sendo estudado em protocolos de tratamento neoadjuvante, especialmente na doen&ccedil;a HER2 positiva, para avaliar precocemente a resposta ao bloqueio do HER2. A ideia &eacute; tentar identificar pacientes com uma resposta muito boa que, no futuro, possam eventualmente ser tratadas com bloqueio anti-HER2 sem necessidade de quimioterapia&rdquo;, explica Dra. Daniele.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Isso mostra uma tend&ecirc;ncia muito importante da oncologia atual: n&atilde;o &eacute; apenas desenvolver tratamentos mais eficazes, mas tamb&eacute;m identificar quais pacientes podem ser tratadas com menos toxicidade, sem comprometer a efic&aacute;cia&rdquo;, acrescenta.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Novas terapias ampliam possibilidades<\/p>\n<p>Os conjugados anticorpo-droga (ADCs) est&atilde;o entre as &aacute;reas de maior avan&ccedil;o. Em 2026, a Anvisa aprovou novas indica&ccedil;&otilde;es para medicamentos dessa classe em diferentes subtipos do c&acirc;ncer de mama, entre eles o trastuzumabe deruxtecana. Em pacientes com c&acirc;ncer de mama HER2-positivo em est&aacute;gio inicial e doen&ccedil;a invasiva residual ap&oacute;s tratamento antes da cirurgia, o estudo DESTINY-Breast05 mostrou redu&ccedil;&atilde;o de 53% no risco de recorr&ecirc;ncia invasiva ou morte, em compara&ccedil;&atilde;o com T-DM1.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Tamb&eacute;m houve avan&ccedil;os para pacientes com tumores receptor hormonal positivo\/HER2 negativo e para o c&acirc;ncer de mama triplo-negativo, ampliando as possibilidades de tratamento de acordo com as caracter&iacute;sticas de cada tumor.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para Dra. Daniele Assad, essa transforma&ccedil;&atilde;o aponta para uma oncologia cada vez mais individualizada: &ldquo;A tecnologia est&aacute; nos ajudando n&atilde;o s&oacute; a tratar melhor, mas tamb&eacute;m a entender quem realmente precisa de cada tratamento, caminhando cada vez mais para uma medicina personalizada&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Neste Outubro Rosa, os n&uacute;meros brasileiros refor&ccedil;am a necessidade de manter o c&acirc;ncer de mama como prioridade durante todo o ano. Ao lado do diagn&oacute;stico precoce e do acesso ao tratamento, os avan&ccedil;os cient&iacute;ficos abrem caminho para uma oncologia mais precisa, capaz n&atilde;o apenas de oferecer novas terapias, mas de identificar qual tratamento &eacute; necess&aacute;rio para cada paciente e quando &eacute; poss&iacute;vel tratar com menos toxicidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>SBOC | MAIS INFORMA&Ccedil;&Otilde;ES &Agrave; IMPRENSA<br>\ngisele@gvcomunicacao.com | &#8232;Gisele Vit&oacute;ria &ndash; 11 996242133 &#8232; ana@gvcomunicacao.com | &#8232;Ana Arakaki &ndash; 35 99990-6310<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estimativa do INCA para 2026&ndash;2028 projeta 78.610 casos anuais; diagn&oacute;stico precoce e avan&ccedil;os da medicina de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,7],"tags":[],"class_list":["post-653768","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaques","category-sde","wpcat-21201-id","wpcat-7-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/653768","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=653768"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/653768\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":654017,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/653768\/revisions\/654017"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=653768"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=653768"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=653768"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}