{"id":647818,"date":"2026-10-02T18:41:20","date_gmt":"2026-10-02T18:41:20","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=647818"},"modified":"2026-10-02T23:00:07","modified_gmt":"2026-10-02T23:00:07","slug":"caravana-da-crianca-celebra-10-anos-com-arte-nas-escolas-do-df","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/10\/caravana-da-crianca-celebra-10-anos-com-arte-nas-escolas-do-df\/","title":{"rendered":"Caravana da Crian\u00e7a celebra 10 anos com arte nas escolas do DF"},"content":{"rendered":"<p>Temporada reuniu cerca de 3.200 alunos de cinco escolas p&uacute;blicas do Guar&aacute; I e do Guar&aacute; II, com oficinas e espet&aacute;culos interativos gratuitos<\/p>\n<p>Uma m&uacute;sica pode virar brincadeira; um verso de cordel, encontrar o ritmo do rap. Uma acrobacia pode despertar o movimento; uma hist&oacute;ria, ganhar vida no teatro. Entre cantigas de roda, hist&oacute;rias, percuss&atilde;o e personagens da cultura popular, cerca de 3.200 alunos de escolas p&uacute;blicas do Guar&aacute; I e do Guar&aacute; II participaram da temporada 2026 da Caravana da Crian&ccedil;a. Ao completar 10 anos, o projeto levou oficinas e um espet&aacute;culo interativo &agrave;s unidades de ensino, em uma programa&ccedil;&atilde;o gratuita realizada entre 28 de setembro e 1&ordm; de outubro, com a participa&ccedil;&atilde;o de estudantes do Ensino Fundamental I, professores e integrantes da comunidade escolar.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O percurso come&ccedil;ou em 28 de setembro, na Escola Classe (EC) 03, pela manh&atilde;, e na EC 06, &agrave; tarde. No dia 29, a Caravana passou pela EC 08 no per&iacute;odo matutino e pela EC 01 no vespertino. Em 30 de setembro, a EC 05 recebeu os artistas nos dois turnos. O encerramento, em 1&ordm; de outubro, marcou o retorno &agrave; EC 01, pela manh&atilde;, e &agrave; EC 08, &agrave; tarde. Ao todo, foram oito encontros em cinco escolas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Em cada encontro, a a&ccedil;&atilde;o socioeducativa, art&iacute;stica e cultural foi dividida em duas etapas. Primeiro, os artistas conduziram oficinas que apresentaram aos alunos diferentes linguagens e express&otilde;es da cultura brasileira. Na sequ&ecirc;ncia, todos se reuniram para um espet&aacute;culo interativo, com espa&ccedil;o para cantar, brincar e participar da apresenta&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A Caravana re&uacute;ne m&uacute;sicos e educadores com atua&ccedil;&atilde;o no Brasil e tamb&eacute;m no exterior. Integram a equipe o violonista, cavaquinista e soci&oacute;logo Nelson Latif e o percussionista e professor Ismael Rattis, ambos idealizadores do projeto; a cantora e arte-educadora Isabella Rovo; o percussionista Sandro Alves; o compositor, violeiro e contador de hist&oacute;rias Victor Batista; e o escritor, contador de hist&oacute;rias, m&uacute;sico e bonequeiro O Desconhecido Davi e os acrobatas e palha&ccedil;os Atawallpa Coello (Palha&ccedil;o Trompetinho), cofundador da Cia. Circo Rebote, e Erika Mesquita (Palha&ccedil;a Berinjela), da mesma companhia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com trajet&oacute;rias ligadas &agrave; m&uacute;sica, &agrave; cultura popular e &agrave; arte-educa&ccedil;&atilde;o, os integrantes compartilham seus repert&oacute;rios nas oficinas e no espet&aacute;culo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A Caravana &eacute; promovida pelo Ponto de Cultura Educa&ccedil;&atilde;o pela Arte, com recursos do Fundo de Apoio &agrave; Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Ao longo das nove temporadas anteriores, o projeto alcan&ccedil;ou milhares de crian&ccedil;as em escolas p&uacute;blicas da capital.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Brinquedos cantados e a cultura popular<br>\nO foco desta 10&ordf; edi&ccedil;&atilde;o foram as brincadeiras tradicionais. O repert&oacute;rio reuniu brinquedos cantados, cantigas de roda e jogos corporais. A novidade foi a Burrinha, manifesta&ccedil;&atilde;o da cultura popular brasileira que une dan&ccedil;a, m&uacute;sica e teatro de rua, presente em festividades do Nordeste, como o Carnaval e os reisados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nesta temporada, a personagem ganhou vida pelas m&atilde;os de O Desconhecido Davi. Na pele do cavaleiro, ele conduziu brincadeiras e fez a ponte entre o universo dos personagens e a participa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na vis&atilde;o dos artistas do grupo, em um cotidiano cada vez mais atravessado pelas telas, a proposta &eacute; recuperar formas coletivas de brincar e aproximar diferentes gera&ccedil;&otilde;es de pr&aacute;ticas transmitidas oralmente. &ldquo;A Caravana vem construindo esse lugar da brincadeira popular &ndash; do brinquedo. S&atilde;o pr&aacute;ticas de tradi&ccedil;&atilde;o oral &agrave;s quais muitas crian&ccedil;as hoje t&ecirc;m pouco acesso. Trazemos esse &lsquo;como se brinca uma m&uacute;sica&rsquo;, mostrando que a cultura popular &eacute; viva e permite ao adulto e &agrave; crian&ccedil;a entrarem juntos no jogo&rdquo;, destaca Isabella.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Do cordel ao hip-hop: a mistura de linguagens<br>\nAs oficinas abrangeram m&uacute;sica, percuss&atilde;o, circo, literatura de cordel, conta&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias e performance teatral. Organizados em grupos, os estudantes experimentaram essas linguagens antes de se reunirem para a apresenta&ccedil;&atilde;o coletiva.<br>\nNa atividade dedicada ao cordel, os artistas estabeleceram rela&ccedil;&otilde;es com o hip-hop e o rap, aproximando a tradi&ccedil;&atilde;o da rima de refer&ecirc;ncias presentes no cotidiano dos alunos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na Escola Classe 05 do Guar&aacute;, a supervisora pedag&oacute;gica Danyela Martins Medeiros destacou a participa&ccedil;&atilde;o dos alunos nas oficinas de circo e percuss&atilde;o e o contato com a literatura, a dan&ccedil;a, a m&uacute;sica e os instrumentos. Para ela, a presen&ccedil;a dessas manifesta&ccedil;&otilde;es na escola amplia o repert&oacute;rio cultural das crian&ccedil;as dos anos iniciais. &ldquo;Foi muito enriquecedor para eles esse contato com a dan&ccedil;a, com a m&uacute;sica, com os instrumentos&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Entre as atividades, a supervisora ressaltou a oficina de literatura de cordel, que recebeu avalia&ccedil;&otilde;es positivas dos professores. A aproxima&ccedil;&atilde;o com o rap permitiu relacionar a cultura popular brasileira &agrave;s rimas j&aacute; conhecidas pelos estudantes. &ldquo;Eu destaco aqui a literatura de cordel, foi uma oficina muito bem conduzida&rdquo;, comenta Danyela.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na segunda etapa do encontro, estudantes e professores acompanharam um espet&aacute;culo com artistas ligados ao Trio Baru, &agrave; Camerata Caipira e &agrave; Cia. Circo Rebote. O p&uacute;blico foi convidado a cantar, brincar, responder aos artistas e interagir com os personagens. &ldquo;Levamos aos estudantes nossos conhecimentos sobre a cultura brasileira utilizando variados g&ecirc;neros art&iacute;sticos. Buscamos estimular o lado criativo das crian&ccedil;as, para que essa experi&ecirc;ncia seja prazerosa e crie um registro emocional significativo, possibilitando transforma&ccedil;&otilde;es futuras em suas trajet&oacute;rias individuais&rdquo;, comenta o soci&oacute;logo e m&uacute;sico Nelson Latif, idealizador do projeto ao lado do educador e m&uacute;sico Ismael Rattis.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A arte como ferramenta pedag&oacute;gica<br>\nA proposta tamb&eacute;m busca prolongar a experi&ecirc;ncia nas escolas para al&eacute;m dos encontros, oferecendo aos professores possibilidades de incorporar as atividades ao cotidiano da sala de aula. &ldquo;A palavra para mim &eacute; encantamento. &Eacute; atrav&eacute;s da magia que a arte toca no campo mais sens&iacute;vel e imaginativo da crian&ccedil;a, deixando ali uma semente plantada. Mas &eacute; algo fundamental tamb&eacute;m para o professor, que ganha novos repert&oacute;rios e percebe a arte como um elemento pedag&oacute;gico central e n&atilde;o apenas um momento de recrea&ccedil;&atilde;o&rdquo;, ressalta Isabella.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Danyela tamb&eacute;m observa que as m&uacute;sicas populares brasileiras e as demais express&otilde;es apresentadas podem despertar nos estudantes a vontade de se tornarem artistas, dan&ccedil;arinos ou escritores. Na avalia&ccedil;&atilde;o da supervisora, valorizar a arte e a cultura integra o trabalho educativo. &ldquo;A educa&ccedil;&atilde;o precisa dessa arte, dessa cultura dentro das escolas&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Al&eacute;m das possibilidades pedag&oacute;gicas, o m&uacute;sico e educador Victor Batista destaca as mem&oacute;rias que os estudantes levam para casa e compartilham com os familiares. &ldquo;A recep&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as &eacute; uma experi&ecirc;ncia que transforma tanto a eles quanto a n&oacute;s. &Eacute; alimentar a alma, plantar esperan&ccedil;a no cora&ccedil;&atilde;o de pessoas que, muitas vezes, passam por dificuldades. &Eacute; uma mem&oacute;ria viva que a crian&ccedil;a leva para casa, para os pais e para a vida toda&rdquo;, pontua Victor.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temporada reuniu cerca de 3.200 alunos de cinco escolas p&uacute;blicas do Guar&aacute; I e do Guar&aacute;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":647817,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[],"class_list":["post-647818","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-eventos","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/647818","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=647818"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/647818\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":648047,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/647818\/revisions\/648047"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/647817"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=647818"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=647818"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=647818"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}