{"id":614768,"date":"2026-09-09T22:21:49","date_gmt":"2026-09-09T22:21:49","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=614768"},"modified":"2026-09-10T21:56:40","modified_gmt":"2026-09-10T21:56:40","slug":"por-que-pessoas-gordas-ainda-sao-alvo-de-tantos-julgamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/09\/por-que-pessoas-gordas-ainda-sao-alvo-de-tantos-julgamentos\/","title":{"rendered":"Por que pessoas gordas ainda s\u00e3o alvo de tantos julgamentos?"},"content":{"rendered":"<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Se o ritmo atual for mantido, cerca de <strong>3 bilh&otilde;es de adultos<\/strong> &mdash; aproximadamente metade da <strong>popula&ccedil;&atilde;o adulta mundial poder&aacute; estar com sobrepeso ou obesidade at&eacute; 2030.<\/strong> A proje&ccedil;&atilde;o, do <strong>Atlas Mundial da Obesidade 2025<\/strong>, refor&ccedil;a a dimens&atilde;o de um problema que vai muito al&eacute;m das consequ&ecirc;ncias f&iacute;sicas. Para milh&otilde;es de pessoas, conviver com a obesidade tamb&eacute;m significa enfrentar a gordofobia &ndash; um preconceito que compromete a sa&uacute;de mental, dificulta o acesso ao tratamento e gera discrimina&ccedil;&atilde;o em diferentes ambientes da sociedade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em <strong>10 de setembro<\/strong>, quando &eacute; celebrado o <strong>Dia de Luta Contra a Gordofobia<\/strong>, especialistas refor&ccedil;am a import&acirc;ncia de combater o estigma associado &agrave; obesidade e de ampliar o entendimento de que se trata de uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, complexa e multifatorial.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Apesar dos avan&ccedil;os no conhecimento sobre a obesidade, o preconceito ainda interfere no acesso ao tratamento, nas rela&ccedil;&otilde;es sociais e at&eacute; nas oportunidades profissionais. O paciente n&atilde;o pode ser definido apenas pelo seu peso. Ele precisa ser acolhido e tratado com respeito&rdquo;, afirma o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, m&eacute;dico nutr&oacute;logo, Fellow da The Obesity Society (TOS &ndash; EUA), presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e palestrante do CBN 2026 (Congresso Brasileiro de Nutrologia).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para ele, reduzir a obesidade a uma quest&atilde;o de apar&ecirc;ncia ou for&ccedil;a de vontade &eacute; um dos principais fatores que alimentam a discrimina&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A obesidade n&atilde;o &eacute; resultado apenas de escolhas individuais. Ela envolve fatores biol&oacute;gicos, gen&eacute;ticos, metab&oacute;licos, ambientais, comportamentais e sociais. Quando a sociedade ignora essa complexidade, refor&ccedil;a estere&oacute;tipos que geram sofrimento emocional, isolamento e atraso na busca por tratamento&rdquo;, explica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O m&eacute;dico nutr&oacute;logo ressalta que a discrimina&ccedil;&atilde;o pode estar presente em situa&ccedil;&otilde;es cotidianas, como coment&aacute;rios aparentemente inofensivos, dificuldades de acessibilidade em espa&ccedil;os p&uacute;blicos, press&atilde;o est&eacute;tica, exclus&atilde;o no ambiente de trabalho e at&eacute; dentro da pr&oacute;pria fam&iacute;lia. &ldquo;O combate &agrave; gordofobia deve ser entendido como uma quest&atilde;o de sa&uacute;de p&uacute;blica. O acolhimento faz parte do tratamento tanto quanto a alimenta&ccedil;&atilde;o adequada, a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e o acompanhamento m&eacute;dico&rdquo;, acrescenta.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Confira 10 pontos fundamentais para a conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre a Gordofobia:<\/p>\n<ol>\n<li><strong> Reconhe&ccedil;a que obesidade &eacute; uma doen&ccedil;a.<\/strong><br>\nEla &eacute; cr&ocirc;nica e multifatorial, n&atilde;o uma simples consequ&ecirc;ncia da falta de for&ccedil;a de vontade.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> Combata a discrimina&ccedil;&atilde;o no dia a dia.<\/strong><br>\nA exclus&atilde;o social, a falta de acessibilidade e situa&ccedil;&otilde;es constrangedoras comprometem a qualidade de vida e a dignidade das pessoas com obesidade.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Reveja conceitos e preconceitos.<\/strong><br>\nEstigmas alimentam a humilha&ccedil;&atilde;o, a inferioriza&ccedil;&atilde;o e o isolamento social.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong> N&atilde;o associe apar&ecirc;ncia &agrave; capacidade.<\/strong><br>\nO padr&atilde;o est&eacute;tico de magreza favorece julgamentos injustos que relacionam excesso de peso &agrave; pregui&ccedil;a, desleixo ou incompet&ecirc;ncia.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong> Entenda que mulheres sofrem ainda mais press&atilde;o.<\/strong><br>\nA gordofobia costuma atingir as mulheres de forma mais intensa, sendo agravada por fatores como g&ecirc;nero, etnia e sexualidade.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong> Sa&uacute;de n&atilde;o depende apenas do peso.<\/strong><br>\nPessoas magras tamb&eacute;m adoecem, enquanto pessoas com obesidade podem apresentar bons indicadores de sa&uacute;de em diferentes aspectos.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong> Evite coment&aacute;rios sobre o corpo das pessoas.<\/strong><br>\nExpress&otilde;es como &ldquo;voc&ecirc; tem um rosto bonito, mas&hellip;&rdquo; ou &ldquo;voc&ecirc; seria mais bonita se emagrecesse&rdquo; refor&ccedil;am preconceitos, mesmo quando parecem elogios.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><strong> Aten&ccedil;&atilde;o aos impactos emocionais.<\/strong><br>\nA gordofobia pode contribuir para ansiedade, depress&atilde;o, baixa autoestima e transtornos alimentares, especialmente entre adolescentes.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li><strong> Esque&ccedil;a o mito do &ldquo;&eacute; s&oacute; fechar a boca&rdquo;.<\/strong><br>\nA obesidade resulta da intera&ccedil;&atilde;o de diversos fatores biol&oacute;gicos, gen&eacute;ticos, metab&oacute;licos, ambientais e sociais. Simplificar essa condi&ccedil;&atilde;o apenas aumenta a culpabiliza&ccedil;&atilde;o do paciente.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li><strong> O tratamento deve olhar para a pessoa, n&atilde;o apenas para a balan&ccedil;a.<\/strong><br>\nA avalia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica precisa considerar sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, alimenta&ccedil;&atilde;o, atividade f&iacute;sica, hist&oacute;rico cl&iacute;nico, qualidade de vida e contexto social.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Prof. Dr. Durval Ribas Filho lembra que o enfrentamento da obesidade depende tanto do comprometimento do paciente quanto do apoio da sociedade. &ldquo;O cuidado com a sa&uacute;de come&ccedil;a pela pr&oacute;pria pessoa, mas esse processo s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel quando existe acolhimento, respeito e acesso ao tratamento. Combater a gordofobia &eacute; um passo essencial para que mais pessoas procurem ajuda sem medo de julgamento&rdquo;, afirma o Coautor, ao lado do Dr. Arthur Kaufman, do livro <em>Obeso Acolhido. <\/em>E conclui: &ldquo;ainda h&aacute; um longo caminho para mudar a forma como a sociedade enxerga a obesidade. Enquanto o preconceito persistir, muitas pessoas continuar&atilde;o sofrendo n&atilde;o apenas com a doen&ccedil;a, mas tamb&eacute;m com a discrimina&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Se o ritmo atual for mantido, cerca de 3 bilh&otilde;es de adultos &mdash; aproximadamente metade&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":614767,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,7],"tags":[41360],"class_list":["post-614768","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-sde","tag-abran-gordofobia","wpcat-21201-id","wpcat-7-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/614768","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=614768"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/614768\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":616671,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/614768\/revisions\/616671"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/614767"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=614768"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=614768"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=614768"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}