{"id":607144,"date":"2026-09-05T19:46:44","date_gmt":"2026-09-05T19:46:44","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=607144"},"modified":"2026-09-07T20:48:54","modified_gmt":"2026-09-07T20:48:54","slug":"debates-sobre-violencia-domestica-biodiversidade-desafios-geracionais-e-de-educacao-movimentaram-a-sexta-feira-na-fil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/09\/debates-sobre-violencia-domestica-biodiversidade-desafios-geracionais-e-de-educacao-movimentaram-a-sexta-feira-na-fil\/","title":{"rendered":"Debates sobre viol\u00eancia dom\u00e9stica, biodiversidade, desafios geracionais e de educa\u00e7\u00e3o movimentaram a sexta-feira na FIL"},"content":{"rendered":"<p>As jornalistas Ana Paula Ara&uacute;jo, Maria Zulmira de Souza, Paulina Chamorro e Thalita Rebou&ccedil;as, e a deputada estadual e escritora Marina Helou participaram de diferentes encontros com o p&uacute;blico<\/p>\n<p>Ribeir&atilde;o Preto (SP), 05 de setembro de 2026 &ndash; A jornalista Ana Paula Ara&uacute;jo esteve sexta-feira (4\/9) reunida com o p&uacute;blico da 25&ordf; FIL &ndash; Feira Internacional do Livro de Ribeir&atilde;o Preto, para uma conversa sobre viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e viol&ecirc;ncia contra a mulher, temas que balizam seus livros-reportagem &ldquo;Abuso: A cultura do estupro no Brasil&rdquo; e &ldquo;Agress&atilde;o: A escalada da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica no Brasil&rdquo;. No encontro, que aconteceu na sala principal do Theatro Pedro II, Ana Paula falou sobre o processo de escrita dos livros, resgatou algumas hist&oacute;rias que ouviu durante o trabalho de pesquisa e coleta de depoimentos, e refor&ccedil;ou a import&acirc;ncia do pedido de ajuda, do acolhimento e do cumprimento das leis.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A jornalista, que possui mais de 30 anos de carreira, se dedicou por uma d&eacute;cada &agrave; pesquisa sobre viol&ecirc;ncia contra a mulher e viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, colhendo depoimentos de v&iacute;timas, entendendo a din&acirc;mica desses comportamentos. &ldquo;Mesmo que eu esteja familiarizada com a entrega de not&iacute;cias dessa natureza, a experi&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o dos livros foi bastante pesada para mim. Ouvi hist&oacute;rias e relatos muito fortes e doloridos e vi como o medo ainda rege a vida das mulheres, mesmo que ele n&atilde;o nos proteja de tudo&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No decorrer da conversa, Ana Paula Ara&uacute;jo refor&ccedil;ou a import&acirc;ncia do entendimento sobre as diversas formas de viol&ecirc;ncia contra a mulher para al&eacute;m da f&iacute;sica, e destacou a viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica como uma das mais cru&eacute;is. &ldquo;Em muitos casos, o homem nunca encostou um dedo na mulher, no entanto, a agride com palavras grosseiras e de dem&eacute;rito, com cerceamento de sua liberdade, com controle financeiro, com descr&eacute;dito de suas compet&ecirc;ncias profissionais etc. Embora o Brasil j&aacute; tenha anotado casos de condena&ccedil;&atilde;o para agressores com esse perfil, ainda &eacute; muito dif&iacute;cil de lidar com essas situa&ccedil;&otilde;es porque n&atilde;o h&aacute; provas materiais&rdquo;, explicou a jornalista.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A jornalista encerrou sua participa&ccedil;&atilde;o na FIL refor&ccedil;ando a import&acirc;ncia do acolhimento &agrave;s v&iacute;timas de viol&ecirc;ncias sexual e dom&eacute;stica. &ldquo;Sair da situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia &eacute; o momento mais perigoso para a v&iacute;tima, mas ela n&atilde;o pode desistir de pedir ajuda. No entanto, o Brasil ainda carece de atendimentos mais humanizados, seja nas delegacias, especializadas ou comuns, nos hospitais, no Judici&aacute;rio, onde o aborto legal para v&iacute;timas de estupro ainda &eacute; muito dif&iacute;cil de ser autorizado. Mas &eacute; preciso que a lei seja cumprida&rdquo;, sublinhou Ana Paula Ara&uacute;jo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Caminhos e descaminhos do planeta<br>\nNa Tenda Sesc, o come&ccedil;o da noite foi com conversa sobre biodiversidade. A partir do tema &ldquo;Para entender (quase) tudo sobre biodiversidade&rdquo; &ndash; t&iacute;tulo hom&ocirc;nimo do livro organizado pelos franceses Philippe Grandcolas e Claire Marc e lan&ccedil;ado no Brasil pela Edi&ccedil;&otilde;es Sesc <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> &ndash; as jornalistas e ativistas ambientas Maria Zulmira de Sousa e Paulina Chamorro compartilharam hist&oacute;rias da vida e do cotidiano que est&atilde;o ligadas &agrave; biodiversidade. Criadora e apresentadora do podcast Vozes do Planeta, Paulina iniciou o encontro conceituando a tem&aacute;tica central. &ldquo;A biodiversidade trata a natureza e toda a interdepend&ecirc;ncia que h&aacute; entre todos os seres vivos e esp&eacute;cies, desde o menor e mais invis&iacute;vel micro-organismo. &Eacute; uma interdepend&ecirc;ncia intr&iacute;nseca e pede de n&oacute;s um pouco mais de amor com nosso planeta&rdquo;, destacou Chamorro.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Especialista em quest&otilde;es ambientais dentro do jornalismo, Maria Zulmira de Souza &ndash; que iniciou sua carreira h&aacute; mais de 30 anos, no Rep&oacute;rter Eco, na TV Cultura -, lembrou que, em meio aos problemas abarcados pelo tema da palestra, h&aacute; a import&acirc;ncia de pensar os territ&oacute;rios e de mapear o que tem sido feito de bom e as pessoas que est&atilde;o trabalhando com solu&ccedil;&otilde;es para melhorar a vida das cidades. &ldquo;Ribeir&atilde;o Preto, por exemplo, era mata atl&acirc;ntica e hoje &eacute; um mar de cana, com ilhas de biodiversidade. Mas cabe a n&oacute;s a ativa&ccedil;&atilde;o dos nossos super poderes do coletivo no enfrentamento dessa realidade e suas consequ&ecirc;ncias. As solu&ccedil;&otilde;es existem e certamente h&aacute; por aqui iniciativas boas nesse cen&aacute;rio e &eacute; preciso conhece-las, apoi&aacute;-las, potencializ&aacute;-las&rdquo;, disse Zulmira.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Paulina Chamorro refor&ccedil;ou que &ldquo;a natureza nos traz a possibilidade de sonhar e o sonho nos traz uma possibilidade de esperan&ccedil;a. &Eacute; um processo que nos define como humanos&rdquo;. As palestrantes tamb&eacute;m abordaram as quest&otilde;es do antropoceno, que traz a atividade humana como principal for&ccedil;a de transforma&ccedil;&atilde;o do clima dos ecossistemas e da superf&iacute;cie da Terra; a perde de conex&otilde;es importantes com os extremos clim&aacute;ticos, redu&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e polui&ccedil;&atilde;o; e o novo desenho da natureza, agora composta por fauna, flora e funga (comunidades de fungos de um local).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Telas: desafio constante<br>\nNo audit&oacute;rio da Biblioteca Sinh&aacute; Junqueira, a deputada estadual e escritora Marina Helou recebeu o p&uacute;blico da FIL para a palestra &ldquo;Quem est&aacute; formando nossos filhos? &ndash; manifesto por uma inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia livres de telas&rdquo;, t&iacute;tulo tamb&eacute;m de seu primeiro livro. Nome parlamentar &agrave; frente do projeto que pro&iacute;be o uso de celular em escolas de Ensino Fundamental e M&eacute;dio, Marina atualizou os participantes sobre os patamares das discuss&otilde;es legislativas no Estado de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> sobre esse tema e afirmou que, ap&oacute;s um ano e meio da vig&ecirc;ncia da lei, os impactos positivos s&atilde;o altos, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia no ambiente escolar e aumento efetivo da aprendizagem.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O medo que pais e m&atilde;es t&ecirc;m de negar o celular &agrave;s crian&ccedil;as e adolescentes em embate direto com a neglig&ecirc;ncia de presen&ccedil;a com os filhos conduziu o restante da conversa. &ldquo;Geralmente, os fatores que levam os pais a permitir o acesso livre &agrave;s telas s&atilde;o a otimiza&ccedil;&atilde;o de seu pr&oacute;prio tempo, a ideia de que se todo mundo tem celular, o filho n&atilde;o pode ser exclu&iacute;do desse universo&rdquo;, enfatizou Marina Helou. Promover mais contato dos filhos com a natureza, ainda que seja na pracinha ao lado de casa, estimular a leitura para a gera&ccedil;&atilde;o que historicamente &eacute; a que menos l&ecirc;, e inserir os filhos na rotina dom&eacute;stica, estimulando o desenvolvimento da autonomia das crian&ccedil;as e adolescentes, s&atilde;o, de acordo com a deputada, a&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis e que faz bem &agrave;s crian&ccedil;as e adolescentes, tanto em tempo real, como para a vida futura deles. &ldquo;Nenhum diretor de big techs de tecnologia deixa seus filhos ter celular porque eles sabem o mal que faz. As telas fritam o c&eacute;rebro da crian&ccedil;a e do adolescente, que est&aacute; em processo de forma&ccedil;&atilde;o&rdquo;, alertou Marina.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A deputada tamb&eacute;m abordou a equa&ccedil;&atilde;o presen&ccedil;a dos pais x pais presentes. &ldquo;Vivemos um tempo em que os pais precisam retomar seu papel de adulto nas rela&ccedil;&otilde;es com filhos crian&ccedil;as e adolescentes e recuperar seu espa&ccedil;o de educadores, hoje ocupado pelo celular. E o melhor caminho para isso &eacute; o pai e a m&atilde;e serem intencionais na import&acirc;ncia do v&iacute;nculo, na rela&ccedil;&atilde;o de responsividade, no cultivo de conex&atilde;o. O melhor professor sempre &eacute; o exemplo&rdquo;, destacou. Embora estudos recomendem a libera&ccedil;&atilde;o de celular somente a partir de 14 anos e de redes sociais a partir de 16 anos, Marina reconhece o desafio que os pais t&ecirc;m diante de si, de n&atilde;o deixar os filhos por fora das tecnologias, com o cuidado de n&atilde;o permitir que isso seja prejudicial a eles. &ldquo;&Eacute; preciso um esfor&ccedil;o coletivo nesse sentido&rdquo;, disse a palestrante, citando o exemplo da escola onde os seus pr&oacute;prios filhos estudam, em que todos os pais e m&atilde;es assinaram o pacto de n&atilde;o permiss&atilde;o do uso de celular tamb&eacute;m em casa.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Todos mundo &eacute; desafiado<br>\nNa oficina Gera-Lab: produtos para as gera&ccedil;&otilde;es, o tema central da 25&ordf; FIL &ndash; X, Y, Z, Alpha, Beta: Gera&ccedil;&otilde;es Liter&aacute;rias -, ganhou lugar de destaque. As professoras Graziela Viana e Amanda Campos, do Senac, coordenaram a atividade que prop&ocirc;s aos participantes a din&acirc;mica de mapear os desafios enfrentados por cada gera&ccedil;&atilde;o e encontrar as solu&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis para eles. &ldquo;A ideia &eacute; de um interc&acirc;mbio entre as realidades de cada grupo geracional, otimizando a empatia e o senso coletivo&rdquo;, salientou Graziela.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Combinando Palavras<br>\nA programa&ccedil;&atilde;o do Combinando Palavras desta sexta-feira reuniu cerca de 950 estudantes de 12 escolas da rede estadual de ensino de Ribeir&atilde;o Preto e da regi&atilde;o para um encontro com o poeta S&eacute;rgio Vaz no palco principal do Theatro Pedro II. Refer&ecirc;ncia da literatura perif&eacute;rica brasileira, o escritor foi recebido com apresenta&ccedil;&otilde;es preparadas pelas escolas e participou de uma manh&atilde; marcada pela poesia, pela m&uacute;sica e pela troca de experi&ecirc;ncias com os jovens. Emocionado com a recep&ccedil;&atilde;o, S&eacute;rgio definiu o encontro como um dos momentos mais marcantes da sua trajet&oacute;ria. &ldquo;A primeira palavra que vem &eacute; gratid&atilde;o. Esses jovens, com essa resposta ao meu trabalho, esse &eacute; um Pr&ecirc;mio Nobel da Literatura para mim&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O poeta destacou o envolvimento dos estudantes com sua obra e atribuiu esse resultado ao trabalho desenvolvido por professores e escolas antes da atividade. &ldquo;O jovem &eacute; um ur&acirc;nio enriquecido. A gente precisa trabalhar essa pot&ecirc;ncia&rdquo;. Durante a conversa, Vaz refor&ccedil;ou o papel da escola como espa&ccedil;o de transforma&ccedil;&atilde;o social e de acesso &agrave; literatura. Para o escritor, a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; o caminho para que os jovens descubram sua pr&oacute;pria voz e construam seus projetos de vida. &ldquo;A escola &eacute; um grande caminho para que a gente possa atingir os nossos objetivos&rdquo;, afirmou.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No encerramento, o poeta recitou um texto em tom de manifesto, incentivando os estudantes a acreditarem em si mesmos, cultivarem os seus sonhos e enfrentarem as dificuldades com a coragem. Entre versos e conselhos, deixou uma mensagem de resist&ecirc;ncia e esperan&ccedil;a. &ldquo;As manh&atilde;s de sol s&atilde;o lindas, mas &eacute; preciso tamb&eacute;m trabalhar nos dias de chuva. Abra os bra&ccedil;os, segure na m&atilde;o de quem estiver na frente e puxe a m&atilde;o de quem estiver atr&aacute;s e n&atilde;o confunda a briga com luta. Briga tem hora para acabar e luta &eacute; para uma vida inteira&rdquo;, concluiu o escritor.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O Combinando Palavras continuou &agrave;s 10h, no Audit&oacute;rio Meira Junior, com educandos da Adevirp &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Deficientes Visuais de Ribeir&atilde;o Preto. Eles homenagearam a escritora Aline Neli, com apresenta&ccedil;&otilde;es de teatro, m&uacute;sica e literatura, todas inspiradas na outra da autora, al&eacute;m da entrega de um livro t&aacute;til produzido pelos participantes a partir das suas hist&oacute;rias, refor&ccedil;ando a proposta de tornar a leitura uma experi&ecirc;ncia acess&iacute;vel e coletiva.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Thalita Rebou&ccedil;as<br>\nNo in&iacute;cio da tarde, o palco principal do Theatro Pedro II recebeu mais uma sess&atilde;o do Combinando Palavras, desta vez, com a participa&ccedil;&atilde;o da escritora Thalita Rebou&ccedil;as. Cerca de 1.200 alunos da rede estadual de ensino participaram do encontro, que reuniu leituras, dan&ccedil;a, teatro e conversas inspiradas na trajet&oacute;ria e nas obras de uma das autoras mais lidas pelo p&uacute;blico jovem no Brasil.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na Escola Estadual H&eacute;lio Louren&ccedil;o de Oliveira, o trabalho envolveu diferentes linguagens. A professora de Arte Maria Luciene dos Santos Iona, que participou do projeto pelo segundo ano consecutivo, acompanhou de perto esse processo. &ldquo;Foi maravilhoso. A maioria deles j&aacute; tinha lido as obras, e a cria&ccedil;&atilde;o da apresenta&ccedil;&atilde;o foi toda deles &ndash; tanto o vestido quanto os outros elementos. Esse projeto traz um crescimento muito grande para eles como jovens. Os livros mostram a import&acirc;ncia de ser parceiro, de ser amigo, e essa uni&atilde;o de todos foi uma das coisas mais bonitas que o Combinando Palavras trouxe para eles&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A experi&ecirc;ncia tamb&eacute;m ganhou um significado especial para os estudantes que j&aacute; conheciam a obra da autora. Aos 15 anos, Rafaela Souza Lima participou da cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica da homenagem apresentada durante o encontro. Ela foi respons&aacute;vel, entre outras produ&ccedil;&otilde;es, por um autorretrato da escritora. &ldquo;Sempre li os livros dela e j&aacute; conhecia v&aacute;rias obras. Participar do projeto foi muito emocionante. Foram dias de trabalho. Fiquei respons&aacute;vel pela parte art&iacute;stica, pelo quadro e tamb&eacute;m por outros elementos da apresenta&ccedil;&atilde;o. Foi a primeira vez que consegui desenhar uma pessoa dessa forma e fiquei muito feliz com o resultado. Ainda estou tremendo&rdquo;, contou.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para as estudantes Kemili Brasil e Francine Ribeiro Chagas, ambas com 15 anos, a oportunidade de apresentar uma cria&ccedil;&atilde;o inspirada na escritora tornou a experi&ecirc;ncia ainda mais marcante. O grupo construiu coletivamente o texto apresentado no palco, a partir das pr&oacute;prias percep&ccedil;&otilde;es e sentimentos. &ldquo;Foi tudo muito m&aacute;gico. Quando chegou a hora de entrar, bateu um nervosismo, mas foi muito bom. Cada um colocou no texto aquilo que imaginava e aquilo que estava sentindo. A gente falou o que estava no cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disseram. As adolescentes tamb&eacute;m destacaram a presen&ccedil;a das obras de Thalita Rebou&ccedil;as em um per&iacute;odo marcado por tantas transforma&ccedil;&otilde;es. &ldquo;A adolesc&ecirc;ncia &eacute; uma fase em que muitas vezes a gente acha que ningu&eacute;m entende o que est&aacute; acontecendo. E os livros dela estavam ali, mostrando essas fases, as d&uacute;vidas e as mudan&ccedil;as que a gente vive&rdquo;, comentou Francine.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ao conversar com os jovens, Thalita Rebou&ccedil;as tamb&eacute;m dedicou parte de sua participa&ccedil;&atilde;o aos professores. A escritora fez a leitura de um poema e falou sobre a import&acirc;ncia dos educadores na trajet&oacute;ria dos estudantes. &ldquo;Eu costumo dizer que pais, m&atilde;es e professores gostam mais de mim que os adolescentes, porque eu boto eles para sair do celular, do YouTube. Ent&atilde;o, eu sou muito grata a voc&ecirc;s. Eu queria muito que todos voc&ecirc;s lessem &lsquo;Fala S&eacute;rio, Professor&rsquo;. A gente n&atilde;o costuma dar valor aos professores. Muitas vezes, s&oacute; percebe a import&acirc;ncia deles quando sente saudade l&aacute; na vida adulta. Ent&atilde;o, deem valor a essa galera, porque eles s&atilde;o muito importantes&rdquo;, disse.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sobre a FIL<br>\nA FIL &ndash; Feira Internacional do Livro de Ribeir&atilde;o Preto chega &agrave; 25&ordf; edi&ccedil;&atilde;o em 2026. Realizada pela Funda&ccedil;&atilde;o do Livro e Leitura de Ribeir&atilde;o Preto, a programa&ccedil;&atilde;o re&uacute;ne debates, encontros com autores nacionais e internacionais, atividades educativas, a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o de leitores e iniciativas culturais em diferentes espa&ccedil;os da cidade. Ao longo das 24 edi&ccedil;&otilde;es realizadas at&eacute; 2025, a FIL registrou cerca de 7 milh&otilde;es de visitantes e a participa&ccedil;&atilde;o de mais de 3 mil autores. O evento mobiliza estudantes, educadores, escritores e o p&uacute;blico em geral em atividades relacionadas ao livro, &agrave; leitura, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; circula&ccedil;&atilde;o de ideias.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A 25&ordf; edi&ccedil;&atilde;o ser&aacute; realizada de 30 de agosto a 5 de setembro de 2026 e ter&aacute; como tema &ldquo;X, Y, Z, Alpha, Beta &ndash; Gera&ccedil;&otilde;es Liter&aacute;rias&rdquo;, com uma programa&ccedil;&atilde;o dedicada &agrave;s diferentes formas de produzir, transmitir e renovar a literatura ao longo do tempo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sobre a Funda&ccedil;&atilde;o<br>\nA Funda&ccedil;&atilde;o do Livro e Leitura de Ribeir&atilde;o Preto &eacute; uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, respons&aacute;vel pela realiza&ccedil;&atilde;o da Feira Internacional do Livro de Ribeir&atilde;o Preto e de feiras liter&aacute;rias em munic&iacute;pios do interior paulista.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Al&eacute;m da FIL, desenvolve projetos ligados ao livro e &agrave; leitura, com um calend&aacute;rio de atividades ao longo do ano. A Funda&ccedil;&atilde;o se mant&eacute;m com o apoio de mantenedores e patrocinadores e por meio de recursos de leis e programas de incentivo &agrave; cultura, como a Pol&iacute;tica Nacional Aldir Blanc, o ProAC Editais, a CultSP, a Secretaria da Cultura, Economia e Ind&uacute;stria Criativas do Estado de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> e o Minist&eacute;rio da Cultura.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Mais informa&ccedil;&otilde;es:<br>\nwww.fundacaodolivroeleiturarp.com<br>\nInstagram: @fundacaolivrorp<br>\nFacebook: @fundacaodolivroeleiturarp<br>\nYouTube: \/FeiraDoLivroRibeirao<br>\nTwitter: @FundacaoLivroRP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As jornalistas Ana Paula Ara&uacute;jo, Maria Zulmira de Souza, Paulina Chamorro e Thalita Rebou&ccedil;as, e a&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":607143,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"jetpack_seo_schema_type":"","_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[],"class_list":["post-607144","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-eventos","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Combinando-Palavras-Thalita-Reboucas-4.jpg?fit=300%2C375&ssl=1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/607144","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=607144"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/607144\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":610793,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/607144\/revisions\/610793"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/607143"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=607144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=607144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=607144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}