{"id":598039,"date":"2026-08-31T19:24:52","date_gmt":"2026-08-31T19:24:52","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=598039"},"modified":"2026-08-31T23:40:37","modified_gmt":"2026-08-31T23:40:37","slug":"manuel-castells-analisa-poder-e-inteligencia-artificial-na-pre-abertura-da-25a-fil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/08\/manuel-castells-analisa-poder-e-inteligencia-artificial-na-pre-abertura-da-25a-fil\/","title":{"rendered":"Manuel Castells analisa poder e intelig\u00eancia artificial na pr\u00e9-abertura da 25\u00aa FIL"},"content":{"rendered":"<p>Soci&oacute;logo espanhol discutiu os efeitos da tecnologia sobre a comunica&ccedil;&atilde;o, a autonomia dos usu&aacute;rios e as rela&ccedil;&otilde;es de poder. Programa&ccedil;&atilde;o da tarde tamb&eacute;m abordou os desafios da educa&ccedil;&atilde;o profissional<\/p>\n<p>Ribeir&atilde;o Preto (SP), 30 de agosto de 2026 &ndash; A intelig&ecirc;ncia artificial n&atilde;o surgiu como uma for&ccedil;a independente da a&ccedil;&atilde;o humana, tampouco pode ser compreendida apenas por seus avan&ccedil;os t&eacute;cnicos. Para o soci&oacute;logo espanhol Manuel Castells, ela precisa ser examinada a partir das estruturas sociais, econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas que orientam seu desenvolvimento. Homenageado como Autor Educa&ccedil;&atilde;o da 25&ordf; FIL &ndash; Feira Internacional do Livro de Ribeir&atilde;o Preto, o pensador participou on-line, neste s&aacute;bado (29), da pr&eacute;-abertura do evento, com a confer&ecirc;ncia &ldquo;Intelig&ecirc;ncia Artificial e Sociedade em Rede&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Mediado pelo professor Jo&atilde;o Fl&aacute;vio de Almeida, da Universidade de Ribeir&atilde;o Preto (Unaerp), o encontro reuniu, na Tenda Sesc Senac, reflex&otilde;es sobre conhecimento, comunica&ccedil;&atilde;o, soberania tecnol&oacute;gica, impactos ambientais e concentra&ccedil;&atilde;o de poder. Refer&ecirc;ncia internacional nos estudos sobre a era da informa&ccedil;&atilde;o, Castells conduziu o p&uacute;blico para al&eacute;m das aplica&ccedil;&otilde;es mais vis&iacute;veis da IA e a situou em um ecossistema formado por pesquisadores, universidades, empresas, centros de dados e recursos naturais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ao afastar a ideia de que esses sistemas seriam dotados de intelig&ecirc;ncia aut&ocirc;noma, ressaltou a presen&ccedil;a humana em todas as etapas do processo. &ldquo;S&atilde;o seres humanos que programam agentes capazes de reproduzir, expandir-se e funcionar a partir de crit&eacute;rios tamb&eacute;m programados por seres humanos. N&atilde;o &eacute; magia&rdquo;, afirmou.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo Castells, os grandes modelos de linguagem, conhecidos pela sigla LLM, constituem apenas uma parte desse universo. O movimento mais amplo est&aacute; na cria&ccedil;&atilde;o de agentes especializados, desenvolvidos para executar tarefas e responder a objetivos determinados. Esse avan&ccedil;o continua dependente da produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento. &ldquo;A intelig&ecirc;ncia artificial necessita da capacidade humana de gerar conhecimento e isso ocorre em dois espa&ccedil;os: nas universidades e nas empresas. Sem pesquisadores, n&atilde;o existe intelig&ecirc;ncia artificial.&rdquo;<\/p>\n<p>Dados, recursos e poder<br>\nCastells chamou a aten&ccedil;&atilde;o para uma dimens&atilde;o pouco percebida no uso cotidiano das plataformas: a participa&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios usu&aacute;rios no aperfei&ccedil;oamento dos sistemas. Cada comando ou informa&ccedil;&atilde;o fornecida contribui para o treinamento das m&aacute;quinas e para a amplia&ccedil;&atilde;o de sua capacidade de resposta.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Todos os dias somos os melhores treinadores da intelig&ecirc;ncia artificial. N&oacute;s a treinamos com nossos dados, fornecidos gratuitamente&rdquo;, observou. A aparente gratuidade dos servi&ccedil;os encobriria, portanto, uma forma de pagamento baseada na entrega cont&iacute;nua de informa&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Quando dizem que n&atilde;o pagamos pelo servi&ccedil;o, pagamos, sim: pagamos com nossos dados.&rdquo;<\/p>\n<p>A confer&ecirc;ncia tamb&eacute;m exp&ocirc;s a materialidade de uma tecnologia muitas vezes percebida como abstrata. Ao citar os estudos da pesquisadora Kate Crawford, Castells lembrou que os sistemas dependem de grandes volumes de energia, &aacute;gua, minerais e infraestrutura computacional. Sua expans&atilde;o, desse modo, precisa ser analisada tamb&eacute;m pelos impactos ambientais provocados pelos centros de processamento de dados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ao aproximar o debate de conceitos desenvolvidos ao longo de sua obra, o soci&oacute;logo definiu a intelig&ecirc;ncia artificial como uma nova etapa da sociedade em rede e n&atilde;o como a origem de uma organiza&ccedil;&atilde;o social inteiramente distinta. Em sua leitura, a tecnologia intensifica estruturas estabelecidas pela digitaliza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, culturais, pol&iacute;ticas e comunicacionais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para o pensador, a intelig&ecirc;ncia artificial n&atilde;o inaugura uma nova organiza&ccedil;&atilde;o social, mas intensifica a l&oacute;gica das redes que j&aacute; atravessam a economia, a cultura, a pol&iacute;tica e a comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A IA &eacute; o acelerador, com esteroides, da estrutura social da sociedade em rede que j&aacute; havia se constitu&iacute;do&rdquo;, afirmou.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Essa acelera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m transforma a maneira como as pessoas acessam informa&ccedil;&otilde;es. Depois dos mecanismos de busca e das redes sociais, os agentes de IA passam a intermediar diretamente a rela&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios com o conhecimento dispon&iacute;vel. Para Castells, essa mudan&ccedil;a amplia a capacidade dos sistemas, mas pode reduzir a autonomia individual, uma vez que respostas e conte&uacute;dos s&atilde;o organizados por modelos concebidos e controlados por terceiros.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A quest&atilde;o central, nesse processo, &eacute; o poder. Castells comparou as rela&ccedil;&otilde;es de poder ao &ldquo;DNA da sociedade&rdquo;, por configurarem normas, institui&ccedil;&otilde;es, leis e pol&iacute;ticas. &ldquo;As rela&ccedil;&otilde;es de poder constroem nossas vidas. Portanto, quem controla as redes controla o poder em todos os &acirc;mbitos&rdquo;, declarou.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O dom&iacute;nio tecnol&oacute;gico, observou, deixou de se restringir ao pr&oacute;prio setor e alcan&ccedil;ou &aacute;reas como comunica&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a, vigil&acirc;ncia, transporte e defesa. Forma-se, assim, uma concentra&ccedil;&atilde;o de capital, capacidade tecnol&oacute;gica, informa&ccedil;&atilde;o e influ&ecirc;ncia em um n&uacute;mero reduzido de corpora&ccedil;&otilde;es. &ldquo;A concentra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas tecnol&oacute;gica nem somente de mercado. &Eacute; uma concentra&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e de poder.&rdquo;<\/p>\n<p>Autonomia tecnol&oacute;gica<br>\nOutro eixo da confer&ecirc;ncia foi a diferen&ccedil;a entre sistemas de c&oacute;digo aberto e fechado. Nos modelos abertos, pesquisadores, empresas e comunidades podem modificar os programas e adapt&aacute;-los &agrave;s pr&oacute;prias necessidades. Nos fechados, as decis&otilde;es permanecem concentradas nas organiza&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis pela tecnologia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ao comparar diferentes regi&otilde;es, Castells observou que os Estados Unidos mant&ecirc;m a lideran&ccedil;a empresarial e financeira do setor, mas concentram boa parte das pesquisas nas grandes corpora&ccedil;&otilde;es. A China, por sua vez, combinou investimentos estatais, participa&ccedil;&atilde;o de universidades e incentivo ao c&oacute;digo aberto. Essa estrat&eacute;gia, segundo ele, estimula a circula&ccedil;&atilde;o do conhecimento e o desenvolvimento de solu&ccedil;&otilde;es ajustadas a contextos espec&iacute;ficos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O pensador destacou o paradoxo de sistemas fechados predominarem em uma economia identificada com o livre mercado, enquanto o desenvolvimento chin&ecirc;s investe em modelos abertos. &ldquo;N&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o de ideologia. &Eacute; porque o c&oacute;digo aberto &eacute; muito mais eficaz: permite desenvolver capacidades de inova&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o&rdquo;, analisou.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na Europa e na Am&eacute;rica Latina, Castells identificou iniciativas relevantes, mas avaliou que ainda h&aacute; limita&ccedil;&otilde;es para a constru&ccedil;&atilde;o de soberania tecnol&oacute;gica. Sem capacidade pr&oacute;pria de pesquisa, infraestrutura e desenvolvimento, pa&iacute;ses e sociedades tornam-se dependentes de agentes programados em outros contextos, de acordo com interesses e valores que nem sempre correspondem &agrave;s suas necessidades.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A confer&ecirc;ncia, assim, deslocou o debate sobre o futuro da intelig&ecirc;ncia artificial do campo das promessas para o das escolhas coletivas. Mais do que acompanhar o surgimento de novos programas, o desafio est&aacute; em discutir quem desenvolve essas tecnologias, quais valores orientam seus sistemas, que recursos sustentam seu funcionamento e a servi&ccedil;o de quais projetos de sociedade elas ser&atilde;o colocadas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Educa&ccedil;&atilde;o para o presente<br>\nA programa&ccedil;&atilde;o da tarde come&ccedil;ou &agrave;s 14h30, tamb&eacute;m na Tenda Sesc Senac, instalada na Esplanada do Theatro Pedro II, com o bate-papo &ldquo;Educa&ccedil;&atilde;o Profissional e Tecnol&oacute;gica&rdquo;, conduzido pela educadora Lucila Mara Sbrana Sciotti, superintendente de Opera&ccedil;&otilde;es do Senac <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Lucila defendeu uma forma&ccedil;&atilde;o que ultrapasse o dom&iacute;nio de compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas e incorpore temas como paz, inclus&atilde;o, meio ambiente, arte e intelig&ecirc;ncia artificial. Durante o encontro, apresentou obras da cole&ccedil;&atilde;o Educar Para, da Editora Senac, como ponto de partida para ampliar o repert&oacute;rio de estudantes e educadores. &ldquo;Os assuntos transversais est&atilde;o no cerne da nossa vida social e devem estar integrados a todo e qualquer curr&iacute;culo formal&rdquo;, afirmou.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o da educadora, a forma&ccedil;&atilde;o profissional n&atilde;o deve se limitar &agrave;s demandas imediatas do mercado de trabalho, mas contribuir para preparar cidad&atilde;os capazes de compreender e transformar a realidade. Ao abordar as novas tecnologias, ela tamb&eacute;m defendeu uma postura cr&iacute;tica: &ldquo;Educar para a intelig&ecirc;ncia artificial n&atilde;o pode ser educar para aceitar tudo sem questionar.&rdquo;<\/p>\n<p>Lucila ressaltou ainda a influ&ecirc;ncia de Paulo Freire na educa&ccedil;&atilde;o brasileira e abordou a import&acirc;ncia de seu m&eacute;todo de alfabetiza&ccedil;&atilde;o de adultos. &ldquo;Quem est&aacute; na escola &eacute; que vai desenhar o futuro, porque o futuro &eacute; feito por quem est&aacute; atuando no presente&rdquo;, concluiu.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com os dois encontros, a tarde de pr&eacute;-abertura da 25&ordf; FIL aproximou educa&ccedil;&atilde;o e pensamento contempor&acirc;neo por meio de uma quest&atilde;o comum: a forma&ccedil;&atilde;o de pessoas capazes de participar criticamente das transforma&ccedil;&otilde;es de seu tempo. A Feira segue at&eacute; 5 de setembro, com mais de 350 atividades gratuitas em diferentes espa&ccedil;os de Ribeir&atilde;o Preto.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sobre a FIL<br>\nA FIL &ndash; Feira Internacional do Livro de Ribeir&atilde;o Preto chega &agrave; 25&ordf; edi&ccedil;&atilde;o em 2026. Realizada pela Funda&ccedil;&atilde;o do Livro e Leitura de Ribeir&atilde;o Preto, a programa&ccedil;&atilde;o re&uacute;ne debates, encontros com autores nacionais e internacionais, atividades educativas, a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o de leitores e iniciativas culturais em diferentes espa&ccedil;os da cidade, com uma programa&ccedil;&atilde;o dedicada &agrave;s diferentes formas de produzir, transmitir e renovar a literatura ao longo do tempo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sobre a Funda&ccedil;&atilde;o<br>\nA Funda&ccedil;&atilde;o do Livro e Leitura de Ribeir&atilde;o Preto &eacute; uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, respons&aacute;vel pela realiza&ccedil;&atilde;o da Feira Internacional do Livro da cidade e por feiras promovidas em munic&iacute;pios do interior paulista.<br>\nAl&eacute;m dos eventos liter&aacute;rios, desenvolve projetos relacionados ao livro, &agrave; leitura, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; cultura durante todo o ano. Suas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o realizadas com o apoio de mantenedores, patrocinadores e recursos provenientes de leis e programas de incentivo, entre eles a Pol&iacute;tica Nacional Aldir Blanc, o ProAC Editais, a CULTSP, a Secretaria da Cultura, Economia e Ind&uacute;stria Criativas do Estado de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> e o Minist&eacute;rio da Cultura.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Soci&oacute;logo espanhol discutiu os efeitos da tecnologia sobre a comunica&ccedil;&atilde;o, a autonomia dos usu&aacute;rios e as&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":598038,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[],"class_list":["post-598039","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-eventos","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/598039","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=598039"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/598039\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/598038"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=598039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=598039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=598039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}