{"id":596430,"date":"2026-08-30T20:39:33","date_gmt":"2026-08-30T20:39:33","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=596430"},"modified":"2026-08-31T19:20:11","modified_gmt":"2026-08-31T19:20:11","slug":"livros-a-vista-bibliotecas-vivas-dialogo-abre-programacao-da-tenda-sesc-senac-na-fil-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/08\/livros-a-vista-bibliotecas-vivas-dialogo-abre-programacao-da-tenda-sesc-senac-na-fil-2\/","title":{"rendered":"Livros \u00e0 vista, bibliotecas vivas: di\u00e1logo abre programa\u00e7\u00e3o da Tenda Sesc Senac na FIL"},"content":{"rendered":"<p>Luiz Galina e Adriana Silva analisaram o acesso &agrave; leitura, a forma&ccedil;&atilde;o de leitores e o papel das bibliotecas diante das desigualdades sociais e das transforma&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas<\/p>\n<p>Ribeir&atilde;o Preto (SP), 30 de agosto de 2026 &ndash; Antes de formar leitores, &eacute; preciso tornar o livro vis&iacute;vel, pr&oacute;ximo e acess&iacute;vel. Essa ideia conduziu o primeiro bate-papo deste domingo (30) na Tenda Sesc Senac, na Esplanada do Theatro Pedro II. O encontro reuniu Luiz Galina, diretor regional do Sesc <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> e patrono da 25&ordf; Feira Internacional do Livro de Ribeir&atilde;o Preto, e Adriana Silva, presidente da Funda&ccedil;&atilde;o do Livro e Leitura de Ribeir&atilde;o Preto e curadora da FIL.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com media&ccedil;&atilde;o de Tha&iacute;s Heinisch, a conversa &ldquo;Literatura e bibliotecas em a&ccedil;&atilde;o: Sesc e Funda&ccedil;&atilde;o do Livro e Leitura em di&aacute;logo&rdquo; percorreu a hist&oacute;ria da palavra escrita, os desafios brasileiros de alfabetiza&ccedil;&atilde;o e letramento, a media&ccedil;&atilde;o nas escolas e as mudan&ccedil;as no papel das bibliotecas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Galina situou o livro como parte da constitui&ccedil;&atilde;o das sociedades e da transmiss&atilde;o de conhecimentos entre gera&ccedil;&otilde;es. Ao mencionar acervos destru&iacute;dos ao longo da hist&oacute;ria, como os de Alexandria e das civiliza&ccedil;&otilde;es maias, ressaltou que eliminar registros tamb&eacute;m significa interromper mem&oacute;rias e maneiras de compreender o mundo. &ldquo;A sociedade contempor&acirc;nea, o que somos hoje como Homo sapiens e como civiliza&ccedil;&atilde;o, &eacute; fruto dos livros, da leitura e da escrita&rdquo;, afirmou.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No Brasil, observou, esse percurso foi marcado pelo acesso tardio &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e por desigualdades que ainda se manifestam nos &iacute;ndices de analfabetismo funcional. Para Galina, feiras e festivais liter&aacute;rios contribuem para enfrentar esse cen&aacute;rio ao aproximar a popula&ccedil;&atilde;o da palavra escrita. &ldquo;N&oacute;s avan&ccedil;amos, mas h&aacute; muito a fazer. Esse trabalho que a Funda&ccedil;&atilde;o do Livro realiza em Ribeir&atilde;o Preto, assim como as feiras e os festivais liter&aacute;rios que acontecem em outras cidades, &eacute; important&iacute;ssimo para enfrentarmos o analfabetismo funcional&rdquo;, disse.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O acesso como ponto de partida<br>\nAdriana aproximou a discuss&atilde;o da experi&ecirc;ncia cotidiana. Em sua an&aacute;lise, a leitura funciona como instrumento, enquanto a biblioteca representa o lugar de acesso e descoberta. &ldquo;Ningu&eacute;m reivindica aquilo que n&atilde;o conhece, ningu&eacute;m pede aquilo que nunca viu. Por isso, deixar os livros &agrave; mostra &eacute; fundamental&rdquo;, declarou.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para exemplificar como um encontro aparentemente casual pode transformar uma trajet&oacute;ria, ela recuperou a hist&oacute;ria do escritor e linguista Edward Lopes. Ainda menino, ele entrou em uma biblioteca escolar para buscar uma bola e encontrou o livro A banana que comeu o macaco. Come&ccedil;ou a ler e, desde ent&atilde;o, n&atilde;o se afastou da literatura. &ldquo;O livro precisa estar pr&oacute;ximo, precisa estar presente. Eu preciso ler e entender o que aconteceu comigo depois daquela leitura para querer mais&rdquo;, afirmou Adriana.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Esse desejo de continuar &eacute; um dos princ&iacute;pios do projeto Combinando Palavras, realizado pela Funda&ccedil;&atilde;o em parceria com as escolas. A proposta n&atilde;o se limita &agrave; leitura integral de uma obra, mas procura despertar a curiosidade dos estudantes e promover o contato com escritores.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A curadora da FIL tamb&eacute;m defendeu que alfabetiza&ccedil;&atilde;o e letramento caminhem juntos desde a inf&acirc;ncia. Para ela, a crian&ccedil;a n&atilde;o precisa dominar completamente o c&oacute;digo escrito antes de entrar em contato com narrativas, personagens e diferentes possibilidades de interpreta&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O letramento traz essa inser&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, cultural e reflexiva que o livro consegue oferecer. Mas, para continuar, &eacute; preciso come&ccedil;ar&rdquo;, pontuou.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Espa&ccedil;os que promovem encontros<br>\nA conversa abordou ainda as transforma&ccedil;&otilde;es das bibliotecas. Em lugar de ambientes voltados somente &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o de acervos, os convidados defenderam espa&ccedil;os capazes de receber rodas de conversa, clubes de leitura, teatro e encontros com autores. &ldquo;Hoje, a biblioteca brinca, tem teatro, tem servi&ccedil;os e uma s&eacute;rie de a&ccedil;&otilde;es interativas. Vivemos uma revis&atilde;o tecnol&oacute;gica e ela tamb&eacute;m precisa dialogar com esse processo&rdquo;, avaliou Adriana.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na escola, acrescentou: o acervo pode funcionar como matriz, mas as obras tamb&eacute;m devem chegar &agrave;s salas de aula e relatou que a Funda&ccedil;&atilde;o j&aacute; desenvolveu projetos com estantes instaladas nos ambientes frequentados diariamente pelos alunos, o que visa reduzir a dist&acirc;ncia entre a crian&ccedil;a e o objeto liter&aacute;rio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Galina apresentou iniciativas do Sesc <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> constru&iacute;das sob a mesma perspectiva. A institui&ccedil;&atilde;o mant&eacute;m bibliotecas e salas de leitura em grande parte de suas 44 unidades no estado, al&eacute;m de seis ve&iacute;culos que circulam pela Grande <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> e levam obras &agrave;s regi&otilde;es perif&eacute;ricas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Outra a&ccedil;&atilde;o em implanta&ccedil;&atilde;o aproxima esse trabalho do Mesa Brasil Sesc. Inicialmente, caixas com t&iacute;tulos ser&atilde;o disponibilizadas em 110 institui&ccedil;&otilde;es que atendem pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade. A iniciativa prev&ecirc; tamb&eacute;m a presen&ccedil;a de autores, rodas de conversa e atividades de est&iacute;mulo ao uso dos acervos. &ldquo;N&atilde;o &eacute; s&oacute; levar a caixa. &Eacute; promover uma conversa e estimular as pessoas, porque muitas das que s&atilde;o atendidas por essas institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de chegar a uma biblioteca&rdquo;, explicou Galina.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Literatura e reconhecimento do outro<br>\nA dimens&atilde;o social da literatura ganhou destaque quando Galina relacionou a compreens&atilde;o da palavra &agrave; consci&ecirc;ncia dos pr&oacute;prios direitos. &ldquo;Para que uma pessoa tenha consci&ecirc;ncia de seus direitos, ela precisa saber ler e escrever. A biblioteca &eacute; fundamental para o trabalho de defesa dos direitos humanos e de combate &agrave;s desigualdades&rdquo;, afirmou.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ao mencionar Ana Maria Gon&ccedil;alves, uma das autoras homenageadas pela 25&ordf; FIL, ele ressaltou a contribui&ccedil;&atilde;o do romance Um defeito de cor para a compreens&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o brasileira e do racismo estrutural.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Adriana, por sua vez, mostrou como a cria&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria pode revelar experi&ecirc;ncias que permanecem ocultas no cotidiano escolar. Ela recordou o caso de uma professora que, ap&oacute;s propor aos alunos a escrita de uma carta inspirada em uma cr&ocirc;nica de Zuenir Ventura, se emocionou e percebeu que desconhecia aspectos importantes da hist&oacute;ria de uma das estudantes. &ldquo;Quando se inventa um personagem, coloca nele as suas dores. Quando o professor est&aacute; atento, consegue perceber&rdquo;, refletiu.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ao reunir as experi&ecirc;ncias do Sesc e da Funda&ccedil;&atilde;o, o encontro apontou que a forma&ccedil;&atilde;o de leitores n&atilde;o depende apenas da disponibilidade de t&iacute;tulos, mas de uma rede composta por educadores, mediadores, institui&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas continuadas. Na abertura da Tenda Sesc Senac, a biblioteca surgiu menos como endere&ccedil;o e mais como possibilidade: o lugar em que algu&eacute;m encontra uma hist&oacute;ria e passa a reconhecer-se dentro dela.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sobre a FIL<br>\nA FIL &ndash; Feira Internacional do Livro de Ribeir&atilde;o Preto chega &agrave; 25&ordf; edi&ccedil;&atilde;o em 2026. Realizada pela Funda&ccedil;&atilde;o do Livro e Leitura de Ribeir&atilde;o Preto, a programa&ccedil;&atilde;o re&uacute;ne debates, encontros com autores nacionais e internacionais, atividades educativas, a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o de leitores e iniciativas culturais em diferentes espa&ccedil;os da cidade, com uma programa&ccedil;&atilde;o dedicada &agrave;s diferentes formas de produzir, transmitir e renovar a literatura ao longo do tempo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sobre a Funda&ccedil;&atilde;o<br>\nA Funda&ccedil;&atilde;o do Livro e Leitura de Ribeir&atilde;o Preto &eacute; uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, respons&aacute;vel pela realiza&ccedil;&atilde;o da Feira Internacional do Livro da cidade e por feiras promovidas em munic&iacute;pios do interior paulista.<br>\nAl&eacute;m dos eventos liter&aacute;rios, desenvolve projetos relacionados ao livro, &agrave; leitura, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; cultura durante todo o ano. Suas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o realizadas com o apoio de mantenedores, patrocinadores e recursos provenientes de leis e programas de incentivo, entre eles a Pol&iacute;tica Nacional Aldir Blanc, o ProAC Editais, a CULTSP, a Secretaria da Cultura, Economia e Ind&uacute;stria Criativas do Estado de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> e o Minist&eacute;rio da Cultura.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Galina e Adriana Silva analisaram o acesso &agrave; leitura, a forma&ccedil;&atilde;o de leitores e o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":596429,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[],"class_list":["post-596430","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-eventos","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/596430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=596430"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/596430\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/596429"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=596430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=596430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=596430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}