{"id":580814,"date":"2026-08-20T22:16:37","date_gmt":"2026-08-20T22:16:37","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=580814"},"modified":"2026-08-20T23:42:10","modified_gmt":"2026-08-20T23:42:10","slug":"em-apenas-tres-meses-brasil-sobe-para-12o-lugar-no-ranking-global-de-estudos-clinicos-com-seres-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/08\/em-apenas-tres-meses-brasil-sobe-para-12o-lugar-no-ranking-global-de-estudos-clinicos-com-seres-humanos\/","title":{"rendered":"Em apenas tr\u00eas meses, Brasil sobe para 12\u00ba lugar no ranking global de estudos cl\u00ednicos com seres humanos"},"content":{"rendered":"<p>Salto pode ser consequ&ecirc;ncia da movimenta&ccedil;&atilde;o que ocorreu nos &uacute;ltimos anos, em especial o Decreto n&ordm; 12.651\/2025, que regulamentou a Lei da Pesquisa Cl&iacute;nica com Seres Humanos (Lei n&ordm; 14.874\/2024) em outubro do ano passado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>De acordo com uma pesquisa publicada pela Interfarma, o Brasil saltou da 18&ordf; para a 12&ordf; posi&ccedil;&atilde;o no ranking global de estudos cl&iacute;nicos iniciados. Entre 2020 e 2025, o Brasil avan&ccedil;ou tr&ecirc;s casas no ranking global, chegando &agrave; 18&ordf; posi&ccedil;&atilde;o no final de 2025. No primeiro trimestre de 2026, o pa&iacute;s alcan&ccedil;ou a 12&ordf; posi&ccedil;&atilde;o, com 51 estudos registrados e 2,9% de participa&ccedil;&atilde;o. Ou seja, o pa&iacute;s levou cinco anos para subir tr&ecirc;s posi&ccedil;&otilde;es e agora conseguiu avan&ccedil;ar cinco posi&ccedil;&otilde;es em apenas tr&ecirc;s meses. E esse salto pode ser consequ&ecirc;ncia da movimenta&ccedil;&atilde;o que ocorreu nos &uacute;ltimos anos, em especial o Decreto n&ordm; 12.651\/2025, que regulamentou a Lei da Pesquisa Cl&iacute;nica com Seres Humanos (Lei n&ordm; 14.874\/2024) em outubro do ano passado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas de que o principal fator por tr&aacute;s das mudan&ccedil;as que o setor vive hoje &eacute; a chegada do marco regulat&oacute;rio da pesquisa cl&iacute;nica com seres humanos e sua regulamenta&ccedil;&atilde;o. O trabalho e a lideran&ccedil;a da SCTIE\/MS [Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de] e da INAEP [Inst&acirc;ncia Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa] t&ecirc;m sido fundamentais para esse avan&ccedil;o&rdquo;, afirma Fernando de Rezende Francisco, Diretor Executivo da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Organiza&ccedil;&otilde;es Representativas de Pesquisa Cl&iacute;nica (ABRACRO).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Atrav&eacute;s de um trabalho conjunto entre poder p&uacute;blico, comunidade cient&iacute;fica, institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e setor produtivo, importantes medidas foram conquistadas nos &uacute;ltimos tempos e contribu&iacute;ram para tornar o ambiente regulat&oacute;rio mais eficiente e competitivo. Entre elas, destacam-se a implementa&ccedil;&atilde;o do Marco Legal da Pesquisa Cl&iacute;nica, a redu&ccedil;&atilde;o do tempo m&eacute;dio de avalia&ccedil;&atilde;o &eacute;tica dos estudos e a elimina&ccedil;&atilde;o do passivo regulat&oacute;rio para ensaios cl&iacute;nicos na Anvisa.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Antes da lei existir, as normatiza&ccedil;&otilde;es estavam em resolu&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o em uma lei, e isso gerava inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica para pesquisadores e patrocinadores, al&eacute;m de prazos de aprova&ccedil;&atilde;o&nbsp; longos que prejudicavam a competitividade internacional do Brasil. Agora, com uma pol&iacute;tica de estado para a pesquisa cl&iacute;nica e com a composi&ccedil;&atilde;o de um colegiado t&eacute;cnico cuidando da regulamenta&ccedil;&atilde;o da &eacute;tica em pesquisa (INAEP), h&aacute; maior previsibilidade nos processos e seguran&ccedil;a para todos os envolvidos, especialmente para os participantes de pesquisa&rdquo;, pontua Fernando.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Al&eacute;m de possibilitar a melhora da qualidade de vida dos pacientes e ampliar as op&ccedil;&otilde;es de tratamentos para diferentes condi&ccedil;&otilde;es, a pesquisa cl&iacute;nica pode contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o das filas do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), gerar novos empregos, impulsionar o desenvolvimento econ&ocirc;mico e atrair novos investimentos estrat&eacute;gicos para o pa&iacute;s. Atualmente, mais de 40 mil pessoas participam anualmente de ensaios cl&iacute;nicos no Brasil, um n&uacute;mero que pode dobrar se os investimentos em pesquisa cl&iacute;nica avan&ccedil;arem no pa&iacute;s.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de tem investido de forma consistente em pesquisa cl&iacute;nica, pois compreende todos os benef&iacute;cios que o setor gera: econ&ocirc;micos, sociais, de inova&ccedil;&atilde;o e de sa&uacute;de. &Eacute; preciso ainda reconhecer o trabalho das empresas do setor, que atuaram para que o Brasil pudesse ter uma lei que o tornasse mais competitivo e agora acompanham de perto as mudan&ccedil;as, para que, na pr&aacute;tica, toda a sociedade brasileira possa colher esses frutos e o pa&iacute;s ganhe mais destaque no cen&aacute;rio mundial&rdquo;, ressalta Francisco.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A expectativa para os pr&oacute;ximos anos &eacute; colocar o Brasil no Top 10 do ranking mundial de estudos cl&iacute;nicos iniciados. &ldquo;O pa&iacute;s possui cientistas extremamente competentes, ampla diversidade gen&eacute;tica, e agora com uma lei e regras mais claras, o Brasil tem tudo para se tornar refer&ecirc;ncia em pesquisa cl&iacute;nica, conseguir mais investimentos e mudar a vida de pacientes que encontram nos estudos cl&iacute;nicos uma esperan&ccedil;a de melhorar sua sa&uacute;de&rdquo;, finaliza Francisco.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salto pode ser consequ&ecirc;ncia da movimenta&ccedil;&atilde;o que ocorreu nos &uacute;ltimos anos, em especial o Decreto n&ordm;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":580813,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[],"class_list":["post-580814","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-eventos","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/580814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=580814"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/580814\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/580813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=580814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=580814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=580814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}