{"id":563341,"date":"2026-08-10T18:25:25","date_gmt":"2026-08-10T18:25:25","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=563341"},"modified":"2026-08-11T00:17:43","modified_gmt":"2026-08-11T00:17:43","slug":"moradores-transformam-sao-goncalo-do-sapucai-em-territorio-de-arte-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/08\/moradores-transformam-sao-goncalo-do-sapucai-em-territorio-de-arte-contemporanea\/","title":{"rendered":"Moradores transformam S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed em territ\u00f3rio de arte contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<p>Exposi&ccedil;&atilde;o Rio Que Grita, de Joyce Ribeiro, ocupa ruas, com&eacute;rcios, resid&ecirc;ncias e espa&ccedil;os p&uacute;blicos a partir das mem&oacute;rias, dos causos e da participa&ccedil;&atilde;o de quem vive na cidade<\/p>\n<p>S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute; (MG), 10 de agosto de 2026 &ndash; Na varanda de Norma de Oliveira e Laudelino Ferreira, uma obra de arte passou a dividir espa&ccedil;o com a rotina da casa. Desde ent&atilde;o, o alpendre tornou-se ponto de visita&ccedil;&atilde;o em S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;, no Sul de Minas Gerais. Moradores e visitantes chegam orientados por um mapa, conhecem o trabalho instalado no local e seguem para os demais pontos do percurso. A resid&ecirc;ncia integra a exposi&ccedil;&atilde;o Rio Que Grita, da artista, educadora e historiadora Joyce Ribeiro. Em cartaz at&eacute; 14 de agosto, a mostra re&uacute;ne fotografias, v&iacute;deos, cer&acirc;micas, escritos, a&ccedil;&otilde;es urbanas e conta&ccedil;&otilde;es de hist&oacute;rias em diferentes locais do munic&iacute;pio. A visita&ccedil;&atilde;o &eacute; gratuita.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Moradores tamb&eacute;m participaram da constru&ccedil;&atilde;o dos trabalhos: compartilharam hist&oacute;rias, emprestaram objetos, colaboraram em grava&ccedil;&otilde;es, ofereceram espa&ccedil;os e ajudaram a viabilizar a&ccedil;&otilde;es da exposi&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Norma vive em S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute; h&aacute; quase 39 anos. Natural de Sabar&aacute;, ela trabalha ao lado do marido, o empres&aacute;rio Laudelino Ferreira, em uma empresa que presta servi&ccedil;os de inform&aacute;tica, instala sistemas comerciais e produz carimbos personalizados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O casal conhece Joyce desde a inf&acirc;ncia, quando a artista estudava com Clara, filha dos dois. Agora, al&eacute;m de receber uma obra, Norma e Laudelino acompanham a chegada do p&uacute;blico &agrave; varanda da fam&iacute;lia. &ldquo;Achei lindo ter uma obra dela no nosso alpendre. Tem sido um prazer enorme receber os visitantes aqui. Vou sentir saudades. Nunca minha varanda foi t&atilde;o visitada. Amei&rdquo;, conta Norma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A conviv&ecirc;ncia com a exposi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m permitiu que o casal conhecesse narrativas sobre o munic&iacute;pio. &ldquo;Acolher essa causa nos trouxe um enriquecimento enorme, pois, com esse projeto da Joyce, passamos a conhecer hist&oacute;rias que n&atilde;o conhec&iacute;amos. Falo por mim, por Laudelino, que sabe muito das hist&oacute;rias desta terra e que, obviamente, tem muitas coisas que tamb&eacute;m n&atilde;o sabe. A Joyce trouxe &agrave; tona as hist&oacute;rias do passado e do presente, que nem t&atilde;o distante parece ser&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Um museu espalhado pela cidade<br>\nA advogada Giuliene Azevedo Luciano, natural de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute; e apaixonada por hist&oacute;ria, percorreu os diferentes pontos da exposi&ccedil;&atilde;o acompanhada da filha. A experi&ecirc;ncia, segundo ela, estabeleceu outra rela&ccedil;&atilde;o com as ruas e os espa&ccedil;os cotidianos do munic&iacute;pio. &ldquo;Foi uma experi&ecirc;ncia muito reflexiva e diferente de tudo o que eu j&aacute; havia vivenciado. &Eacute; como se o museu estivesse a c&eacute;u aberto, integrado &agrave;s ruas da cidade. Cada parada despertava uma emo&ccedil;&atilde;o diferente e me fez perceber que o simples, o cotidiano e o sertanejo tamb&eacute;m s&atilde;o belos e carregam significado&rdquo;, relata.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ao longo do circuito, Giuliene reconheceu nas obras personagens e experi&ecirc;ncias que nem sempre ocupam espa&ccedil;o central nos registros hist&oacute;ricos. &ldquo;Durante todo o percurso, eu pensava: &lsquo;Que bom reconhecer que os verdadeiros her&oacute;is que constru&iacute;ram nossa cidade s&atilde;o pessoas comuns, trabalhadoras e simples, e n&atilde;o apenas a elite, como muitas vezes aprendemos na hist&oacute;ria&rsquo;&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para o curador da exposi&ccedil;&atilde;o, o arquiteto, artista visual e diretor do Museu de Arte de Ribeir&atilde;o Preto, Nilton Campos, a presen&ccedil;a das obras em diferentes pontos mobiliza os espa&ccedil;os e as pessoas. &ldquo;O que mais me chamou a aten&ccedil;&atilde;o na exposi&ccedil;&atilde;o &eacute; que a Joyce, ao fazer essa proposi&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, ativa a pr&oacute;pria cidade, fazendo com que os moradores repensem suas origens e suas refer&ecirc;ncias no espa&ccedil;o urbano&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O mapa tamb&eacute;m nasce na cidade<br>\nA participa&ccedil;&atilde;o de Norma e Laudelino no projeto come&ccedil;ou antes da abertura da exposi&ccedil;&atilde;o. O casal foi respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o dos carimbos personalizados utilizados no mapa que orienta o p&uacute;blico pelo circuito.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O convite surgiu ap&oacute;s um encontro entre Joyce e Clara, amiga de inf&acirc;ncia da artista. Na ocasi&atilde;o, Joyce contou &agrave; fam&iacute;lia que pretendia criar carimbos correspondentes aos locais que receberiam as obras. &ldquo;Fiquei lisonjeada com a proposta, e minha filha tamb&eacute;m. Afinal, eu e o Laudelino herdamos, de alguma forma, esse trabalho de confec&ccedil;&atilde;o de carimbos, que come&ccedil;ou com a Clara no comando, at&eacute; que ela nos entregou a tarefa&rdquo;, relata Norma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com os carimbos, a produ&ccedil;&atilde;o realizada pela fam&iacute;lia passou a compor a cartografia utilizada pelos visitantes para localizar os trabalhos espalhados pelo munic&iacute;pio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Voltar para olhar de outro modo<br>\nRio Que Grita integra o Projeto Bageira, pesquisa desenvolvida por Joyce Ribeiro ao longo de seis anos sobre os modos de rela&ccedil;&atilde;o, a&ccedil;&atilde;o e conv&iacute;vio no interior.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nascida em S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;, Joyce abriu o primeiro ateli&ecirc; aos 14 anos e come&ccedil;ou a lecionar aos 17. Aos 28, mudou-se para <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> para estudar artes visuais. O contato com institui&ccedil;&otilde;es, escolas e circuitos de arte contempor&acirc;nea alterou tamb&eacute;m sua percep&ccedil;&atilde;o sobre a cidade natal.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ao retornar, a artista passou a aproximar os conhecimentos adquiridos nos grandes centros das narrativas, dos h&aacute;bitos e das refer&ecirc;ncias do interior. O deslocamento produziu um sentimento de estranhamento diante de um lugar ao qual continuava pertencendo. Essa condi&ccedil;&atilde;o de tornar-se, em alguma medida, estrangeira na pr&oacute;pria cidade passou a integrar sua produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica. &ldquo;N&atilde;o me interessa separar o que &eacute; lembran&ccedil;a, inven&ccedil;&atilde;o ou hist&oacute;ria, mas compreender como essas dimens&otilde;es produzem juntas uma forma de conhecimento&rdquo;, afirma Joyce.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A pesquisa parte de causos, lembran&ccedil;as, hist&oacute;rias familiares, boatos, mitos e narrativas transmitidas oralmente. O trabalho acompanha as mudan&ccedil;as que uma hist&oacute;ria pode sofrer de acordo com quem a conta, o lugar onde circula e as pessoas que a recebem.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O que existe no fundo de um lugar<br>\nEntre os trabalhos apresentados est&aacute; Profundo, a&ccedil;&atilde;o realizada no Lago Piscina, antigo espa&ccedil;o de minera&ccedil;&atilde;o transformado em parque. Para executar a obra, Joyce aprendeu a remar e instalou uma boia de mergulho na &aacute;gua.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Moradores disponibilizaram um barco, ajudaram na grava&ccedil;&atilde;o e permaneceram no local at&eacute; a conclus&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o. Norma acompanhou a realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho e o registro fotogr&aacute;fico produzido no lago. &ldquo;O registro da foto de Joyce no lago nos fez perceber a for&ccedil;a que ela carrega dentro de si, e a realiza&ccedil;&atilde;o desse evento, al&eacute;m de nos mostrar a hist&oacute;ria que esse lugar guarda em suas profundidades, mostrou tamb&eacute;m o ato de coragem da artista. Aprender a remar, aventurar-se sozinha e demarcar o local Profundo tornou realidade o seu sonho&rdquo;, conta.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A obra tamb&eacute;m permaneceu nas reflex&otilde;es de Giuliene ap&oacute;s a visita. &ldquo;A obra Profundo me deixou pensativa por quase uma semana. Cheguei em casa contando a hist&oacute;ria da &lsquo;piscina&rsquo; e refletindo sobre quantas narrativas, encontros e mem&oacute;rias aquele espa&ccedil;o j&aacute; abrigou&rdquo;, relata.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Outro trabalho destacado por ela foi Mem&oacute;rias Involunt&aacute;rias, composto por uma frase instalada no espa&ccedil;o urbano e recebida de maneiras distintas pelo p&uacute;blico. &ldquo;Al&eacute;m de a frase ser extremamente provocativa, foi interessante observar as diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es das pessoas da comunidade. Cada um enxergava algo diferente, e isso mostrou como a arte desperta lembran&ccedil;as, sentimentos e hist&oacute;rias particulares em cada pessoa. Foi muito engra&ccedil;ado ver a comunidade euf&oacute;rica com a frase em destaque&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Causos, mem&oacute;rias e personagens locais<br>\nFormada em Hist&oacute;ria pela Universidade do Estado de Minas Gerais e p&oacute;s-graduada em Hist&oacute;ria, Sociedade e Cultura pela Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>, Joyce utiliza causos, mitos, lendas, boatos e narrativas orais como formas de produzir conhecimento sobre a vida comunit&aacute;ria.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para Giuliene, esse processo chama aten&ccedil;&atilde;o para personagens, espa&ccedil;os e experi&ecirc;ncias que podem passar despercebidos no cotidiano. &ldquo;Percebi que a exposi&ccedil;&atilde;o valoriza justamente aquilo que muitas vezes passa despercebido: as mem&oacute;rias afetivas, os causos, os personagens an&ocirc;nimos e os espa&ccedil;os que fazem parte da vida da comunidade. Ela nos lembra que a hist&oacute;ria n&atilde;o &eacute; feita apenas de grandes acontecimentos, mas tamb&eacute;m das experi&ecirc;ncias das pessoas comuns&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A exposi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m retoma a mem&oacute;ria da Bageira, &aacute;rvore que existia na regi&atilde;o central de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute; e foi abatida em 1956. Mesmo ausente da paisagem, ela permaneceu nas hist&oacute;rias e refer&ecirc;ncias dos moradores.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No projeto, Joyce cria outro destino para a &aacute;rvore: depois de morrer, a Bageira teria se transformado em uma canoa para seguir pelo rio Sapuca&iacute;. &ldquo;Bageira representa justamente a perman&ecirc;ncia intang&iacute;vel da hist&oacute;ria e da mem&oacute;ria. Ela guarda o imagin&aacute;rio regional de uma comunidade sobre o seu territ&oacute;rio&rdquo;, explica a artista.<br>\nO rio que grita e a cidade que conta<br>\nO t&iacute;tulo da exposi&ccedil;&atilde;o se refere ao pr&oacute;prio nome do munic&iacute;pio. De origem tupi-guarani, Sapuca&iacute; pode ser traduzido como &ldquo;rio que grita&rdquo; ou &ldquo;rio que canta&rdquo;, em refer&ecirc;ncia aos sons produzidos pelas cumbucas da &aacute;rvore sapucaia ao ca&iacute;rem na &aacute;gua.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na mostra, a imagem do rio est&aacute; associada a deslocamento, movimento, fronteira e retorno. A refer&ecirc;ncia tamb&eacute;m aparece nos relatos reunidos pelo projeto e nas hist&oacute;rias compartilhadas pelos moradores durante a prepara&ccedil;&atilde;o e a visita&ccedil;&atilde;o do circuito.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Depois de percorrer os pontos da exposi&ccedil;&atilde;o, Giuliene afirma ter voltado seu olhar para elementos que fazem parte da forma&ccedil;&atilde;o e da vida cotidiana de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;. &ldquo;Sa&iacute; da exposi&ccedil;&atilde;o com um sentimento ainda maior de fazer parte e gratid&atilde;o pela cidade onde nasci. Ela me fez refletir que a riqueza de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute; est&aacute; nas pessoas, em suas hist&oacute;rias, nos pequenos gestos e nos lugares que, &agrave; primeira vista, parecem comuns, mas carregam uma enorme carga de mem&oacute;ria e significado&rdquo;, declara.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A experi&ecirc;ncia tamb&eacute;m refor&ccedil;ou, para a moradora, a rela&ccedil;&atilde;o entre preserva&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e reconhecimento das pessoas que vivem no munic&iacute;pio. &ldquo;A exposi&ccedil;&atilde;o me fez olhar para a cidade com mais sensibilidade e compreender que preservar a hist&oacute;ria tamb&eacute;m &eacute; reconhecer o valor das pessoas simples que, todos os dias, constroem e mant&ecirc;m viva a identidade do nosso munic&iacute;pio. Eu fiquei muito feliz por levar minha filha comigo na exposi&ccedil;&atilde;o da Joyce&rdquo;, conclui.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O projeto &eacute; realizado com recursos do Edital de Chamamento P&uacute;blico n&ordm; 01\/2026, da Pol&iacute;tica Nacional Aldir Blanc de Fomento &agrave; Cultura, do Governo Federal, Minist&eacute;rio da Cultura, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Subsecretaria de Cultura; e do Edital de Chamamento P&uacute;blico n&ordm; 002\/2026, da Secretaria de Cultura de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;. Conta ainda com patroc&iacute;nio da EBM Cont&aacute;bil.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sobre Joyce Ribeiro<br>\nJoyce Ribeiro &eacute; artista, educadora e historiadora. Natural de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;, vive e trabalha entre <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> e Minas Gerais desde 2014. Sua pesquisa aborda o imagin&aacute;rio cultural caipira, os causos de tradi&ccedil;&atilde;o oral e suas rela&ccedil;&otilde;es com a historiografia. Desenvolve trabalhos em fotografia, v&iacute;deo, objeto, cer&acirc;mica, escrita, a&ccedil;&atilde;o e conta&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Entre seus trabalhos recentes est&atilde;o Conversas de Bageira, apresentado na Move Arte, em <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>; a resid&ecirc;ncia art&iacute;stica Ouro Preto Inevit&aacute;vel, no Instituto de Arte Contempor&acirc;nea de Ouro Preto; a exposi&ccedil;&atilde;o Afei&ccedil;oar-se, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro; e a participa&ccedil;&atilde;o na POSVERSO &mdash; Bienal Internacional de Poes&iacute;a Experimental da Argentina.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>SERVI&Ccedil;O:<br>\nExposi&ccedil;&atilde;o: Rio Que Grita<br>\nProjeto: Bageira<br>\nArtista: Joyce Ribeiro<br>\nCurador: Nilton Campos<br>\nPer&iacute;odo: at&eacute; 14 de agosto de 2026<br>\nLocal: diferentes pontos de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;, Minas Gerais<br>\nAtividades: exposi&ccedil;&atilde;o, media&ccedil;&atilde;o cultural e mapas interativos<br>\nEntrada: gratuita<br>\nClassifica&ccedil;&atilde;o: livre<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi&ccedil;&atilde;o Rio Que Grita, de Joyce Ribeiro, ocupa ruas, com&eacute;rcios, resid&ecirc;ncias e espa&ccedil;os p&uacute;blicos a partir&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":563340,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[],"class_list":["post-563341","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-eventos","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/563341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=563341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/563341\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/563340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=563341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=563341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=563341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}