{"id":542198,"date":"2026-07-10T12:14:24","date_gmt":"2026-07-10T12:14:24","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=542198"},"modified":"2026-07-11T00:30:58","modified_gmt":"2026-07-11T00:30:58","slug":"rentabilidade-desafia-pecuaria-leiteira-em-cenario-de-custos-elevados-e-clima-instavel-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/07\/rentabilidade-desafia-pecuaria-leiteira-em-cenario-de-custos-elevados-e-clima-instavel-2\/","title":{"rendered":"Rentabilidade desafia pecu\u00e1ria leiteira em cen\u00e1rio de custos elevados e clima inst\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>Por Vanessa Amorim Teixeira, m&eacute;dica-veterin&aacute;ria, mestre e doutora em zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e analista de mercado agro da Belgo Arames<\/p>\n<p>A pecu&aacute;ria leiteira superou 38 bilh&otilde;es de litros em 2025, posicionando o Brasil entre os maiores produtores mundiais, mas &eacute; cada vez mais desafiador transformar volume em rentabilidade. De acordo com o Centro de Estudos Avan&ccedil;ados em Economia Aplicada (Cepea), o indicador de pre&ccedil;o do leite cru pago ao produtor atingiu a m&eacute;dia nacional de R$ 2,66 por litro em abril deste ano (&uacute;ltimo dado dispon&iacute;vel). Embora o resultado represente melhora em rela&ccedil;&atilde;o aos meses anteriores, o valor ainda est&aacute; abaixo dos R$ 2,74 registrados em abril de 2025 e distante do recorde hist&oacute;rico de R$ 3,57 por litro alcan&ccedil;ado em julho de 2022, o maior patamar da s&eacute;rie iniciada em 2004 e divulgada pelo &oacute;rg&atilde;o. Apesar da recupera&ccedil;&atilde;o observada desde dezembro passado, as margens continuam pressionadas por custos operacionais elevados, desafios clim&aacute;ticos e necessidade constante de ganhos de efici&ecirc;ncia dentro da porteira.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Isso significa que o desafio do produtor n&atilde;o &eacute; apenas produzir mais. Ele tem de produzir de forma (ainda) mais eficiente. Mesmo com o al&iacute;vio recente nos custos de alguns insumos, como milho e soja, despesas com energia el&eacute;trica, m&atilde;o de obra e suplementa&ccedil;&atilde;o alimentar continuam impactando as despesas e limitando a rentabilidade da atividade. Da mesma forma, as condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas exigem aten&ccedil;&atilde;o: a forma&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno El Ni&ntilde;o, caracterizado pelo aquecimento acima da m&eacute;dia da superf&iacute;cie do mar por um longo per&iacute;odo, pode aumentar a temperatura e a irregularidade das chuvas em algumas regi&otilde;es do Brasil, afetando a forma&ccedil;&atilde;o das pastagens e elevando os custos com alimenta&ccedil;&atilde;o do rebanho.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com a baixa disponibilidade e a menor qualidade das citadas pastagens, principal fonte de alimenta&ccedil;&atilde;o em muitos sistemas leiteiros, as vacas tendem a reduzir o consumo de nutrientes, impactando a produ&ccedil;&atilde;o de leite. Al&eacute;m disso, a escassez de alimentos e &aacute;gua pode elevar os n&iacute;veis de estresse, comprometendo o bem-estar e, por consequ&ecirc;ncia, a sa&uacute;de geral dos animais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Como a rentabilidade da atividade leiteira depende cada vez mais da efici&ecirc;ncia produtiva, o planejamento da propriedade e o uso eficiente dos recursos dispon&iacute;veis se tornam cada vez mais importantes. Nesse sentido, o primeiro passo &eacute; investir no planejamento. Isso inclui elaborar estrat&eacute;gias para per&iacute;odos de seca, garantir reservas alimentares, monitorar indicadores produtivos e econ&ocirc;micos e buscar maior efici&ecirc;ncia no uso da terra, por meio do manejo adequado das pastagens, ado&ccedil;&atilde;o do pastejo rotacionado, produ&ccedil;&atilde;o de forragem, controle rigoroso das despesas e foco em infraestrutura que aumente a produtividade por &aacute;rea.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Tecnologias voltadas para a gest&atilde;o das pastagens e do rebanho podem gerar ganhos expressivos de produtividade e competitividade. O investimento em infraestrutura dur&aacute;vel e de qualidade, como um cercamento estrat&eacute;gico, permite ampliar a efici&ecirc;ncia do uso das pastagens e otimizar o manejo dos animais. Essa estrutura possibilita a divis&atilde;o das &aacute;reas em piquetes, o que favorece o controle do tempo de ocupa&ccedil;&atilde;o e descanso do pasto, contribui para a recupera&ccedil;&atilde;o das forrageiras, amplia a capacidade de suporte da propriedade e reduz a depend&ecirc;ncia de suplementa&ccedil;&atilde;o alimentar externa, um dos principais custos da atividade. Com isso, a propriedade ganha maior estabilidade econ&ocirc;mica, mesmo em cen&aacute;rios de pre&ccedil;os desfavor&aacute;veis.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com as cercas bem posicionadas, os resultados podem ser observados em diversos indicadores, como aumento da produ&ccedil;&atilde;o de leite por hectare, redu&ccedil;&atilde;o dos custos com alimenta&ccedil;&atilde;o suplementar, melhoria da efici&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o das pastagens e aumento da produtividade por animal. Em muitos casos, tamb&eacute;m h&aacute; redu&ccedil;&atilde;o de gastos com manuten&ccedil;&atilde;o de cercas e manejo, bem como melhor retorno sobre os investimentos realizados na propriedade. Essa exig&ecirc;ncia contribuiu para o desenvolvimento de solu&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para a pecu&aacute;ria leiteira moderna, como os arames Belgo Eletrix e Belgo Eletrix Light. Desenvolvidos para cercas el&eacute;tricas e com alta resist&ecirc;ncia, eles viabilizam a implanta&ccedil;&atilde;o de piquetes e o manejo racional de forma eficiente, dur&aacute;vel e econ&ocirc;mica, al&eacute;m de exigirem menos manuten&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Em um mercado que exige cada vez mais efici&ecirc;ncia, o cercamento da propriedade rural deve ser visto n&atilde;o apenas como uma estrutura f&iacute;sica, mas como uma ferramenta de gest&atilde;o que gera ganhos produtivos, econ&ocirc;micos e de bem-estar animal. Investimentos em infraestrutura de qualidade ajudam a construir sistemas mais resilientes, sustent&aacute;veis e preparados para os desafios do futuro.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Vanessa Amorim Teixeira, m&eacute;dica-veterin&aacute;ria, mestre e doutora em zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":542197,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[29,21201],"tags":[],"class_list":["post-542198","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-destaques","wpcat-29-id","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/542198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=542198"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/542198\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/542197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=542198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=542198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=542198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}