{"id":540612,"date":"2026-07-08T02:32:12","date_gmt":"2026-07-08T02:32:12","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=540612"},"modified":"2026-07-10T01:02:04","modified_gmt":"2026-07-10T01:02:04","slug":"joyce-ribeiro-faz-da-cidade-de-sao-goncalo-do-sapucai-um-mapa-de-causos-memorias-e-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/07\/joyce-ribeiro-faz-da-cidade-de-sao-goncalo-do-sapucai-um-mapa-de-causos-memorias-e-arte\/","title":{"rendered":"Joyce Ribeiro faz da cidade de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Sapuca\u00ed um mapa de causos, mem\u00f3rias e arte"},"content":{"rendered":"<p>Em sua primeira individual na cidade natal, artista, educadora e historiadora apresenta trabalhos espalhados por S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute; e transforma causos, mem&oacute;rias e encontros em arte contempor&acirc;nea. A mostra ter&aacute; abertura no dia 11 de julho, em S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute; (MG), com programa&ccedil;&atilde;o at&eacute; 9 de agosto<\/p>\n<p>S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute; (MG), 7 de julho de 2026 &ndash; Em 2020, Joyce Ribeiro estendeu uma faixa em uma rua de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute; com a frase: &ldquo;Pensar nela, em oposi&ccedil;&atilde;o a pensar em n&atilde;o pensar nela&rdquo;. A a&ccedil;&atilde;o aconteceu na Vila de F&aacute;tima, bairro onde a artista nasceu e viveu por 28 anos. Naquele per&iacute;odo, Joyce caminhava pela cidade e anotava mem&oacute;rias que surgiam durante o trajeto. No dia seguinte, costurava essas lembran&ccedil;as com fic&ccedil;&atilde;o, escrita e novas imagens do territ&oacute;rio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A frase da faixa, hoje uma das obras que integram a exposi&ccedil;&atilde;o Rio Que Grita, marcou tamb&eacute;m uma decis&atilde;o: olhar novamente para a cidade de origem e transformar esse retorno em pesquisa art&iacute;stica. A mostra ter&aacute; abertura no dia 11 de julho de 2026, das 10h &agrave;s 13h, em S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;, no Sul de Minas Gerais, com programa&ccedil;&atilde;o at&eacute; 9 de agosto.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A exposi&ccedil;&atilde;o re&uacute;ne fotografia, v&iacute;deo, objeto, cer&acirc;mica, escrita, conta&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias e a&ccedil;&otilde;es urbanas. As obras estar&atilde;o espalhadas por diferentes pontos da cidade, com oficinas, roda de conversa, ativa&ccedil;&otilde;es de percurso e distribui&ccedil;&atilde;o gratuita de mapas interativos. A mostra nasce do Projeto Bageira, pesquisa desenvolvida por Joyce ao longo dos &uacute;ltimos seis anos sobre os modos de rela&ccedil;&atilde;o, a&ccedil;&atilde;o e conv&iacute;vio no interior.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Artista, educadora e historiadora, Joyce apresenta sua primeira exposi&ccedil;&atilde;o individual na cidade natal, ap&oacute;s mais de uma d&eacute;cada de atua&ccedil;&atilde;o entre <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> e Minas Gerais. Em sua produ&ccedil;&atilde;o, causos caipiras, mem&oacute;rias orais, objetos do cotidiano e hist&oacute;rias locais entram em di&aacute;logo com a arte contempor&acirc;nea. &ldquo;N&atilde;o me interessa separar o que &eacute; lembran&ccedil;a, inven&ccedil;&atilde;o ou hist&oacute;ria, mas compreender como essas dimens&otilde;es produzem juntas uma forma de conhecimento&rdquo;, afirma Joyce Ribeiro.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Uma artista entre dois territ&oacute;rios<br>\nJoyce Ribeiro abriu seu primeiro ateli&ecirc; aos 14 anos, em S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;, e come&ccedil;ou a lecionar aos 17. Aos 28, mudou-se para <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> para estudar artes visuais. A passagem pela capital ampliou o contato com institui&ccedil;&otilde;es, escolas e espa&ccedil;os de forma&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m mudou a forma como ela passou a olhar para a cidade de origem. &ldquo;As estruturas do sistema colonial s&atilde;o constru&iacute;das para que a gente reconhe&ccedil;a o fora como centro, como desenvolvimento, e o peso desse deslocamento atravessa minha produ&ccedil;&atilde;o de forma estrutural. Trata-se de uma mudan&ccedil;a de percep&ccedil;&atilde;o sobre o que &eacute; centro, margem e fazer parte&rdquo;, diz.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ao retornar para S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;, a artista passou a olhar para a cidade com as ferramentas adquiridas no contato com a arte contempor&acirc;nea, mas tamb&eacute;m com perguntas que vinham da pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia de ter sa&iacute;do, estudado fora e voltado. A pesquisa nasce desse encontro entre forma&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, mem&oacute;ria pessoal e vida no interior. &ldquo;O interior passa a aparecer como um campo potente de produ&ccedil;&atilde;o de sentido, com seus pr&oacute;prios modos de fazer, narrar e existir, onde a narrativa oral, o causo caipira, se afirmam como forma leg&iacute;tima de constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento, mem&oacute;ria e imagina&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Enrico Rocha, artista e analista, escreve no texto de apresenta&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o, que nesse movimento entre a cidade pequena e o maior centro urbano do pa&iacute;s, Joyce descobriu que migrar tamb&eacute;m pode tornar algu&eacute;m estrangeiro no pr&oacute;prio lugar. Essa estranheza, segundo ele, tornou-se mat&eacute;ria de poesia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A &aacute;rvore que virou canoa<br>\nA exposi&ccedil;&atilde;o tem origem simb&oacute;lica na Bageira, &aacute;rvore que marcou o imagin&aacute;rio de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;. Localizada na regi&atilde;o central da cidade, pr&oacute;xima &agrave; igreja matriz, ela foi abatida em 1956, mas continuou presente nas hist&oacute;rias, lembran&ccedil;as e refer&ecirc;ncias dos moradores. No projeto, Joyce fabula um novo destino para essa &aacute;rvore: ao morrer, ela teria virado canoa para tocar o rio Sapuca&iacute;. &ldquo;Bageira representa justamente a perman&ecirc;ncia intang&iacute;vel da hist&oacute;ria e da mem&oacute;ria, ela guarda o imagin&aacute;rio regional de uma comunidade sobre o seu territ&oacute;rio&rdquo;, afirma a artista.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para Joyce, a Bageira funciona como corpo narrativo, imagem de continuidade e m&eacute;todo de cria&ccedil;&atilde;o. Assim como a &aacute;rvore muda de forma sem desaparecer, o projeto prop&otilde;e transforma&ccedil;&otilde;es entre hist&oacute;ria e fabula&ccedil;&atilde;o, territ&oacute;rio e linguagem, mem&oacute;ria e cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica. &ldquo;Nesse sentido, a Bageira n&atilde;o &eacute; apenas um elemento do passado, mas um corpo que continua operando no presente como narrativa, como refer&ecirc;ncia e como forma de fazer parte&rdquo;, diz.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O t&iacute;tulo da exposi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m nasce do territ&oacute;rio. Sapuca&iacute;, palavra de origem tupi-guarani, pode ser traduzida como &ldquo;rio que grita&rdquo; ou &ldquo;rio que canta&rdquo;, em refer&ecirc;ncia aos sons produzidos pelas cumbucas da &aacute;rvore sapucaia ao ca&iacute;rem na &aacute;gua. Essa imagem conduz parte da mostra, associando o rio &agrave;s ideias de movimento, percurso, fronteira e retorno.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O causo como forma de conhecimento<br>\nEm Rio Que Grita, Joyce Ribeiro parte dos causos caipiras, mitos, lendas, boatos e hist&oacute;rias de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute; para criar aproxima&ccedil;&otilde;es entre arte contempor&acirc;nea e historiografia. Formada em Hist&oacute;ria pela UEMG e p&oacute;s-graduada em Hist&oacute;ria, Sociedade e Cultura pela PUC-SP, a artista investiga aquilo que a hist&oacute;ria oficial muitas vezes n&atilde;o alcan&ccedil;a: viv&ecirc;ncias, afetos, conflitos, cren&ccedil;as, estrat&eacute;gias de sobreviv&ecirc;ncia e modos de perceber o mundo transmitidos pela oralidade. &ldquo;As narrativas presentes nos causos caipiras carregam camadas de experi&ecirc;ncia que muitas vezes escapam &agrave; historiografia oficial. Elas n&atilde;o est&atilde;o comprometidas com uma linearidade ou com a valida&ccedil;&atilde;o institucional dos fatos, mas com a transmiss&atilde;o de viv&ecirc;ncias, afetos, tens&otilde;es e formas de perceber o mundo&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Essas hist&oacute;rias, segundo Joyce, revelam formas de exist&ecirc;ncia que sustentam a vida em comunidade: rela&ccedil;&otilde;es de trabalho, conflitos, viol&ecirc;ncias silenciosas, estrat&eacute;gias de sobreviv&ecirc;ncia, cren&ccedil;as e imagin&aacute;rios. &ldquo;Me interessa construir pontes n&atilde;o para traduzir essas narrativas ao modelo oficial, mas para tension&aacute;-lo, reconhecendo nos causos caipiras uma forma leg&iacute;tima de produzir hist&oacute;ria&rdquo;, diz.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para o arquiteto, artista visual e diretor do MARP &ndash; Museu de Arte de Ribeir&atilde;o Preto, Nilton Campos, curador da exposi&ccedil;&atilde;o, o trabalho de Joyce se insere em uma discuss&atilde;o pr&oacute;pria da arte contempor&acirc;nea, ao olhar para a realidade, a rotina e os modos de vida que formam uma comunidade. &ldquo;A arte contempor&acirc;nea tem, em sua ess&ecirc;ncia, a proposta de discutir a pr&oacute;pria realidade e o cotidiano em que vivemos&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O curador, destaca que, ao trazer mem&oacute;rias, encontros e hist&oacute;rias contadas pelos pr&oacute;prios participantes, o projeto faz emergir o universo caipira e a mem&oacute;ria oral como mat&eacute;ria art&iacute;stica. &ldquo;Essas hist&oacute;rias tamb&eacute;m se transformam de acordo com quem as conta. &Eacute; muito interessante observar tudo isso mesclado&rdquo;, diz.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A conta&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias, nesse sentido, vai al&eacute;m do tema. Ela estrutura o modo como as obras existem, circulam e se transformam. Cada relato muda conforme quem conta, onde conta e para quem conta. &Eacute; nessa varia&ccedil;&atilde;o que Joyce aproxima a oralidade das pr&aacute;ticas da arte contempor&acirc;nea e desloca a ideia de obra como algo fixo ou encerrado em um objeto.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A cidade como parte da obra<br>\nOs trabalhos de Rio Que Grita nascem de encontros. No Lago Piscina, antigo local de minera&ccedil;&atilde;o transformado em parque e marcado por hist&oacute;rias de afogamento, Joyce realizou a a&ccedil;&atilde;o Profundo, depositando uma boia de mergulho no lago. Moradores que inicialmente estranhavam sua presen&ccedil;a passaram a acompanhar o processo, disponibilizaram um barco, ensinaram a artista a remar, ajudaram na grava&ccedil;&atilde;o e permaneceram no local at&eacute; o fim da a&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Em outro trabalho, Joyce fez um trato com o caminhoneiro Reinaldo Massei, conhecido como Sr. Branco. Ele emprestou o para-barro do caminh&atilde;o para que a artista pintasse a frase &ldquo;Rio Que Grita&rdquo; e comprometeu-se a contar, pelas estradas do pa&iacute;s, que a frase se refere ao nome da cidade: Sapuca&iacute;, &ldquo;rio que grita&rdquo; ou &ldquo;rio que canta&rdquo;. &ldquo;Nesse gesto, a obra deixa de estar restrita ao espa&ccedil;o expositivo e passa a circular pelo mundo atrav&eacute;s da oralidade. A narrativa se desloca do objeto para o tr&acirc;nsito, do suporte f&iacute;sico para a transmiss&atilde;o oral. O trabalho, nesse sentido, n&atilde;o termina na sua realiza&ccedil;&atilde;o: ele se prolonga na fala de outras pessoas, em novos contextos, em poss&iacute;veis recontagens&rdquo;, explica Joyce.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nilton Campos, avalia que um dos pontos centrais de Rio Que Grita &eacute; a forma como a exposi&ccedil;&atilde;o ativa a cidade e suas rela&ccedil;&otilde;es. &ldquo;O que mais me chamou a aten&ccedil;&atilde;o na exposi&ccedil;&atilde;o, &eacute; que a Joyce, ao fazer essa proposi&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, ativa      a pr&oacute;pria cidade, fazendo com que os moradores repensem suas origens e      suas refer&ecirc;ncias no espa&ccedil;o urbano&rdquo;, afirma. Segundo ele, os lugares s&atilde;o importantes, mas a for&ccedil;a do projeto est&aacute; nas pessoas envolvidas. &ldquo;Os lugares s&atilde;o essenciais neste projeto, s&atilde;o diferentes pontos da cidade ativados pela exposi&ccedil;&atilde;o. No entanto, s&atilde;o as pessoas envolvidas que ela mobiliza e com as quais dialoga em muitos desses espa&ccedil;os, ativando-os de diferentes maneiras. &Eacute; bonita a rela&ccedil;&atilde;o que Joyce estabelece com essas pessoas&rdquo;, diz. Enrico Rocha sintetiza essa din&acirc;mica no texto de apresenta&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o: &ldquo;A cidade participa&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para Joyce, os trabalhos n&atilde;o chegam prontos aos lugares. Eles se formam tamb&eacute;m a partir dos v&iacute;nculos criados durante o processo. &ldquo;Os trabalhos foram desenvolvidos a partir de tratos e acordos com diferentes pessoas, o que faz com que a obra j&aacute; aconte&ccedil;a como resultado de uma constru&ccedil;&atilde;o compartilhada. Nesse sentido, a exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas um momento de apresenta&ccedil;&atilde;o, mas a continuidade desse processo&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Arte contempor&acirc;nea a partir do interior<br>\nAo ocupar diferentes pontos de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;, a exposi&ccedil;&atilde;o responde &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o dos circuitos culturais nas grandes cidades. A pesquisa parte da experi&ecirc;ncia de perceber como o acesso &agrave; arte contempor&acirc;nea, &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es e aos espa&ccedil;os de forma&ccedil;&atilde;o permanece centralizado, produzindo desigualdade de acesso e de legitimidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A artista afirma o interior como territ&oacute;rio de cultura, mem&oacute;ria, linguagem e pensamento. O Bageira nasce dessa perspectiva: reconhecer o que j&aacute; existe no territ&oacute;rio e criar condi&ccedil;&otilde;es para que essas hist&oacute;rias circulem de outros modos. &ldquo;Bageira n&atilde;o &eacute; sobre levar arte para o interior, mas afirmar que a arte j&aacute; est&aacute; l&aacute; &ndash; e que ela pode ser um espa&ccedil;o de constru&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculo, de leitura de mundo e de inven&ccedil;&atilde;o de outras possibilidades de exist&ecirc;ncia que podem interessar a qualquer pessoa, de qualquer lugar&rdquo;, destaca.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para Campos, a rela&ccedil;&atilde;o entre obra, cidade e p&uacute;blico forma uma das bases da exposi&ccedil;&atilde;o. &ldquo;&Eacute; uma simbiose de todos esses elementos. Afinal, a cidade &eacute; constitu&iacute;da pelas pessoas, e o trabalho de Joyce promove o reconhecimento de S&atilde;o Gon&ccedil;alo por sua pr&oacute;pria comunidade&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O curador tamb&eacute;m destaca o papel da d&uacute;vida dentro do trabalho de Joyce. Ao reunir hist&oacute;rias ligadas &agrave; cidade e fic&ccedil;&otilde;es constru&iacute;das pela artista, a exposi&ccedil;&atilde;o convida o p&uacute;blico a refletir sobre mem&oacute;ria, fazer parte e imagina&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Essa d&uacute;vida desempenha um papel muito importante na reflex&atilde;o das pessoas sobre tudo isso&rdquo;, diz o curador.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Programa&ccedil;&atilde;o<br>\nA exposi&ccedil;&atilde;o Rio Que Grita poder&aacute; ser visitada de 11 de julho a 9 de agosto de 2026, em S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;, Minas Gerais. Al&eacute;m da exposi&ccedil;&atilde;o, o projeto prev&ecirc; a&ccedil;&otilde;es educativas e atividades complementares, entre elas duas oficinas de conta&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias e cer&acirc;mica, uma roda de conversa, quatro ativa&ccedil;&otilde;es de percurso com deslocamento de van e tr&ecirc;s ativa&ccedil;&otilde;es de percurso a p&eacute;. As a&ccedil;&otilde;es ter&atilde;o classifica&ccedil;&atilde;o livre e previs&atilde;o de p&uacute;blico aproximado de 20 pessoas por atividade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Tamb&eacute;m ser&atilde;o produzidos mapas interativos, distribu&iacute;dos gratuitamente nos espa&ccedil;os expositivos, bibliotecas p&uacute;blicas e escolas, para orientar o p&uacute;blico na realiza&ccedil;&atilde;o dos percursos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sobre Joyce Ribeiro<br>\nJoyce Ribeiro &eacute; artista, educadora e historiadora. Natural de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;, Minas Gerais, vive e trabalha entre <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> e Minas Gerais desde 2014. &Eacute; formada em Hist&oacute;ria pela UEMG e p&oacute;s-graduada em Hist&oacute;ria, Sociedade e Cultura pela PUC-SP.<br>\nSua pesquisa investiga a constru&ccedil;&atilde;o do imagin&aacute;rio cultural caipira, as conta&ccedil;&otilde;es de causos de tradi&ccedil;&atilde;o oral e suas rela&ccedil;&otilde;es com a escrita historiogr&aacute;fica. Em seus trabalhos, articula mem&oacute;ria, fic&ccedil;&atilde;o, territ&oacute;rio, oralidade e arte contempor&acirc;nea, criando proposi&ccedil;&otilde;es em fotografia, v&iacute;deo, objeto, cer&acirc;mica, escrita, a&ccedil;&atilde;o e conta&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Entre seus trabalhos recentes est&atilde;o Conversas de Bageira, apresentado na Move Arte, em <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>; a resid&ecirc;ncia art&iacute;stica Ouro Preto Inevit&aacute;vel, no Instituto de Arte Contempor&acirc;nea de Ouro Preto; a exposi&ccedil;&atilde;o Afei&ccedil;oar-se, com curadoria de Nilton Campos, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro; e participa&ccedil;&atilde;o na POSVERSO &mdash; Bienal Internacional de Poes&iacute;a Experimental da Argentina. Em 2025, recebeu o pr&ecirc;mio do Edital Saberes Gerais, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Funda&ccedil;&atilde;o de Arte de Ouro Preto, em reconhecimento &agrave; sua atua&ccedil;&atilde;o nas artes visuais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Editais que est&atilde;o financiando o projeto:<br>\n2026 &ndash; Edital de Chamamento P&uacute;blico n&ordm; 01\/2026 &ndash; Sele&ccedil;&atilde;o de projetos para recebimento de bolsas culturais de promo&ccedil;&atilde;o, difus&atilde;o, circula&ccedil;&atilde;o, resid&ecirc;ncia e interc&acirc;mbio cultural com recursos da Pol&iacute;tica Nacional Aldir Blanc de Fomento &agrave; Cultura &ndash; PNAB (Lei n&ordm; 14.399\/2022) &ndash; Governo Federal, Minist&eacute;rio da Cultura<br>\nSecretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e<br>\nSubsecretaria de Cultura.<br>\n2026 &ndash; Edital de Chamamento P&uacute;blico n&ordm; 002\/2026 &ndash; Projetos Culturais &ndash; Sele&ccedil;&atilde;o de projetos para firmar termo de execu&ccedil;&atilde;o cultural com recursos da Pol&iacute;tica Nacional Aldir Blanc de Fomento &agrave; Cultura &ndash; PNAB (Lei n&ordm; 14.399\/2022) &ndash; Secretaria de Cultura de S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;.<br>\nO projeto tamb&eacute;m conta com o patroc&iacute;nio da EBM Cont&aacute;bil, empresa com sede em S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Servi&ccedil;o<br>\nExposi&ccedil;&atilde;o: Rio Que Grita | Projeto: Bageira<br>\nArtista: Joyce Ribeiro<br>\nCurador: Nilton Campos<br>\nAbertura: 11 de julho de 2026<br>\nHor&aacute;rio da abertura: 10h &agrave;s 13h<br>\nPer&iacute;odo: 11 de julho a 9 de agosto de 2026<br>\nLocal: S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Sapuca&iacute;, Minas Gerais<br>\nAtividades: exposi&ccedil;&atilde;o, oficinas, roda de conversa, ativa&ccedil;&otilde;es de percurso, media&ccedil;&atilde;o cultural e mapas interativos<br>\nClassifica&ccedil;&atilde;o: livre<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua primeira individual na cidade natal, artista, educadora e historiadora apresenta trabalhos espalhados por S&atilde;o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":540611,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[],"class_list":["post-540612","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-eventos","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/540612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=540612"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/540612\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/540611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=540612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=540612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=540612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}