{"id":528024,"date":"2026-06-19T19:07:14","date_gmt":"2026-06-19T19:07:14","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=528024"},"modified":"2026-06-19T19:15:29","modified_gmt":"2026-06-19T19:15:29","slug":"unifesp-solicita-pedidos-de-patente-na-area-de-formulacao-de-alimentos-sem-gluten","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/06\/unifesp-solicita-pedidos-de-patente-na-area-de-formulacao-de-alimentos-sem-gluten\/","title":{"rendered":"Unifesp solicita pedidos de patente na \u00e1rea de formula\u00e7\u00e3o de alimentos sem gl\u00faten"},"content":{"rendered":"<p>As inven&ccedil;&otilde;es est&atilde;o prontas para a transfer&ecirc;ncia de tecnologia e parceria com a ind&uacute;stria de alimentos<\/p>\n<p>Pesquisas recentes mostram que, apesar do expressivo crescimento do mercado de produtos sem gl&uacute;ten em n&iacute;vel global, os(as) consumidores(as) est&atilde;o insatisfeitos(as) com as caracter&iacute;sticas de textura, sabor e de composi&ccedil;&atilde;o nutricional desses alimentos, al&eacute;m de seus pre&ccedil;os que costumam ser expressivamente maiores em compara&ccedil;&atilde;o aos produtos convencionais. &ldquo;Assim, &eacute; importante investir no desenvolvimento e melhoria da qualidade desses produtos, sobretudo p&atilde;es sem gl&uacute;ten, que &eacute; o produto mais desafiador e mais demandado pelos(as) consumidores(as) com doen&ccedil;a cel&iacute;aca. Noventa e oito por cento dos(as) cel&iacute;acos(as) brasileiros(as) consomem algum tipo de p&atilde;o sem gl&uacute;ten diariamente&rdquo;, afirma Vanessa Capriles, uma das idealizadoras do Centro de Estudos de Nutri&ccedil;&atilde;o em Doen&ccedil;a Cel&iacute;aca (Cenuc) e professora da Unifesp, que desenvolve uma linha de pesquisa relacionada ao desenvolvimento de produtos sem gl&uacute;ten. <\/p>\n<p>As pesquisas do grupo resultaram no desenvolvimento de uma variedade de p&atilde;es sem gl&uacute;ten com destacada composi&ccedil;&atilde;o nutricional e bem aceitos pelos(as) consumidores(as). As pesquisadoras desenvolveram p&atilde;es sem gl&uacute;ten enriquecidos com fibras funcionais e de baixo &iacute;ndice glic&ecirc;mico. Al&eacute;m disso, as pesquisas t&ecirc;m mostrado o desempenho satisfat&oacute;rio de diferentes ingredientes, como amaranto, trigo sarraceno, quinoa, sorgo, milheto, gr&atilde;o de bico, feij&atilde;o e pinh&atilde;o na elabora&ccedil;&atilde;o de p&atilde;es sem gl&uacute;ten. O grupo desenvolveu dez tipos de p&atilde;es sem gl&uacute;ten integrais, que cont&ecirc;m gr&atilde;os integrais nas quantidades exigidas pela legisla&ccedil;&atilde;o brasileira e por normativas internacionais para o uso da alega&ccedil;&atilde;o integral. &ldquo;Essas caracter&iacute;sticas representam uma inova&ccedil;&atilde;o no mercado brasileiro, que ainda n&atilde;o tem produtos com essas caracter&iacute;sticas&rdquo;, explica Capriles.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Esses inventos fazem parte de dois pedidos de patente e est&atilde;o prontos para a transfer&ecirc;ncia de tecnologia e parceria com a ind&uacute;stria de alimentos. Esses novos produtos sem gl&uacute;ten atendem aos requisitos de qualidade sensorial e benef&iacute;cios para sa&uacute;de aliados &agrave; praticidade de consumo tanto na resid&ecirc;ncia dos(as) consumidores(as), como pelo setor de food service e diferentes pontos de venda de alimentos. <\/p>\n<p>Contribui&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica<br>\nAl&eacute;m do desenvolvimento de novos produtos, o grupo de pesquisa tem contribu&iacute;do com a indica&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros instrumentais que s&atilde;o preditores da aceitabilidade de p&atilde;es sem gl&uacute;ten frescos e durante o per&iacute;odo de armazenamento. &ldquo;Essas descobertas s&atilde;o muito importantes, porque ainda n&atilde;o existem m&eacute;todos oficiais para esse tipo de produto. Assim, tanto pesquisadores(as) quanto a ind&uacute;stria de alimentos podem aplicar esse conhecimento&rdquo;, pontua Capriles.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O grupo de nutricionistas inventoras, lideradas pela professora Vanessa Capriles, vem exercendo importante contribui&ccedil;&atilde;o para essa &aacute;rea do conhecimento, destacando a ci&ecirc;ncia brasileira neste campo. &ldquo;Atualmente, o Brasil ocupa a segunda posi&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses que mais publicaram artigos sobre o tema nos &uacute;ltimos cinco anos (2020 &ndash; 2025), sendo o grupo de pesquisa da Unifesp respons&aacute;vel por praticamente metade (48%) da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira sobre p&atilde;es sem gl&uacute;ten, conforme m&eacute;tricas cient&iacute;ficas avaliadas na Plataforma SciVal da Elsevier&rdquo;, destaca Capriles. <\/p>\n<p>Segundo a professora, a proposta inicial da linha de pesquisa era desenvolver produtos nutricionalmente melhorados e aceitos sensorialmente, e transferir o conhecimento gerado para que os novos produtos possam chegar aos(&agrave;s) consumidores(as) com doen&ccedil;as relacionadas ao gl&uacute;ten. &ldquo;Atualmente, nossos objetivos s&atilde;o mais amplos, e envolvem a investiga&ccedil;&atilde;o dos efeitos potencialmente ben&eacute;ficos &agrave; sa&uacute;de decorrentes do consumo desses alimentos que foram especialmente elaborados no nosso laborat&oacute;rio&rdquo;, afirma Capriles. <\/p>\n<p>Aux&iacute;lios e parcerias<br>\nO grupo conta com aux&iacute;lio da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> (Fapesp), que possibilitou a implementa&ccedil;&atilde;o de um laborat&oacute;rio exclusivo para a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos sem gl&uacute;ten. &ldquo;Isso significa que todos os equipamentos e utens&iacute;lios s&atilde;o utilizados apenas para a elabora&ccedil;&atilde;o de alimentos sem gl&uacute;ten, al&eacute;m de todo o controle rigoroso de ingredientes para evitar o contato cruzado com o gl&uacute;ten. Todo esse cuidado &eacute; muito importante para garantir que esses produtos sejam seguros para os(as) consumidores(as) cel&iacute;acos(as). N&oacute;s contamos com a participa&ccedil;&atilde;o de volunt&aacute;rios(as) em v&aacute;rias fases das nossas pesquisas, como nos testes de avalia&ccedil;&atilde;o sensorial para avaliar a opini&atilde;o dos(as) consumidores(as) sobre as caracter&iacute;sticas dos produtos&rdquo;, explica a professora. Al&eacute;m disso, em parceria com outros(as) pesquisadores(as) da Unifesp e de outras universidades, o grupo de pesquisa desenvolve estudos envolvendo aspectos cl&iacute;nicos, microbiota intestinal e demais par&acirc;metros metab&oacute;licos da doen&ccedil;a cel&iacute;aca, investigando os efeitos de interven&ccedil;&otilde;es nutricionais nesse grupo populacional. <\/p>\n<p>Atualmente, v&aacute;rias pesquisas est&atilde;o em andamento no Cenuc, como a pesquisa em parceria com o Observat&oacute;rio de Rotulagem de Alimentos (ORA\/Unifesp), que realiza o monitoramento do perfil nutricional dos produtos sem gl&uacute;ten comercializados no Brasil. Com esse projeto, as pesquisadoras pretendem obter dados que colaborem para uma proposi&ccedil;&atilde;o regulat&oacute;ria sobre produtos isentos de gl&uacute;ten, contribuindo assim com o &oacute;rg&atilde;o regulador e a sociedade de modo geral. Outro exemplo &eacute; o projeto coordenado pela professora  da Unifesp, Daniela Caetano Gon&ccedil;alves, que est&aacute; realizando uma pesquisa de abrang&ecirc;ncia nacional para avaliar a qualidade de vida e os fatores relacionados &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o de adultos(as) e idosos(as) com doen&ccedil;a cel&iacute;aca. O grupo conta com um laborat&oacute;rio exclusivo para a produ&ccedil;&atilde;o de produtos sem gl&uacute;ten e com um laborat&oacute;rio anal&iacute;tico dedicado a an&aacute;lises de controle de qualidade, al&eacute;m de utilizar outros laborat&oacute;rios e espa&ccedil;os da universidade para a realiza&ccedil;&atilde;o das atividades. <\/p>\n<p>Novo projeto<br>\nO mais novo projeto do grupo, de alcance latino-americano, &eacute; coordenado por Ra&iacute;sa Mucinhato, pesquisadora da &aacute;rea de seguran&ccedil;a dos alimentos. A pesquisa envolve diferentes pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e busca ampliar a discuss&atilde;o sobre a seguran&ccedil;a dos alimentos na dieta sem gl&uacute;ten de pessoas com doen&ccedil;a cel&iacute;aca, especialmente na alimenta&ccedil;&atilde;o fora do lar, como em restaurantes, escolas e hospitais. &ldquo;Nesses locais, o perigo de contato cruzado com gl&uacute;ten &eacute; maior, e mesmo pequenas quantidades podem causar danos &agrave; sa&uacute;de, o que torna essencial que profissionais sejam bem treinados(as) e sigam boas pr&aacute;ticas no preparo e na manipula&ccedil;&atilde;o dos alimentos. Ao mesmo tempo, cresce nas redes sociais a dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es incorretas sobre a alimenta&ccedil;&atilde;o sem gl&uacute;ten, muitas vezes tratando essa dieta como uma tend&ecirc;ncia ou op&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel para todos(as), o que pode gerar confus&atilde;o e banalizar a seriedade da doen&ccedil;a cel&iacute;aca. Ao olhar tanto para a vis&atilde;o das pessoas com doen&ccedil;a cel&iacute;aca quanto para o que &eacute; publicado nas redes sociais, o estudo busca compreender melhor tanto a seguran&ccedil;a dos alimentos quanto o impacto das chamadas fake news. <\/p>\n<p>Isso &eacute; importante para garantir que pessoas cel&iacute;acas tenham acesso a informa&ccedil;&otilde;es confi&aacute;veis e a refei&ccedil;&otilde;es seguras, al&eacute;m de orientar melhor os(as) profissionais e o p&uacute;blico em geral. Com isso, espera-se contribuir para a melhoria de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, materiais educativos e pr&aacute;ticas mais seguras em toda a Am&eacute;rica Latina&rdquo;, finaliza Capriles. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As inven&ccedil;&otilde;es est&atilde;o prontas para a transfer&ecirc;ncia de tecnologia e parceria com a ind&uacute;stria de alimentos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":528023,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,7],"tags":[40894,40893,34815,4327],"class_list":["post-528024","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-sde","tag-gluten","tag-invencoes","tag-produtos","tag-qualidade","wpcat-21201-id","wpcat-7-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/528024","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=528024"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/528024\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/528023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=528024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=528024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=528024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}