{"id":506859,"date":"2026-03-30T17:46:24","date_gmt":"2026-03-30T17:46:24","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=506859"},"modified":"2026-03-31T13:40:55","modified_gmt":"2026-03-31T13:40:55","slug":"autismo-primeiros-sinais-aparecem-cedo-e-podem-ser-identificados-na-rotina-da-crianca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/03\/autismo-primeiros-sinais-aparecem-cedo-e-podem-ser-identificados-na-rotina-da-crianca\/","title":{"rendered":"Autismo: primeiros sinais aparecem cedo e podem ser identificados na rotina da crian\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Atrasos na fala, pouco contato visual e dificuldades de intera&ccedil;&atilde;o social est&atilde;o entre os primeiros sinais que podem indicar altera&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento infantil &ndash; muitas vezes antes mesmo de um diagn&oacute;stico formal de autismo. Durante o Abril Azul, m&ecirc;s de conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialistas refor&ccedil;am a import&acirc;ncia da observa&ccedil;&atilde;o no dia a dia e do in&iacute;cio precoce da interven&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Embora o diagn&oacute;stico do autismo seja cl&iacute;nico e dependa de avalia&ccedil;&atilde;o especializada, os primeiros ind&iacute;cios costumam aparecer na rotina da crian&ccedil;a, sendo percebidos por pais, cuidadores e professores. Ainda assim, &eacute; comum que esses sinais sejam minimizados ou atribu&iacute;dos ao &ldquo;tempo da crian&ccedil;a&rdquo;, o que pode atrasar o in&iacute;cio do acompanhamento.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo a psic&oacute;loga analista do comportamento Marina Bevilacqua Alves de Lima, do Grupo Gaiadi (Grupo de Avalia&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o dos Atrasos do Desenvolvimento Infantil), o atraso no desenvolvimento da linguagem costuma ser um dos primeiros sinais observados, frequentemente antes dos dois anos de idade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel perceber contato visual limitado ou pouco frequente, al&eacute;m de dificuldades na aten&ccedil;&atilde;o compartilhada, como a crian&ccedil;a n&atilde;o apontar ou n&atilde;o responder quando &eacute; chamada pelo nome&rdquo;, explica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A especialista destaca que outros comportamentos tamb&eacute;m podem chamar aten&ccedil;&atilde;o, como padr&otilde;es repetitivos de brincadeira ou o uso n&atilde;o funcional de objetos. &ldquo;A crian&ccedil;a pode se interessar apenas por partes espec&iacute;ficas de um brinquedo, como a rodinha de um carrinho, ou utiliz&aacute;-lo de forma repetitiva, o que foge do padr&atilde;o esperado para a idade&rdquo;, completa.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Diante desses sinais, a orienta&ccedil;&atilde;o &eacute; n&atilde;o adotar uma postura de espera. &ldquo;A partir dos primeiros sinais observados, &eacute; necess&aacute;rio agir rapidamente. Quanto antes se inicia a interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, melhor &eacute; a resposta da crian&ccedil;a, devido &agrave; neuroplasticidade&rdquo;, afirma Marina.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O diagn&oacute;stico do autismo &eacute; feito de forma cl&iacute;nica, a partir da observa&ccedil;&atilde;o especializada e da avalia&ccedil;&atilde;o interdisciplinar. Isso porque o transtorno pode afetar diferentes &aacute;reas do desenvolvimento, como comunica&ccedil;&atilde;o, socializa&ccedil;&atilde;o e aspectos sensoriais e motores.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Como n&atilde;o h&aacute; exames espec&iacute;ficos para detectar transtornos do neurodesenvolvimento, o olhar treinado de uma equipe especializada &eacute; fundamental, tanto para o diagn&oacute;stico quanto para a defini&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es mais adequadas&rdquo;, explica a psic&oacute;loga.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nesse contexto, a atua&ccedil;&atilde;o conjunta de profissionais como psic&oacute;logos, fonoaudi&oacute;logos, terapeutas ocupacionais e m&eacute;dicos &eacute; essencial para compreender o quadro da crian&ccedil;a de forma ampla e orientar o acompanhamento.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Interven&ccedil;&atilde;o precoce<\/strong><\/p>\n<p>A interven&ccedil;&atilde;o precoce &eacute; um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento infantil. De acordo com a especialista, iniciar o acompanhamento nos primeiros anos de vida amplia significativamente as possibilidades de evolu&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Quanto mais cedo o acompanhamento &eacute; iniciado, maiores s&atilde;o as chances de promover avan&ccedil;os importantes na comunica&ccedil;&atilde;o, na intera&ccedil;&atilde;o social, no comportamento e na autonomia&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Al&eacute;m dos ganhos diretos para a crian&ccedil;a, a interven&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m tem impacto na rotina familiar. &ldquo;A orienta&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia &eacute; parte fundamental do processo, pois permite que os est&iacute;mulos continuem no dia a dia, potencializando os resultados terap&ecirc;uticos&rdquo;, acrescenta.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Apesar disso, alguns fatores ainda contribuem para o atraso no diagn&oacute;stico. Entre eles, a cren&ccedil;a de que a crian&ccedil;a ir&aacute; se desenvolver &ldquo;no seu tempo&rdquo; e a busca por m&uacute;ltiplas opini&otilde;es sem direcionamento especializado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Um dos erros mais comuns &eacute; esperar para ver. Esse adiamento pode fazer com que um per&iacute;odo precioso de interven&ccedil;&atilde;o precoce seja perdido&rdquo;, alerta Marina.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Outro equ&iacute;voco frequente &eacute; aguardar um diagn&oacute;stico fechado para iniciar o acompanhamento.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Diante de sinais de risco, a interven&ccedil;&atilde;o j&aacute; deve come&ccedil;ar, mesmo antes de um diagn&oacute;stico formal. Isso faz toda a diferen&ccedil;a no desenvolvimento da crian&ccedil;a&rdquo;, conclui a psic&oacute;loga Marina Bevilacqua.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atrasos na fala, pouco contato visual e dificuldades de intera&ccedil;&atilde;o social est&atilde;o entre os primeiros sinais&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":506858,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,7],"tags":[40280],"class_list":["post-506859","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-sde","tag-saude-educacao-psicologia-autismo-tea-autista-abril-azul","wpcat-21201-id","wpcat-7-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506859","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=506859"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506859\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/506858"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=506859"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=506859"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=506859"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}