{"id":506726,"date":"2026-03-27T14:09:03","date_gmt":"2026-03-27T14:09:03","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=506726"},"modified":"2026-03-27T17:59:04","modified_gmt":"2026-03-27T17:59:04","slug":"o-maior-problema-do-brasil-nao-esta-na-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/03\/o-maior-problema-do-brasil-nao-esta-na-economia\/","title":{"rendered":"O maior problema do Brasil n\u00e3o est\u00e1 na economia"},"content":{"rendered":"<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\n<\/p><p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><span style=\"font-size: 12pt\">Com frequ&ecirc;ncia, os governos atribuem &agrave; falta de recursos a maior dificuldade para o enfrentamento dos principais problemas do pa&iacute;s. Trata-se, entretanto, de um sofisma. O Brasil n&atilde;o enfrenta quest&otilde;es econ&ocirc;micas e financeiras t&atilde;o graves a ponto de frear o desenvolvimento e garantir aos cidad&atilde;os de todo o pa&iacute;s uma vida mais digna. A economia n&atilde;o &eacute; o problema.<\/span><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\n<\/p><p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><span style=\"font-size: 12pt\">Ao contr&aacute;rio do que se acostumou propagar, o atual est&aacute;gio do Brasil n&atilde;o &eacute; culpa da falta de recursos financeiros ou da economia, mas de uma s&eacute;rie de fatores que, reunidos, formam a tempestade perfeita. O que de fato afeta o pa&iacute;s s&atilde;o problemas &eacute;ticos, pol&iacute;ticos e de gest&atilde;o, todos eles com reflexos negativos na sa&uacute;de econ&ocirc;mico-financeira nacional.<\/span><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\n<\/p><p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><span style=\"font-size: 12pt\">Mentiras, falsas narrativas, corrup&ccedil;&atilde;o e impunidade s&atilde;o faces bem vis&iacute;veis da degrada&ccedil;&atilde;o &eacute;tica da classe pol&iacute;tica, contaminando a sociedade com a falsa sensa&ccedil;&atilde;o de que o crime compensa ou que o mais importante &eacute; se dar bem a qualquer custo. &Eacute; a Lei de G&eacute;rson ainda vigorando. Os problemas pol&iacute;ticos parecem n&atilde;o ter fim, alimentados pela institui&ccedil;&atilde;o da reelei&ccedil;&atilde;o para cargos do Executivo, em 1997 &ndash; que faz o governante se preocupar em buscar um novo mandato j&aacute; no primeiro dia de sua gest&atilde;o &ndash;; pela transforma&ccedil;&atilde;o dos governos de coaliz&atilde;o em governos de coopta&ccedil;&atilde;o, com a pr&aacute;tica rotineira do toma-l&aacute;-d&aacute;-c&aacute;; e pela concess&atilde;o sem fim de privil&eacute;gios.<\/span><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\n<\/p><p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><span style=\"font-size: 12pt\">A consequ&ecirc;ncia de tudo isso s&atilde;o os ser&iacute;ssimos problemas de gest&atilde;o, com dificuldades de governan&ccedil;a que trouxeram resultados desastrosos ao Brasil, como gigantismo e inefici&ecirc;ncia da m&aacute;quina p&uacute;blica, exorbit&acirc;ncia dos gastos tribut&aacute;rios e d&eacute;ficit p&uacute;blico incontrol&aacute;vel. &Eacute; o que mostram os n&uacute;meros oficiais.<\/span><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\n<\/p><p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><span style=\"font-size: 12pt\">Para sustentar a m&aacute;quina p&uacute;blica, por exemplo, o governo geral (Uni&atilde;o, estados e munic&iacute;pios) gasta 12,5% do Produto Interno Bruto (PIB). &Eacute; um &iacute;ndice muito acima da m&eacute;dia (9,8% do PIB) investida pelos 38 pa&iacute;ses da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE). O desperd&iacute;cio anual brasileiro, portanto, corresponde a 2,7% do PIB, equivalente a cerca de R$ 315 bilh&otilde;es por ano em valores de hoje.<\/span><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\n<\/p><p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><span style=\"font-size: 12pt\">Al&eacute;m disso, o Brasil deixa de arrecadar o correspondente a 5% do PIB com a concess&atilde;o de ren&uacute;ncias fiscais, hoje denominadas gastos tribut&aacute;rios. Destaca-se que os governos dos presidentes filiados ao PT foram respons&aacute;veis por conceder mais de tr&ecirc;s quartos do total dessas ren&uacute;ncias. Nesse caso, desperdi&ccedil;a-se o equivalente a 3% do PIB (cerca de R$ 350 bilh&otilde;es por ano em valores de hoje), simplesmente porque deixa de cumprir a Emenda Constitucional n&ordm; 109, de 2021, a qual determina que, em at&eacute; oito anos, esses benef&iacute;cios n&atilde;o poder&atilde;o ultrapassar 2% do PIB.<\/span><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\n<\/p><p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><span style=\"font-size: 12pt\">Outro problema cr&ocirc;nico nacional &eacute; a corrup&ccedil;&atilde;o, respons&aacute;vel por consumir de 2,5% a 3,0% do PIB, segundo estimativas de organismos brasileiros e internacionais. Acabar com 100% da corrup&ccedil;&atilde;o &eacute; utopia, especialmente no Brasil. Ent&atilde;o, admitindo-se &ndash; embora n&atilde;o seja ideal e apenas para efeito de redu&ccedil;&atilde;o do dano &ndash; que, por meio de medidas efetivas de combate, com severa puni&ccedil;&atilde;o e afastamento da vida p&uacute;blica dos respons&aacute;veis por crimes praticados contra a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, al&eacute;m da devolu&ccedil;&atilde;o integral dos valores desviados dos cofres p&uacute;blicos, seja poss&iacute;vel reduzir esse percentual de 3% para cerca de 1% do PIB, significaria que dispor&iacute;amos de cerca de 2% do PIB por ano (aproximadamente R$ 234 bilh&otilde;es em valores atuais) para investimentos.<\/span><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\n<\/p><p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><span style=\"font-size: 12pt\">Se atacasse essas tr&ecirc;s frentes, o Brasil economizaria cerca de R$ 900 bilh&otilde;es por ano, algo semelhante a 7,7% do PIB. Um montante significativo, especialmente para uma na&ccedil;&atilde;o com tantas car&ecirc;ncias. Refor&ccedil;o garantido para o Tesouro, sem necessidade de cria&ccedil;&atilde;o de novos impostos e sem fomentar a divis&atilde;o do pa&iacute;s entre pobres, ricos e super-ricos.<\/span><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\n<\/p><p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><em>*Samuel Hanan &eacute; engenheiro com especializa&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de macroeconomia, administra&ccedil;&atilde;o de empresas e finan&ccedil;as, empres&aacute;rio, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros &ldquo;Brasil, um pa&iacute;s &agrave; deriva&rdquo;, &ldquo;Caminhos para um pa&iacute;s sem rumo&rdquo; e &ldquo;Amaz&ocirc;nia Brasileira, preservar para viver, responsabilidade mundial&rdquo;. Site: https:\/\/samuelhanan.com.br<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com frequ&ecirc;ncia, os governos atribuem &agrave; falta de recursos a maior dificuldade para o enfrentamento dos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":506725,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[3937],"class_list":["post-506726","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-eventos","tag-economia","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506726","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=506726"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506726\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/506725"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=506726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=506726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=506726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}