{"id":506455,"date":"2026-03-19T18:08:18","date_gmt":"2026-03-19T18:08:18","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=506455"},"modified":"2026-03-20T00:30:22","modified_gmt":"2026-03-20T00:30:22","slug":"transparencia-salarial-exige-revisao-de-politicas-de-remuneracao-nas-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/03\/transparencia-salarial-exige-revisao-de-politicas-de-remuneracao-nas-empresas\/","title":{"rendered":"Transpar\u00eancia salarial exige revis\u00e3o de pol\u00edticas de remunera\u00e7\u00e3o nas empresas"},"content":{"rendered":"<p><em>Dados do Minist&eacute;rio do Trabalho indicam diferen&ccedil;a m&eacute;dia de 21,2% entre homens e mulheres<\/em><\/p>\n<p>A desigualdade salarial entre homens e mulheres segue presente no mercado de trabalho brasileiro e passou a ganhar novos contornos jur&iacute;dicos ap&oacute;s a Lei n&ordm; 14.611\/2023, que estabelece medidas para garantir igualdade de remunera&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&otilde;es equivalentes. Dados mais recentes do 4&ordm; Relat&oacute;rio de Transpar&ecirc;ncia Salarial e Crit&eacute;rios Remunerat&oacute;rios, divulgado em novembro de 2025 pelo Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE), indicam, por&eacute;m, que as mulheres recebem, em m&eacute;dia, 21,2% menos que os homens em empresas com 100 ou mais empregados no pa&iacute;s.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O levantamento analisou cerca de 19,4 milh&otilde;es de v&iacute;nculos trabalhistas formais em mais de 54 mil empresas, com base em dados da Rela&ccedil;&atilde;o Anual de Informa&ccedil;&otilde;es Sociais (RAIS) referentes ao per&iacute;odo entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025. O relat&oacute;rio integra as a&ccedil;&otilde;es de monitoramento da Lei de Igualdade Salarial e busca ampliar a transpar&ecirc;ncia sobre crit&eacute;rios de remunera&ccedil;&atilde;o adotados pelas organiza&ccedil;&otilde;es.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Os n&uacute;meros indicam que a diferen&ccedil;a salarial permanece. O 1&ordm; Relat&oacute;rio de Transpar&ecirc;ncia Salarial, divulgado em mar&ccedil;o de 2024, apontava que as mulheres recebiam 19,4% a menos que os homens nas empresas analisadas. J&aacute; o 3&ordm; relat&oacute;rio, publicado em abril de 2025, registrou diferen&ccedil;a m&eacute;dia de 20,9%, evidenciando que, apesar de avan&ccedil;os institucionais, a desigualdade de remunera&ccedil;&atilde;o ainda persiste no mercado de trabalho brasileiro.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A legisla&ccedil;&atilde;o determina que empresas com 100 ou mais empregados adotem medidas de transpar&ecirc;ncia salarial e publiquem relat&oacute;rios peri&oacute;dicos com informa&ccedil;&otilde;es sobre remunera&ccedil;&atilde;o e crit&eacute;rios de pagamento. A norma tamb&eacute;m prev&ecirc; mecanismos para reduzir desigualdades salariais e fortalecer a fiscaliza&ccedil;&atilde;o sobre pr&aacute;ticas discriminat&oacute;rias no ambiente corporativo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><em>&ldquo;A Lei n&ordm; 14.611 trouxe um avan&ccedil;o importante ao exigir transpar&ecirc;ncia e estimular a revis&atilde;o das estruturas de remunera&ccedil;&atilde;o dentro das empresas. Por&eacute;m, ela tamb&eacute;m gera novos desafios jur&iacute;dicos, porque as organiza&ccedil;&otilde;es precisam demonstrar crit&eacute;rios objetivos de pagamento e garantir que n&atilde;o existam diferen&ccedil;as injustificadas entre profissionais que exercem a mesma fun&ccedil;&atilde;o<\/em>&rdquo;, afirma Nat&aacute;lia Guazelli, advogada corporativa e integrante da Comiss&atilde;o de Direito do Trabalho da OAB\/PR.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo a especialista em direito do trabalho, a divulga&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica desses relat&oacute;rios tende a ampliar o debate p&uacute;blico sobre equidade salarial e a incentivar empresas a revisar pol&iacute;ticas internas de gest&atilde;o de pessoas, fortalecendo pr&aacute;ticas de governan&ccedil;a e transpar&ecirc;ncia nos processos de defini&ccedil;&atilde;o de remunera&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Sobre Natalia Guazelli&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Natalia Guazelli &eacute; s&oacute;cia-propriet&aacute;ria do escrit&oacute;rio Guazelli Advocacia, destacando-se por sua abordagem estrat&eacute;gica e profundo conhecimento em direito empresarial e corporativo. Com mais de 14 anos de experi&ecirc;ncia, sua especializa&ccedil;&atilde;o em compliance e preven&ccedil;&atilde;o de riscos tem orientado diversas empresas a alcan&ccedil;ar uma gest&atilde;o mais consciente e respons&aacute;vel. Seu comprometimento em equilibrar os interesses das empresas para promover ambientes de trabalho justos e inclusivos &eacute; refletido na sua capacidade de desenvolver solu&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas, que n&atilde;o apenas atendem exig&ecirc;ncias legais, mas tamb&eacute;m contribuem para a sustentabilidade e prosperidade das organiza&ccedil;&otilde;es a longo prazo. Ainda comprometida com as rela&ccedil;&otilde;es trabalhistas, Natalia Guazelli participa da Comiss&atilde;o de Direito do Trabalho da OAB\/PR. Al&eacute;m de sua s&oacute;lida forma&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica, Natalia Guazelli &eacute; ativamente envolvida na Comiss&atilde;o de Direito Sist&ecirc;mico da OAB\/PR, na qual aplica sua expertise para explorar e integrar novas perspectivas ao manejo de conflitos corporativos. Sua abordagem inovadora no uso do Direito Sist&ecirc;mico reflete um esfor&ccedil;o cont&iacute;nuo em adaptar pr&aacute;ticas legais aos desafios contempor&acirc;neos das rela&ccedil;&otilde;es corporativas, fortalecendo, assim, a cultura de respeito m&uacute;tuo e compreens&atilde;o entre as partes.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do Minist&eacute;rio do Trabalho indicam diferen&ccedil;a m&eacute;dia de 21,2% entre homens e mulheres A desigualdade&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":506454,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,13],"tags":[111,36756,3525],"class_list":["post-506455","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-economia","tag-empresas","tag-remuneracao","tag-trabalho","wpcat-21201-id","wpcat-13-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506455","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=506455"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506455\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/506454"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=506455"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=506455"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=506455"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}