{"id":506119,"date":"2026-03-11T19:08:43","date_gmt":"2026-03-11T19:08:43","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=506119"},"modified":"2026-03-12T04:40:47","modified_gmt":"2026-03-12T04:40:47","slug":"disfagia-dificuldade-para-engolir-pode-afetar-ate-um-terco-dos-idosos-e-exigir-atencao-especializada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/03\/disfagia-dificuldade-para-engolir-pode-afetar-ate-um-terco-dos-idosos-e-exigir-atencao-especializada\/","title":{"rendered":"Disfagia: dificuldade para engolir pode afetar at\u00e9 um ter\u00e7o dos idosos e exigir aten\u00e7\u00e3o especializada"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A dificuldade de engolir alimentos ou l&iacute;quidos, conhecida como disfagia, &eacute; um dist&uacute;rbio mais comum do que se imagina e pode trazer consequ&ecirc;ncias importantes para a sa&uacute;de. Embora seja frequentemente associada ao envelhecimento, a disfagia pode ocorrer em qualquer fase da vida, desde crian&ccedil;as at&eacute; idosos, dependendo da condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica envolvida. Ainda assim, estudos indicam que a preval&ecirc;ncia &eacute; maior na popula&ccedil;&atilde;o idosa, podendo variar entre 10% e 33% das pessoas nessa faixa et&aacute;ria. Dados da publica&ccedil;&atilde;o do <a href=\"https:\/\/www.aafp.org\/pubs\/afp\/issues\/2000\/0615\/p3639.html\">American Family Physician.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A disfagia ocorre quando h&aacute; altera&ccedil;&atilde;o no processo de degluti&ccedil;&atilde;o, um mecanismo complexo que envolve m&uacute;sculos e nervos respons&aacute;veis pela condu&ccedil;&atilde;o do alimento da boca ao est&ocirc;mago. Quando esse processo falha, o alimento pode seguir as vias respirat&oacute;rias, aumentando o risco de complica&ccedil;&otilde;es como pneumonia por aspira&ccedil;&atilde;o, desnutri&ccedil;&atilde;o e desidrata&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de comprometer a qualidade de vida do paciente.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\">A disfagia pode surgir em diferentes contextos cl&iacute;nicos, como ap&oacute;s AVC, em doen&ccedil;as neurodegenerativas, c&acirc;ncer de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o, altera&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas, prematuridade ou mesmo como consequ&ecirc;ncia do envelhecimento. Por isso, os profissionais de sa&uacute;de refor&ccedil;am a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o multidisciplinar e da aten&ccedil;&atilde;o aos primeiros sinais, especialmente em idosos, pacientes hospitalizados e pessoas com doen&ccedil;as neurol&oacute;gicas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\">Estudos cient&iacute;ficos mostram que a disfagia &eacute; relativamente frequente na popula&ccedil;&atilde;o idosa. A condi&ccedil;&atilde;o pode afetar aproximadamente um em cada tr&ecirc;s idosos que vivem na comunidade e mais da metade daqueles que residem em institui&ccedil;&otilde;es de longa perman&ecirc;ncia, segundo a publica&ccedil;&atilde;o no<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/35566731\/\"> Journal of Clinical Medicine<\/a>.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\">No Brasil, o problema tamb&eacute;m est&aacute; relacionado a epis&oacute;dios de envolvimento ambientalmente fatais. De acordo com dados do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, mais de duas mil pessoas morreram em 2023 ap&oacute;s epis&oacute;dios de engasgo, sendo que a maioria das v&iacute;timas tinha mais de 65 anos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\">Para a fonoaudi&oacute;loga Dra. Camila Molento (CRFa3 &ndash; 8304), conselheira do CREFONO3 (Conselho Regional de Fonoaudiologia do Paran&aacute; e Santa Catarina), a identifica&ccedil;&atilde;o precoce do problema &eacute; fundamental para evitar complica&ccedil;&otilde;es.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\">&ldquo;A disfagia &eacute; um dist&uacute;rbio que pode passar despercebido no in&iacute;cio, mas que traz riscos importantes. Tosse frequente ao comer, sensa&ccedil;&atilde;o de alimento parado na garganta ou engasgos recorrentes s&atilde;o sinais de alerta que devem ser avaliados por um profissional&rdquo;, explica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\">O acompanhamento fonoaudiol&oacute;gico tem papel central tanto na avalia&ccedil;&atilde;o quanto na reabilita&ccedil;&atilde;o da degluti&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\">&ldquo;A fonoaudiologia atua desde o diagn&oacute;stico at&eacute; a reabilita&ccedil;&atilde;o funcional, com exerc&iacute;cios espec&iacute;ficos e orienta&ccedil;&otilde;es sobre consist&ecirc;ncia dos alimentos, postura e estrat&eacute;gias seguras para a alimenta&ccedil;&atilde;o. O objetivo &eacute; preservar a seguran&ccedil;a ao engolir e a qualidade de vida do paciente&rdquo;, afirma.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo a especialista, pacientes com c&acirc;ncer de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o recebem aten&ccedil;&atilde;o especial, j&aacute; que cirurgias, radioterapia e quimioterapia podem comprometer estruturas importantes para a degluti&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Nesses casos, a atua&ccedil;&atilde;o precoce da fonoaudiologia &eacute; fundamental para prevenir e reabilitar altera&ccedil;&otilde;es da degluti&ccedil;&atilde;o, permitindo que o paciente mantenha a alimenta&ccedil;&atilde;o de forma mais segura durante e ap&oacute;s o tratamento&rdquo;, destaca Camila Molento.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\">Os especialistas alertam que o diagn&oacute;stico e o tratamento precoce aumentam significativamente o risco de complica&ccedil;&otilde;es e adicionais para uma alimenta&ccedil;&atilde;o mais segura, mantendo a nutri&ccedil;&atilde;o adequada e a autonomia do paciente.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Sinais de alerta para disfagia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Alguns sintomas podem indicar dificuldade para engolir e devem ser avaliados por um profissional de sa&uacute;de:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tosse ou engasgo frequente durante as refei&ccedil;&otilde;es;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sensa&ccedil;&atilde;o de alimento parado na garganta;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Necessidade de beber l&iacute;quidos para ajudar a engolir;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mudan&ccedil;a de voz ap&oacute;s comer ou beber;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Perda de peso sem causa aparente;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pneumonias de repeti&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Demorar demais para terminar as refei&ccedil;&otilde;es.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\">Na presen&ccedil;a desses sinais, a avalia&ccedil;&atilde;o por um fonoaudi&oacute;logo &eacute; fundamental para diagn&oacute;stico e orienta&ccedil;&atilde;o adequada.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>SOBRE O CREFONO3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Conselho Regional de Fonoaudiologia &ndash; 3&ordf; Regi&atilde;o (CREFONO 3), atuante no Paran&aacute; e em Santa Catarina, constitui, em conjunto com o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), uma autarquia federal. &Eacute; respons&aacute;vel por zelar pelo cumprimento das leis, normas e atos que norteiam o exerc&iacute;cio da fonoaudiologia, a fim de proteger a integridade moral da profiss&atilde;o, dos profissionais e dos usu&aacute;rios diretos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"text-align: justify\">Ao zelar pelo exerc&iacute;cio regular da profiss&atilde;o, o CREFONO3 protege o fonoaudi&oacute;logo daqueles que exercem inadequadamente ou ilegalmente a profiss&atilde;o, al&eacute;m de proporcionar melhores condi&ccedil;&otilde;es para que a popula&ccedil;&atilde;o tenha um atendimento adequado ao consultar o profissional.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dificuldade de engolir alimentos ou l&iacute;quidos, conhecida como disfagia, &eacute; 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