{"id":499948,"date":"2026-02-11T20:40:50","date_gmt":"2026-02-11T20:40:50","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=499948"},"modified":"2026-02-11T22:48:33","modified_gmt":"2026-02-11T22:48:33","slug":"circulacao-do-album-retinta-de-kamila-andrade-ocupa-espacos-em-ribeirao-preto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/02\/circulacao-do-album-retinta-de-kamila-andrade-ocupa-espacos-em-ribeirao-preto\/","title":{"rendered":"Circula\u00e7\u00e3o do \u00c1lbum &#8220;Retinta&#8221; de Kamila Andrade, ocupa espa\u00e7os em Ribeir\u00e3o Preto"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ribeir&atilde;o Preto (SP), 11 de fevereiro de 2026 &ndash;<\/strong> Contar sua viv&ecirc;ncia, mem&oacute;ria e trajet&oacute;ria em forma de m&uacute;sica, palavra e posicionamento pol&iacute;tico norteou a MC ribeir&atilde;o-pretana Kamila Andrade na produ&ccedil;&atilde;o de seu primeiro &aacute;lbum e projeto art&iacute;stico-cultural, Retinta. O trabalho re&uacute;ne 14 faixas autorais e est&aacute; em circula&ccedil;&atilde;o por meio de uma &ldquo;turn&ecirc;&rdquo; por Ribeir&atilde;o Preto. Lan&ccedil;ada no dia 31 de janeiro, a iniciativa afirma o rap como ferramenta de resist&ecirc;ncia cultural e transforma&ccedil;&atilde;o social e segue agora para uma apresenta&ccedil;&atilde;o, no dia 15, na Cer&acirc;mica S&atilde;o Luiz (Rua Municipal, 2-30 &ndash; Ipiranga &ndash; dentro do Estacionamento do Carrefour da Via Norte), com entrada gratuita e aberta ao p&uacute;blico.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Eu decidi contar a minha pr&oacute;pria hist&oacute;ria, porque ser MC &eacute; trabalhar com arte da palavra. Existe um colonizador dentro da gente que tamb&eacute;m pode contar nossas hist&oacute;rias por n&oacute;s, e eu n&atilde;o queria isso&rdquo;, afirma Kamila Andrade. O projeto marca o primeiro &aacute;lbum da artista, um disco independente constru&iacute;do ao longo de um processo que ela define como amadurecimento art&iacute;stico e pessoal.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A produ&ccedil;&atilde;o do &aacute;lbum come&ccedil;ou h&aacute; um ano, mas as m&uacute;sicas foram escritas ao longo de 16 anos de trajet&oacute;ria de Kamila, iniciada ainda na adolesc&ecirc;ncia, nas batalhas de rima e em projetos socioculturais. &ldquo;Eu escrevo desde os meus 15 anos. Esse projeto come&ccedil;ou ali. &Eacute; uma vit&oacute;ria para mim conseguir materializar algo t&atilde;o meu e mostrar para as outras pessoas, para que elas possam se identificar com a minha hist&oacute;ria tamb&eacute;m&rdquo;, comenta a MC.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Quem ouve Retinta percebe que o &aacute;lbum dialoga com diferentes estilos musicais, como rap, funk, samba, drill e blues &mdash; uma diversidade que reflete a pr&oacute;pria din&acirc;mica de vida da artista. &ldquo;Eu nunca gostei de rotina, nem de repeti&ccedil;&atilde;o. A quebra de g&ecirc;nero traz uma dinamicidade para os ouvidos e deixa o &aacute;lbum mais org&acirc;nico. A minha vida sempre foi assim, diversa&rdquo;, explica Kamila.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Participa&ccedil;&otilde;es especiais<\/strong><br>\nO &aacute;lbum conta com sete participa&ccedil;&otilde;es especiais, conectando artistas de Ribeir&atilde;o Preto e do Rio de Janeiro, em colabora&ccedil;&otilde;es que surgiram de forma espont&acirc;nea durante o per&iacute;odo de grava&ccedil;&atilde;o da artista na capital carioca. &ldquo;Nada foi muito planejado. As coisas foram acontecendo de forma org&acirc;nica, e isso agregou muito ao disco&rdquo;, relata. Entre os nomes est&atilde;o Bidi, Spike, Ferdnam, Jovem Kata, Pa&iacute;na, Alex Gaita, Quimera e Avinny.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O projeto Retinta foi financiado pela Pol&iacute;tica Nacional Aldir Blanc, por meio do Edital de Chamamento P&uacute;blico n&ordm; 006\/2024, de incentivo a projetos de produ&ccedil;&atilde;o, circula&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o art&iacute;stica no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com esse apoio, foi viabilizada a etapa de grava&ccedil;&atilde;o do trabalho, permitindo que a artista permanecesse por oito dias no Rio de Janeiro em processo criativo e de produ&ccedil;&atilde;o no est&uacute;dio do produtor musical Terror dos Beats, s&oacute;cio da gravadora &ldquo;Isso Que &Eacute; Som de Rap&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Por que &ldquo;Retinta&rdquo;?<\/strong><br>\nO nome do &aacute;lbum sintetiza o conceito central do projeto e carrega uma afirma&ccedil;&atilde;o direta sobre negritude, fazer parte e enfrentamento ao racismo estrutural, especialmente no contexto do interior. &ldquo;Fala do tom de pele da mulher negra, que muitas vezes n&atilde;o &eacute; aceita pela ind&uacute;stria musical. Retinta &eacute; a revolu&ccedil;&atilde;o da mulher preta gritando que nosso som &eacute; bom e precisa ser ouvido, n&atilde;o por cota, mas por qualidade&rdquo;, afirma Kamila, ao destacar a import&acirc;ncia de ocupar espa&ccedil;os e disputar narrativas no cen&aacute;rio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Volta as origens<\/strong><br>\nAl&eacute;m do &aacute;lbum f&iacute;sico, Retinta se desdobra em uma s&eacute;rie de apresenta&ccedil;&otilde;es gratuitas, pensadas como a&ccedil;&otilde;es de acesso &agrave; cultura e ocupa&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os. O lan&ccedil;amento aconteceu no dia 31 de janeiro, no Coletivo Fuligem, na Vila Tib&eacute;rio, seguido, no dia 8 de fevereiro, por uma apresenta&ccedil;&atilde;o no campo do Jandaia FC, dentro de um evento de batalha de rima.<br>\nO encerramento acontece no dia 15 de fevereiro, na Cer&acirc;mica S&atilde;o Luiz (Rua Municipal, 2-30 &ndash; Ipiranga &ndash; dentro do Estacionamento do Carrefour da Via Norte), com entrada gratuita e aberta ao p&uacute;blico. &ldquo;Voltar para as batalhas de rima com meu pr&oacute;prio &aacute;lbum &eacute; simb&oacute;lico. Nunca cheguei no gueto de m&atilde;o vazia, trouxe poesia para o meu povo preto&rdquo;, destaca.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com elabora&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o de Jeh Cardoso, dire&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica de Vinicius Preto e produ&ccedil;&atilde;o musical de Terror dos Beats, Retinta se consolida como uma ferramenta de resist&ecirc;ncia cultural e transforma&ccedil;&atilde;o social, ampliando a visibilidade do rap feito fora dos grandes centros. Kamila Andrade afirma que o projeto segue em circula&ccedil;&atilde;o e deve ganhar novas etapas ao longo do ano, com apresenta&ccedil;&otilde;es pelo interior paulista e o in&iacute;cio da constru&ccedil;&atilde;o de um segundo &aacute;lbum. &ldquo;Retinta &eacute; isso: neta de macumbeira e filha de crente. &Eacute; quem eu sou&rdquo;, conclui a artista.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>SERVI&Ccedil;O:<\/strong><br>\n<strong>Apresenta&ccedil;&atilde;o de Kamila Andrade na Cer&acirc;mica S&atilde;o Luiz<\/strong><br>\nData: 15 de fevereiro, domingo<br>\nHor&aacute;rio: 16h<br>\nLocal: Cer&acirc;mica S&atilde;o Luiz (Rua Municipal, 2-30 &ndash; Ipiranga &ndash; dentro do Estacionamento do Carrefour da Via Norte), em Ribeir&atilde;o Preto.<br>\nEntrada: Gratuita e aberta ao p&uacute;blico.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ribeir&atilde;o Preto (SP), 11 de fevereiro de 2026 &ndash; Contar sua viv&ecirc;ncia, mem&oacute;ria e trajet&oacute;ria em&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":499947,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[],"class_list":["post-499948","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-eventos","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/499948","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=499948"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/499948\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/499947"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=499948"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=499948"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=499948"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}