{"id":493512,"date":"2026-01-30T13:09:31","date_gmt":"2026-01-30T13:09:31","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=493512"},"modified":"2026-01-30T21:52:07","modified_gmt":"2026-01-30T21:52:07","slug":"follow-up-eficacia-importunacao-e-etica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/01\/follow-up-eficacia-importunacao-e-etica\/","title":{"rendered":"Follow-up: Efic\u00e1cia, Importuna\u00e7\u00e3o e \u00c9tica"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 12pt\">Participando de um dos eventos mais importantes do ano, o Summit Press 2025, tive alguns insights poderosos sobre v&aacute;rios temas relacionados &agrave; assessoria de imprensa na acep&ccedil;&atilde;o exata da palavra, especialmente sobre o follow-up; na minha opini&atilde;o um dos instrumentos historicamente mais eficazes no processo de comunica&ccedil;&atilde;o com os jornalistas de reda&ccedil;&atilde;o e tentativa de publica&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias dos clientes.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">E uma pergunta que h&aacute; tempos me ocorre: O follow-up tem sido usado adequadamente? Ele ajuda o jornalista a localizar mat&eacute;rias que de outra forma n&atilde;o conseguiria ou, &agrave;s vezes, ele importuna a reda&ccedil;&atilde;o? Uma coisa todos sabemos, n&atilde;o h&aacute; processo de follow-up capaz de ajudar a publicar um release com uma pauta ruim. Mas, &agrave;s vezes, t&atilde;o envolvidos que estamos com o dia a dia do cliente, podemos deixar escapar uma pauta ruim e o follow-up tamb&eacute;m serve para nos colocar no rumo do acerto de volta.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O follow-up, termo que em ingl&ecirc;s significa &ldquo;acompanhamento&rdquo;, sabemos que &eacute; uma das ferramentas mais antigas e, paradoxalmente, mais controversas no arsenal da assessoria de imprensa. Sua fun&ccedil;&atilde;o primordial &mdash; garantir que a sugest&atilde;o de pauta enviada n&atilde;o se perca no turbilh&atilde;o di&aacute;rio das caixas de e-mail e mesas de trabalho das reda&ccedil;&otilde;es &mdash; &eacute; ineg&aacute;vel. No entanto, a maneira como &eacute; executado dita o tom da rela&ccedil;&atilde;o entre assessores e jornalistas, oscilando perigosamente entre a dilig&ecirc;ncia profissional e a importuna&ccedil;&atilde;o improdutiva.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">A quest&atilde;o central reside no seu uso adequado. O follow-up &eacute; essencialmente um lembrete, uma oferta de mais dados e uma confirma&ccedil;&atilde;o de recebimento. Numa era de reda&ccedil;&otilde;es enxutas e excesso de informa&ccedil;&atilde;o, onde centenas de releases chegam a um &uacute;nico jornalista diariamente, o acompanhamento estrat&eacute;gico &eacute;, por vezes, a &uacute;nica forma de aumentar as chances de visibilidade de uma not&iacute;cia. Dados de pesquisas na &aacute;rea sugerem que a taxa de publica&ccedil;&atilde;o de um texto pode disparar com um follow-up eficaz, mostrando seu valor pr&aacute;tico.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Agora, &eacute; muito f&aacute;cil escorregar nesse exerc&iacute;cio e &eacute; exatamente no desvirtuamento dessa pr&aacute;tica que reside o inc&ocirc;modo das reda&ccedil;&otilde;es. O follow-up importuna quando se torna excessivo, mal cronometrado ou desinformado. Historicamente, o profissional de imprensa, vive sob press&atilde;o constante de prazos e geralmente n&atilde;o pode desperdi&ccedil;ar tempo atendendo a liga&ccedil;&otilde;es ou respondendo a e-mails que apenas perguntam: &ldquo;Recebeu o release?&rdquo; sem oferecer valor agregado. A insist&ecirc;ncia ap&oacute;s uma recusa clara, a tentativa de contato em hor&aacute;rios de fechamento (o famoso deadline), ou a abordagem com desconhecimento da linha editorial do ve&iacute;culo e dos interesses do jornalista s&atilde;o os maiores vil&otilde;es. Pesquisas j&aacute; apontaram que uma parcela significativa de jornalistas considera o follow-up mal conduzido um fator que atrapalha seu fluxo de trabalho.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">De outro lado, um bom follow-up &eacute; o que respeita o tempo do jornalista. Ele &eacute; personalizado, oferece informa&ccedil;&otilde;es adicionais (um &acirc;ngulo diferente, um contato com a fonte para exclusividade, uma estat&iacute;stica relevante) e demonstra que o assessor conhece o ve&iacute;culo e a editoria. N&atilde;o se trata de uma checagem rob&oacute;tica, mas de uma continuidade no relacionamento e um olhar aprofundado no jornalista e no ve&iacute;culo que ele representa, respeitando sua postura editorial, hor&aacute;rios e prazos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">&Eacute; preciso que o mesmo assessor que vai entrar em contato com uma reda&ccedil;&atilde;o, saiba muito bem o que &eacute; not&iacute;cia para aquele ve&iacute;culo e o que efetivamente o seu cliente pode oferecer, praticando um jornalismo de qualidade para conseguir ser reconhecido como um verdadeiro assessor que leva informa&ccedil;&otilde;es relevantes e adequadas sobre o seu cliente para reda&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Jornalismo de qualidade &eacute; regido pelo crit&eacute;rio de noticiabilidade, ou seja, a relev&acirc;ncia e o interesse p&uacute;blico do tema. Nenhuma t&eacute;cnica de persuas&atilde;o, por mais polida ou insistente que seja, pode transformar um conte&uacute;do meramente mercadol&oacute;gico, com cara de propaganda (&ldquo;publieditorial disfar&ccedil;ado&rdquo;), em not&iacute;cia de interesse generalizado.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O que o follow-up pode, sim, fazer &eacute; resgatar uma pauta mediana ou mal formatada. Um assessor habilidoso, ao entrar em contato, pode aprimorar uma sugest&atilde;o de &acirc;ngulo noticioso, mudando o foco, quando necess&aacute;rio e apresentando a informa&ccedil;&atilde;o sob um prisma mais relevante para a editoria.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Outra t&eacute;cnica que pode funcionar muitas vezes &eacute; uma oferta de &lsquo;exclusividade&rsquo;: tornar a informa&ccedil;&atilde;o, que era gen&eacute;rica, valiosa ao oferec&ecirc;-la em primeira m&atilde;o para um ve&iacute;culo, com dados ou fontes aprofundadas, mostrando como aquela informa&ccedil;&atilde;o se insere num debate atual, elevando-a de nota corporativa a um contexto social ou econ&ocirc;mico maior. Neste sentido, o follow-up funciona como uma negocia&ccedil;&atilde;o de valor, n&atilde;o como uma venda for&ccedil;ada de algo sem m&eacute;rito. Ele n&atilde;o substitui uma pauta forte, mas age como um catalisador para transformar potencial em publica&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Como tudo na vida, &eacute; necess&aacute;rio equil&iacute;brio, o follow up &eacute; a pr&oacute;pria arte de equil&iacute;brio. &Eacute; a voz do bom senso e do conhecimento. Para ser adequado e eficaz, ele deve ser uma ponte de relacionamento e informa&ccedil;&atilde;o, nunca um martelo de insist&ecirc;ncia. O respeito m&uacute;tuo entre assessor e jornalista &eacute; a &uacute;nica m&eacute;trica que, a m&eacute;dio e longo prazo, garante tanto a visibilidade do assessorado quanto a fluidez e a qualidade do trabalho da reda&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">*Vera Lucia Rodrigues &eacute; jornalista profissional e mestre em comunica&ccedil;&atilde;o social pela Universidade de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>, e pertence ao universo 70+. &Eacute; diretora da Vervi Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o, empresa que h&aacute; 43 anos atua na &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o corporativa. veralucia@grupovervi.com.br<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Participando de um dos eventos mais importantes do ano, o Summit Press 2025, tive alguns insights&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":493511,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[11,21201],"tags":[3548],"class_list":["post-493512","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-destaques","tag-marketing","wpcat-11-id","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/493512","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=493512"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/493512\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/493511"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=493512"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=493512"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=493512"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}