{"id":493505,"date":"2026-01-30T13:00:32","date_gmt":"2026-01-30T13:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=493505"},"modified":"2026-02-16T21:43:17","modified_gmt":"2026-02-16T21:43:17","slug":"reeleicao-questao-que-o-brasil-precisa-rediscutir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/01\/reeleicao-questao-que-o-brasil-precisa-rediscutir\/","title":{"rendered":"Reelei\u00e7\u00e3o, quest\u00e3o que o Brasil precisa rediscutir"},"content":{"rendered":"<p><i>Samuel Hanan*<\/i><\/p>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A possibilidade de reelei&ccedil;&atilde;o para cargos do Poder Executivo (presidente da Rep&uacute;blica, governadores e prefeitos) faz bem ou mal para o pa&iacute;s?&nbsp;&nbsp; Volta e meia essa pergunta vem &agrave; baila por aqueles que gostam de discutir pol&iacute;tica sem paix&otilde;es partid&aacute;rias, visando apenas ao bem do Brasil. Passados quase 30 anos de sua institui&ccedil;&atilde;o &ndash; durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso &ndash; o assunto merece mesmo reflex&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A reelei&ccedil;&atilde;o, em si, n&atilde;o constitui entrave para boa governan&ccedil;a, tanto que &eacute; permitida em v&aacute;rios pa&iacute;ses ocidentais, inclusive nos Estados Unidos, a maior pot&ecirc;ncia mundial. O problema brasileiro quanto a esse instituto, diferentemente de muitas outras na&ccedil;&otilde;es onde &eacute; adotado, s&atilde;o ingredientes pr&oacute;prios que tornaram a reelei&ccedil;&atilde;o uma doen&ccedil;a a ser urgentemente extirpada.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um deles &eacute; o grande n&uacute;mero de partidos pol&iacute;ticos (29). Some-se a isso a deturpa&ccedil;&atilde;o do conceito de governo de coalis&atilde;o, aqui transfigurado em governo de colis&atilde;o ou de coopta&ccedil;&atilde;o mediante a pr&aacute;tica do toma-l&aacute;-d&aacute;-c&aacute;, expediente esp&uacute;rio de conquista de apoio. E ainda temos a quest&atilde;o da corrup&ccedil;&atilde;o end&ecirc;mica, facilitada e at&eacute; estimulada pela impunidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S&atilde;o essas singularidades as respons&aacute;veis por minar a reelei&ccedil;&atilde;o, prejudicando fortemente a governan&ccedil;a, provocando desperd&iacute;cios bilion&aacute;rios de recursos financeiros e possibilitando a nomea&ccedil;&atilde;o de pessoas n&atilde;o qualificadas e sem experi&ecirc;ncia para cargos p&uacute;blicos da maior import&acirc;ncia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Analisemos os n&uacute;meros. Nos &uacute;ltimos 15 anos, o Brasil teve redu&ccedil;&atilde;o de 1,36% no Produto Interno Bruto (PIB). Em 2010, o PIB foi de US$ 2,21 trilh&otilde;es e, em 2024, fechou em US$ 2,18 trilh&otilde;es. Para efeito comparativo, nesse mesmo per&iacute;odo o mundo experimentou crescimento econ&ocirc;mico da ordem de 65,10% comprovando que o Brasil ficou para tr&aacute;s. O PIB mundial foi de US$ 109,97 trilh&otilde;es, ante US$ 66,61 trilh&otilde;es em 2010. H&aacute; que se considerar ainda que nesses 15 anos o Brasil registrou aumento de 44% na carga tribut&aacute;ria e que a arrecada&ccedil;&atilde;o vem batendo recordes anuais. Apesar disso, o pa&iacute;s devolve ao contribuinte p&eacute;ssimos servi&ccedil;os p&uacute;blicos e apresenta indicadores sociais vergonhosos, inaceit&aacute;veis para um pa&iacute;s que ostenta a 10&ordf; posi&ccedil;&atilde;o de maior economia mundial.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil precisa urgentemente tratar das origens de seus problemas, sem o que n&atilde;o haver&aacute; solu&ccedil;&otilde;es definitivas. Os maiores problemas nacionais n&atilde;o s&atilde;o econ&ocirc;micos nem financeiros, ao contr&aacute;rio do que se costuma apregoar. Os entraves mais significativos s&atilde;o &eacute;ticos e pol&iacute;ticos. Isso &eacute; o que &eacute; preciso ser discutido e resolvido. O Brasil j&aacute; n&atilde;o suporta tantas mentiras, narrativas diversionistas, polariza&ccedil;&atilde;o, privil&eacute;gios para os donos do poder (verdadeiros donat&aacute;rios do s&eacute;culo 21), corrup&ccedil;&atilde;o e impunidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em se tratando de um pa&iacute;s t&atilde;o grande e de tamanha express&atilde;o econ&ocirc;mica, &eacute; imposs&iacute;vel ser governado eficientemente sem um plano bem definido de metas econ&ocirc;micas, sociais, educacionais e ambientais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entretanto, &eacute; o que acontece. O resultado &eacute; vis&iacute;vel. Indicadores sociais t&atilde;o vergonhosos n&atilde;o podem mais ser ignorados pela classe pol&iacute;tica, independentemente da ideologia ou de filia&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria. Estamos ainda muito longe de sermos uma na&ccedil;&atilde;o socialmente justa, considerando-se que 35,6% da popula&ccedil;&atilde;o vive com renda bruta mensal inferior a um sal&aacute;rio-m&iacute;nimo (R$ 1.518,00\/m&ecirc;s). Outros 31,6% dos brasileiros t&ecirc;m renda bruta mensal de at&eacute; 2 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos. Com pouco mais do que isso, &nbsp;2,31 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos (R$ 3.500,00) vivem 22,8% da popula&ccedil;&atilde;o. Ou seja, 90% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira tem renda mensal inferior a R$ 3.500,00\/m&ecirc;s (2,31 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos) o correspondente a US$ 630\/m&ecirc;s. O sal&aacute;rio-m&iacute;nimo brasileiro &eacute; o terceiro mais baixo da Am&eacute;rica do Sul, superando apenas Venezuela e Suriname.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os p&eacute;ssimos resultados brasileiros no &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH), no coeficiente Gini (que mede a desigualdade na distribui&ccedil;&atilde;o de renda), no Programa Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o de Estudantes (Pisa), no &Iacute;ndice de Retorno de Bem Estar &agrave; Sociedade (IRBES), no &iacute;ndice de Percep&ccedil;&atilde;o da Corrup&ccedil;&atilde;o e, mais triste, no &iacute;ndice de Viol&ecirc;ncia Urbana atestam a reprova&ccedil;&atilde;o de todos os governos nacionais dos &uacute;ltimos 25 anos, per&iacute;odo no qual j&aacute; vigorava a reelei&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nessas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas e meia a grande maioria da popula&ccedil;&atilde;o brasileira empobreceu. Ao retirar a renda dos cidad&atilde;os, por meio da infla&ccedil;&atilde;o elevada, da altera&ccedil;&atilde;o da f&oacute;rmula de c&aacute;lculo do reajuste do sal&aacute;rio-m&iacute;nimo (no apagar das luzes em 27 de dezembro de 2024, subtraindo de quem pouco tem R$12,80\/m&ecirc;s neste ano de 2025 e R$28,36\/m&ecirc;s em 2026), e pela falta de corre&ccedil;&atilde;o anual da tabela do Imposto de Renda das Pessoas F&iacute;sicas, os governantes tamb&eacute;m suprimiram &ndash; ou ao menos limitaram &ndash; sua liberdade pol&iacute;tica e de express&atilde;o. Pois como escreveu o fil&oacute;sofo, economista e escritor norte-americano John Galbraith,&nbsp;<em>&ldquo;nada mais eficaz para limitar a liberdade, incluindo a liberdade de express&atilde;o, como a total falta de dinheiro&rdquo;<\/em>. Ele tamb&eacute;m alertava:&nbsp;<em>&ldquo;Liberdade pol&iacute;tica sem liberdade econ&ocirc;mica &eacute; ilus&atilde;o&rdquo;.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Transformaram grande parte da popula&ccedil;&atilde;o em dependentes das &ldquo;muletas&rdquo; do governo de plant&atilde;o &ndash; bolsa fam&iacute;lia, vale g&aacute;s, farm&aacute;cia popular, BPC, Fies e outros programas sociais com benef&iacute;cios sem data para acabar, hoje necess&aacute;rios, mas reflexos dos resultados dos maus governos e das pol&iacute;ticas equivocadas dos governantes, muitos dos quais se autointitularam como salvadores da p&aacute;tria. &Eacute; o retrato do Brasil atual.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa situa&ccedil;&atilde;o apenas confirma o que escreveu o escritor, economista, investidor e pol&iacute;tico norte-americano Harry Browne<em>: &ldquo;O governo &eacute; bom em uma coisa. Ele sabe como quebrar as suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer: &lsquo;veja, se n&atilde;o fosse pelo governo voc&ecirc; n&atilde;o seria capaz de andar&rsquo;&rdquo;<\/em>. No caso do Brasil, essas &ldquo;muletas&rdquo; consomem algo como 3,5% a 4% do PIB. Custam caro para o bolso do brasileiro, por&eacute;m s&atilde;o &oacute;timos cabos eleitorais. Ningu&eacute;m conseguir&aacute; se eleger se cogitar mudan&ccedil;as nesses programas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A na&ccedil;&atilde;o possui recursos para custear os necess&aacute;rios programas sociais, zerar o enorme d&eacute;ficit p&uacute;blico prim&aacute;rio, e investir prioritariamente em infraestrutura para aumento de valor adicionado na produ&ccedil;&atilde;o dos setores econ&ocirc;micos de retorno de baixo risco. Os setores de agrobusiness, mineral, &oacute;leo e g&aacute;s, somados respondem por mais de 45% do PIB nacional, 70% a 73% das exporta&ccedil;&otilde;es e por mais de 200% do saldo da balan&ccedil;a comercial brasileira. Logo, a infraestrutura deve beneficiar prioritariamente tais setores, de modo a possibilitar a agrega&ccedil;&atilde;o de valores &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&atilde;o em curto e m&eacute;dio prazos, gerando novas riquezas, mais empregos e melhores sal&aacute;rios. &Eacute; poss&iacute;vel fomentar um c&iacute;rculo virtuoso na economia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Recursos para isso existem. Um bom caminho est&aacute; no artigo 4&ordm; da Emenda Constitucional n&ordm; 109, promulgada em 15\/03\/2021, que estabeleceu regras para a gest&atilde;o fiscal e a conten&ccedil;&atilde;o de despesas p&uacute;blicas e at&eacute; hoje ignorada e n&atilde;o cumprida. Foi aprovada em raz&atilde;o da pandemia da Covid-19, por&eacute;m continua v&aacute;lida e &eacute; uma fonte vi&aacute;vel para gerar economia m&iacute;nima correspondente a 3,5% do PIB, algo em torno de R$ 410 bilh&otilde;es por ano.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas n&atilde;o basta. O governo tamb&eacute;m precisa enfrentar o gigantismo do Estado. Por conta dessa anomalia administrativa, o pa&iacute;s soma gastos prim&aacute;rios da ordem de 19,5% do PIB, despesa que s&oacute; aumenta (em 2002, &uacute;ltimo ano do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, correspondeu a 14,7% do PIB). Uma redu&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima dessa despesa, da ordem de apenas de 10%, seria suficiente para economizar 1,95% do PIB, ou seja R$ 240 bilh&otilde;es por ano.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra fonte importante de receita seria a redu&ccedil;&atilde;o da corrup&ccedil;&atilde;o, mal antigo que, segundo estudo de institui&ccedil;&otilde;es respeitadas, consomem de 2,5% a 3% do PIB.&nbsp; Uma redu&ccedil;&atilde;o para o patamar de 1% a 1,5% do PIB representaria R$ 126 bilh&otilde;es a mais por ano nos cofres p&uacute;blicos. E ainda haveria o efeito pedag&oacute;gico porque o pa&iacute;s foi contaminado com a falsa sensa&ccedil;&atilde;o de que o crime compensa. Nesse aspecto, seria fundamental a mudan&ccedil;a legislativa para tornar imprescrit&iacute;veis os crimes praticados contra a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em resumo, apenas com essas tr&ecirc;s medidas o Brasil economizaria R$ 776 bilh&otilde;es\/ano. N&atilde;o &eacute; pouca coisa: corresponde a 6,16% do PIB 2025. Se colocadas em pr&aacute;tica essas provid&ecirc;ncias, ser&atilde;o criadas condi&ccedil;&otilde;es para o equil&iacute;brio fiscal, cumprindo-se as metas or&ccedil;ament&aacute;rias e tornando poss&iacute;vel a redu&ccedil;&atilde;o da taxa de juros Selic &ndash; atualmente em 15% a.a. &ndash; para algo perto de 12% em um ano. Isso teria impacto positivo com redu&ccedil;&atilde;o expressiva nas despesas do governo, em raz&atilde;o da queda dos juros sobre a d&iacute;vida, e no prazo de um a dois anos essa despesa cairia cerca de R$ 290 bilh&otilde;es ao ano.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esses n&uacute;meros demonstram que &eacute; poss&iacute;vel dar um novo rumo &agrave; na&ccedil;&atilde;o se elegermos um candidato a presidente que pare de estimular a divis&atilde;o do pa&iacute;s , desprezando e dispensando as mentiras e narrativas, e seja totalmente comprometido com um Plano de Metas e empenhado em n&atilde;o gerar d&eacute;ficit prim&aacute;rio, garantir o cumprimento de todos os programas sociais para redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades e injusti&ccedil;as sociais (mantendo todas as &ldquo;muletas&rdquo; atuais), sem aumento nem cria&ccedil;&atilde;o de novos tributos e que fa&ccedil;a importantes e necess&aacute;rios investimentos em infraestrutura para redu&ccedil;&atilde;o do Custo Brasil.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H&aacute;, sem d&uacute;vida, alternativas fact&iacute;veis para uma na&ccedil;&atilde;o que precisa ser governada com maior responsabilidade fiscal, mais transpar&ecirc;ncia e administra&ccedil;&atilde;o realista. Para isso ser&aacute; imprescind&iacute;vel o compromisso da grande imprensa em desmitificar mentiras, destruir narrativas e apontar as promessas inexequ&iacute;veis dos candidatos &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m ser&aacute; fundamental que o pa&iacute;s discuta com seriedade o fim do instituto da reelei&ccedil;&atilde;o, talvez com a amplia&ccedil;&atilde;o do mandato em mais um ano. O modelo atual j&aacute; deu mostras de que n&atilde;o funciona porque o eleito, logo no primeiro dia de governo, j&aacute; come&ccedil;a a pensar (e a atuar) para garantir um novo mandato. Tornou-se comum &ndash; e incrivelmente n&atilde;o questionado &ndash; que o candidato na campanha se manifeste contra a reelei&ccedil;&atilde;o e mude rapidamente de opini&atilde;o depois de eleito. Espanta tamb&eacute;m as consequ&ecirc;ncias deste modelo, 5 presidentes eleitos pelo voto popular desde a redemocratiza&ccedil;&atilde;o, e j&aacute; vimos dois impeachments e tr&ecirc;s pris&otilde;es de presidentes (s&oacute; 1 n&atilde;o sofreu constrangimentos).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; o que Brasil precisa. N&atilde;o &eacute; o que pa&iacute;s merece.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>*<\/em><em>Samuel Hanan &eacute; engenheiro com especializa&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de macroeconomia, administra&ccedil;&atilde;o de empresas e finan&ccedil;as, empres&aacute;rio, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros &ldquo;Brasil, um pa&iacute;s &agrave; deriva&rdquo; e &ldquo;Caminhos para um pa&iacute;s sem rumo&rdquo;. Site: https:\/\/samuelhanan.com.br<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Samuel Hanan* &nbsp; A possibilidade de reelei&ccedil;&atilde;o para cargos do Poder Executivo (presidente da Rep&uacute;blica, governadores&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":405408,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[11,21201],"tags":[],"class_list":["post-493505","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-destaques","wpcat-11-id","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/493505","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=493505"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/493505\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/405408"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=493505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=493505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=493505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}