{"id":467657,"date":"2025-12-17T16:53:30","date_gmt":"2025-12-17T16:53:30","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=467657"},"modified":"2025-12-17T20:53:43","modified_gmt":"2025-12-17T20:53:43","slug":"empresas-devem-aumentar-uso-de-mediacao-em-2026-na-preservacao-das-relacoes-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/12\/empresas-devem-aumentar-uso-de-mediacao-em-2026-na-preservacao-das-relacoes-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Empresas devem aumentar uso de media\u00e7\u00e3o em 2026 na preserva\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Altos &iacute;ndices de acordos homologados mostram mudan&ccedil;a no modo como conflitos s&atilde;o administrados em um cen&aacute;rio corporativo mais complexo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com modelos h&iacute;bridos cada vez mais complexos, metas mais agressivas e um ambiente corporativo atravessado pelo uso intensivo de tecnologia, os conflitos trabalhistas se tornaram mais frequentes e, sobretudo, mais dif&iacute;ceis de administrar. Para as empresas, judicializar essas disputas significa custos elevados, imprevisibilidade e perda de tempo operacional.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Esse cen&aacute;rio explica porque a concilia&ccedil;&atilde;o e a media&ccedil;&atilde;o trabalhista despontam como tend&ecirc;ncia dominante para 2026, buscando resolver problemas de forma mais &aacute;gil e segura.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justi&ccedil;a do Trabalho (CSJT), os Cejuscs-JT homologaram 136.885 acordos em 2024, um crescimento de 12% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior. No mesmo per&iacute;odo, foram realizadas 423.782 audi&ecirc;ncias de concilia&ccedil;&atilde;o e media&ccedil;&atilde;o, aumento de 24,7% frente a 2023.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Os n&uacute;meros mostram esse movimento no qual para as empresas, a prefer&ecirc;ncia por m&eacute;todos consensuais n&atilde;o &eacute; apenas uma quest&atilde;o de economia processual, mas de gest&atilde;o estrat&eacute;gica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>De acordo com a Dra. Nat&aacute;lia Guazelli, advogada corporativa, integrante da Comiss&atilde;o do Trabalho da OAB\/PR, o avan&ccedil;o das solu&ccedil;&otilde;es consensuais reflete uma mudan&ccedil;a estrutural na forma como empresas e trabalhadores lidam com conflitos. Segundo ela, os m&eacute;todos de media&ccedil;&atilde;o e concilia&ccedil;&atilde;o oferecem vantagens que v&atilde;o al&eacute;m da simples redu&ccedil;&atilde;o de processos judiciais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;<em>O aumento da busca por concilia&ccedil;&atilde;o e media&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um movimento isolado, mas uma resposta direta &agrave; complexidade das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho atuais. As empresas entenderam que litigar n&atilde;o resolve o problema central: a necessidade de manter opera&ccedil;&otilde;es est&aacute;veis. Al&eacute;m disso, acordos bem estruturados oferecem seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, fortalecem a governan&ccedil;a trabalhista e permitem que gestores tenham previsibilidade financeira, algo essencial em um cen&aacute;rio de transforma&ccedil;&atilde;o constante<\/em>&rdquo;, afirma Nat&aacute;lia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Apesar do avan&ccedil;o dos m&eacute;todos consensuais, muitas empresas ainda cometem erros que comprometem a validade e a efetividade dos acordos. Negocia&ccedil;&otilde;es informais sem registro adequado, propostas desconectadas da legisla&ccedil;&atilde;o, aus&ecirc;ncia de documentos que comprovem a quita&ccedil;&atilde;o correta das verbas e tentativas de negociar direitos que n&atilde;o podem ser renunciados est&atilde;o entre os erros mais frequentes.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na pr&aacute;tica, esses deslizes tornam os acordos vulner&aacute;veis &agrave; anula&ccedil;&atilde;o judicial, geram inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica, podem resultar em cobran&ccedil;as retroativas e ainda exp&otilde;em a empresa ao risco de responder novamente pelo mesmo conflito.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A media&ccedil;&atilde;o trabalhista extrajudicial segue regras espec&iacute;ficas previstas na legisla&ccedil;&atilde;o e exige procedimentos formais para garantir sua validade. Entre os pontos essenciais est&atilde;o a presen&ccedil;a de um mediador habilitado, a formaliza&ccedil;&atilde;o do acordo por escrito com detalhamento das obriga&ccedil;&otilde;es de cada parte, a observ&acirc;ncia dos direitos indispon&iacute;veis do trabalhador e a homologa&ccedil;&atilde;o judicial quando necess&aacute;ria.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;<em>Uma media&ccedil;&atilde;o trabalhista s&oacute; cumpre seu papel quando combina tr&ecirc;s elementos essenciais: t&eacute;cnica jur&iacute;dica, transpar&ecirc;ncia e formaliza&ccedil;&atilde;o adequada. Isso significa identificar precisamente o conflito, delimitar o que pode ou n&atilde;o ser objeto de negocia&ccedil;&atilde;o, registrar tudo em um acordo claro e juridicamente sustent&aacute;vel e garantir que ambas as partes compreendam plenamente seus direitos e responsabilidades<\/em>&rdquo;, conclui a advogada Nat&aacute;lia Guazelli.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Pol&iacute;ticas internas bem estruturadas e um gerenciamento claro das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho s&atilde;o fundamentais para reduzir riscos e evitar que conflitos ganhem propor&ccedil;&otilde;es desnecess&aacute;rias. Quando a empresa estabelece crit&eacute;rios transparentes e&nbsp; documenta processos, diminui ambiguidades e fortalece a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica do ambiente corporativo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>TST em 2025<\/strong><\/p>\n<p>Em 2025, a Semana Nacional da Concilia&ccedil;&atilde;o Trabalhista registrou n&uacute;meros in&eacute;ditos: foram cerca de 100.700 audi&ecirc;ncias e aproximadamente 34.500 acordos firmados ao longo da iniciativa. O resultado refor&ccedil;a a maior disposi&ccedil;&atilde;o das empresas em adotar a media&ccedil;&atilde;o como solu&ccedil;&atilde;o estruturada para conflitos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A tend&ecirc;ncia &eacute; clara: em um cen&aacute;rio de rela&ccedil;&otilde;es de trabalho cada vez mais complexas, conciliar deixa de ser alternativa e passa a ser estrat&eacute;gia. Para 2026, empresas que adotarem m&eacute;todos consensuais com t&eacute;cnica, respaldo jur&iacute;dico e pol&iacute;ticas internas s&oacute;lidas estar&atilde;o mais protegidas, mais eficientes e menos expostas aos custos da judicializa&ccedil;&atilde;o. Conflitos continuar&atilde;o a existir; a diferen&ccedil;a estar&aacute; na forma de resolv&ecirc;-los.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Sobre Natalia Guazelli<\/strong><\/p>\n<p>Natalia Guazelli &eacute; s&oacute;cia-propriet&aacute;ria do escrit&oacute;rio Guazelli Advocacia, destacando-se por sua abordagem estrat&eacute;gica e profundo conhecimento em direito empresarial e corporativo. Com mais de 14 anos de experi&ecirc;ncia, sua especializa&ccedil;&atilde;o em compliance e preven&ccedil;&atilde;o de riscos tem orientado diversas empresas a alcan&ccedil;ar uma gest&atilde;o mais consciente e respons&aacute;vel. Seu comprometimento em equilibrar os interesses das empresas para promover ambientes de trabalho justos e inclusivos &eacute; refletido na sua capacidade de desenvolver solu&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas, que n&atilde;o apenas atendem exig&ecirc;ncias legais, mas tamb&eacute;m contribuem para a sustentabilidade e prosperidade das organiza&ccedil;&otilde;es a longo prazo. Ainda comprometida com as rela&ccedil;&otilde;es trabalhistas, Natalia Guazelli participa da Comiss&atilde;o de Direito do Trabalho da OAB\/PR.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Al&eacute;m de sua s&oacute;lida forma&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica, Natalia Guazelli &eacute; ativamente envolvida na Comiss&atilde;o de Direito Sist&ecirc;mico da OAB\/PR, na qual aplica sua expertise para explorar e integrar novas perspectivas ao manejo de conflitos corporativos. Sua abordagem inovadora no uso do Direito Sist&ecirc;mico reflete um esfor&ccedil;o cont&iacute;nuo em adaptar pr&aacute;ticas legais aos desafios contempor&acirc;neos das rela&ccedil;&otilde;es corporativas, fortalecendo, assim, a cultura de respeito m&uacute;tuo e compreens&atilde;o entre as partes.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Altos &iacute;ndices de acordos homologados mostram mudan&ccedil;a no modo como conflitos s&atilde;o administrados em um cen&aacute;rio&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":467656,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,13],"tags":[39724,3525],"class_list":["post-467657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-economia","tag-ambiente-corporativo","tag-trabalho","wpcat-21201-id","wpcat-13-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/467657","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=467657"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/467657\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/467656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=467657"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=467657"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=467657"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}