{"id":455727,"date":"2025-11-28T18:35:35","date_gmt":"2025-11-28T18:35:35","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=455727"},"modified":"2026-01-21T12:58:36","modified_gmt":"2026-01-21T12:58:36","slug":"mais-planejamento-menos-assistencialismo-receita-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/11\/mais-planejamento-menos-assistencialismo-receita-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"Mais planejamento, menos assistencialismo; receita para o Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"> H&aacute; quase tr&ecirc;s d&eacute;cadas o Brasil vem sendo governado sem nenhum plano de desenvolvimento socioecon&ocirc;mico, ambientalmente saud&aacute;vel, visando &agrave; inclus&atilde;o social de milh&otilde;es de trabalhadores e a redu&ccedil;&atilde;o das inaceit&aacute;veis desigualdades regionais, sociais, raciais, habitacionais e educacionais. Em todas as &aacute;reas essenciais &ndash; educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, saneamento b&aacute;sico, seguran&ccedil;a p&uacute;blica e habita&ccedil;&atilde;o &ndash; as car&ecirc;ncias s&atilde;o enormes e crescentes. &nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Para mudar essa situa&ccedil;&atilde;o o pa&iacute;s necessita, antes de mais nada, sepultar a conveniente cultura de se falar apenas em Produto Interno Bruto (PIB), como se todas as mazelas nacionais fossem resultado somente da economia. O ser humano, o cidad&atilde;o brasileiro, requer cuidados permanentes e maiores do que o PIB. Por isso, &eacute; fundamental discutir os principais indicadores sociais, esses sim o espelho real da condi&ccedil;&atilde;o de vida da popula&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O quadro atual da na&ccedil;&atilde;o &nbsp;&eacute; incompat&iacute;vel com a posi&ccedil;&atilde;o de 10&ordf; economia no ranking mundial, pois de nada adianta se o resultado econ&ocirc;mico-financeiro n&atilde;o se refletir positivamente na qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Os recursos financeiros do pa&iacute;s s&atilde;o enormes. A quest&atilde;o de maior import&acirc;ncia a ser analisada &eacute; a aus&ecirc;ncia de um plano de metas e a pr&aacute;tica j&aacute; rotineira de governo de coaliza&ccedil;&atilde;o &ndash; mais parecido com governo de colis&atilde;o, salvo pela velha pol&iacute;tica do toma-l&aacute;-d&aacute;-c&aacute; -, que tem favorecido em muito o gigantismo do estado, os desperd&iacute;cios, a corrup&ccedil;&atilde;o e a impunidade, levando &agrave; precariza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os oferecidos ao povo brasileiro.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O Brasil parece acostumado a ter um governo alicer&ccedil;ado somente no carisma de uma &uacute;nica pessoa, ignorando que, sem um plano de metas qualitativas e quantitativas e com prazos definidos &ndash; esse pa&iacute;s gigante, com territ&oacute;rio de 8,5 milh&otilde;es de km&sup2;, popula&ccedil;&atilde;o de 213 milh&otilde;es de pessoas e com economia de US$ 2,189 trilh&otilde;es (o equivalente a cerca de R$ 12 trilh&otilde;es\/ano), jamais conseguir&aacute; galgar os degraus que o levem a um novo patamar de desenvolvimento e bem-estar social.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O Brasil anseia ver candidatos ao cargo de presidente da Rep&uacute;blica que se apresentem com plano de metas, discutidos e sabatinados a respeito em hor&aacute;rio eleitoral durante o per&iacute;odo de campanha por r&aacute;dio e televis&atilde;o. Muito diferente do que se v&ecirc; hoje, um emaranhado de promessas sem a correspondente demonstra&ccedil;&atilde;o de como ser&aacute; poss&iacute;vel cumpri-las.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Somente a clareza, a absoluta transpar&ecirc;ncia e a discuss&atilde;o profunda de um plano verdadeiro de governo podem resgatar o pa&iacute;s e conduzi-lo a um novo per&iacute;odo de c&iacute;rculo virtuoso de desenvolvimento. Sem isso, nunca conseguiremos reduzir as gritantes desigualdades regionais, sociais, raciais&nbsp; e educacionais, com lastro nas verdades num&eacute;ricas, abandonando-se de vez as inverdades e narrativas inescrupulosas que t&ecirc;m levado &agrave; estagna&ccedil;&atilde;o dos indicadores sociais e fazendo com que o crescimento econ&ocirc;mico seja espasm&oacute;dico e p&iacute;fio.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">A verdadeira situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s precisa vir &agrave; tona para todos os cidad&atilde;os, a fim de se criar uma consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica, baseada em indicadores oficiais.&nbsp; Come&ccedil;ando pelo PIB, comparando-se o nacional com o dos pa&iacute;ses membros dos Brics e do mundo no per&iacute;odo entre 2010 e 2024. Nesses 14 anos, o PIB do Brasil teve crescimento negativo de 1,40%, passando de US$ 2,210 bilh&otilde;es\/ano em 2010 para US$ 2,179 bilh&otilde;es\/ano em 2024. Enquanto isso, o PIB da China cresceu 200%, o da &Iacute;ndia, 129%, o da R&uacute;ssia, 38% e o do mundo, 65%.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Entretanto, &eacute; preciso analisar tamb&eacute;m o PIB per capita e, nesse aspecto, o desempenho do Brasil foi ainda pior, caindo 10,16% nos &uacute;ltimos 14 anos. Foi de US$ 11,409\/ano por habitante para US$ 10,249 \/ano por habitante, segundo dados do Banco Mundial. Enquanto isso, em igual per&iacute;odo o PIB per capita\/ano da China cresceu 179%, da R&uacute;ssia aumentou 95%, e no mundo, foi 41% maior. N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil aferir em quais pa&iacute;ses esses indicadores tiveram reflexos mais positivos na popula&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Os n&uacute;meros oficiais de 2024 mostram que 35,6% dos brasileiros tinham renda mensal bruta de at&eacute; R$ 1.412,00, o equivalente a US$ 262,00. Outros 31,6% dos brasileiros viviam com renda bruta mensal entre R$ 1.413,00 e R$ 2.826,00, o correspondente entre US$ 263,00 e US$ 512,00. E, ainda, 22,8% dos brasileiros t&ecirc;m renda bruta mensal entre R$ 2.827,00 e R$ 3.500,00, algo entre US$ 513,00 e US$ 648,00. Ou seja, a imensa maioria (90%) da popula&ccedil;&atilde;o ganha at&eacute; R$ 3.500,00 por m&ecirc;s, o equivalente a US$ 648,00. Em contrapartida, os 10% mais ricos t&ecirc;m renda mensal superior a US$ 54.000,00. Uma discrep&acirc;ncia absurda.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Um outro dado mostra bem como as a&ccedil;&otilde;es sem planejamento dos governos n&atilde;o alcan&ccedil;aram a popula&ccedil;&atilde;o. &Eacute; o &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede o desenvolvimento de um pa&iacute;s, considerando tr&ecirc;s fatores: sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e padr&atilde;o de vida. No ranking da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), o Brasil ocupava a 73&ordf; posi&ccedil;&atilde;o em 2002, caindo para o 84&ordm; lugar em 2024. Uma queda acentuada em apenas 22 anos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">No coeficiente Gini, &iacute;ndice internacional que quantifica a desigualdade na distribui&ccedil;&atilde;o de renda ou riqueza de uma popula&ccedil;&atilde;o, a situa&ccedil;&atilde;o brasileira tamb&eacute;m &eacute; muito ruim: apenas a 53&ordf; posi&ccedil;&atilde;o entre os 58 pa&iacute;ses estudados, ficando &agrave; frente apenas de pa&iacute;ses como Marrocos, Kwait, Botsuana, Nam&iacute;bia e &Aacute;frica do Sul.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Nenhum pa&iacute;s &eacute; capaz de se desenvolver sem educa&ccedil;&atilde;o universal e de qualidade.&nbsp; Entretanto, nessa &aacute;rea o Brasil est&aacute; reprovado. &Eacute; o que mostra o resultado do Programa Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o de Estudantes, estudo comparativo internacional trienal da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/pisa\/\">Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE)<\/a> sobre o desempenho dos estudantes na faixa et&aacute;ria dos 15 anos,&nbsp;idade que marca o t&eacute;rmino da escolaridade b&aacute;sica. Nesse estudo, o Brasil fica abaixo da m&eacute;dia dos 38 pa&iacute;s da OCDE, atr&aacute;s do M&eacute;xico, Chile e Uruguai. No geral, est&aacute; em 55&ordm; lugar e &eacute; o 15&ordm; mais mal avaliado em criatividade. Uma situa&ccedil;&atilde;o vexat&oacute;ria que se mant&eacute;m h&aacute; 15 anos. Falta gest&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">H&aacute;, ainda, uma outra quest&atilde;o a merecer a aten&ccedil;&atilde;o. O Brasil cobra muito em impostos, por&eacute;m entre os 30 pa&iacute;ses com maior carga tribut&aacute;ria no mundo &eacute; o que menos oferece retorno dos tributos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, de acordo com o &Iacute;ndice de Retorno de Bem Estar &agrave; Sociedade (IRBES), estudo pelo qual &eacute; avaliado como os pa&iacute;ses utilizam&nbsp; os recursos arrecadados para melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. Amarga essa posi&ccedil;&atilde;o h&aacute; 14 anos. Eis aqui uma equa&ccedil;&atilde;o socialmente injusta: apesar de registrar recorde de arrecada&ccedil;&atilde;o em 2024, o Brasil n&atilde;o produziu melhorias em &aacute;reas essenciais como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, infraestrutura e seguran&ccedil;a p&uacute;blica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Se o retorno &agrave; popula&ccedil;&atilde;o &eacute; p&iacute;fio, por outro lado a arrecada&ccedil;&atilde;o s&oacute; aumenta. Em 1988, a carga tribut&aacute;ria do pa&iacute;s representava 22,4% do PIB. Em 2024, essa rela&ccedil;&atilde;o cresceu para 32,3% e a estimativa &eacute; chegar a 34,0% ao final de 2025. At&eacute; o ano passado, essa varia&ccedil;&atilde;o foi, portanto, de 44,2% e pode chegar a 51,7% em 2025, se confirmadas as expectativas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">N&atilde;o existem motivos para o Brasil se orgulhar porque seu PIB per capita, como j&aacute; dito, &eacute; menor do que o dos principais pa&iacute;ses do Brics e tamb&eacute;m est&aacute; abaixo da m&eacute;dia de 191 pa&iacute;ses. Fica claro, portanto, que o problema da na&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; falta de recursos, mas sim de gest&atilde;o e vontade pol&iacute;tica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Tamb&eacute;m em nada colabora para mudar a realidade do pa&iacute;s um mal que o Brasil n&atilde;o consegue extirpar: a corrup&ccedil;&atilde;o. No &iacute;ndice de Percep&ccedil;&atilde;o da Corrup&ccedil;&atilde;o de 2024, estudo feito pela Transpar&ecirc;ncia Internacional, o Brasil registrou a pior nota e sua pior posi&ccedil;&atilde;o entre 180 pa&iacute;ses avaliados na s&eacute;rie hist&oacute;rica. Ficou na 107&ordf; posi&ccedil;&atilde;o, tr&ecirc;s coloca&ccedil;&otilde;es abaixo do &iacute;ndice de 2023. A queda nos &uacute;ltimos anos foi brutal, pois havia ficado na 69&ordm; posi&ccedil;&atilde;o em 2012 e em 48&ordm; lugar 10 anos antes, em 2002. (FHC)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">&Eacute; incr&iacute;vel que, diante de um quadro como esse, o governo ainda pretenda se sustentar apoiado na divis&atilde;o do pa&iacute;s &ndash; pobres x ricos -, mesmo aumentando tributos sob a propaganda de que ricos n&atilde;o gostam de pagar impostos, e ainda atribuindo a responsabilidade para os governos anteriores. &Eacute; preciso lembrar, no entanto, que o partido do governo atual ficou no poder durante oito dos &uacute;ltimos 15 anos. Nesse per&iacute;odo, somados aos oito anos dos dois primeiros mandatos do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva (2002-2010), foram implantados programas sociais como o Bolsa Fam&iacute;lia, aux&iacute;lio-g&aacute;s, Fies, BPC e P&eacute; de Meia, necess&aacute;rios, mas que, ao n&atilde;o fixarem data para a exclus&atilde;o dos beneficados, criaram depend&ecirc;ncia e se constituiram em excelentes cabos eleitorais, sem, entretanto, resolverem os problemas mas graves do pa&iacute;s. Esses programas-meio transformaram-se em programas-fim, enquanto foram abandonados projetos infraestruturais e de gera&ccedil;&atilde;o de atividades econ&ocirc;micas, fundamentais e capazes de resultarem em ocupa&ccedil;&atilde;o de trabalho com remunera&ccedil;&atilde;o muito mais adequada que a de hoje, na qual 35,6% da popula&ccedil;&atilde;o ganha apenas um sal&aacute;rio-m&iacute;nimo e 90% dos brasileiros t&ecirc;m vencimentos mensais de at&eacute; 2,31 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos (R$ 3.500).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O Brasil possui um hist&oacute;rico de manipula&ccedil;&otilde;es eleitoreiras que precisam ser banidas para n&atilde;o contaminar mais o processo democr&aacute;tico. Um exemplo foi a altera&ccedil;&atilde;o da f&oacute;rmula de reajuste do sal&aacute;rio-m&iacute;nimo, implantada no final de dezembro de 2024 como uma boa not&iacute;cia que, na verdade, reduziu o ajuste real do sal&aacute;rio-m&iacute;nimo do trabalhador. Pela f&oacute;rmula anterior, o sal&aacute;rio-m&iacute;nimo de 2025 seria de R$ 1.530,88, mas com o novo modelo acabou fixado em R$ 1.518,00, ou seja, menos R$ 12,88 por m&ecirc;s no bolso do trabalhador. Em 2026, se mantida a metologia antiga, o sal&aacute;rio-m&iacute;nimo ficaria estipulado em R$ 1.661,88, por&eacute;m a previs&atilde;o &eacute; que fique em R$ 1.631,00. Nesse caso, o brasileiro estar&aacute; perdendo R$ 30,88 todo m&ecirc;s. A situa&ccedil;&atilde;o se repetir&aacute; em 2027, quando o sal&aacute;rio-m&iacute;nimo dever&aacute; ser fixado em R$ 1.747,00, mas poderia ser de R$ 1.780,08 se fosse aplicada a f&oacute;rmula antiga. Preju&iacute;zo mensal de R$ 33,08 para o trabalhador. Promessa de picanha, foi convertida em retirada de feij&atilde;o e arroz da mesa do trabalhador.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Da mesma forma, como n&atilde;o houve reajuste no Bolsa Fam&iacute;lia desde mar&ccedil;o de 2023, valores substanciais foram retirados da mesa dos que mais precisam e dependem do governo para sobreviver. Em 2024, o valor m&eacute;dio do benef&iacute;cio foi de R$ 671,52\/m&ecirc;s. Entretanto deveria ter sido de R$ 678,00 se tivesse sido aplicado reajuste com base na infla&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo (2,47%).&nbsp; A diferen&ccedil;a &eacute; ainda maior em 2025, pois ficou em R$ 671,52 o valor m&eacute;dio do benef&iacute;cio e deveria ser de R$ 720,92. &nbsp;A discrep&acirc;ncia deve permanecer em R$ 671,52 em 2026, quando, se aplicado o reajuste pelo &iacute;ndice da infla&ccedil;&atilde;o, deveria ser de R$ 841,74.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Obviamente, n&atilde;o se faz justi&ccedil;a social com medidas desse g&ecirc;nero, retirando benef&iacute;cios via n&atilde;o corre&ccedil;&atilde;o pelo &iacute;ndice inflacion&aacute;rio, pensadas para garantir recursos destinados ao lan&ccedil;amento de programas novos, como o G&aacute;s do Povo, e para a corre&ccedil;&atilde;o da tabela de Imposto de Renda. Como infla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; renda e a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 n&atilde;o prev&ecirc; imposto inflacion&aacute;rio, aplica-se hoje puni&ccedil;&atilde;o dupla ao contribuinte. O correto, nesse caso, seria fixar os reajustes por legisla&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria, tornando obrigat&oacute;ria a corre&ccedil;&atilde;o anual das tabelas de IR, com o que ent&atilde;o se estaria praticando justi&ccedil;a tribut&aacute;ria e afastando a esperteza de corrigir apenas nos anos das elei&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">A popula&ccedil;&atilde;o precisa ser informada, claramente, de que o or&ccedil;amento 2025 prev&ecirc; o aumento de tributos e de arrecada&ccedil;&atilde;o de mais de R$ 96 bilh&otilde;es no ano. Portanto, recursos existem. O que falta &eacute; coragem e atitude para reduzir privil&eacute;gios e ren&uacute;ncias fiscais (gastos tribut&aacute;rios que somam R$ 618 bilh&otilde;es\/ano, em flagrante desrespeito &agrave; Emenda Constitucional n&ordm; 109\/2021), e para combater a corrup&ccedil;&atilde;o com a&ccedil;&otilde;es concretas como a altera&ccedil;&atilde;o legislativa para tornar imprescrit&iacute;veis os crimes praticados contra a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, bem como reduzir drasticamente o n&uacute;mero de autoridades beneficiadas com o foro privilegiado.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O povo brasileiro precisa voltar a ser verdadeiramente prioridade dos governos, o que deixou de ser h&aacute; d&eacute;cadas. A verdade, aos poucos, foi sendo substitu&iacute;da pela ret&oacute;rica; as a&ccedil;&otilde;es espasm&oacute;dicas e midi&aacute;ticas tomaram o lugar do planejamento administrativo, e o radicalismo continua ganhando terreno. Enquanto toda essa situa&ccedil;&atilde;o perdurar, o pa&iacute;s vai apenas patinar.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><em>*Samuel Hanan &eacute; engenheiro com especializa&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de macroeconomia, administra&ccedil;&atilde;o de empresas e finan&ccedil;as, empres&aacute;rio, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros &ldquo;Brasil, um pa&iacute;s &agrave; deriva&rdquo; e &ldquo;Caminhos para um pa&iacute;s sem rumo&rdquo;. Site: https:\/\/samuelhanan.com.br<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; H&aacute; quase tr&ecirc;s d&eacute;cadas o Brasil vem sendo governado sem nenhum plano de desenvolvimento socioecon&ocirc;mico,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":455726,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[11,21201],"tags":[3937],"class_list":["post-455727","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-destaques","tag-economia","wpcat-11-id","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/455727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=455727"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/455727\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/455726"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=455727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=455727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=455727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}