{"id":455326,"date":"2025-11-18T13:08:03","date_gmt":"2025-11-18T13:08:03","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=455326"},"modified":"2026-02-28T02:06:50","modified_gmt":"2026-02-28T02:06:50","slug":"inseguranca-publica-reflete-os-erros-e-a-falta-de-acao-dos-governos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/11\/inseguranca-publica-reflete-os-erros-e-a-falta-de-acao-dos-governos\/","title":{"rendered":"Inseguran\u00e7a p\u00fablica reflete os erros e a falta de a\u00e7\u00e3o dos governos"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><i>Samuel Hanan*<\/i><\/p>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A recente opera&ccedil;&atilde;o das Pol&iacute;cias Civil e Militar do Rio de Janeiro nos complexos do Alem&atilde;o e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou um saldo de 121 mortos (4 policiais e 117 traficantes do Comando Vermelho), mais letal interven&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as de seguran&ccedil;a da hist&oacute;ria, provocou intenso debate sobre viol&ecirc;ncia na repress&atilde;o e poss&iacute;veis viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos, desnudou novamente uma quest&atilde;o que vem aflingindo a popula&ccedil;&atilde;o brasileira: a realidade nua e crua da seguran&ccedil;a p&uacute;blica no pa&iacute;s.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas pesquisas de opini&atilde;o p&uacute;blica realizadas nos &uacute;ltimos anos, essa quest&atilde;o aparece entre as tr&ecirc;s mais preocupantes na vis&atilde;o dos brasileiros. Levantamento do Ipespe em parceria com o&nbsp;Instituto para a Reforma das Rela&ccedil;&otilde;es entre Estado e&nbsp;Empresas&nbsp;(IREE)&nbsp;e a BRZ Consulting Consultoria e Projetos, mostrou que metade da popula&ccedil;&atilde;o se sente insegura em seu bairro ou localidade. O problema j&aacute; aparece como a segunda preocupa&ccedil;&atilde;o nacional, atr&aacute;s somente da sa&uacute;de. Outra pesquisa, do Genial\/Quaest, de mar&ccedil;o de 2025, aponta que 70% dos brasileiros consideram a viol&ecirc;ncia e a seguran&ccedil;a problemas de &acirc;mbito nacional. Al&eacute;m disso, mat&eacute;ria veiculada pelo jornal Folha de S. Paulo em 17\/10\/2025 mostrou que 60% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira tem evitado sair &agrave;s ruas com medo de roubo e, quem sabe, o pior: tornar-se parte das estat&iacute;sticas de homic&iacute;dio brutal, &agrave; luz do dia, em plenas avenidas das maiores cidades brasileiras.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa &eacute; talvez a face mais nefasta dos governos das &uacute;ltimas duas ou tr&ecirc;s d&eacute;cadas, per&iacute;odo em que o Brasil vem sendo governado por presidentes que jamais reconheceram seus erros e sequer cogitaram pedir desculpas ao povo pelas pol&iacute;ticas equivocadas, chanceladas pelos mesmos aliados de sempre. Ao lado de corrup&ccedil;&atilde;o elevada, impunidade tolerada e um sistema educacional falido, o Brasil de hoje amarga o desonroso lugar no p&oacute;dio de pa&iacute;s com maior n&uacute;mero de homic&iacute;dios intencionais (em numeros absolutos) e com estat&iacute;sticas alarmantes de roubos, furtos, feminic&iacute;dios e estupros.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Estado brasileiro, que agora joga todas as suas fichas na PEC da Seguran&ccedil;a, foi incapaz de combater as fac&ccedil;&otilde;es criminosas &ndash; especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV), Fac&ccedil;ao do Norte, as maiores entre algumas outras dezenas de organiza&ccedil;&otilde;es &ndash; que expandiram exponencialmente sua presen&ccedil;a e atividades em todo o territ&oacute;rio nacional (e pa&iacute;ses vizinhos), impondo medo e suas pr&oacute;prias leis, inclusive julgando quem deve viver ou morrer dentro e fora dos pres&iacute;dios, com &ldquo;neg&oacute;cios&rdquo; muito al&eacute;m do tr&aacute;fico de drogas, outrora sua maior fonte de renda.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essas organiza&ccedil;&otilde;es criminosas e as mil&iacute;cias aumentaram seu poder de a&ccedil;&atilde;o e j&aacute; s&atilde;o vizinhos de 19% a 20% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, atingindo crescimento recorde de 5 pontos percentuais nos &uacute;ltimos 12 meses. A mais recente Pesquisa do &Iacute;ndice Global de Crime Organizado com dados de 193 paises coloca o Brasil na 14&ordf; posicao em prevalencia do Crime Organizado, &nbsp;uma piora em rela&ccedil;&atilde;o a edi&ccedil;&atilde;o de 2023 onde figuravamos na 22&ordf; posicao, tudo isso conforme reportagens publicadas ha meros dias atras (globo.com 10.11.2025). O avanco da presenca das organizacoes criminosas &eacute; flagrante, preocupante e inquestionavel.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Convivendo com a barb&aacute;rie, a popula&ccedil;&atilde;o se sente abandonada pelo governo federal. H&aacute; sa&iacute;da? Sim, mas para a elabora&ccedil;&atilde;o de estudos e execu&ccedil;&atilde;o de planos de a&ccedil;&atilde;o de combate ao narcoterrorismo ser&aacute; necess&aacute;rio afastar a quest&atilde;o ideol&oacute;gica ou partid&aacute;ria e entregar o assunto aos especialistas, garantindo-lhes os recursos legais, humanos e financeiros compat&iacute;veis com a complexidade e gravidade da situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o cabem mais neglig&ecirc;ncias, omiss&otilde;es ou transfer&ecirc;ncia de responsabilidades. A realidade exige um concerto nacional envolvendo os governos das tr&ecirc;s esferas administrativas (Uni&atilde;o, estados e munic&iacute;pios), todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judici&aacute;rio) e a participa&ccedil;&atilde;o dos Minist&eacute;rios P&uacute;blicos federal e estaduais, al&eacute;m das for&ccedil;as de seguran&ccedil;a. Todos s&atilde;o respons&aacute;veis pela gravidade da situa&ccedil;&atilde;o e t&ecirc;m a responsabilidade de atuar para mudar essa situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para isso, &eacute; preciso conhecer dados imprescind&iacute;veis ao sucesso de qualquer pol&iacute;tica de enfrentamento ao quadro atual. Por exemplo, as fronteiras terrestres do Brasil somam 16.885 km de extens&atilde;o e 66% delas est&atilde;o na Amaz&ocirc;nia brasileira. Desse total, temos 11.189 km de fronteiras com 7 pa&iacute;ses, muitos dos quais sabidamete produtores de coca&iacute;na e outras drogas e sedes dos mais importantes cart&eacute;is do&nbsp; tr&aacute;fico internacional. A dificuldade, entretanto, n&atilde;o se resume &agrave;s fronteiras secas. Temos outros 24.253 km de fronteiras mar&iacute;timas e fluviais. As fronteiras marcadas por rios s&atilde;o as maiores do mundo e t&ecirc;m sua maior parte na Amaz&ocirc;nia brasileira.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H&aacute; que se considerar, ainda, o enorme vazio demogr&aacute;fico da Amaz&ocirc;nia, que ocupa 45,5% do territ&oacute;rio nacional, mas abriga apenas 8,6% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Al&eacute;m disso, 30% da popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o est&atilde;o concentrados nas capitais de sete estados, cuja &aacute;rea n&atilde;o ultrapassa 1% da &aacute;rea territorial daquela parte do pa&iacute;s. Soma-se a isso o vazio econ&ocirc;mico, pois a regi&atilde;o participa com pouco mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O empobrecimento dos habitantes da regi&atilde;o &eacute; gritante e n&atilde;o existe perspectiva de melhora, em raz&atilde;o da baixa densidade populacional, que se reveste de baixo n&uacute;mero de votos e, portanto desperta quase nenhum interesse eleitoral. A renda m&eacute;dia percapita dos 7 estados da Amaz&ocirc;nia &eacute; 29% menor do que a m&eacute;dia nacional e pior, quando se analisa a renda m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o interiorana, &eacute; a metade da m&eacute;dia nacional. Tudo isso cria um ambiente favor&aacute;vel &agrave; coopta&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o (inclusive ind&iacute;gena) pelo narcotr&aacute;fico e outras atividades ilegais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro problema &eacute; a fal&ecirc;ncia do sistema carcer&aacute;rio. O Brasil possui hoje uma das tr&ecirc;s maiores popula&ccedil;&otilde;es carcer&aacute;rias do mundo, estimada em 850 mil pessoas, atr&aacute;s apenas dos Estados Unidos e China. Em 2000, a popula&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria brasileira era quase metade da atual, ou seja, em apenas 25 anos dobramos o n&uacute;mero de encarcerados. O pa&iacute;s prende muito, por&eacute;m recupera muito pouco. As cadeias s&atilde;o verdadeiros dep&oacute;sitos de pessoas condenadas ou &agrave; espera de julgamento, vivendo em condi&ccedil;&otilde;es desumanas, sob a responsabilidade dos governadores dos estados. O n&uacute;mero de vagas no sistema prisional estadual &eacute; de 437 mil vagas, ou seja, o excesso hoje supera 400 mil detentos, que se amontam em celas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute;&nbsp; estarrecedor que&nbsp; os poderes ignorem o&nbsp; fato de o pa&iacute;s ter de 340 a 350 mil pessoas encarcerados h&aacute; anos, sem nunca terem sido julgadas. Injusti&ccedil;a aliada &agrave; indiferen&ccedil;a vem destruindo pessoas, fam&iacute;lias e onerando o estado brasileiro. Analisando-se pelo vi&eacute;s econ&ocirc;mico, cada preso no sistema penitenci&aacute;rio estadual, custa cerca de 2 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos\/m&ecirc;s. Em m&eacute;dia, uma nova vaga em pres&iacute;dio estadual requer investimento da ordem de R$ 150 mil. Assim, as 400 mil vagas faltantes custariam R$ 60 bilh&otilde;es, o equivalente a 0,48% do PIB Brasil, ou 1,40% das receitas tribut&aacute;rias anuais. E 400 mil detentos em um dos novos pres&iacute;dios custariam R$ 14,6 bilh&otilde;es\/ano, o correspondente a 0,3% das receitas tribut&aacute;rias do pa&iacute;s.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cabe analisar tamb&eacute;m os contingentes das for&ccedil;as de seguran&ccedil;a. As pol&iacute;cias militar e civil somam 500.779 integrantes em todas as unidades da Federa&ccedil;&atilde;o. As For&ccedil;as Armadas possuem efetivo de 358.814 homens e mulheres, sendo 212.217 do Ex&eacute;rcito, 80.577 da Marinha e 66.020 da Aeron&aacute;utica. A Pol&iacute;cia Federal soma 13.854 integrantes, dos quais apenas 2.500 delegados, com a agravante de que parte expressiva deste contingente atua junto ao Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF). Temos, ent&atilde;o, apenas cerca de 11.354 agentes e servidores especializados para atuar em 16.885 km de fronteiras terrestres e 24.253 km fronteiras fluviais e mar&iacute;tima. Apenas a t&iacute;tulo de ilustra&ccedil;&atilde;o, se cada delegado da Pol&iacute;cia Federal atuasse apenas nesse setor, teria sob sua responsabilidade nada menos do que 9,38 km de fronteira terrestre para vigiar.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; imposs&iacute;vel para a Pol&iacute;cia Federal cumprir o que determina o artigo 144 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, o qual preconiza que a seguran&ccedil;a p&uacute;blica &eacute; dever do estado e que a PF &eacute; respons&aacute;vel por &ldquo;prevenir e reprimir o tr&aacute;fico il&iacute;cito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem preju&iacute;zo da a&ccedil;&atilde;o fazend&aacute;ria e de outros &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos nas respectivas &aacute;reas de compet&ecirc;ncia&rdquo;, al&eacute;m de &ldquo;exercer as fun&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;cia mar&iacute;tima, aeroportu&aacute;ria e de fronteiras&rdquo; e &ldquo;exercer, com exclusividade, as fun&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;cia judici&aacute;ria da Uni&atilde;o&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A falta de recursos financeiros n&atilde;o pode ser aceita como desculpa porque o Brasil tem elevada carga tribut&aacute;ria que, aumentada nos &uacute;ltimos meses, vem gerando recorde de arrecada&ccedil;&atilde;o. Para efeito de compara&ccedil;&atilde;o, a carga tribut&aacute;ria em 2022 correspondia a 32,4% do PIB e essa participa&ccedil;&atilde;o deve fechar em 34,5% em 2025, aumento de 2,1 pontos percentuais. Esse aumento corresponde a R$ 260 bilh&otilde;es\/ano.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O problema &eacute; que o Brasil gasta com o funcionalismo 13,1% do PIB, ou seja, 3,3 pontos percentuais a mais do que gastam os pa&iacute;ses da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE). Excesso que corresponde a R$ 406 bilh&otilde;es por ano. Outro desperd&iacute;cio ocorre com a corrup&ccedil;&atilde;o, que consome de 2,5% a 3,0% do PIB, segundo estimativas, o que representa R$ 372 bilh&otilde;es\/ano. Somam-se, ainda, as ren&uacute;ncias fiscais, hoje superando 6% do PIB (apesar do limite de 2% fixado pela Emenda Constitucional n&ordm; 109, de 2021), o correspondente a R$ 496 bilh&otilde;es\/ano. O corte de 50% nessas tr&ecirc;s despesas representaria economia de R$ 607 bilh&otilde;es por ano.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; necess&aacute;rio cortar o sup&eacute;rfluo para investir nas &aacute;reas mais sens&iacute;veis, e a seguran&ccedil;a p&uacute;blica est&aacute; nos primeiros lugares da lista dessas prioridades. Tamb&eacute;m n&atilde;o colabora a banaliza&ccedil;&atilde;o dos problemas atuais pelas autoridades, a ponto de se falar que roubos de pequeno porte s&atilde;o toler&aacute;veis e que traficantes e usu&aacute;rios de drogas t&ecirc;m responsabilidades semelhantes.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A proposta de qualificar as fac&ccedil;&otilde;es como organiza&ccedil;&otilde;es como terroristas tampouco resolve. Existem caminhos mais eficazes, como dobrar o contingente da Pol&iacute;cia Federal (ao custo de R$ 11 a R$ 13 bilh&otilde;es\/ano), construir mais 400 mil vagas no sistema prisional estadual (R$ 60 bilh&otilde;es em recursos federais e R$ 14,5 milh&otilde;es de custo anual de responsabilidade dos estados), al&eacute;m de estudar a altera&ccedil;&atilde;o legislativa para permitir &agrave;s For&ccedil;as Armadas atua&ccedil;&atilde;o contra o narcotr&aacute;fico, contrabando de armas e a&ccedil;&otilde;es terroristas (ao custo de R$ 10 bilh&otilde;es para aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos e R$ 5 bilh&otilde;es para aumento do contingente de atuacao nas fronteiras terrestres).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Seria necess&aacute;rio, ainda, aperfei&ccedil;oar as a&ccedil;&otilde;es do Estado para o estrangulamento financeiro das fac&ccedil;&otilde;es, o que pode ser feito mediante a amplia&ccedil;&atilde;o do atual escopo de atua&ccedil;&atilde;o do COAF -Conselho&nbsp;de&nbsp;Controle&nbsp;de&nbsp;Atividades&nbsp;Financeiras, aumento do seu contingente e subordina&ccedil;&atilde;o para ter atua&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e independente, de forma a aprimorar o combate &agrave; lavagem de bens e capitais oriundos de pr&aacute;ticas ilegais. Bem ao contr&aacute;rio do que vem sendo feito, pois o governo federal, em 2024, reduziu o or&ccedil;amento do Coaf em 30%, acentuando a redu&ccedil;&atilde;o que j&aacute; havia sido de 11% em rela&ccedil;&atilde;o ao or&ccedil;amento de 2022. Tudo acompanhado de mudan&ccedil;as legislativas para o endurecimento de penas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O cidad&atilde;o brasileiro, que sustenta o Estado, precisa voltar a se sentir seguro e n&atilde;o mais ref&eacute;m da criminalidade. &Eacute; preciso que o governo ponha em pr&aacute;tica a&ccedil;&otilde;es urgentes, firmes e concretas, antes que a situa&ccedil;&atilde;o se torne irrevers&iacute;vel. O artigo 114 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal aponta o caminho.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Samuel Hanan &eacute; engenheiro com especializa&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de macroeconomia, administra&ccedil;&atilde;o de empresas e finan&ccedil;as, empres&aacute;rio, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros &ldquo;Brasil, um pa&iacute;s &agrave; deriva&rdquo; e &ldquo;Caminhos para um pa&iacute;s sem rumo&rdquo;. Site: https:\/\/samuelhanan.com.br<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Samuel Hanan* &nbsp; A recente opera&ccedil;&atilde;o das Pol&iacute;cias Civil e Militar do Rio de Janeiro nos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":455325,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[25847,21201],"tags":[],"class_list":["post-455326","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-destaques","wpcat-25847-id","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/455326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=455326"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/455326\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/455325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=455326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=455326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=455326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}