{"id":454532,"date":"2025-05-12T14:39:07","date_gmt":"2025-05-12T14:39:07","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/05\/indicadores-nao-engajam-por-que-o-c-level-precisa-repensar-como-mede-e-comunica-resultados\/"},"modified":"2025-05-12T14:39:07","modified_gmt":"2025-05-12T14:39:07","slug":"indicadores-nao-engajam-por-que-o-c-level-precisa-repensar-como-mede-e-comunica-resultados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/05\/indicadores-nao-engajam-por-que-o-c-level-precisa-repensar-como-mede-e-comunica-resultados\/","title":{"rendered":"Indicadores n\u00e3o engajam: por que o C-Level precisa repensar como mede e comunica resultados*"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Hoje somos inundados por siglas: KPIs, OKRs, ROI. Dashboards coloridos e relat&oacute;rios detalhados tornaram-se as b&uacute;ssolas que, supostamente, guiam os l&iacute;deres e as empresas ao sucesso. O C-Level, pressionado por resultados tang&iacute;veis, dedica tempo e recursos consider&aacute;veis para definir, medir e apresentar esses indicadores.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No entanto, uma verdade inconveniente persiste nas entrelinhas dos gr&aacute;ficos de desempenho: indicadores, por si s&oacute;s, n&atilde;o engajam. Eles podem medir, mas raramente movem cora&ccedil;&otilde;es e mentes. E &eacute; a&iacute; que reside um desafio importante(e muitas vezes subestimado) para a lideran&ccedil;a moderna.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A inten&ccedil;&atilde;o por tr&aacute;s de uma m&eacute;trica &eacute; nobre: clareza, foco, melhoria cont&iacute;nua. Contudo, a comunica&ccedil;&atilde;o desses indicadores se tornou excessivamente t&eacute;cnica, distante da realidade di&aacute;ria de quem precisa agir sobre eles. E o problema n&atilde;o reside na exist&ecirc;ncia da m&eacute;trica, mas na sua apresenta&ccedil;&atilde;o descontextualizada.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Pesquisas apontam para uma crise de engajamento no trabalho. Dados como os do Instituto Gallup revelaram que apenas 31% dos funcion&aacute;rios na Am&eacute;rica Latina estavam engajados no trabalho.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Uma das raz&otilde;es &eacute; a desconex&atilde;o entre o trabalho di&aacute;rio e um senso de prop&oacute;sito maior. Quando a comunica&ccedil;&atilde;o da lideran&ccedil;a se resume a &ldquo;atingir o n&uacute;mero X&rdquo;, perde-se a oportunidade de conectar a tarefa ao seu significado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Pessoas n&atilde;o s&atilde;o rob&ocirc;s: A ci&ecirc;ncia da motiva&ccedil;&atilde;o no trabalho<\/strong><\/p>\n<p>A gest&atilde;o baseada puramente em m&eacute;tricas opera sob uma premissa falha: a de que seres humanos s&atilde;o motivados primariamente por recompensas e puni&ccedil;&otilde;es ligadas a n&uacute;meros. No entanto, d&eacute;cadas de pesquisa em psicologia e comportamento organizacional, popularizadas por autores como Daniel Pink em seu livro &ldquo;Motiva&ccedil;&atilde;o 3.0&rdquo;, mostram que a motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca &eacute; muito mais poderosa para tarefas que exigem criatividade, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e engajamento genu&iacute;no. Essa motiva&ccedil;&atilde;o &eacute; alimentada por tr&ecirc;s pilares:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Autonomia:<\/strong> O desejo de dirigir a pr&oacute;pria vida e trabalho.<\/li>\n<li><strong>Maestria:<\/strong> A &acirc;nsia de melhorar em algo que importa.<\/li>\n<li><strong>Prop&oacute;sito:<\/strong> A necessidade de fazer o que fazemos a servi&ccedil;o de algo maior que n&oacute;s mesmos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Empresas que prosperam em engajamento entendem isso. Por exemplo, uma empresa&nbsp; reconhecida por seu forte ativismo ambiental conecta suas m&eacute;tricas de neg&oacute;cios diretamente &agrave; sua miss&atilde;o de &ldquo;salvar nosso planeta natal&rdquo;. Os funcion&aacute;rios n&atilde;o trabalham apenas para vender roupas, mas para financiar causas ambientais, o que confere um prop&oacute;sito profundo ao seu trabalho di&aacute;rio, muito al&eacute;m dos KPIs de vendas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Como deu para perceber, o papel do C-Level transcende a mera apresenta&ccedil;&atilde;o de resultados. Trata-se de traduzir n&uacute;meros em narrativas significativas. Um KPI ou OKR n&atilde;o deve ser apenas um item em um slide, mas o ponto de partida para uma conversa relevante.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Uma das gigantes da tecnologia passou por uma transforma&ccedil;&atilde;o cultural significativa, movendo-se de uma cultura interna descrita como competitiva e focada em m&eacute;tricas individuais para uma abordagem mais colaborativa e centrada na &ldquo;mentalidade de crescimento&rdquo; e no impacto no cliente. Embora as m&eacute;tricas continuem importantes, a comunica&ccedil;&atilde;o enfatiza o aprendizado, a colabora&ccedil;&atilde;o e o prop&oacute;sito maior, o que reenergizou a empresa.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>KPIs, OKRs e dashboards s&atilde;o ferramentas valiosas para a gest&atilde;o e a tomada de decis&atilde;o. Contudo, s&atilde;o apenas mapas que ajudam a navegar. O que verdadeiramente impulsiona o desempenho e o engajamento n&atilde;o &eacute; um gr&aacute;fico, mas sim a compreens&atilde;o do porqu&ecirc; a jornada importa e a confian&ccedil;a em quem guia o caminho.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Os l&iacute;deres que compreendem isso passam de replicadores de n&uacute;meros para se tornarem contadores de hist&oacute;rias e tradutores de prop&oacute;sito. Se voc&ecirc; busca resultados, precisa investir n&atilde;o apenas em medi&ccedil;&atilde;o, mas em conversas e conex&atilde;o humana. Afinal, empresas s&atilde;o feitas de pessoas, e pessoas se movem por prop&oacute;sito, n&atilde;o apenas por percentuais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong><em>*Jo&atilde;o Roncati &eacute; diretor da People + Strategy, consultoria de estrat&eacute;gia, planejamento e desenvolvimento humano. Mais informa&ccedil;&otilde;es em&nbsp;<\/em><\/strong><a href=\"https:\/\/www.peoplestrategy.com.br\/\">site<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje somos inundados por siglas: KPIs, OKRs, ROI. 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