{"id":452053,"date":"2025-09-26T18:35:38","date_gmt":"2025-09-26T18:35:38","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=452053"},"modified":"2025-09-27T17:39:27","modified_gmt":"2025-09-27T17:39:27","slug":"problemas-eticos-e-politicos-de-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/09\/problemas-eticos-e-politicos-de-governo\/","title":{"rendered":"Problemas \u00e9ticos e pol\u00edticos de governo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O Brasil hoje n&atilde;o tem problemas econ&ocirc;micos e financeiros, e os governos n&atilde;o t&ecirc;m falta de recursos de financeiros. Temos sim problemas &eacute;ticos (mentiras, narrativas, corrup&ccedil;&atilde;o e impunidade) e problemas pol&iacute;ticos (reelei&ccedil;&atilde;o, governo de coalis&atilde;o ou de coopta&ccedil;&atilde;o). Temos visto tamb&eacute;m a pr&aacute;tica recorrente do &ldquo;&eacute; dando que se recebe&rdquo;, privil&eacute;gios e poder a todo custo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Em consequ&ecirc;ncia dessa situa&ccedil;&atilde;o foram gerados problemas ser&iacute;ssimos de gest&atilde;o que provocam dificuldades de governan&ccedil;a, e que j&aacute; levaram ao gigantismo da m&aacute;quina p&uacute;blica (ineficiente e desnecess&aacute;ria), e privil&eacute;gios que oneram e drenam volumes gigantescos de recursos financeiros. Por isso, tudo contribui para a falta de controles, provocando corrup&ccedil;&atilde;o de magnitude insuport&aacute;vel e por fim uma sensa&ccedil;&atilde;o de impunidade, tolerada e at&eacute; permitida.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Resumidamente, o Pa&iacute;s tem um gigantismo da m&aacute;quina p&uacute;blica chegando atualmente a 12,5% do PIB, com excesso anual de 2,7%. A OCDE (Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico) calcula como m&eacute;dia mundial cerca de 9,8% do PIB.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">J&aacute; as ren&uacute;ncias fiscais\/gastos tribut&aacute;rios da Uni&atilde;o, muitas vezes privil&eacute;gios, chegam a 5,0% do PIB no momento, com excesso anual de 3,0% do PIB. O limite, segundo estudos de especialistas, seria de 2% do PIB. Por sinal, a Proposta de Emenda Constitucional N&deg; 109, de15\/03\/2021 est&aacute; obliterando o problema ao estabelecer a redu&ccedil;&atilde;o gradual de incentivos fiscais de natureza tribut&aacute;ria, como tamb&eacute;m a revoga&ccedil;&atilde;o de alguns dispositivos legais relacionados a esses benef&iacute;cios.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">No que tange ao controle de gastos introduz mecanismos para restringir os gastos p&uacute;blicos, criando regras para limites de despesas e super&aacute;vit financeiro de fundos p&uacute;blicos.&nbsp;A Emenda internalizou mecanismos para restringir os gastos p&uacute;blicos, criando regras para limites de despesas e super&aacute;vit financeiro de fundos p&uacute;blicos.&nbsp;E essas altera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o imperativas para o futuro do Brasil e h&aacute; muito a ser feito.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><strong>Hist&oacute;rico<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Com respeito &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o, estimativas verificadas por diversos organismos nacionais e internacionais afirma que o excesso hipot&eacute;tico estaria no patamar de 2% do PIB, mas atualmente o Pa&iacute;s j&aacute; est&aacute; no n&iacute;vel de 2,5% a 3,0% do PIB (com excesso atual de 2,0%). Atualmente, o total excesso de gastos &eacute; de R$ 950 bilh&otilde;es\/ano ou 7,7% do PIB brasileiro.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Vejamos alguns dados interessantes para ter um panorama da evolu&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Depois da promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, houve cinco presidentes eleitos: Fernando Collor\/Itamar Franco (5 anos); Fernando Henrique Cardoso I e II (8 anos); Lula I, II e III (11 anos); Dilma Roussef\/Michel Temer (8 anos) e Jair Messias Bolsonaro (4 anos). No total o per&iacute;odo p&oacute;s-constitucional somou 36 anos at&eacute; aqui.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Os resultados pol&iacute;ticos diretos foram o <em>impeachment<\/em> de Collor e Dilma, Temer foi detido ainda em exerc&iacute;cio e Collor e Lula foram presos, quando j&aacute; eram ex-presidentes. Jair Messias Bolsonaro &eacute; r&eacute;u e agora aguarda o julgamento do STF. Ex-presidentes ilesos s&oacute; houve registro de Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">No Poder Legislativo, por seu lado, foram condenados e presos os ex-presidentes da C&acirc;mara Federal: Jo&atilde;o Paulo Cunha, Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e Jos&eacute; Geno&iacute;no.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">&Eacute; importante expor neste cen&aacute;rio, o Ato das Disposi&ccedil;&otilde;es Constitucionais Transit&oacute;rias (ADCT) parte da <strong>Constitui&ccedil;&atilde;o Federal do Brasil<\/strong> <strong>de 1988<\/strong> que cont&eacute;m normas transit&oacute;rias, ou seja, regras que t&ecirc;m como objetivo facilitar a transi&ccedil;&atilde;o entre a antiga ordem constitucional e a nova Constitui&ccedil;&atilde;o e somaram 114 artigos, enquanto a parte permanente corresponde a 250 artigos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">As emendas constitucionais promulgadas chegaram a 135, as emendas de revis&atilde;o a 6, e os tratados internacionais com for&ccedil;a de Emenda Constitucional ficaram em 4.&nbsp; Ao todo foram 145 itens. As altera&ccedil;&otilde;es constitucionais equivaleram a 40% do total de artigos da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, e 58% do total de artigos da parte permanente. Esse foi o saldo da nossa democracia com as elei&ccedil;&otilde;es livres e com resultados respeitados das urnas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><strong>Mais conclus&otilde;es<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O PIB Brasil comparado com alguns membros dos Brics tamb&eacute;m acena para outras conclus&otilde;es. Segundo o Banco Mundial, o PIB da China saltou de US$ 6.087 em 2010 para US$ 19.274 em 2024, o correspondente a um aumento de 200%. A &Iacute;ndia que estava com US$1.676 (2010) chegou a US$ 3.840 (2024), um crescimento de 129%. J&aacute; a R&uacute;ssia em 2010 tinha um PIB anual de US$1.525 e subiu em 2024 para US$ 2.111 o equivalente a 38%. O Brasil neste mesmo per&iacute;odo teve uma varia&ccedil;&atilde;o negativa de <strong>-1,40%.<\/strong> De US$ 2.210 em 2010 caiu para US$ 2.179 em 2024. Em compara&ccedil;&atilde;o com o mundo os n&uacute;meros tamb&eacute;m mostram uma realidade desanimadora. Em 2010, a m&eacute;dia mundial era de US$ 66.610 e em 2024 ela chegou a US$ 109.971, uma varia&ccedil;&atilde;o de 65%.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O PIB per capita\/ano em 2010 em d&oacute;lares foram: 4.549 (China); 1.348 (&Iacute;ndia); 10.679 (R&uacute;ssia); 11.409 (Brasil); e 9.514 (mundo). J&aacute; em 2024, foram 12.692 (China), uma varia&ccedil;&atilde;o de 179%; 2.630 (&Iacute;ndia), uma varia&ccedil;&atilde;o de 95%; 14.680 (R&uacute;ssia), uma varia&ccedil;&atilde;o de 37%; 10.249 (Brasil), uma varia&ccedil;&atilde;o negativa de <strong>-10,16%<\/strong>; e 13.406 (mundo), uma varia&ccedil;&atilde;o de 41%.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">De acordo com dados do site <strong>Poder 360<\/strong> e do portal <strong>G1<\/strong>, at&eacute; o ano passado 90% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira tinha renda mensal bruta de at&eacute; R$ 3.500,00 (US$ 648). Um faixa de 22,8% entre R$ 2.827,00 e R$ 3.500,00 (US$ 513,00 e US$648,00, respectivamente); outra faixa de 31,6% entre R$ 1.413,00 e R$ 2.826,00 (US$ 263,00 e US$ 512,00, respectivamente); e mais outra faixa de 35,6% de at&eacute; R$ 1.412,00\/m&ecirc;s (at&eacute; US$ 262,00).&nbsp; Se 90% da popula&ccedil;&atilde;o mundial tem renda m&eacute;dia de US$ 4.833,66\/ano, quanto ser&aacute; a renda m&eacute;dia dos 10% mais ricos? A resposta &eacute; que ela &eacute; superior a US$ 54 mil. A renda do PIB per capita em 2024 foi de US$ 10.249, como apontou o Banco Mundial.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">H&aacute; outros indicadores importantes sobre o Brasil que merecem ser observados tamb&eacute;m. O ranking da ONU de IDH (&Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano) mostrou que o Pa&iacute;s em 2002 ficava na 73&ordf; posi&ccedil;&atilde;o e em 2024 chegou a 84&ordf; posi&ccedil;&atilde;o. E nesse n&iacute;vel s&atilde;o governos considerados reprovados por aquele organismo internacional. No coeficiente Gini (&iacute;ndice que quantifica a desigualdade na distribui&ccedil;&atilde;o de renda ou riqueza de uma popula&ccedil;&atilde;o), a posi&ccedil;&atilde;o no ranking mundial foi o 53&ordm; lugar, no universo de 58 pa&iacute;ses estudados. O Brasil ficou &agrave; frente apenas de Marrocos, Kwait e &Aacute;frica do Sul. A informa&ccedil;&atilde;o divulgada no ano passado &eacute; da cnnbrasil.com.br. &nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><strong>Educa&ccedil;&atilde;o, Corrup&ccedil;&atilde;o, retorno de tributos e outros<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Nas estat&iacute;sticas de Educa&ccedil;&atilde;o, os estudos da OCDE e PISA (Programa Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o de Estudantes) verificou que o Pa&iacute;s se situa na 55&ordf; posi&ccedil;&atilde;o e est&aacute; abaixo da m&eacute;dia dos 37 pa&iacute;ses da OCDE, e atr&aacute;s do M&eacute;xico, Chile e Uruguai. O estudo da OCDE exp&otilde;e que o Brasil nos &uacute;ltimos 15 anos permanece num quadro inalterado. E como revela o site cnnbrasil.com.br em criatividade est&aacute; na 15&ordf; pior posi&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">No quesito &Iacute;ndice de Percep&ccedil;&atilde;o de Corrup&ccedil;&atilde;o 2024 da Transpar&ecirc;ncia Internacional (com participa&ccedil;&atilde;o de 180 Pa&iacute;ses), o Brasil registra a pior nota e posi&ccedil;&atilde;o da s&eacute;rie hist&oacute;rica do &iacute;ndice de percep&ccedil;&atilde;o da corrup&ccedil;&atilde;o. No ranking de 2002 estava na 48&ordf; posi&ccedil;&atilde;o, subiu para a 69&ordf; em 2012, e 104&ordf; em 2023. No ano passado, alcan&ccedil;ou a 107&ordf; posi&ccedil;&atilde;o. Os indicadores sociais s&atilde;o da ONU, OCDE e PISA.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">J&aacute; as pesquisas do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa&ccedil;&atilde;o (IBPT) comprovou que o Brasil lidera o ranking de pior retorno dos tributos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, e ficou entre os 30 pa&iacute;ses com maior carga tribut&aacute;ria. Ele est&aacute; na 30&ordf; posi&ccedil;&atilde;o entre 30 pa&iacute;ses participantes.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Apesar do recorde de arrecada&ccedil;&atilde;o em 2024, o Brasil n&atilde;o produziu melhorias em &aacute;reas essenciais como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, infraestrutura e seguran&ccedil;a p&uacute;blica. Apesar dos aumentos da carga tribut&aacute;ria anual, h&aacute; 14 anos o Brasil permanece estagnado na &uacute;ltima posi&ccedil;&atilde;o (30&ordf;).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Com respeito &agrave; carga tribut&aacute;ria no Brasil em rela&ccedil;&atilde;o ao PIB, ela registrou 22,4% em 1988 e subiu para 32,3% no ano passado. Nossa expectativa &eacute; que neste ano ela feche em 34,0%. Segundo a base de dados Ipeadata, a varia&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo 2024\/1988 foi de 44,2%. Isso aconteceu porque o PIB e o PIB per capita est&atilde;o mais baixos do que aumento dos principais pa&iacute;ses dos Bric&rsquo;s (China, &Iacute;ndia e R&uacute;ssia) e pior, abaixo da m&eacute;dia mundial (191 pa&iacute;ses).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O fato &eacute; que os indicadores sociais em 2024, est&atilde;o piores ou estagnados quando comparados com duas d&eacute;cadas atr&aacute;s. O Brasil n&atilde;o tem falta de recursos. Os problemas brasileiros na verdade s&atilde;o fundamentalmente pol&iacute;ticos, &eacute;ticos e a impunidade. Hoje a d&iacute;vida p&uacute;blica do governo &eacute; de R$ 9,30 trilh&otilde;es ou 76,2% do PIB.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Pelo crit&eacute;rio do Banco Mundial seria igual a 80% do PIB.&nbsp; O d&eacute;ficit p&uacute;blico (nominal) est&aacute; entre R$ 1,10 trilh&atilde;o a R$ 1,20 trilh&atilde;o, ou seja, entre 9% a 10% do PIB. E o d&eacute;ficit prim&aacute;rio estimado est&aacute; entre R$ 40 bilh&otilde;es e R$ 60 bilh&otilde;es. J&aacute; a taxa Selic de juros est&aacute; em 15% ao ano.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><strong>Prioridade &eacute; a reelei&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Neste momento, o governo atual tem como &uacute;nica prioridade a reelei&ccedil;&atilde;o. E para alcan&ccedil;ar sua &uacute;nica prioridade vai abrir a caixa de bondades, a um custo adicional de mais de R$ 70 bilh&otilde;es. E o que falta para alcan&ccedil;ar sua &uacute;nica meta &eacute; aguardar at&eacute; 2026, ano das elei&ccedil;&otilde;es. Em seu discurso vai enfatizar a divis&atilde;o do Pa&iacute;s entre pobres e ricos e super ricos. Vai aumentar a carga tribut&aacute;ria, al&eacute;m da j&aacute; efetuada e no m&iacute;nimo em R$ 80 bilh&otilde;es, ou cerca de 0,65 a 0,70% do PIB.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O custo da caixa de bondade abra&ccedil;a o reajuste do bolso fam&iacute;lia que est&aacute; h&aacute; mais de dois anos sem reajuste, aguardando o ano eleitoral e se estende a um universo de 21 milh&otilde;es de fam&iacute;lias (entre 42 milh&otilde;es e 45 milh&otilde;es de eleitores). Isso corresponde a 27% dos eleitores e mais 36% dos eleitores se exclu&iacute;dos a absten&ccedil;&atilde;o e nulos usuais. O custo estimado dessa pol&iacute;tica est&aacute; em torno de 10% do valor, entre R$ 160 bilh&otilde;es e R$ 170 bilh&otilde;es, ou seja, entre R$16 bilh&otilde;es a 17 bilh&otilde;es, em 2026.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Para se ter uma ideia, cerca de 20 milh&otilde;es de fam&iacute;lias ser&atilde;o beneficiadas no novo Vale G&aacute;s. Ser&aacute; cedido um botij&atilde;o de g&aacute;s a cada dois meses, ao custo de 20 milh&otilde;es x R$ 100 x 12 meses. O volume final calculado para 2026 ser&aacute; de R$ 12 bilh&otilde;es. J&aacute; a estimativa do gasto &eacute; R$ 28 bilh&otilde;es em 2026 com a isen&ccedil;&atilde;o do IR para quem ganha at&eacute; R$ 5 mil\/m&ecirc;s e a redu&ccedil;&atilde;o do IR para quem ganha at&eacute; R$ 7 mil\/m&ecirc;s.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">No programa Farm&aacute;cia Popular o aumento do benef&iacute;cio da doa&ccedil;&atilde;o para mais pessoas &eacute; de R$ 4 bilh&otilde;es adicionais no ano que vem. Enquanto a Lei Rouanet, uma simpatia para artistas, atores e intelectuais ser&aacute; um custo entre R$ 1 bilh&atilde;o e R$ 2 bilh&otilde;es. Sendo assim, o total do adicional da caixa de bondades para a reelei&ccedil;&atilde;o 2026 somar&aacute; R$ 62 bilh&otilde;es. E se considerar o apetite dos parlamentares o pre&ccedil;o da caixa de bondades para a reelei&ccedil;&atilde;o ir&aacute; custar mais uns R$13 bilh&otilde;es, adicionais de emendas PIX, que totalizar&atilde;o R$ 75 bilh&otilde;es. Essa &eacute; a problem&aacute;tica que tem inspirado muita preocupa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><em>*Samuel Hanan &eacute; engenheiro com especializa&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de macroeconomia, administra&ccedil;&atilde;o de empresas e finan&ccedil;as, empres&aacute;rio, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros &ldquo;Brasil, um pa&iacute;s &agrave; deriva&rdquo; e &ldquo;Caminhos para um pa&iacute;s sem rumo&rdquo;. Site: <\/em><a href=\"https:\/\/samuelhanan.com.br\"><em>https:\/\/samuelhanan.com.br<\/em><\/a><em> .<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O Brasil hoje n&atilde;o tem problemas econ&ocirc;micos e financeiros, e os governos n&atilde;o t&ecirc;m falta&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[11,21201,14418],"tags":[3937],"class_list":["post-452053","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigo","category-destaques","category-noticias","tag-economia","wpcat-11-id","wpcat-21201-id","wpcat-14418-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/452053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=452053"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/452053\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=452053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=452053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=452053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}