{"id":451214,"date":"2025-09-01T22:08:06","date_gmt":"2025-09-01T22:08:06","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=451214"},"modified":"2025-09-01T23:01:43","modified_gmt":"2025-09-01T23:01:43","slug":"especialistas-esclarecem-mitos-sobre-amamentacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/09\/especialistas-esclarecem-mitos-sobre-amamentacao\/","title":{"rendered":"Especialistas esclarecem mitos sobre amamenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Embora o Brasil tenha apresentado avan&ccedil;os significativos nas taxas de amamenta&ccedil;&atilde;o ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, ainda h&aacute; um caminho desafiador a ser percorrido para alcan&ccedil;ar a meta de 70% at&eacute; 2030, proposta pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>De acordo com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/ministerio-da-saude-lanca-campanha-de-amamentacao-com-foco-na-reducao-de-desigualdades\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/ministerio-da-saude-lanca-campanha-de-amamentacao-com-foco-na-reducao-de-desigualdades&amp;source=gmail&amp;ust=1756850616859000&amp;usg=AOvVaw1ndVQimE-KQ2aYnQN2qsMv\">Estudo Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o Infantil (ENANI)<\/a>, a taxa de aleitamento materno exclusivo em crian&ccedil;as menores de seis meses era de 45,8% em 2021; crescimento expressivo quando comparado ao &iacute;ndice de apenas 3%, registrado em 1986.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para incentivar esse crescimento, desde 2017 o Brasil realiza a campanha Agosto Dourado. A cor simboliza a excel&ecirc;ncia do leite materno, reconhecido como o alimento mais completo para os primeiros meses de vida, especialmente por seus benef&iacute;cios tanto para o rec&eacute;m-nascido, quanto para a m&atilde;e.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Vantagens do leite materno<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;O leite materno funciona como uma prote&ccedil;&atilde;o natural, pois &eacute; rico em nutrientes essenciais, anticorpos e fatores imunol&oacute;gicos que protegem o beb&ecirc; contra infec&ccedil;&otilde;es; especialmente respirat&oacute;rias e gastrointestinais&rdquo;,&nbsp;explica o biom&eacute;dico Thiago Nascimento, doutor em Patologia Experimental e delegado em Londrina (PR) do Conselho Regional de Biomedicina do Paran&aacute; 6&ordf; Regi&atilde;o (CRBM6).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Prote&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>As vantagens para o beb&ecirc; s&atilde;o vastas e duradouras. &ldquo;O leite materno &eacute; uma &lsquo;vacina natural&rsquo;, repleta de anticorpos e c&eacute;lulas de defesa que protegem contra diarreias, otites, pneumonias, meningites e alergias&rdquo;,&nbsp;fala o biom&eacute;dico Alisson Luiz Silva, especialista em Hematologia, Banco de Sangue e conselheiro suplente do CRBM6.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Estima-se que o risco de morte em beb&ecirc;s exclusivamente amamentados pode ser at&eacute; 88% menor. J&aacute; a mortalidade infantil em menores de cinco anos &eacute; reduzida em at&eacute; 13%&rdquo;, complementa Silva.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Benef&iacute;cios<\/strong><\/p>\n<p>O especialista em Hematologia e Banco de Sangue acrescenta que o aleitamento tamb&eacute;m favorece o desenvolvimento da fala, da postura oral, da denti&ccedil;&atilde;o, da sa&uacute;de bucal, do sistema cognitivo, fortalece o v&iacute;nculo afetivo entre m&atilde;e e filho. A longo prazo, crian&ccedil;as amamentadas apresentam menor tend&ecirc;ncia &agrave; obesidade, diabetes tipo 2, hipertens&atilde;o arterial e outras doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para as m&atilde;es, a amamenta&ccedil;&atilde;o auxilia o &uacute;tero a retornar ao seu tamanho normal mais rapidamente, reduz o risco de hemorragia p&oacute;s-parto e contribui para a perda de peso adquirida na gesta&ccedil;&atilde;o. A longo prazo, amamentar est&aacute; associado a um menor risco de c&acirc;ncer de mama, ov&aacute;rio e endom&eacute;trio, al&eacute;m de diminuir a incid&ecirc;ncia de osteoporose.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;O contato f&iacute;sico durante a amamenta&ccedil;&atilde;o ainda estimula a libera&ccedil;&atilde;o de ocitocina, horm&ocirc;nio que fortalece o v&iacute;nculo com o beb&ecirc; e promove o bem-estar psicol&oacute;gico&rdquo;, completa Silva.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Intoler&acirc;ncia x alergia<\/strong><\/p>\n<p>A intoler&acirc;ncia &agrave; lactose e a alergia &agrave; prote&iacute;na do leite de vaca (APLV) s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es distintas, embora frequentemente confundidas, pois ambas envolvem rea&ccedil;&otilde;es adversas ao leite.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A principal diferen&ccedil;a reside na causa e no sistema afetado: a intoler&acirc;ncia &agrave; lactose envolve o sistema digestivo e a incapacidade de digerir a lactose (a&ccedil;&uacute;car do leite). A rea&ccedil;&atilde;o envolve a fermenta&ccedil;&atilde;o da lactose no intestino grosso. Os sintomas s&atilde;o incha&ccedil;o, gases, c&oacute;licas, diarreia e a incid&ecirc;ncia &eacute; mais comum em adultos e idosos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>J&aacute; a APLV &eacute; uma rea&ccedil;&atilde;o al&eacute;rgica do sistema imunol&oacute;gico &agrave;s prote&iacute;nas do leite. A rea&ccedil;&atilde;o envolve a libera&ccedil;&atilde;o de anticorpos e\/ou c&eacute;lulas inflamat&oacute;rias. Os sintomas variam&nbsp;desde rea&ccedil;&otilde;es leves at&eacute; graves (anafilaxia) e a incid&ecirc;ncia &eacute; mais comum em beb&ecirc;s e crian&ccedil;as pequenas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>O que deve ser feito?<\/strong><\/p>\n<p>Diante de quaisquer sinais de desconforto digestivo ou al&eacute;rgico no beb&ecirc;, &eacute; fundamental buscar orienta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. &ldquo;Um pediatra pode avaliar o quadro cl&iacute;nico, diferenciar as condi&ccedil;&otilde;es e determinar a causa dos sintomas&rdquo;, conta Nascimento.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Em casos de intoler&acirc;ncia &agrave; lactose, a amamenta&ccedil;&atilde;o pode e deve ser mantida com adapta&ccedil;&otilde;es, como a suplementa&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria com f&oacute;rmulas com baixo teor de lactose ou o uso de gotas de lactase sob orienta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para beb&ecirc;s com APLV, a amamenta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pode e deve ser mantida. &ldquo;No entanto, &eacute; crucial que a m&atilde;e adote uma dieta totalmente isenta de leite de vaca e seus derivados, uma vez que tra&ccedil;os das prote&iacute;nas alerg&ecirc;nicas podem ser transferidos pelo leite materno&rdquo;, complementa Silva.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Desmistificando cren&ccedil;as comuns<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do conhecimento cient&iacute;fico, alguns mitos sobre a amamenta&ccedil;&atilde;o e a intoler&acirc;ncias ainda persistem, gerando inseguran&ccedil;a e comprometendo a continuidade do aleitamento. Por isso, os representantes do Conselho Regional de Biomedicina do Paran&aacute; 6&ordf; (CRBM6) ajudam a desmistific&aacute;-los. Confira:<\/p>\n<p><strong>Existe leite fraco<\/strong>: Falso. Todo leite materno &eacute; nutricionalmente adequado e se adapta &agrave;s necessidades do beb&ecirc;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>C&oacute;licas s&atilde;o sempre intoler&acirc;ncia &agrave; lactose<\/strong>: Falso. As c&oacute;licas s&atilde;o comuns nos primeiros meses de vida e, na maioria das vezes, n&atilde;o t&ecirc;m rela&ccedil;&atilde;o com intoler&acirc;ncias alimentares.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Beb&ecirc;s com APLV n&atilde;o podem ser amamentados<\/strong>. Falso. Eles podem e devem continuar sendo amamentados, desde que a m&atilde;e adote uma dieta isenta de leite e derivados, sob orienta&ccedil;&atilde;o profissional.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Intoler&acirc;ncia &agrave; lactose &eacute; comum em rec&eacute;m-nascidos<\/strong>. &Eacute; extremamente raro nos primeiros meses de vida.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Interromper a amamenta&ccedil;&atilde;o resolve todos os problemas digestivos do beb&ecirc;<\/strong>. Falso. Na maioria dos casos, o leite materno &eacute; parte da solu&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o da causa, e deve ser mantido sempre que poss&iacute;vel.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Bancos de leite humano<\/strong><\/p>\n<p>Em situa&ccedil;&otilde;es em que a amamenta&ccedil;&atilde;o direta n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, os Bancos de Leite Humano (BLHs) desempenham um papel crucial. &ldquo;No Paran&aacute;, a rede de BLHs tem demonstrado crescimento nos atendimentos e na coleta de leite&rdquo;, complementa Thiago Nascimento.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No ano passado foram realizados mais de 21 mil atendimentos, aumento de 77,4% em rela&ccedil;&atilde;o a 2023. Cerca de 9.300 litros de leite humano foram coletados em 2024, beneficiando milhares de beb&ecirc;s. Podem doar mulheres saud&aacute;veis, que tenham excedente.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Sobre o CRBM6<\/strong><\/p>\n<p>O Conselho Regional de Biomedicina do Paran&aacute; 6&ordf; Regi&atilde;o (CRBM6) &eacute; uma Autarquia Federal com jurisdi&ccedil;&atilde;o no Estado do Paran&aacute;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A entidade tem cerca de 5,9 mil profissionais registrados. A sede fica em Curitiba e as delegacias regionais est&atilde;o localizadas nos munic&iacute;pios de Campo Mour&atilde;o, Cascavel, Foz do Igua&ccedil;u, Londrina, Maring&aacute;, Uni&atilde;o da Vit&oacute;ria, Guarapuava, Umuarama, Gua&iacute;ra e Ponta Grossa.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Os biom&eacute;dicos atuam em mais de 30 atividades ligadas &agrave; sa&uacute;de tais como acupuntura, an&aacute;lises cl&iacute;nica e ambiental, bromatol&oacute;gicas [avalia a qualidade dos alimentos], auditoria, banco de sangue, biof&iacute;sica, biologia molecular, bioqu&iacute;mica, citologia onc&oacute;tica, embriologia, est&eacute;tica, farmacologia, fisiologia, gen&eacute;tica, hematologia, histologia, imunologia, imagenologia, inform&aacute;tica da sa&uacute;de, microbiologia, microbiologia de alimentos, monitoramento neurofisiol&oacute;gico transoperat&oacute;rio, parasitologia, patologia, perfus&atilde;o, psicobiologia, radiologia, reprodu&ccedil;&atilde;o humana, sanitarista, sa&uacute;de p&uacute;blica, toxicologia, virologia e outras &aacute;reas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora o Brasil tenha apresentado avan&ccedil;os significativos nas taxas de amamenta&ccedil;&atilde;o ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":451213,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[35135,35071,39101,38973],"class_list":["post-451214","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-eventos","tag-amamentacao","tag-biomedicina","tag-conselho-regional-de-biomedicina-do-parana","tag-leite-materno","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/451214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=451214"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/451214\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/451213"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=451214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=451214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=451214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}