{"id":451032,"date":"2025-08-26T19:30:00","date_gmt":"2025-08-26T19:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=451032"},"modified":"2025-08-27T01:14:05","modified_gmt":"2025-08-27T01:14:05","slug":"entidades-medicas-defendem-teste-de-hiv-na-rotina-de-todas-as-especialidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/08\/entidades-medicas-defendem-teste-de-hiv-na-rotina-de-todas-as-especialidades\/","title":{"rendered":"Entidades m\u00e9dicas defendem teste de HIV na rotina de todas as especialidades"},"content":{"rendered":"<p><i>Nota Conjunta | Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Sociedade Ga&uacute;cha de Infectologia (SGI-<span class=\"il\">RS<\/span>) e Sociedade Brasileira de Dermatologia &ndash; Sec&ccedil;&atilde;o&nbsp;<span class=\"il\">RS<\/span>&nbsp;(<span class=\"il\">SBD<\/span>&ndash;<span class=\"il\">RS<\/span>)<\/i><\/p>\n<div>\n<div>O panorama epidemiol&oacute;gico atual do HIV no Brasil exige amplia&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de rastreamento e diagn&oacute;stico precoce. Dados do Boletim Epidemiol&oacute;gico de HIV e AIDS 2024 do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de indicam que, em 2023, houve aumento de 4,5% no n&uacute;mero de novos diagn&oacute;sticos de HIV em rela&ccedil;&atilde;o a 2022. Apesar desse crescimento, a mortalidade por AIDS apresentou redu&ccedil;&atilde;o significativa, atingindo 3,9 &oacute;bitos por 100 mil habitantes &mdash; a menor taxa desde 2013 &mdash; reflexo direto dos avan&ccedil;os terap&ecirc;uticos e da amplia&ccedil;&atilde;o do acesso ao tratamento antirretroviral. Al&eacute;m disso, o perfil demogr&aacute;fico das novas infec&ccedil;&otilde;es revela que 70,7% ocorreram em homens, 63,2% em pessoas autodeclaradas pretas ou pardas, e 53,6% em homens que fazem sexo com homens (HSH). A faixa et&aacute;ria mais afetada foi a de 20 a 29 anos, respons&aacute;vel por 37,1% dos diagn&oacute;sticos (41% entre homens).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No Rio Grande do Sul, a situa&ccedil;&atilde;o merece aten&ccedil;&atilde;o: historicamente, o estado apresenta taxas de detec&ccedil;&atilde;o acima da m&eacute;dia nacional, sendo Porto Alegre uma das capitais com maiores coeficientes de diagn&oacute;stico no pa&iacute;s. Esse cen&aacute;rio refor&ccedil;a a urg&ecirc;ncia de estrat&eacute;gias ampliadas de testagem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Diante dessa realidade, &eacute; imperativo que o enfrentamento da epidemia de HIV seja responsabilidade compartilhada por todas as &aacute;reas da Medicina. A infec&ccedil;&atilde;o pode acometer qualquer indiv&iacute;duo sexualmente ativo, independentemente de g&ecirc;nero, classe social ou hist&oacute;rico m&eacute;dico pr&eacute;vio. Assim, a solicita&ccedil;&atilde;o do teste anti-HIV deve ser incorporada de forma sistem&aacute;tica nas consultas, inclusive quando o motivo da consulta n&atilde;o esteja diretamente relacionado a infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis (ISTs).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo o tesoureiro da Sociedade Ga&uacute;cha de Infectologia (SGI) e membro da C&acirc;mara T&eacute;cnica de HIV\/AIDS da Secretaria Estadual da Sa&uacute;de, Dr. Dimas Kliemann, &ldquo;a incorpora&ccedil;&atilde;o do teste anti-HIV ao rol de exames de rotina deve seguir a mesma l&oacute;gica de outros marcadores cl&iacute;nicos, como o perfil lip&iacute;dico ou a glicemia. O diagn&oacute;stico precoce permite in&iacute;cio imediato da terapia antirretroviral, com impacto direto na sobrevida, na qualidade de vida e na redu&ccedil;&atilde;o da transmissibilidade&rdquo;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O tratamento atual &eacute; simplificado, frequentemente em regime de dose &uacute;nica di&aacute;ria, e possibilita expectativa de vida semelhante &agrave; da popula&ccedil;&atilde;o geral. Al&eacute;m disso, estrat&eacute;gias complementares, como rastreamento e tratamento de outras ISTs, uso da profilaxia pr&eacute;-exposi&ccedil;&atilde;o (PrEP) e combate ao estigma, s&atilde;o abordagens indispens&aacute;veis para o controle da epidemia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia &ndash; Se&ccedil;&atilde;o&nbsp;<span class=\"il\">RS<\/span>&nbsp;(<span class=\"il\">SBD<\/span>&ndash;<span class=\"il\">RS<\/span>), Dr. Juliano Peruzzo, destaca a relev&acirc;ncia do rastreamento no contexto dermatol&oacute;gico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&ldquo;Muitas ISTs s&atilde;o diagnosticadas no consult&oacute;rio dermatol&oacute;gico, &agrave;s vezes at&eacute; sem que o paciente suspeite. Ao identificar uma IST, o m&eacute;dico deve considerar o risco de outras, incluindo o HIV, e realizar o rastreamento ou solicitar o exame confirmat&oacute;rio. Essa atua&ccedil;&atilde;o aumenta as chances de detec&ccedil;&atilde;o antecipada e tratamento adequado&rdquo;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), SGI e&nbsp;<span class=\"il\">SBD<\/span>&ndash;<span class=\"il\">RS<\/span>&nbsp;refor&ccedil;am que a preven&ccedil;&atilde;o combinada, o diagn&oacute;stico precoce e o in&iacute;cio imediato da terapia antirretroviral s&atilde;o m&eacute;todos centrais para conter a transmiss&atilde;o do HIV e assegurar melhor progn&oacute;stico para as pessoas vivendo com o v&iacute;rus. A incorpora&ccedil;&atilde;o do teste anti-HIV como pr&aacute;tica assistencial de rotina, independentemente da especialidade m&eacute;dica, &eacute; uma medida fact&iacute;vel, baseada em evid&ecirc;ncias e de alto impacto na sa&uacute;de p&uacute;blica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Dr. Gerson Junqueira Jr. | Presidente da AMRIGS<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Dr. Dimas Kliemann | Tesoureiro da Sociedade Ga&uacute;cha de Infectologia (SGI)<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Dr. Juliano Peruzzo | Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia &ndash; Sec&ccedil;&atilde;o&nbsp;<span class=\"il\">RS<\/span>&nbsp;(<span class=\"il\">SBD<\/span>&ndash;<span class=\"il\">RS<\/span>)<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div><strong>Sobre a AMRIGS<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Conjunta | Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Sociedade Ga&uacute;cha de Infectologia (SGI-RS)&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":451031,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,7],"tags":[39070],"class_list":["post-451032","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-sde","tag-sbd-rs","wpcat-21201-id","wpcat-7-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/451032","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=451032"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/451032\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/451031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=451032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=451032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=451032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}