{"id":450521,"date":"2025-08-07T15:51:35","date_gmt":"2025-08-07T15:51:35","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=450521"},"modified":"2025-08-07T21:22:29","modified_gmt":"2025-08-07T21:22:29","slug":"sustentabilidade-energetica-o-futuro-da-energia-exige-mais-do-que-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/08\/sustentabilidade-energetica-o-futuro-da-energia-exige-mais-do-que-sol\/","title":{"rendered":"Sustentabilidade energ\u00e9tica: o futuro da energia exige mais do que sol"},"content":{"rendered":"<p><strong>*Por Pedro Al Shara<\/strong><\/p>\n<p>Estamos entrando em uma era em que a arquitetura urbana come&ccedil;a a se moldar &agrave; l&oacute;gica da sustentabilidade energ&eacute;tica. Cada vez mais, vemos pr&eacute;dios, resid&ecirc;ncias e condom&iacute;nios que geram a pr&oacute;pria eletricidade a partir de elementos estruturais como telhados, paredes e, mais recentemente, janelas solares. A integra&ccedil;&atilde;o de pain&eacute;is fotovoltaicos a fachadas de edif&iacute;cios, conhecida como BIPV (Building-Integrated Photovoltaics), antes restrita a projetos de alto padr&atilde;o, agora ganha escala e acessibilidade. Em 2025, o Brasil ultrapassou a marca de 55 gigawatts de capacidade instalada em energia solar, segundo a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (ANEEL), com 37 GW provenientes exclusivamente de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da, ou seja, sistemas instalados diretamente em resid&ecirc;ncias, com&eacute;rcios, ind&uacute;strias e propriedades rurais. Isso representa mais de cinco milh&otilde;es de unidades consumidoras gerando sua pr&oacute;pria energia, transformando o pa&iacute;s em um dos maiores mercados solares do mundo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A evolu&ccedil;&atilde;o, no entanto, n&atilde;o se limita &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de energia limpa. Ela inaugura um novo paradigma de autonomia e intelig&ecirc;ncia energ&eacute;tica, em que os consumidores passam a ser tamb&eacute;m produtores. Mas esse avan&ccedil;o traz consigo uma demanda cr&iacute;tica que nem sempre &eacute; considerada com a devida aten&ccedil;&atilde;o: a estabilidade e a continuidade do fornecimento el&eacute;trico. Afinal, de que adianta um sistema moderno de gera&ccedil;&atilde;o solar se ele est&aacute; vulner&aacute;vel a oscila&ccedil;&otilde;es da rede, microinterrup&ccedil;&otilde;es ou at&eacute; mesmo falhas no armazenamento? Nesse contexto, solu&ccedil;&otilde;es complementares como os nobreaks ganham um papel estrat&eacute;gico, ainda que muitas vezes invis&iacute;vel.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Um dos desafios mais recorrentes na gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da &eacute; a intermit&ecirc;ncia. Por mais eficientes que sejam os sistemas solares, eles dependem de fatores ambientais. Em dias nublados, per&iacute;odos de baixa insola&ccedil;&atilde;o ou &agrave; noite, a gera&ccedil;&atilde;o naturalmente se reduz ou cessa. Quando a rede p&uacute;blica falha simultaneamente, sem sistemas de backup ou estabiliza&ccedil;&atilde;o, corre-se o risco de perda de dados, interrup&ccedil;&otilde;es em equipamentos sens&iacute;veis ou paralisa&ccedil;&atilde;o total de opera&ccedil;&otilde;es. &Eacute; por isso que os nobreaks, dispositivos aplicados tradicionalmente em resid&ecirc;ncias ou ambientes corporativos, agora se mostram relevantes tamb&eacute;m em condom&iacute;nios autogeradores.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>De acordo com dados da ANEEL, em 2024, o Brasil registrou uma m&eacute;dia de 10,24 horas de interrup&ccedil;&otilde;es no fornecimento de energia el&eacute;trica por unidade consumidora. Em locais com infraestrutura cr&iacute;tica, como condom&iacute;nios com portarias remotas, sistemas de vigil&acirc;ncia eletr&ocirc;nica ou controle automatizado de acesso, esse tempo pode comprometer a seguran&ccedil;a e a opera&ccedil;&atilde;o. Ao mesmo tempo, a Ag&ecirc;ncia Brasil (2025)<\/p>\n<p>aponta que a energia solar j&aacute; representa a segunda maior fonte da matriz el&eacute;trica brasileira, correspondendo a 22% do total. Ou seja, estamos nos apoiando cada vez mais em uma fonte intermitente, e isso exige capacidade de lidar com as adversidades e planejamento.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nesse cen&aacute;rio, o papel do nobreak n&atilde;o se restringe a manter os aparelhos ligados durante uma queda. Os modelos mais avan&ccedil;ados fazem muito mais: estabilizam a tens&atilde;o, filtram dist&uacute;rbios el&eacute;tricos, armazenam energia tempor&aacute;ria e at&eacute; se conectam a plataformas de monitoramento remoto, integrando-se ao ecossistema de gest&atilde;o energ&eacute;tica inteligente. Quando inseridos estrategicamente em sistemas solares residenciais e prediais, esses equipamentos ajudam a proteger tanto os dispositivos quanto os pr&oacute;prios inversores, que s&atilde;o o c&eacute;rebro da opera&ccedil;&atilde;o fotovoltaica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo o relat&oacute;rio da SolarPower Europe desse ano, o Brasil deve adicionar mais 19 gigawatts de capacidade solar ao longo deste ano. Esse crescimento acelerado demanda n&atilde;o s&oacute; incentivos &agrave; gera&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a dissemina&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas na prote&ccedil;&atilde;o e estabilidade dos sistemas. &Eacute; preciso compreender que gerar energia &eacute; apenas parte da equa&ccedil;&atilde;o. O verdadeiro diferencial est&aacute; em garantir que essa energia esteja dispon&iacute;vel com qualidade, mesmo diante de imprevistos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>As janelas solares, literalmente, est&atilde;o abrindo uma nova perspectiva sobre como podemos tornar nossas constru&ccedil;&otilde;es mais inteligentes, sustent&aacute;veis e aut&ocirc;nomas. Mas, como toda inova&ccedil;&atilde;o, elas exigem uma base s&oacute;lida de suporte. A integra&ccedil;&atilde;o entre gera&ccedil;&atilde;o solar e infraestrutura de prote&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica &eacute; o que permitir&aacute; que esse avan&ccedil;o seja duradouro, seguro e eficiente. &Eacute; nesse ponto que a intelig&ecirc;ncia energ&eacute;tica se revela: n&atilde;o apenas na produ&ccedil;&atilde;o, mas na capacidade de manter tudo funcionando &mdash; mesmo quando a luz, o clima ou a rede p&uacute;blica n&atilde;o colaboram.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A cidade do futuro est&aacute; se desenhando agora, nas escolhas que fazemos ao projetar nossos edif&iacute;cios e sistemas. Quando pensamos em energia, precisamos pensar em continuidade. E nesse pensamento, os nobreaks deixam de ser um acess&oacute;rio para se tornarem um verdadeiro pilar da sustentabilidade urbana.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>*Pedro Al Shara &eacute; CEO da TS Shara, fabricante nacional de solu&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o de energia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Informa&ccedil;&otilde;es para imprensa:&#8239;Capital Informa&ccedil;&atilde;o&#8239;&#8239;&#8239; <\/strong><\/p>\n<p>Gabriela Calderon -&#8239;gabrielacalderon@capitalinformacao.com.br<\/p>\n<p>Adriana Athayde &ndash;&#8239;adriana@capitalinformacao.com.br<\/p>\n<p>www.capitalinformacao.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Pedro Al Shara Estamos entrando em uma era em que a arquitetura urbana come&ccedil;a a&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":450520,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[11,21201],"tags":[],"class_list":["post-450521","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-destaques","wpcat-11-id","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450521","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=450521"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450521\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/450520"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=450521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=450521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=450521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}