{"id":442329,"date":"2025-06-17T20:06:03","date_gmt":"2025-06-17T20:06:03","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=442329"},"modified":"2025-06-17T21:18:13","modified_gmt":"2025-06-17T21:18:13","slug":"sanidade-e-melhoramento-genetico-as-bases-que-fazem-da-pecuaria-brasileira-uma-potencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/06\/sanidade-e-melhoramento-genetico-as-bases-que-fazem-da-pecuaria-brasileira-uma-potencia\/","title":{"rendered":"Sanidade e melhoramento gen\u00e9tico, as bases que fazem da pecu\u00e1ria brasileira uma pot\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><em>*Por Marcelo de Andrade Mota, m&eacute;dico-veterin&aacute;rio e diretor do Departamento de Sa&uacute;de Animal da Secretaria de Defesa Agropecu&aacute;ria, do Minist&eacute;rio da Agricultura e Pecu&aacute;ria (DSA\/SDA\/Mapa)<\/em><\/p>\n<p>A busca constante por produtividade, efici&ecirc;ncia e rentabilidade na pecu&aacute;ria brasileira passa, inevitavelmente, por dois pilares fundamentais: a sanidade animal e o melhoramento gen&eacute;tico. Esses elementos s&atilde;o insepar&aacute;veis da bovinocultura moderna e fundamentais para que a produ&ccedil;&atilde;o alcance o potencial m&aacute;ximo, aliando-se &agrave;s principais tecnologias dispon&iacute;veis &mdash; tanto reprodutivas quanto sanit&aacute;rias.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Quando bem integrados, sanidade e melhoramento gen&eacute;tico tornam-se aliados estrat&eacute;gicos do produtor. Enquanto o manejo sanit&aacute;rio atua na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade, aumento das taxas de natalidade, melhoria da convers&atilde;o alimentar e ganho de peso, o melhoramento gen&eacute;tico potencializa a produtividade dos animais e assegura a valoriza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua do rebanho.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Os dados refor&ccedil;am essa correla&ccedil;&atilde;o. Segundo o INDEX ASBIA 2024, relat&oacute;rio elaborado pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Insemina&ccedil;&atilde;o Artificial (ASBIA) em parceria com o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), 20,4% das matrizes da pecu&aacute;ria nacional foram inseminadas. Essa parcela j&aacute; compreende os benef&iacute;cios da gen&eacute;tica aprimorada na performance do rebanho. &Eacute; por essa via que o Brasil se consolida como o segundo maior produtor mundial de prote&iacute;na bovina e o l&iacute;der absoluto em exporta&ccedil;&otilde;es, com 2,89 milh&otilde;es de toneladas exportadas em 2024: crescimento de 26% em rela&ccedil;&atilde;o a 2023.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Entretanto, o sucesso n&atilde;o se sustenta apenas na gen&eacute;tica. As tecnologias reprodutivas e o melhoramento gen&eacute;tico precisam caminhar lado a lado com a sanidade animal. &Eacute; por isso que o Minist&eacute;rio da Agricultura e Pecu&aacute;ria (MAPA) atua fortemente na regulamenta&ccedil;&atilde;o, certifica&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o do material gen&eacute;tico comercializado, em conformidade com as diretrizes da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de Animal (OMSA).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A aquisi&ccedil;&atilde;o de s&ecirc;men de qualidade &eacute; etapa cr&iacute;tica no processo de insemina&ccedil;&atilde;o. Os Centros de Coleta e Processamento de S&ecirc;men (CCPS) seguem protocolos sanit&aacute;rios rigorosos estabelecidos pelo MAPA, com foco na preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as que comprometem o desempenho zoot&eacute;cnico, como brucelose e tuberculose (zoonoses), al&eacute;m de tricomonose e campilobacteriose, que impactam diretamente a fertilidade e a sa&uacute;de dos animais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Mais do que um requisito de biosseguridade, a sanidade &eacute; condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel para a plena express&atilde;o do potencial gen&eacute;tico dos bovinos. O manejo sanit&aacute;rio deficiente pode gerar estresse, reduzir o apetite, ocasionar perda de peso e at&eacute; provocar abortos, comprometendo a evolu&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica e a produtividade do rebanho.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nesse contexto, o investimento em pr&aacute;ticas sanit&aacute;rias eficazes, como controle de doen&ccedil;as e parasitas, nutri&ccedil;&atilde;o balanceada e uso de s&ecirc;men certificado, torna-se essencial para a manifesta&ccedil;&atilde;o do desempenho gen&eacute;tico superior.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Outro aspecto &eacute; a comunica&ccedil;&atilde;o com o produtor rural. &Eacute; preciso difundir, de forma clara e acess&iacute;vel, os benef&iacute;cios do manejo sanit&aacute;rio e do melhoramento gen&eacute;tico, refor&ccedil;ando que essas tecnologias s&atilde;o acess&iacute;veis a propriedades de todos os portes. Precisamos quebrar o mito de que o melhoramento gen&eacute;tico &eacute; privil&eacute;gio de grandes produtores. Pelo contr&aacute;rio: trata-se de um investimento estrat&eacute;gico, com retorno comprovado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nesse esfor&ccedil;o, tanto a ASBIA quanto o MAPA t&ecirc;m pap&eacute;is decisivos na promo&ccedil;&atilde;o do uso de biotecnologias reprodutivas, atuando na fiscaliza&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria e, principalmente, levando informa&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica de qualidade ao campo. O objetivo &eacute; claro: construir solu&ccedil;&otilde;es que atendam &agrave;s necessidades reais do criador e promovam uma pecu&aacute;ria mais produtiva, saud&aacute;vel e rent&aacute;vel.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O Desafio 2050, que envolve alimentar uma popula&ccedil;&atilde;o global de 10 bilh&otilde;es de pessoas daqui a 25 anos, nos imp&otilde;e uma miss&atilde;o inadi&aacute;vel. A pecu&aacute;ria brasileira j&aacute; provou que tem as ferramentas e o potencial para cumprir esse papel. Com investimentos cont&iacute;nuos em sanidade e melhoramento gen&eacute;tico, avan&ccedil;amos para produzir mais e melhor, com efici&ecirc;ncia, sustentabilidade, bem-estar animal e seguran&ccedil;a alimentar.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Marcelo de Andrade Mota, m&eacute;dico-veterin&aacute;rio e diretor do Departamento de Sa&uacute;de Animal da Secretaria de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":442328,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[29,21201],"tags":[33268],"class_list":["post-442329","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-destaques","tag-asbia","wpcat-29-id","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/442329","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=442329"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/442329\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/442328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=442329"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=442329"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=442329"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}