{"id":420425,"date":"2025-05-07T14:24:11","date_gmt":"2025-05-07T14:24:11","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=420425"},"modified":"2025-05-07T18:32:57","modified_gmt":"2025-05-07T18:32:57","slug":"faturamento-das-pmes-recua-12-no-primeiro-trimestre-de-2025-pior-resultado-desde-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/05\/faturamento-das-pmes-recua-12-no-primeiro-trimestre-de-2025-pior-resultado-desde-2021\/","title":{"rendered":"Faturamento das PMEs recua 1,2% no primeiro trimestre de 2025, pior resultado desde 2021"},"content":{"rendered":"<p>O ano de 2025 ser&aacute; desafiador para as pequenas e m&eacute;dias empresas, segundo o &Iacute;ndice Omie de Desempenho Econ&ocirc;mico das PMEs (IODE-PMEs). O levantamento aponta que o faturamento das pequenas e m&eacute;dias empresas brasileiras (PMEs) registrou retra&ccedil;&atilde;o de 1,2% no primeiro trimestre deste ano, em compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo per&iacute;odo de 2024. Em rela&ccedil;&atilde;o ao quarto trimestre de 2024, a queda foi ainda maior (-1,5%).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Esse desempenho representa o pior resultado do indicador desde o &uacute;ltimo trimestre de 2021, refletindo a perda de f&ocirc;lego em determinados segmentos de Servi&ccedil;os, al&eacute;m da retra&ccedil;&atilde;o nas PMEs dos setores industrial e de infraestrutura.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O IODE-PMEs funciona como um term&ocirc;metro econ&ocirc;mico das empresas com faturamento de at&eacute; R$50 milh&otilde;es anuais, consistindo no monitoramento de 736 atividades econ&ocirc;micas que comp&otilde;em quatro grandes setores: Com&eacute;rcio, Ind&uacute;stria, Infraestrutura e Servi&ccedil;os.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para Felipe Beraldi, economista e gerente de Indicadores e Estudos Econ&ocirc;micos da Omie, plataforma de gest&atilde;o (ERP) na nuvem, o IODE-PMEs j&aacute; sinalizava uma perda relevante de dinamismo no mercado das PMEs a partir de meados do quarto trimestre de 2024, em meio &agrave; deteriora&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio macroecon&ocirc;mico dom&eacute;stico. &ldquo;Apesar da continuidade no crescimento dos rendimentos reais do trabalho &mdash; principal componente da renda das fam&iacute;lias brasileiras &mdash;, o aumento das incertezas fiscais em rela&ccedil;&atilde;o aos pr&oacute;ximos anos tem pressionado as expectativas inflacion&aacute;rias e impulsionado a alta das taxas de juros, comprometendo o poder de compra das fam&iacute;lias&rdquo;, explica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No cen&aacute;rio externo, o ambiente tamb&eacute;m tem se mostrado mais adverso, diante das incertezas relacionadas &agrave; pol&iacute;tica tarif&aacute;ria dos Estados Unidos sob o governo Trump e das respostas adotadas por outras grandes economias, com destaque para a China.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Um dado que refor&ccedil;a esse panorama de maiores dificuldades para a evolu&ccedil;&atilde;o dos neg&oacute;cios das PMEs foi a queda expressiva da confian&ccedil;a dos consumidores entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025 (-7,6% no per&iacute;odo), conforme apontado pela Sondagem do Consumidor da FGV-IBRE. Esse decl&iacute;nio refletiu, sobretudo, a piora nas expectativas dos agentes econ&ocirc;micos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na mesma dire&ccedil;&atilde;o, a &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o (mar&ccedil;o) da Sondagem Omie das Pequenas Empresas, refor&ccedil;a esse panorama de deteriora&ccedil;&atilde;o das expectativas dos pequenos empreendedores em rela&ccedil;&atilde;o ao ambiente econ&ocirc;mico dom&eacute;stico. O levantamento mostra que os empres&aacute;rios est&atilde;o mais pessimistas, com 51% sinalizando perspectiva de piora da economia, n&uacute;mero maior do que os 39% da sondagem realizada em setembro de 2024. &ldquo;Diante desse contexto, a queda do IODE-PMEs no primeiro trimestre de 2025 refor&ccedil;a a percep&ccedil;&atilde;o de que este ser&aacute; um ano mais desafiador para a economia brasileira&rdquo;, comenta o economista.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Apesar de recuos em diversos setores neste in&iacute;cio de ano, o Com&eacute;rcio se manteve em territ&oacute;rio positivo, de acordo com o &iacute;ndice. As PMEs registraram crescimento de 7,9% no faturamento m&eacute;dio real no primeiro trimestre de 2025, em compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo per&iacute;odo de 2024. No entanto, a an&aacute;lise desagregada mostra desempenhos bastante distintos entre o atacado e o varejo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>As PMEs do com&eacute;rcio atacadista apresentaram um crescimento expressivo de 10,2% neste primeiro trimestre, impulsionando o desempenho geral do mercado. &lsquo;Com&eacute;rcio atacadista de bebidas&rsquo;, &lsquo;Com&eacute;rcio atacadista de resinas e elast&ocirc;meros&rsquo; e &lsquo;Com&eacute;rcio atacadista de res&iacute;duos de papel e papel&atilde;o&rsquo; foram as atividades com maior destaque.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>J&aacute; no varejo, ap&oacute;s sinais de recupera&ccedil;&atilde;o ao longo do segundo semestre de 2024, as PMEs voltaram a registrar uma modesta queda de 1,3% neste primeiro trimestre. &lsquo;Varejo de medicamentos veterin&aacute;rios&rsquo;, &lsquo;Varejo de equipamentos para escrit&oacute;rio&rsquo; e &lsquo;Varejo de livros&rsquo; foram as atividades que continuaram a apresentar desempenho positivo no per&iacute;odo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O setor de Servi&ccedil;os &eacute; o maior mercado de atua&ccedil;&atilde;o das PMEs em termos de volume de empresas. No segmento, o IODE-PMEs aponta estabilidade no faturamento m&eacute;dio, com varia&ccedil;&atilde;o de -0,2% na compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo per&iacute;odo do ano anterior. Por um lado, o setor tem sido impactado negativamente pelo enfraquecimento de atividades que se destacaram em 2024, como &lsquo;Alimenta&ccedil;&atilde;o&rsquo;, &lsquo;Atividades profissionais, cient&iacute;ficas e t&eacute;cnicas&rsquo; e &lsquo;Servi&ccedil;os pessoais&rsquo;. Por outro lado, o setor teve bons n&uacute;meros no 1&ordm; TRI pelo crescimento das atividades de &lsquo;Informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o&rsquo;, &lsquo;Transporte e Armazenagem&rsquo; e &lsquo;Atividades financeiras&rsquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Os resultados das PMEs varejistas e de alguns segmentos do setor de Servi&ccedil;os evidenciam o impacto recente do aumento das press&otilde;es inflacion&aacute;rias e da queda da confian&ccedil;a dos agentes econ&ocirc;micos, fatores que t&ecirc;m reduzido o &iacute;mpeto de consumo das fam&iacute;lias. Al&eacute;m disso, o cen&aacute;rio de eleva&ccedil;&atilde;o das taxas de juros no pa&iacute;s tem prejudicado especialmente as atividades mais intensivas em capital, como demonstram os resultados do IODE-PMEs nos setores de Ind&uacute;stria e Infraestrutura.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na Ind&uacute;stria, h&aacute; uma perda de f&ocirc;lego desde o segundo semestre de 2024, com a retra&ccedil;&atilde;o se intensificando nos primeiros meses de 2025. No primeiro trimestre deste ano, o setor registrou uma queda de 5,8% e a retra&ccedil;&atilde;o entre as PMEs industriais se mostra disseminada entre as atividades monitoradas pelo &iacute;ndice. Dos 23 subsetores da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o acompanhados pelo IODE-PMEs, 15 apresentaram desempenho negativo. Ainda assim, h&aacute; atividades que demonstraram capacidade de lidar com as adversidades e seguiram em crescimento no per&iacute;odo, com destaque para: &lsquo;Impress&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o de grava&ccedil;&otilde;es&rsquo;, &lsquo;Fabrica&ccedil;&atilde;o de produtos de madeira&rsquo; e &lsquo;Fabrica&ccedil;&atilde;o de produtos de metal&rsquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No segmento de Infraestrutura, as PMEs voltaram a apresentar queda, com retra&ccedil;&atilde;o de 3,3% neste primeiro trimestre, ap&oacute;s o desempenho positivo registrado no quarto trimestre de 2024 (+9,7% YoY). O resultado negativo afeta atividades como &lsquo;Obras de Infraestrutura&rsquo;, &lsquo;Constru&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios&rsquo; e at&eacute; mesmo &lsquo;Servi&ccedil;os especializados para a constru&ccedil;&atilde;o&rsquo;. Por outro lado, a manuten&ccedil;&atilde;o do crescimento nas atividades de &lsquo;&Aacute;gua, esgoto, gest&atilde;o de res&iacute;duos e descontamina&ccedil;&atilde;o&rsquo; contribuiu para conter uma queda ainda mais acentuada do setor como um todo nos &uacute;ltimos meses.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Por fim, o IODE-PMEs tamb&eacute;m permite a an&aacute;lise regional do comportamento das PMEs brasileiras. No primeiro trimestre de 2025, o &iacute;ndice revela que o mercado de PMEs permaneceu em territ&oacute;rio positivo nas regi&otilde;es Sudeste (+0,6% YoY) e, especialmente, Centro-Oeste (+2,5% YoY). Por outro lado, registrou-se, em m&eacute;dia, uma retra&ccedil;&atilde;o nas regi&otilde;es Sul (-3,5% YoY), Nordeste (-3,5% YoY) e Norte (-10,4% YoY), o que refor&ccedil;a a heterogeneidade do mercado entre as diferentes regi&otilde;es do pa&iacute;s.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo Beraldi, mesmo com grandes desafios macroecon&ocirc;micos no radar, o cen&aacute;rio b&aacute;sico para a economia brasileira n&atilde;o sugere uma interrup&ccedil;&atilde;o total do crescimento. &ldquo;Em termos gerais, os resultados recentes do IODE-PMEs refor&ccedil;am a expectativa de que o setor de PMEs dever&aacute; crescer de maneira mais alinhada &agrave;s proje&ccedil;&otilde;es gerais para o PIB brasileiro (com a mediana das previs&otilde;es atualmente em torno de 2%, conforme o Boletim Focus do Banco Central). Esse cen&aacute;rio &eacute; diferente dos &uacute;ltimos anos, quando o mercado de PMEs cresceu a um ritmo mais acelerado do que a economia como um todo&rdquo;, avalia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2025 ser&aacute; desafiador para as pequenas e m&eacute;dias empresas, segundo o &Iacute;ndice Omie&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,13],"tags":[],"class_list":["post-420425","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaques","category-economia","wpcat-21201-id","wpcat-13-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420425","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=420425"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420425\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=420425"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=420425"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=420425"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}