{"id":420377,"date":"2025-05-06T15:17:08","date_gmt":"2025-05-06T15:17:08","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=420377"},"modified":"2025-05-06T23:44:12","modified_gmt":"2025-05-06T23:44:12","slug":"dia-das-maes-reflete-sobre-os-desafios-e-transformacoes-da-maternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/05\/dia-das-maes-reflete-sobre-os-desafios-e-transformacoes-da-maternidade\/","title":{"rendered":"Dia das M\u00e3es reflete sobre os desafios e transforma\u00e7\u00f5es da maternidade"},"content":{"rendered":"<p>O Dia das M&atilde;es costuma despertar emo&ccedil;&otilde;es diversas e mem&oacute;rias afetivas profundas. Mas, al&eacute;m da celebra&ccedil;&atilde;o, a data tamb&eacute;m convida a uma reflex&atilde;o mais sens&iacute;vel sobre o papel da maternidade na vida das mulheres. Para al&eacute;m do que &eacute; mostrado nas redes sociais ou das expectativas culturais, ser m&atilde;e envolve atravessar um caminho de descobertas, desafios emocionais e, principalmente, transforma&ccedil;&otilde;es na identidade pessoal. <\/p>\n<p>Segundo a psic&oacute;loga Val&eacute;ria Vieira Figueiredo, docente do curso de Psicologia da Est&aacute;cio Porto Alegre, a maternidade n&atilde;o se limita ao ato biol&oacute;gico de gerar uma crian&ccedil;a. Ela explica que o papel materno nasce, antes de tudo, do desejo de maternar: &ldquo;A identidade materna est&aacute; relacionada com os conceitos do eu-m&atilde;e-voc&ecirc;-filho e com a forma como essas figuras interagem e se influenciam. &Eacute; um subsistema que se constr&oacute;i com base em experi&ecirc;ncias vividas &mdash; tanto como m&atilde;e quanto como filha &mdash; e que deixa marcas ao longo de todas as fases da vida&rdquo;, aponta. <\/p>\n<p>Essa constru&ccedil;&atilde;o subjetiva da identidade materna &eacute; complexa e perpassa dimens&otilde;es emocionais, sociais e hist&oacute;ricas. A figura feminina que a m&atilde;e projeta para seu filho ou filha se torna parte do imagin&aacute;rio que ele ou ela ir&aacute; carregar ao longo da vida &mdash; e, por vezes, repetir. Por isso, Val&eacute;ria destaca a import&acirc;ncia de considerar a maternidade como uma experi&ecirc;ncia influenciada por m&uacute;ltiplos fatores: &ldquo;Biol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos e sociais. &Eacute; essa combina&ccedil;&atilde;o que determina como a maternidade ser&aacute; vivida e sentida.&rdquo; <\/p>\n<p>Apesar de ser uma viv&ecirc;ncia carregada de afetos, a maternidade tamb&eacute;m imp&otilde;e desafios. Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), uma em cada cinco mulheres enfrentar&aacute;, ao longo da vida, algum transtorno mental. Para m&atilde;es solo, essa estat&iacute;stica pode ser ainda mais preocupante. <\/p>\n<p>&ldquo;A mulher que assume sozinha a cria&ccedil;&atilde;o dos filhos carrega uma carga imensa. Educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, decis&otilde;es do dia a dia, finan&ccedil;as &mdash; tudo recai sobre ela. Essa sobrecarga emocional e pr&aacute;tica pode desencadear um estado de vulnerabilidade, especialmente quando n&atilde;o h&aacute; uma rede de apoio que a acolha&rdquo;, observa a psic&oacute;loga. Ainda segundo ela, a idealiza&ccedil;&atilde;o da figura materna como algu&eacute;m incans&aacute;vel e sempre disposta refor&ccedil;a um ciclo de exig&ecirc;ncia e culpa, prejudicando a sa&uacute;de mental da mulher. <\/p>\n<p>Outro tabu que persiste &eacute; o da aus&ecirc;ncia de v&iacute;nculo imediato entre m&atilde;e e filho ap&oacute;s o nascimento. A ideia de que o amor materno surge de forma instant&acirc;nea pode provocar ang&uacute;stia em mulheres que n&atilde;o sentem essa liga&ccedil;&atilde;o logo ap&oacute;s o parto. <\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; muito mais comum do que se pensa&rdquo;, afirma Val&eacute;ria. &ldquo;O puerp&eacute;rio &eacute; um per&iacute;odo de grandes transforma&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, hormonais e emocionais. &Agrave;s vezes, o corpo e a mente precisam de tempo para se reorganizar. E isso n&atilde;o faz de ningu&eacute;m uma m&atilde;e menos capaz.&rdquo; Ela orienta que o mais importante &eacute; n&atilde;o se culpar e buscar apoio. Pequenos gestos cotidianos ajudam a fortalecer o v&iacute;nculo com o beb&ecirc;, e, se necess&aacute;rio, conversar com um profissional pode ser um passo fundamental para viver esse momento com mais leveza. <\/p>\n<p>Para Val&eacute;ria, compreender que m&atilde;es s&atilde;o humanas, com limites, medos e desejos, &eacute; essencial para desfazer a idealiza&ccedil;&atilde;o que, muitas vezes, pesa sobre seus ombros: &ldquo;Que lembran&ccedil;a voc&ecirc; guarda da sua m&atilde;e? E que lembran&ccedil;a gostaria que seu filho tivesse de voc&ecirc;? Talvez essa seja a pergunta mais potente para ressignificar esse papel t&atilde;o profundo que &eacute; o de ser m&atilde;e.&rdquo; <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dia das M&atilde;es costuma despertar emo&ccedil;&otilde;es diversas e mem&oacute;rias afetivas profundas. 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