{"id":420291,"date":"2025-04-30T19:07:55","date_gmt":"2025-04-30T19:07:55","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=420291"},"modified":"2025-04-30T20:46:29","modified_gmt":"2025-04-30T20:46:29","slug":"estudo-internacional-coordenado-pela-unifesp-indica-que-consumo-de-alimentos-ultraprocessados-esta-associado-a-milhares-de-mortes-prematuras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/04\/estudo-internacional-coordenado-pela-unifesp-indica-que-consumo-de-alimentos-ultraprocessados-esta-associado-a-milhares-de-mortes-prematuras\/","title":{"rendered":"Estudo internacional coordenado pela Unifesp indica que consumo de alimentos ultraprocessados est\u00e1 associado a milhares de mortes prematuras"},"content":{"rendered":"<p><em>O levantamento mostra que reduzir o consumo desses produtos poderia evitar at&eacute; 14% das mortes prematuras em algumas na&ccedil;&otilde;es<\/em><\/p>\n<p>Um estudo internacional in&eacute;dito, com coordena&ccedil;&atilde;o de Leandro Rezende, docente do Departamento de Medicina Preventiva e do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (EPM\/Unifesp) &ndash; Campus <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>, revelou que o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados est&aacute; associado a milhares de mortes prematuras (entre 30 e 69 anos) por causas evit&aacute;veis em oito pa&iacute;ses de diferentes n&iacute;veis de desenvolvimento. A pesquisa, publicada na <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.amepre.2025.02.018\">American Journal of Preventive Medicine<\/a>, &eacute; a primeira a estimar o impacto da alimenta&ccedil;&atilde;o baseada em ultraprocessados na mortalidade geral, comparando pa&iacute;ses com n&iacute;veis diversos de consumo desse tipo de produto.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Os alimentos ultraprocessados &ndash; como refrigerantes, salgadinhos, embutidos, biscoitos recheados e refei&ccedil;&otilde;es prontas &ndash; representam uma fatia crescente da dieta mundial. Caracterizam-se por serem formula&ccedil;&otilde;es industriais altamente palat&aacute;veis, com pouca ou nenhuma presen&ccedil;a de ingredientes <em>in natura<\/em>, alto teor cal&oacute;rico, a&ccedil;&uacute;cares, gorduras e aditivos artificiais. Segundo o artigo, esses produtos j&aacute; correspondem a mais da metade das calorias di&aacute;rias consumidas em pa&iacute;ses como Estados Unidos e Reino Unido.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Utilizando dados de 239 mil pessoas provenientes de estudos de corte prospectivos e pesquisas nacionais de alimenta&ccedil;&atilde;o, os pesquisadores constataram que cada aumento de 10% na participa&ccedil;&atilde;o de ultraprocessados na dieta est&aacute; associado a um incremento de 3% no risco de mortalidade por todas as causas. Com base nessa rela&ccedil;&atilde;o, o grupo calculou a fra&ccedil;&atilde;o de mortes que poderia ser evitada com a redu&ccedil;&atilde;o do consumo de ultraprocessados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Os resultados mostram que os impactos variam conforme o pa&iacute;s. Na Col&ocirc;mbia, pa&iacute;s com menor consumo de ultraprocessados (15% do total de calorias),&nbsp; estima-se que 4% das mortes prematuras poderiam ser evitadas. J&aacute; nos Estados Unidos e Reino Unido, onde o consumo supera 50% das calorias di&aacute;rias, o estudo aponta para uma propor&ccedil;&atilde;o de 14% de mortes prematuras atribu&iacute;veis.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Desigualdade alimentar e risco acumulado<\/strong><\/p>\n<p>Para o professor Leandro Rezende, um dos autores da pesquisa, os resultados refor&ccedil;am a urg&ecirc;ncia de repensar os sistemas alimentares globais. &ldquo;A base da alimenta&ccedil;&atilde;o deve ser composta por alimentos frescos ou minimamente processados, como aqueles que encontramos nas feiras ou preparamos em casa. Quando a maior parte da dieta &eacute; composta por ultraprocessados, acumulamos riscos de doen&ccedil;as e, agora sabemos, tamb&eacute;m de morte precoce&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ele acrescenta que o estudo amplia a vis&atilde;o tradicional focada em nutrientes isolados, como a&ccedil;&uacute;cares ou gorduras. &ldquo;Nosso estudo leva em conta padr&otilde;es alimentares e o grau de processamento dos alimentos, o que permite capturar de forma mais abrangente os efeitos da dieta na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e recomenda&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>Os autores defendem que a redu&ccedil;&atilde;o do consumo de ultraprocessados deve ser tratada como uma prioridade de sa&uacute;de p&uacute;blica e incorporada &agrave;s diretrizes alimentares nacionais. Entre as medidas sugeridas, est&atilde;o:<\/p>\n<ul>\n<li>Incentivos ao consumo de alimentos <em>in natura<\/em>;<\/li>\n<li>Taxa&ccedil;&atilde;o de ultraprocessados e bebidas ado&ccedil;adas;<\/li>\n<li>Rotulagem nutricional clara;<\/li>\n<li>Regula&ccedil;&atilde;o da publicidade, especialmente voltada ao p&uacute;blico infantil;<\/li>\n<li>Promo&ccedil;&atilde;o de ambientes alimentares saud&aacute;veis em escolas e locais de trabalho.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A pesquisa tamb&eacute;m destaca o papel da educa&ccedil;&atilde;o e da soberania alimentar, especialmente em pa&iacute;ses de baixa e m&eacute;dia renda, onde h&aacute; uma transi&ccedil;&atilde;o acelerada de dietas tradicionais para padr&otilde;es alimentares baseados em produtos ultraprocessados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O levantamento mostra que reduzir o consumo desses produtos poderia evitar at&eacute; 14% das mortes prematuras&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":420290,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,7],"tags":[15371,1731,35857],"class_list":["post-420291","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-sde","tag-alimentacao","tag-saude","tag-ultraprocessados","wpcat-21201-id","wpcat-7-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420291","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=420291"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420291\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/420290"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=420291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=420291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=420291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}