{"id":419827,"date":"2025-04-23T14:54:02","date_gmt":"2025-04-23T14:54:02","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=419827"},"modified":"2025-04-23T17:24:37","modified_gmt":"2025-04-23T17:24:37","slug":"como-a-violencia-contra-a-mulher-e-tratada-de-formas-opostas-por-boomers-millennials-e-geracao-z","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/04\/como-a-violencia-contra-a-mulher-e-tratada-de-formas-opostas-por-boomers-millennials-e-geracao-z\/","title":{"rendered":"Como a viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 tratada de formas opostas por boomers, millennials e gera\u00e7\u00e3o Z"},"content":{"rendered":"<p>&ldquo;N&atilde;o se combate a viol&ecirc;ncia com um &uacute;nico modelo de enfrentamento. Cada gera&ccedil;&atilde;o exige uma abordagem diferente&rdquo; &mdash; Davi Gebara<br>\nA viol&ecirc;ncia contra a mulher n&atilde;o escolhe idade, classe social nem gera&ccedil;&atilde;o. No entanto, as formas como boomers, millennials e integrantes da gera&ccedil;&atilde;o Z encaram esse problema revelam diferen&ccedil;as &mdash; e essas diferen&ccedil;as, muitas vezes, s&atilde;o decisivas para o enfrentamento do abuso. Do silenciamento em ambientes familiares &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o nas redes sociais, o cen&aacute;rio da viol&ecirc;ncia evolui, e com ele, tamb&eacute;m a forma como &eacute; percebido e combatido.<br>\nA gera&ccedil;&atilde;o Z, composta por jovens nascidos a partir de 1995, cresceu em meio &agrave; internet e &agrave;s redes sociais e, com isso, se depara com viol&ecirc;ncias que v&atilde;o al&eacute;m do f&iacute;sico ou psicol&oacute;gico. Vazamento de imagens &iacute;ntimas sem consentimento, deepfakes com conte&uacute;do sexual e persegui&ccedil;&otilde;es virtuais s&atilde;o algumas das agress&otilde;es que afetam, em especial, meninas e mulheres jovens. Para o advogado criminalista Davi Gebara, essa gera&ccedil;&atilde;o est&aacute; mais preparada para romper o sil&ecirc;ncio, mesmo que por meio digital. &ldquo;Elas denunciam, compartilham, se articulam &mdash; mas tamb&eacute;m enfrentam novas formas de viol&ecirc;ncia que exigem respostas atualizadas&rdquo;, explica.<br>\nJ&aacute; os millennials, adultos entre 30 e 40 e poucos anos, vivem uma esp&eacute;cie de transi&ccedil;&atilde;o. Embora tenham sido criados em contextos onde o machismo ainda era pouco questionado, muitos hoje repensam rela&ccedil;&otilde;es e padr&otilde;es herdados. Ainda assim, enfrentam obst&aacute;culos. H&aacute; quem hesite em reconhecer situa&ccedil;&otilde;es abusivas, principalmente quando envolvem pessoas pr&oacute;ximas. Davi aponta que o medo do julgamento, o peso do estigma e a press&atilde;o social ainda s&atilde;o barreiras fortes nessa faixa et&aacute;ria.<br>\nEntre os boomers, a viol&ecirc;ncia contra a mulher muitas vezes permanece camuflada sob o v&eacute;u da &ldquo;vida privada&rdquo;. Mulheres dessa gera&ccedil;&atilde;o, hoje com 60 anos ou mais, cresceram em lares onde a submiss&atilde;o era ensinada como virtude. Casamentos longos, muitas vezes marcados por ciclos de viol&ecirc;ncia silenciosa, tornam mais dif&iacute;cil o rompimento com a situa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Atendo muitas mulheres que permanecem anos em relacionamentos abusivos, n&atilde;o por falta de coragem, mas porque dependem financeiramente do agressor ou t&ecirc;m medo de ficar sozinhas. &Eacute; uma pris&atilde;o silenciosa, muitas vezes refor&ccedil;ada pela pr&oacute;pria fam&iacute;lia e pela sociedade&rdquo;, afirma Davi.<br>\nPara ele, compreender esse recorte geracional &eacute; essencial para aprimorar tanto a atua&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica quanto as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da mulher. &ldquo;Uma jovem de 19 anos v&iacute;tima de exposi&ccedil;&atilde;o online precisa de um tipo de acolhimento muito diferente de uma mulher de 50 anos presa h&aacute; d&eacute;cadas em um ciclo de viol&ecirc;ncia&rdquo;, pontua.<br>\nO desafio, segundo o advogado, est&aacute; em acompanhar a transforma&ccedil;&atilde;o das din&acirc;micas sociais sem perder de vista a complexidade de cada realidade. &Eacute; preciso ouvir, acolher e atuar de maneira personalizada, porque, apesar de a viol&ecirc;ncia ser a mesma em sua ess&ecirc;ncia, o contexto de quem sofre muda tudo. Para saber mais sobre o trabalho de Davi Gebara, acesse o perfil dele no Instagram: @davigebaraadvogado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;N&atilde;o se combate a viol&ecirc;ncia com um &uacute;nico modelo de enfrentamento. 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