{"id":419157,"date":"2025-03-28T12:48:45","date_gmt":"2025-03-28T12:48:45","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/?p=419157"},"modified":"2025-03-28T18:11:15","modified_gmt":"2025-03-28T18:11:15","slug":"opiniao-brasil-as-razoes-de-um-fracasso-anunciado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2025\/03\/opiniao-brasil-as-razoes-de-um-fracasso-anunciado\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o &#8211; Brasil, as raz\u00f5es de um fracasso anunciado"},"content":{"rendered":"<p><i>Samuel Hanan*<\/i><\/p>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Recentemente, fui entrevistado, sobre, dentre outros assuntos, as raz&otilde;es de a popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua no Brasil ter aumentado mais de 25% entre 2023 e 2024, apesar da promessa do governo de investir no social. A resposta est&aacute; na incapacidade de o governo combater as desigualdades sociais, da mesma forma que n&atilde;o consegue reduzir as desigualdades regionais e raciais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As raz&otilde;es desse fracasso s&atilde;o, basicamente, econ&ocirc;micos, paradoxalmente &agrave; posi&ccedil;&atilde;o &ndash; oitavo lugar &ndash; no ranking das maiores economias do mundo. O Brasil jamais ter&aacute; sucesso duradouro nas pol&iacute;ticas de combate &agrave;s desigualdades sem, antes de mais nada, cuidar com seriedade das quest&otilde;es econ&ocirc;micas internas, a come&ccedil;ar pelo controle dos gastos prim&aacute;rios que reduzem e comprometem a capacidade do governo federal de investir em infraestrutura b&aacute;sica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tomando-se por base os &uacute;ltimos 22 anos, os gastos prim&aacute;rios do governo federal v&ecirc;m aumentando significativamente. Em 2002, correspondiam a 14,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em 2010, esse percentual j&aacute; era de 17% e cinco anos depois, em 2015, passou para 19,5%. Um leve recuo se deu em 2018, quando marcou 19,10%, continuando a cair e, em 2022 foi reduzido a 18%, mas voltou a subir e fechou 2024 em 19,8% do PIB, podendo ultrapassar os 20% agora em 2025. Somente nos dois &uacute;ltimos anos do atual governo a eleva&ccedil;&atilde;o foi de 1,70% do PIB, correspondente a cerca de R$ 190 a R$ 200 bilh&otilde;es\/ano.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A d&iacute;vida p&uacute;blica tamb&eacute;m n&atilde;o para de crescer. Era de 7,10 bilh&otilde;es em 2022 (o correspondente a 71,7% do PIB), saltou para R$ 8,10 bilh&otilde;es em 2023 (74,4% do PIB) e em 2024 fechou em R$ 9,12 bilh&otilde;es, ou 77,3% do PIB. Um aumento de 5,6 pontos percentuais em apenas dois anos! O resultado &eacute; catastr&oacute;fico para os cofres p&uacute;blicos porque apenas em juros o Brasil tem de pagar de R$ 1,0 a R$ 1,1 trilh&atilde;o por ano, valor que equivale a 28% a 29% do total da arrecada&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria do pa&iacute;s.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outros n&uacute;meros oficiais comprovam os p&eacute;ssimos resultados nacionais, como por exemplo o d&eacute;ficit em transa&ccedil;&otilde;es correntes, que chegou a US$ 24,5 bilh&otilde;es em 2023 e mais que dobrou em 2024, quando atingiu US$ 56,4 bilh&otilde;es (2,66% do PIB).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O resultado prim&aacute;rio do governo tamb&eacute;m despencou. Os R$ 54,9 bilh&otilde;es em 2022 representaram super&aacute;vit correspondente a 0,60% do PIB, mas os resultados foram negativos em 2023 (- R$ 264,5 bi, ou 2,4% do PIB) e novamente em 2024 (-R$ 243,6 bi, ou 2,1% do PIB).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pior ainda foi o resultado p&uacute;blico nominal, que dobrou em apenas dois anos. De R$ 448 bilh&otilde;es em 2022 (4,5% do PIB), subiu para R$ 996 bilh&otilde;es em 2023 (8,9% do PIB) e atingiu R$ 1,12 trilh&otilde;es em 2024 (9,7% do PIB).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; por acaso que o Brasil vem perdendo express&atilde;o mundial quando se trata de PIB. Em 1980, o PIB brasileiro representava 4,30% do PIB mundial e, ap&oacute;s seguidas quedas, hoje representa apenas 1,98% do PIB mundial.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os investimentos p&uacute;blicos em infraestrutura &ndash; que contribuem para garantir empregos e melhor qualidade de vida &agrave; popula&ccedil;&atilde;o &ndash; tamb&eacute;m v&ecirc;m caindo nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Em 1980 foram investidos nesse segmento 5,0% do PIB e em 2023 essa rela&ccedil;&atilde;o foi de apenas 2,1%, sendo 0,30% pela Uni&atilde;o, 0,90% pelos estados e 1,0% pelos munic&iacute;pios. O investimento da Uni&atilde;o, portanto, &eacute; praticamente nulo, apesar das despesas or&ccedil;ament&aacute;rias totalizarem R$ 5,5 trilh&otilde;es, quase a metade (47%) do PIB.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>D&eacute;ficit virou palavra corriqueira nas contas p&uacute;blicas nacionais. Nas transa&ccedil;&otilde;es correntes, o d&eacute;ficit saltou de US$ 24,5 bilh&otilde;es em 2023 para US$ 56,40 bilh&otilde;es em 2024, correspondente a 2,66% do PIB. As estatais tamb&eacute;m apresentaram resultados negativos nos &uacute;ltimos dois anos. Em 2023, o d&eacute;ficit foi de R$ 4,45 bilh&otilde;es, subindo para R$ 6,04 bilh&otilde;es em 2024. O rombo, no ano passado, correspondeu a 0,05% do PIB.&nbsp; Mais significativo ainda &eacute; o d&eacute;ficit que se acumula na Previd&ecirc;ncia Social (Regime Geral da Previd&ecirc;ncia Social somado ao regime pr&oacute;prio dos servidores da Uni&atilde;o), embora tenha registrado queda nos &uacute;ltimos dois anos. Em 2022 foi de R$ 428,2 bilh&otilde;es (4,32% do PIB), caiu para R$ 371,5 bilh&otilde;es em 2023 e em 2024 foi levemente inferior, de R$ 366,4 bilh&otilde;es (ou 3,16% do PIB).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ignorando a necessidade de cortar despesas para equilibrar as contas, o governo vem aumentando seguidamente os gastos tribut&aacute;rios da Uni&atilde;o. As ren&uacute;ncias fiscais que corresponderam a 1,47% do PIB em 2001, subiram mais de 100% em menos de 10 anos e em 2010 j&aacute; representavam 3,60% do PIB. Essa propor&ccedil;&atilde;o cresceu para 4,33% em 2015 e para 4,80% em 2023. A estimativa &eacute; que, consolidados os n&uacute;meros de 2024, atinja 5,20% do PIB, algo superior a R$ 600 bilh&otilde;es\/ano.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O cen&aacute;rio &eacute; agravado pela crescente taxa de juros. Depois de cair 1,25 ponto percentual de dezembro de 2023, quando a taxa Selic era de 11,75% ao ano, para 10,50% a.a. em maio de 2024, voltou a subir 1,75 ponto percentual em dezembro de 2024, quando fechou em 12,25%, e o pr&oacute;prio Banco Central, j&aacute; sob nova presid&ecirc;ncia, elevou para 13,25% e sinaliza, para a pr&oacute;xima reuniao do COPOM, aumento de 1,00 ponto percentual, elevando a Selic para at&eacute; 14,25%. Isso implica dizer que a taxa de juros j&aacute; equivale a mais de 2,5 vezes (2,74) a taxa da infla&ccedil;&atilde;o interna, com reflexos muito negativos. Basta observar que cada 1 ponto percentual de acr&eacute;scimo na Selic implica em pagamento de juros adicionais de R$ 91 bilh&otilde;es por ano (quase R$ 8 bilh&otilde;es por m&ecirc;s).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O controle da infla&ccedil;&atilde;o &eacute; outro fator preocupante porque o governo n&atilde;o consegue cumprir o teto da meta de 4,50% ao ano. Ficou em 4,88% em 2023 e 4,83% em 2024, minando a credibilidade da equipe econ&ocirc;mica e impactando diretamente os pre&ccedil;os dos alimentos, que em algumas capitais j&aacute; registram 10% de aumento, prejudicando novamente os mais pobres e menos favorecidos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A reforma tribut&aacute;ria, alardeada como uma grande conquista, teve muita comemora&ccedil;&atilde;o e pouco m&eacute;rito. Corrigiu algumas distor&ccedil;&otilde;es importantes, por&eacute;m &eacute; preciso lembrar que o Brasil ter&aacute; a maior al&iacute;quota do mundo de IBS-CBS (Imposto sobre Bens e Servi&ccedil;os&nbsp; e Contribui&ccedil;&atilde;o sobre Bens e Servi&ccedil;os), da ordem de 28% a 28,5%. Nenhum motivo para se orgulhar disso, por &oacute;bvio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Da mesma forma, &eacute; modesto o Plano de Corte de Gastos da Uni&atilde;o, que pretende economizar de R$ 68 a R$ 70 bilh&otilde;es em dois anos (2025 e 2026), notadamente diante do aumento de R$ 142 bilh&otilde;es em despesas prim&aacute;rias no &uacute;ltimo bi&ecirc;nio e mais R$ 46 bilh&otilde;es previstos para 2025 e 2026. Com tudo isso, somada a necessidade de se pagar juros adicionais de R$ 113 bilh&otilde;es\/ano em raz&atilde;o do aumento da Selic e da enorme d&iacute;vida nacional, &eacute; muito dif&iacute;cil esperar otimismo do povo brasileiro.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda mais desanimador &eacute; constatar que a altera&ccedil;&atilde;o da f&oacute;rmula de c&aacute;lculo do reajuste anual do sal&aacute;rio-m&iacute;nimo ser&aacute; muito prejudicial ao trabalhador e a mais de 70% dos aposentados do RGPS. O reajuste do sal&aacute;rio-m&iacute;nimo passa a ser calculado pela corre&ccedil;&atilde;o anual da varia&ccedil;&atilde;o do IPCA (ano anterior) acrescida do aumento real m&iacute;nimo de 0,6% at&eacute; o limite de 2,50%, tudo dependendo de o governo cumprir ou n&atilde;o a meta estabelecida para o crescimento real da receita prim&aacute;ria da Uni&atilde;o. Cumprida a meta, o aumento real ser&aacute; igual a 70% da varia&ccedil;&atilde;o real da receita prim&aacute;ria. J&aacute; em caso de descumprimento da meta do arcabou&ccedil;o fiscal, o reajuste real ser&aacute; equivalente a 50% da varia&ccedil;&atilde;o real da receita prim&aacute;ria, porem com teto de 2,5%. E os n&uacute;meros dos &uacute;ltimos anos mostram que o descumprimento de metas tem sido uma constante no atual governo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com a nova f&oacute;rmula antiga, o trabalhador que ganha sal&aacute;rio m&iacute;nimo receberia R$ 9,50 a mais do que recebe agora. Dinheiro suficiente para comprar um quilo de feij&atilde;o. Como o Brasil tem 27 milh&otilde;es de aposentados ou pensionistas, 5 milh&otilde;es de benefici&aacute;rios do Benef&iacute;cio de Presta&ccedil;&atilde;o Continuada (BPC) e outros 15 milh&otilde;es de trabalhadores (80% da popula&ccedil;&atilde;o dos estados de Alagoas, Amazonas, Maranh&atilde;o e Para&iacute;ba) que recebem 1 sal&aacute;rio-m&iacute;nimo por m&ecirc;s, o governo deixar&aacute; de pagar R$ 15,36 bilh&otilde;es por ano a essa parcela humilde da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em outras palavras, o Brasil est&aacute; fazendo economia tirando renda dos mais pobres, enquanto permanecem intoc&aacute;veis os privil&eacute;gios, penduricalhos e vantagens pessoais que engordam substancialmente os holerites dos membros das c&uacute;pulas do Poder Executivo (nao concursados), do Poder Legislativo e do Poder Judici&aacute;rio, enfim, da maioria esmagadora da classe pol&iacute;tica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em vez de mirar a responsabilidade fiscal e de corrigir pol&iacute;ticas equivocadas, o governo se preocupa mais com a comunica&ccedil;&atilde;o, a ponto de al&ccedil;ar um marqueteiro a Ministro da &aacute;rea. O objetivo maior &eacute; preservar a imagem do presidente, j&aacute; pensando na reelei&ccedil;&atilde;o em 2026. Deputados do PT cogitam agora algumas propostas &nbsp;para reverter a impopularidade do governo com vistas &agrave; proxima elei&ccedil;&atilde;o presidencial. Uma das prioridades do partido, por exemplo, &eacute; o fim da escala 6&times;1. A proposta, apresentada em novembro do ano passado, pretende reduzir a jornada de trabalho para 36 horas semanais sem considerar os gigantescos impactos para uma j&aacute; combalida economia.&nbsp; A prioridade &eacute; a reelei&ccedil;&atilde;o a qualquer custo, evidenciando uma vez o mal que faz ao pa&iacute;s viver em campanha permanente durante todo o mandato.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Empobrecimento da popula&ccedil;&atilde;o com baix&iacute;ssima renda m&eacute;dia domiciliar, queda nos &iacute;ndices de qualidade de vida, faveliza&ccedil;&atilde;o das grandes cidades, aumento do n&uacute;mero de moradores em situa&ccedil;&atilde;o de rua, crescimento da viol&ecirc;ncia urbana, tudo &eacute; consequ&ecirc;ncia desse conjunto de a&ccedil;&otilde;es que j&aacute; se provaram incapazes de dar um novo rumo ao pa&iacute;s, apesar das enormes potencialidades da na&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o obstante a arrecada&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria federal seguir batendo recordes. &ldquo;Insanidade &eacute; querer resultados diferentes fazendo tudo exatamente igual&rdquo;, alertou h&aacute; muito tempo o famoso f&iacute;sico Albert Einstein. N&atilde;o &eacute; preciso ser&nbsp; ganhador de um Pr&ecirc;mio Nobel para aprender a li&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>*Samuel Hanan &eacute; engenheiro com especializa&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de macroeconomia, administra&ccedil;&atilde;o de empresas e finan&ccedil;as, empres&aacute;rio, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros &ldquo;Brasil, um pa&iacute;s &agrave; deriva&rdquo; e &ldquo;Caminhos para um pa&iacute;s sem rumo&rdquo;, &ldquo;Brasil, que pais &eacute; esse&rdquo; em coautoria com Dr Ives Gandra e &ldquo;Brasil p&oacute;s Cf\/88&rdquo; (2024).&nbsp; &nbsp;Site: https:\/\/samuelhanan.com.br<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Samuel Hanan* &nbsp; Recentemente, fui entrevistado, sobre, dentre outros assuntos, as raz&otilde;es de a popula&ccedil;&atilde;o em&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":419156,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[11,21201],"tags":[],"class_list":["post-419157","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-destaques","wpcat-11-id","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419157","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=419157"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419157\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/419156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=419157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=419157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=419157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}