{"id":412485,"date":"2024-07-13T17:14:12","date_gmt":"2024-07-13T17:14:12","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=412485"},"modified":"2024-07-13T17:14:12","modified_gmt":"2024-07-13T17:14:12","slug":"seguranca-hidrica-e-alimentar-navegabilidade-dos-rios-e-hidrogenio-realmente-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2024\/07\/seguranca-hidrica-e-alimentar-navegabilidade-dos-rios-e-hidrogenio-realmente-verde\/","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a h\u00eddrica e alimentar, navegabilidade dos rios e hidrog\u00eanio (realmente) verde."},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Novas hidrel&eacute;tricas produzir&atilde;o muito mais do que energia renov&aacute;vel.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Ivo Pugnaloni* <\/i><a href=\"http:\/\/www.enercons.com.br\"><i>www.enercons.com.br<\/i><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos anos de 2011, 2012 e 2013, uma forte seca no Nordeste castigou a economia e a vida da popula&ccedil;&atilde;o de centenas de munic&iacute;pios do Piau&iacute;. Em 90% deles, faltou at&eacute; &aacute;gua pot&aacute;vel, obrigando o governo a decretar &ldquo;emerg&ecirc;ncia&rdquo; em 204 cidades, depois da seca haver causado muito sofrimento e preju&iacute;zos a mais de dois milh&otilde;es de pessoas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Em tr&ecirc;s anos, o gado, a cria&ccedil;&atilde;o e as lavouras foram totalmente comprometidas e os reservat&oacute;rios chegaram quase a secar, como a Barragem de Bocaina, mesmo com seus 54 milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Grande n&uacute;mero de estudos, dentro os quais os de Mead, Clayton, Schell e Haurwitz comprovaram a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o direta entre o ciclo de 11 anos das manchas solares e a hidrologia na Terra, causando entre outros efeitos enchentes e as secas que se sucedem com intervalos quase regulares de 11 a 12 anos, tamb&eacute;m influenciadas &eacute; claro, por fatores locais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O mais impressionante, por&eacute;m, nesse caso n&atilde;o s&atilde;o os fatos da natureza, que s&atilde;o previs&iacute;veis, mas o comportamento imprevis&iacute;vel e insensato das sociedades humanas frente a esses dois extremos de secas e enchentes, pois apesar de previs&iacute;veis, esses eventos s&atilde;o esquecidos de forma extremamente r&aacute;pida, pois quase todos parecemos preferir arriscar a prevenir.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O mandato do governador do estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite &eacute; um recente exemplo disso, ao n&atilde;o ter tomado nenhuma provid&ecirc;ncia quanto &agrave; seguran&ccedil;a h&iacute;drica dos territ&oacute;rios sob sua administra&ccedil;&atilde;o, apesar de alertado h&aacute; anos por cientistas e t&eacute;cnicos de reconhecida experi&ecirc;ncia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Afinal, &ldquo;para qu&ecirc; gastar dinheiro para evitar uma seca ou uma enchente que n&atilde;o est&aacute; acontecendo agora?&rdquo;, parece ser a regra mais seguida no Brasil.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Tornou-se comum que eleitores e administradores esque&ccedil;amos que obras de engenharia levam mais de 10 anos para serem projetadas, licenciadas e constru&iacute;das. Mas geralmente elas funcionam bem, resolvem grandes problemas e duram d&eacute;cadas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>A CITER, a corda e o dilema do hidrog&ecirc;nio realmente verde&nbsp;<\/b><\/p>\n<p>O F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial de Davos, <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mme\/pt-br\/assuntos\/noticias\/primeiro-das-americas-brasil-ganha-destaque-em-ranking-mundial-sobre-transicao-energetica#:~:text=Segundo%20o%20documento%2C%20o%20pa%C3%ADs,as%20na%C3%A7%C3%B5es%20participantes%20do%20G20.\">apontou o Brasil na 12&ordf;<\/a> posi&ccedil;&atilde;o mundial no &Iacute;ndice de Transi&ccedil;&atilde;o Energ&eacute;tica (ETI). Nas Am&eacute;ricas, somos os primeiros colocados. E somos o terceiro entre os pa&iacute;ses do G20. Pesaram na escolha o compromisso do Brasil com a energia hidrel&eacute;trica, a energias solar, e&oacute;lica e os biocombust&iacute;veis, que estimularam os investimentos em infraestrutura sustent&aacute;vel.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Convidado para participar de um debate em Teresina, no Painel de Di&aacute;logo &ldquo;Desafios Ambientais&nbsp; e Sustentabilidade&rdquo; da <a href=\"https:\/\/www.citer.com.br\/palestrantes\/\">Confer&ecirc;ncia Internacional de Tecnologias em Energias Renov&aacute;veis<\/a> promovida pelo Governo do Estado, o PNUD e o ICIMA, lembrei que o Piau&iacute; havia assumido recentemente n&atilde;o apenas o terceiro lugar capacidade instalada de energia solar, mas tamb&eacute;m da energia e&oacute;lica no Brasil.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Uma vez que o convite destacava apenas energia solar e e&oacute;lica, e o hidrog&ecirc;nio a ser gerado por elas, meus bot&otilde;es tentaram me avisar: &ldquo;Ivo, voc&ecirc; foi convidado para debater sobre usinas hidrel&eacute;tricas sustent&aacute;veis. Isso ser&aacute; como conversar sobre a fabrica&ccedil;&atilde;o de corda em casa de enforcado. Lembre-se que o Piau&iacute; s&oacute; tem uma &uacute;nica usina hidrel&eacute;trica, a UHE Boa Esperan&ccedil;a, que desde 1968, produz 97% das necessidades do estado&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Supus tamb&eacute;m que a proposta do Piau&iacute; fosse apenas gerar hidrog&ecirc;nio usando fontes renov&aacute;veis para vender o g&aacute;s como &ldquo;comoditie&rdquo; barata para a ind&uacute;stria sider&uacute;rgica e de fertilizantes na Europa, num mercado altamente disputado por vendedores, pois &eacute; reduzid&iacute;ssimo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Desobedecendo aos conselhos que me davam meus bot&otilde;es, ao agradecer o convite ao governador Rafael Fonteles, na abertura do evento, fui surpreendido pelo seu abra&ccedil;o e pela sua risada franca ao contar-lhe a hist&oacute;ria da corda e do enforcado, frente &agrave; qual, exclamou: &ldquo;Mas as hidrel&eacute;tricas tamb&eacute;m t&ecirc;m um papel muito importante por serem fontes permanentes e armazenar &aacute;gua&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Meu &acirc;nimo melhorou ainda mais quando, na palestra magna que se seguiu, soube que a <b>Investe Piau&iacute;<\/b>, empresa de economia mista destinada a criar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de desenvolvimento econ&ocirc;mico regional, quer muito mais do que simplesmente fazer do estado um mero fornecedor do &ldquo;hidrog&ecirc;nio verde&rdquo;. Mas sim fomentar pesquisa cient&iacute;fica de novos processos industriais de forma a ampliar o mercado consumidor desse g&aacute;s, restrito hoje &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;o e fertilizante.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nos tr&ecirc;s dias da CITER, foram mais de 45 debates com especialistas e empres&aacute;rios das maiores economias do mundo, entre as quais a SPIC, empresa sino-australiana e uma das cinco maiores geradoras de energia renov&aacute;vel do mundo, que inaugurou a usina fotovoltaica de Marangatu com 738 MW e que &eacute; propriet&aacute;ria da usina hidrel&eacute;trica de S&atilde;o Sim&atilde;o com 1.710 MW, sucedendo &agrave; CEMIG na concess&atilde;o que a empresa mineira perdeu em um Leil&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><b>Vamos produzir hidrog&ecirc;nio &ldquo;verde&rdquo; com at&eacute; 48% de termoel&eacute;tricas f&oacute;sseis na matriz?<\/b><\/p>\n<p>A Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia Renov&aacute;vel (IRENA): define hidrog&ecirc;nio verde como aquele produzido a partir da eletr&oacute;lise da &aacute;gua usando eletricidade exclusivamente de fontes renov&aacute;veis.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Mas n&atilde;o existe uma entidade que, por meio de um acordo internacional, tenha definido o que &eacute; hidrog&ecirc;nio verde de forma universalmente aceita.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A Uni&atilde;o Europeia pretende incluir na regulamenta&ccedil;&atilde;o internacional do hidrog&ecirc;nio verde tamb&eacute;m a produ&ccedil;&atilde;o do g&aacute;s a partir de energia termel&eacute;trica alimentada por metano, ou seja de uma fonte de energia n&atilde;o renov&aacute;vel. Embora o metano emita a metade de CO2 do que o carv&atilde;o linhita (0,6 kg equivalente de CO2 \/kWh), a energia el&eacute;trica por ele gerada n&atilde;o seria renov&aacute;vel, mesmo que exista na proposta da UE a previs&atilde;o de sistemas para captura e armazenamento das emiss&otilde;es de carbono. Al&eacute;m disso esses sistemas certamente encarecer&atilde;o o combust&iacute;vel.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>J&aacute; o Minist&eacute;rio de Minas e Energia do Brasil est&aacute; propondo uma classifica&ccedil;&atilde;o similar &agrave; da IRENA, com &ecirc;nfase na baixa emiss&atilde;o de carbono durante todo o ciclo de vida do hidrog&ecirc;nio, pois sabe que sem carbono para &ldquo;sujar&rdquo; a fonte de energia usada, o pre&ccedil;o do hidrog&ecirc;nio produzido no Brasil, seria provavelmente mais lucrativo do que o produzido na R&uacute;ssia, nos EUA e na Arabia Saudita por exemplo onde ser&aacute; produzido com energia termel&eacute;trica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ent&atilde;o, percebe-se que ainda h&aacute; muita coisa a ser estabelecida internacionalmente, e que um acordo sobre o que seja hidrog&ecirc;nio verde poder&aacute; n&atilde;o ser exatamente como pensamos, se continuarmos prevendo sempre a ocorr&ecirc;ncia das melhores hip&oacute;teses.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para conhecer melhor o que esteve em jogo na CITER &eacute; preciso entender um pouco mais sobre alguns conceitos na produ&ccedil;&atilde;o de hidrog&ecirc;nio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Primeiro, que o maior custo na sua produ&ccedil;&atilde;o &eacute; o custo da energia el&eacute;trica. Ou seja: o hidrog&ecirc;nio cinza, verde, azul ou incolor n&atilde;o &eacute; uma fonte de energia em si, como muitos pensam, mas um g&aacute;s altamente combust&iacute;vel, com poder calor&iacute;fico tr&ecirc;s vezes maior do que metano e que precisa de energia el&eacute;trica para ser produzido.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo, que seu custo vai depender, portanto, de quais fontes que s&atilde;o utilizadas para sua produ&ccedil;&atilde;o. E dos custos socioambientais que cada uma dessas fontes provoca. Por exemplo, custos com&nbsp; tratamento e medicamentos para doen&ccedil;as respirat&oacute;rias, card&iacute;acas, dias de trabalho perdidos, equipamentos para capturar emiss&otilde;es, etc.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sobre as fontes, &eacute; muito importante saber que elas podem classificadas como intermitentes ou permanentes. As primeiras s&atilde;o as que n&atilde;o podemos controlar, tais como o sol e o vento. J&aacute; as permanentes s&atilde;o aquelas que conseguimos controlar, como as hidrel&eacute;tricas e as termoel&eacute;tricas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Dentre as duas permanentes a mais cara &eacute; a termoel&eacute;trica, j&aacute; que 1 kWh dessa fonte custa de 5 a 10 vezes mais caro do que 1 kWh de energia hidrel&eacute;trica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Por isso, se quisermos usar energia solar para produzir hidrog&ecirc;nio durante as 8 horas de sol dispon&iacute;veis na natureza, vamos precisar de uma fonte permanente para as outras 16 horas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>E s&oacute; existem duas escolhas poss&iacute;veis: t&eacute;rmicas f&oacute;sseis ou hidrel&eacute;tricas. Se n&atilde;o escolher nenhuma das duas, &agrave; noite, nos dias nublados e chuvosos a nossa f&aacute;brica de hidrog&ecirc;nio (do Piau&iacute; ou de qualquer lugar do mundo) vai ter que parar. E n&atilde;o vai conseguir pagar os juros que correm de dia, de noite e de madrugada.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Se fizermos a primeira escolha, optando pelas usinas hidrel&eacute;tricas do Parna&iacute;ba, a popula&ccedil;&atilde;o ter&aacute; a vantagem de tamb&eacute;m servir para recarregar as grandes reservas subterr&acirc;neas de &aacute;gua do Piau&iacute; no Urucuia e no Poti, fazer irriga&ccedil;&atilde;o como no <a href=\"https:\/\/ppi.gov.br\/projetos\/tabuleiros-litoraneos-pi\/\">Projeto P&uacute;blico de Irriga&ccedil;&atilde;o Tabuleiros Litor&acirc;neos<\/a>, usar para piscicultura, para fruticultura, servir para a conten&ccedil;&atilde;o de enchentes, combater a seca e regularizar o n&iacute;vel das &aacute;guas, contribuindo assim para a seguran&ccedil;a h&iacute;drica do estado e sua popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><a href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724.webp\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" class=\"alignright size-large wp-image-412486\" fifu-data-src=\"https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724-777x484.webp?ssl=1\" alt=\"\" width=\"777\" height=\"484\"\/><\/a><\/p>\n<p><i>Tabuleiros litor&acirc;neos de irriga&ccedil;&atilde;o em Parna&iacute;ba, Piau&iacute;<\/i><\/p>\n<p>Al&eacute;m disso elas permitir&atilde;o por meio de eclusas a navega&ccedil;&atilde;o fluvial por hidrovias, a recrea&ccedil;&atilde;o, o turismo e o lazer. Inclusive com praias artificiais e col&ocirc;nias de f&eacute;rias.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A segunda escolha seria equivalente a preferirmos n&atilde;o pensar em quem ir&aacute; gerar &agrave; noite a energia necess&aacute;ria para produzir hidrog&ecirc;nio. E fazer como fazemos sempre com a seguran&ccedil;a h&iacute;drica: a esquecer&iacute;amos at&eacute; a pr&oacute;xima seca.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na pr&aacute;tica isso seria escolher usar t&eacute;rmicas que j&aacute; existem conectadas ao sistema interligado nacional, poluindo a nossa matriz, pois as hidrel&eacute;tricas n&atilde;o s&atilde;o constru&iacute;das h&aacute; mais de 15 anos, gra&ccedil;as &agrave; estranha mania de as &ldquo;demonizarmos&rdquo; seguindo as orienta&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas de profissionais que atuam em novelas, s&eacute;ries e programas humor&iacute;sticos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Assim agindo, iriamos na contram&atilde;o dos compromissos do Brasil com o meio ambiente. Usar&iacute;amos termoel&eacute;tricas durante as 16 horas da noite e da madrugada, e solar durante parte do dia, pois de manh&atilde; e &agrave; tarde a gera&ccedil;&atilde;o solar cresce e decresce com a inclina&ccedil;&atilde;o do sol.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O resultado dessa escolha infeliz, seria que no Piau&iacute; e no Brasil n&atilde;o produzir&iacute;amos hidrog&ecirc;nio que pudesse ser chamado de &ldquo;verde&rdquo; no mercado mundial.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><a href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a.webp\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" class=\"alignright size-large wp-image-412487\" fifu-data-src=\"https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724a-777x410.webp?ssl=1\" alt=\"\" width=\"777\" height=\"410\"\/><\/a><\/p>\n<p>Pelo menos enquanto o g&aacute;s natural n&atilde;o fosse inclu&iacute;do como sendo algo &ldquo;verde&rdquo; nas normas e acordos internacionais, como quer a Uni&atilde;o Europeia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fato &eacute; que gra&ccedil;as &agrave; nossa pol&iacute;tica energ&eacute;tica nos &uacute;ltimos anos, as termel&eacute;tricas a carv&atilde;o, &oacute;leo diesel, &oacute;leo combust&iacute;vel e g&aacute;s natural j&aacute; s&atilde;o 38% da nossa capacidade instalada e a partir de 2026 at&eacute; 2030, &ndash; segundo o Plano Decenal de Expans&atilde;o de Energia elaborado pelo MME-, elas ser&atilde;o s&atilde;o respons&aacute;veis em alguns meses do ano, por at&eacute; 48% da energia injetada no sistema interligado nacional.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A boa not&iacute;cia &eacute; que o mais recente relat&oacute;rio da ONU sobre o Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Piau&iacute;, mostra que esse indicador saltou de 0,48 no ano 2000, para 0,71 em 2020, nota que colocou o estado no n&iacute;vel &ldquo;alto&rdquo;, segundo a classifica&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Uma &oacute;tima not&iacute;cia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Entretanto, apesar do acelerado crescimento do IDH nos &uacute;ltimos 20 anos, o Piau&iacute; ainda apresenta o segundo mais alto &iacute;ndice de desigualdade social (&iacute;ndice de Gini) entre os estados brasileiros, com 0,552, perdendo apenas para a Para&iacute;ba, com 0,559.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Um indicador que n&atilde;o deve ter passado despercebido ao governador Rafael Fonteles, que com um time de especialistas na administra&ccedil;&atilde;o estadual, busca aplicar avan&ccedil;adas t&eacute;cnicas de crescimento com oportunidades mais equilibradas, que tirem o Piau&iacute; desse &ldquo;record&rdquo; de desigualdade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Dentre elas a de realizar um forte investimento na educa&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, pesquisa cient&iacute;fica e inova&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><b>Hidrel&eacute;tricas do Parna&iacute;ba: 12 bilh&otilde;es em seguran&ccedil;a h&iacute;drica e transporte intermodal&nbsp;<\/b><\/p>\n<p>Os aproveitamentos identificados no rio Parna&iacute;ba pelo invent&aacute;rio de potencial hidrel&eacute;trico elaborado pela CHESF para a ANEEL, s&atilde;o as Usinas Hidrel&eacute;tricas de Taquara (43 MW), Canto do Rio (65 MW)&nbsp; Ribeiro Gon&ccedil;alves (174 MW) , Uru&ccedil;u&iacute; (164 MW), Cachoeira (93 MW), Estreito (86 MW), Castelhano (94 MW) e, no rio Balsas, a Usina Hidrel&eacute;trica Taboa (98 MW).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><a href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b.webp\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" class=\"alignright size-large wp-image-412488\" fifu-data-src=\"https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724b-777x457.webp?ssl=1\" alt=\"\" width=\"777\" height=\"457\"\/><\/a><\/p>\n<p>Os titulares dos projetos aprovados s&atilde;o a pr&oacute;pria CHESF &ndash; Companhia Hidroel&eacute;trica do S&atilde;o Francisco, hoje incorporada &agrave; ELETROBR&Aacute;S, a Construtora Queiroz Galv&atilde;o S.A., CNEC Projetos de Engenharia S.A., ENERGIMP S.A., Minas PCH S.A e ECE Empresa Comercializadora de Energia S.A.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Estes aproveitamentos totalizam 817 MW de gera&ccedil;&atilde;o instalada, equivalente a tr&ecirc;s vezes e meia a pot&ecirc;ncia da Usina Boa Esperan&ccedil;a, estando situados nos munic&iacute;pios de Tasso Fragoso, (MA), Ribeiro Gon&ccedil;alves e Santa Filomena, Loreto e Samba&iacute;ba, Benedito Leite e Uru&ccedil;u&iacute;, Floriano, Jerumenha, Guadalupe, Bar&atilde;o de Graja&uacute; e S&atilde;o Jo&atilde;o dos Patos, Amarante, e S&atilde;o Francisco do Maranh&atilde;o. Em todos eles, s&atilde;o previstos pequenos neg&oacute;cios de turismo rural, balne&aacute;rios, parques aqu&aacute;ticos, pousadas e hot&eacute;is, que geram muitos empregos e renda nos munic&iacute;pios interioranos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O investimento total atualizado para junho de 2024, seria de 12,16 bilh&otilde;es de reais, dos quais aproximadamente 58% ser&atilde;o de obras civis, nas quais empresas piauienses, maranhenses e nordestinas podr&atilde;o participar.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O faturamento mensal com a venda de energia a pre&ccedil;os do leil&atilde;o anunciado ser&aacute; de 115 milh&otilde;es de reais por m&ecirc;s e receita de ICMS de 24 milh&otilde;es de reais mensalmente.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Cinco destas usinas j&aacute; tem licen&ccedil;as ambientais vigentes desde 2014 e 2020. Mas as construtoras e fornecedoras de equipamentos ainda precisam ser definidas por estes titulares.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para o licenciamento ambiental dessas 8 usinas foram realizadas dezenas de Audi&ecirc;ncias P&uacute;blicas, em todos os munic&iacute;pios atingidos, com a presen&ccedil;a de 1700 moradores ribeirinhos que ser&atilde;o indenizados e alocados de forma conveniente, como previsto nos estudos ambientais aprovados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Consultando os relat&oacute;rios de impacto ambiental (RIMA) aprovados pelo IBAMA, verificamos que felizmente, todos eles preveem eclusas de dimens&otilde;es a serem fixadas pelo projeto da hidrovia do rio Parna&iacute;ba, prevista no <a href=\"http:\/\/pdris.seplan.to.gov.br\/index.php\/transporte-e-logistica-estrategias\/167-plano-nacional-de-integracao-hidroviaria-pnih\">Plano Nacional&nbsp;de Integra&ccedil;&atilde;o Hidrovi&aacute;ria<\/a> (PNIH), concebido pela Ag&ecirc;ncia&nbsp;Nacional&nbsp;de Transportes Aquavi&aacute;rios (ANTAQ) em 2013.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sem reservat&oacute;rios e eclusas que nivelem as &aacute;guas, seria imposs&iacute;vel garantir aos usu&aacute;rios de uma hidrovia no Parna&iacute;ba, a navegabilidade durante 12 meses num rio com a extens&atilde;o de 1700 km, ainda mais ignorando dispositivos legais envolvidos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Vale ressaltar que o artigo 176 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal atribui &agrave; Uni&atilde;o a propriedade dos potenciais de energia hidr&aacute;ulica, que pode autorizar ou conceder a sua explora&ccedil;&atilde;o, mas nunca deixar de aproveit&aacute;-los, ignor&aacute;-los ou desfazer-se deles. Ou ainda, negar sua exist&ecirc;ncia por qualquer raz&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nesse sentido, levantamento realizado mostra que existem mais de 250 outros aproveitamentos de pequeno porte, em afluentes e subafluentes do Parna&iacute;ba, podem utilizar micro usinas hidrel&eacute;tricas conectadas ao sistema el&eacute;trico na modalidade de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da, (GD) que &eacute; a mesma usada pela conex&atilde;o de usinas solares, por&eacute;m trabalhando 24 horas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><b>Hidrel&eacute;tricas com eclusas: por que s&atilde;o demonizadas mas usadas na hidrovia do Tiet&ecirc;?<\/b><\/p>\n<p>O Plano Nacional&nbsp;de Integra&ccedil;&atilde;o Hidrovi&aacute;ria (PNIH), prev&ecirc; mais de 20 mil quil&ocirc;metros de hidrovias desde 2013, mas desse total poucas foram instaladas, face aos poderosos interesses que contrariam num pa&iacute;s &ldquo;cartorial&rdquo; como o Brasil, dividido ainda em verdadeiras capitanias heredit&aacute;rias.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Afinal, no Brasil, tudo o que &eacute; bom e barato como as hidrovias e as hidrel&eacute;tricas sofre violento boicote devido aos poderosos interesses que ambas contrariam<\/p>\n<p>Pouca gente sabe por exemplo, que o transporte de gr&atilde;os por hidrovias &eacute; 9 vezes mais barato do que por caminh&otilde;es, e 3 vezes mais barato do que por ferrovias.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Prova disso &eacute; que o or&ccedil;amento para transporte hidrovi&aacute;rio tem sido subutilizado no Brasil, por falta de planejamento coerente, disputas entre &oacute;rg&atilde;os da mesma administra&ccedil;&atilde;o que impedem o avan&ccedil;o dos projetos. Por mais inacredit&aacute;vel que pare&ccedil;a, mas em 7 anos, Brasil deixou de usar R$ 238 milh&otilde;es destinados a hidrovias, pois entre 2014 e 2020, o valor n&atilde;o utilizado em melhorias no setor corresponde a 111% de um or&ccedil;amento anual inteiro, de acordo com levantamento da UnB e do DNIT.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>J&aacute; ficou c&eacute;lebre por exemplo a absurda &ldquo;oposi&ccedil;&atilde;o&rdquo; que fazia o MME &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de eclusas simultaneamente com as hidrel&eacute;tricas, a qual o DNIT tentava reagir, mas n&atilde;o com muita vontade, pela press&atilde;o do transporte rodovi&aacute;rio para impedir a concorr&ecirc;ncia da navega&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><a href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c.webp\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" class=\"alignright size-large wp-image-412489\" fifu-data-src=\"https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724c-777x469.webp?ssl=1\" alt=\"\" width=\"777\" height=\"469\"\/><\/a><\/p>\n<p><i>UHE Barra Bonita com 140 MW, hidrovia do Tiet&ecirc;, com eclusa de 12 metros largura igual &agrave; da UHE Boa Esperan&ccedil;a<\/i><\/p>\n<p>Gra&ccedil;as a essa verdadeira sabotagem (desculpem, mas n&atilde;o consegui pensar em palavra melhor) a navega&ccedil;&atilde;o fluvial no Brasil &eacute; extremamente reduzida em rela&ccedil;&atilde;o a outros sistemas tendo a menor participa&ccedil;&atilde;o de todos no transporte de mercadoria no pa&iacute;s.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Isto ocorre tamb&eacute;m, &eacute; verdade, por fatores f&iacute;sicos e geogr&aacute;ficos, pois muitos de nossos rios s&atilde;o de planalto e, portanto, &lsquo;encachoeirados&rsquo;, dificultando a navega&ccedil;&atilde;o sem a regulariza&ccedil;&atilde;o de n&iacute;vel e a constru&ccedil;&atilde;o de eclusas. &Eacute; o caso dos rios Tiet&ecirc;, Paran&aacute;, Grande, S&atilde;o Francisco e outros. J&aacute; os rios de plan&iacute;cie como Amazonas e Paraguai, est&atilde;o afastados dos grandes centros econ&ocirc;micos. Nada que a engenharia n&atilde;o pudesse resolver.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nos &uacute;ltimos anos foram realizadas v&aacute;rias obras, para tornar os rios brasileiros naveg&aacute;veis. Eclusas s&atilde;o constru&iacute;das para superar as diferen&ccedil;as de n&iacute;vel das &aacute;guas nas barragens das usinas hidrel&eacute;tricas. &Eacute; o caso da eclusa de Barra Bonita no rio Tiet&ecirc; e da eclusa de Jupi&aacute; no rio Paran&aacute;, j&aacute; prontas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Existe tamb&eacute;m um projeto de liga&ccedil;&atilde;o da Bacia Amaz&ocirc;nica &agrave; Bacia do Paran&aacute;. &Eacute; a hidrovia de Contorno, que permitir&aacute; a liga&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o Norte do Brasil &agrave;s regi&otilde;es Centro-Oeste, Sudeste e Sul, caso implantado. O seu significado econ&ocirc;mico e social &eacute; de grande import&acirc;ncia, pois permitir&aacute; um transporte de baixo custo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No rio Parna&iacute;ba, existem j&aacute; inventariadas pela ANEEL e j&aacute; licenciadas pelo IBAMA nada menos do que 8 hidrel&eacute;tricas com capacidade total de 817 MW. Mas felizmente todas elas t&ecirc;m projetos com eclusas, que explicando ao leitor leigo, s&atilde;o obras de engenharia que permitem que as embarca&ccedil;&otilde;es subam e des&ccedil;am rios em locais onde h&aacute; desn&iacute;veis, tais como barragens, quedas de &aacute;gua e corredeiras.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Elas funcionam como elevadores para embarca&ccedil;&otilde;es onde duas portas separam os dois n&iacute;veis do curso d&rsquo;&aacute;gua. Esse sistema viabiliza a transposi&ccedil;&atilde;o de obst&aacute;culos que existem entre os trechos naveg&aacute;veis e ameniza os impactos dos ciclos de chuvas ao longo do ano.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Dessa forma, al&eacute;m de aumentar a extens&atilde;o naveg&aacute;vel, possibilita o tr&acirc;nsito de embarca&ccedil;&otilde;es durante um&nbsp;maior&nbsp;per&iacute;odo do ano.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><a href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d.webp\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" class=\"alignright size-large wp-image-412490\" fifu-data-src=\"https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724d-777x229.webp?ssl=1\" alt=\"\" width=\"777\" height=\"229\"\/><\/a><\/p>\n<p>Nas hidrovias as cargas s&atilde;o transportadas por barca&ccedil;as, fato que permite que cargas enormes deslizam sobre a &aacute;gua, com muito menos atrito e gastando muito menos diesel. Elas poluem a atmosfera em muito menor intensidade e n&atilde;o desgastam as rodovias, s&atilde;o mais seguras, evitando acidentes, sem consumir pneus, permitindo que o manejo da carga seja mais seguro, automatizado, eficiente e r&aacute;pido.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Mas nem todos acham bom que as hidrovias gastem menos diesel e n&atilde;o causem acidentes. Nem que usem barca&ccedil;as e rebocadores fabricados no Brasil, ao inv&eacute;s de caminh&otilde;es.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Afinal, se existirem mais hidrovias no Brasil, os custos do frete nos pre&ccedil;os de venda de gr&atilde;os ir&atilde;o ser reduzidos, e isso iria aumentar a competitividade dos nossos produtos agropecu&aacute;rios no exterior, suplantando as exporta&ccedil;&otilde;es dos pa&iacute;ses que concorrem no mercado da soja por exemplo, como os Estados Unidos da Am&eacute;rica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Al&eacute;m disso, as hidrovias iriam gerar mais receita, mais empregos na agricultura e na ind&uacute;stria de alimentos. Por isso, h&aacute; gente que n&atilde;o v&ecirc; com bons olhos que construamos mais hidrovias no Brasil.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>E elas fazem de tudo para que isso n&atilde;o aconte&ccedil;a, de duas maneiras. Uma &eacute; impedindo a constru&ccedil;&atilde;o de barragens, diques e constru&ccedil;&otilde;es como eclusas, que regularizassem o n&iacute;vel das &aacute;guas, permitindo que as barca&ccedil;as naveguem o ano todo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Outra maneira &eacute; projetando e construindo hidrel&eacute;tricas, mas de forma absurda, fazendo isso sem prever eclusas nos projetos dessas obras vitais, &ldquo;esquecendo&rdquo; de projet&aacute;-las.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ou esquecendo de constru&iacute;-las como aconteceu na UHE Boa Esperan&ccedil;a onde as eclusas de montante e jusante j&aacute; est&atilde;o constru&iacute;das, faltando apenas construir um pequeno canal de 1.116 metros para interlig&aacute;-las, permitindo que barca&ccedil;as menores possam vencer o desn&iacute;vel de 50 metros entre um trecho e outro do rio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><a href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e.webp\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" class=\"alignright size-large wp-image-412491\" fifu-data-src=\"https:\/\/i1.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724e-777x493.webp?ssl=1\" alt=\"\" width=\"777\" height=\"493\"\/><\/a><\/p>\n<p><i>Trecho de 1.116 m de canal existente a ser conclu&iacute;do entre as eclusas de 12 metros de largura na UHE Boa Esperan&ccedil;a<\/i><\/p>\n<p>S&atilde;o eclusas mais estreitas , de 12 metros de largura por 57 metros de comprimento, que permitem a passagem de barca&ccedil;as menores frente ao tamanho das que existem hoje, que medem 14 metros por 77 metros. Mas essa dimens&atilde;o &eacute; a mesma de v&aacute;rias esclusas nas v&aacute;rias hidrel&eacute;tricas em opera&ccedil;&atilde;o da hidrovia Tiet&ecirc;-Paran&aacute;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Elas podem funcionar perfeitamente no m&eacute;dio prazo, enquanto a hidrovia do Parna&iacute;ba &eacute; constru&iacute;da, sendo completadas posteriormente por outras maiores, mais adequadas ao tamanho atual da maioria das barca&ccedil;as fabricadas recentemente.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><a href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f.webp\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" class=\"alignright size-large wp-image-412492\" fifu-data-src=\"https:\/\/i0.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724f-777x499.webp?ssl=1\" alt=\"\" width=\"777\" height=\"499\"\/><\/a><\/p>\n<p><i>Imagem da eclusa de montante do Rio Parna&iacute;ba na Usina Boa Esperan&ccedil;a no Piau&iacute;<\/i><\/p>\n<p>Sem energia de novas hidrel&eacute;tricas para funcionar &agrave; noite e usando apenas as energias renov&aacute;veis que s&atilde;o intermitentes como solar e e&oacute;lica, o sistema vai precisar cada vez mais usar t&eacute;rmicas f&oacute;sseis, 10 vezes mais caras e 60 vezes mais poluentes. E isso n&atilde;o apenas de noite, mas durante os dias nublados e chuvosos, gastando cada vez mais combust&iacute;veis f&oacute;sseis para gerar energia que podia ter sido gerada com &aacute;gua corrente.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sem hidrovias vamos precisar cada vez mais caminh&otilde;es e mais combust&iacute;veis f&oacute;sseis para transportar nossa carga de gr&atilde;os! &Eacute; verdade que isso &eacute; muito bom para transportadores rodovi&aacute;rios e para importadores de combust&iacute;vel, mas &eacute; p&eacute;ssimo para as ind&uacute;strias, o com&eacute;rcio, a agricultura e os consumidores residenciais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Isso vai fazer custo de produ&ccedil;&atilde;o dos produtos industriais do Brasil continuar nas nuvens, e assim perderem competitividade no mercado exterior. Mas seria de grande vantagem para os produtores de pa&iacute;ses que exportam derivados de petr&oacute;leo para o Brasil e concorrem com nossos produtos agropecu&aacute;rios e industriais no comercio exterior!<\/p>\n<p>O mais inacredit&aacute;vel seria que nesse caso os investimentos em invent&aacute;rio hidro energ&eacute;tico, estudos ambientais, projetos de engenharia e em licenciamento no IBAMA j&aacute; estejam feitos. E seriam jogados fora.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Al&eacute;m disso, os potenciais pertencem &agrave; uni&atilde;o federal que n&atilde;o pode simplesmente risc&aacute;-los do mapa, como se fossem inexistentes, como se algu&eacute;m concretasse a entrada de uma jazida de ouro ou um campo de petr&oacute;leo, depois que 6 empresas particulares j&aacute; terem investido nos projetos. Ou mesmo desistido deles.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O melhor &eacute; que o governo do estado n&atilde;o precisaria investir nada, nas hidrel&eacute;tricas do Parna&iacute;ba, j&aacute; licenciadas pelo IBAMA.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Bastaria n&atilde;o tentar impedir a iniciativa privada de investir em outra forma renov&aacute;vel de gera&ccedil;&atilde;o que opera 24 horas por dia, gerando at&eacute; 24 milh&otilde;es por m&ecirc;s de ICMS sobre a energia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ainda mais se, &ndash; a navega&ccedil;&atilde;o e a seguran&ccedil;a h&iacute;drica do Parana&iacute;ba podem ser atingidas com barragens previstas em um investimento que ser&aacute; feito por terceiros -,&nbsp; em favor do interesse p&uacute;blico que existe na seguran&ccedil;a energ&eacute;tica do futuro do estado, na estabilidade do sistema el&eacute;trico nacional e no interesse privado no lucro.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O planejamento regional &eacute; exatamente isso: conciliar interesses p&uacute;blicos e provados a curto, m&eacute;dio e a longo prazo. Esse di&aacute;logo &eacute; muito importante nessa hora e esse o papel de um Programa de Planejamento e Desenvolvimento Regional Estrat&eacute;gico: conciliar v&aacute;rios projetos para obter os m&aacute;ximos resultados e rendimentos, que projetos separados e individuais, nunca poderiam alcan&ccedil;ar.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Al&eacute;m do que, &eacute; dif&iacute;cil pensar que um usu&aacute;rio ou empres&aacute;rio privado investisse um centavo num projeto de hidrovia sem a garantia jur&iacute;dica de que os direitos da Uni&atilde;o e de outros empres&aacute;rios na explora&ccedil;&atilde;o dos potenciais energ&eacute;ticos n&atilde;o seriam mais tarde exercidos em algum momento por terceiros que investiram em projetos e invent&aacute;rio hidro energ&eacute;tico aprovados pelo poder concedente, na forma da lei.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Se a uni&atilde;o federal j&aacute; tem esses potenciais inventariados, ela os divulgou e fez dispon&iacute;veis aos interessados. Os atuais, ou outros que a eles se habilitem na forma da lei.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Esse foi exatamente o caso que os advers&aacute;rios do crescimento do Brasil aproveitaram no passado para n&atilde;o construir nem hidrel&eacute;tricas nem hidrovias: alegar, falsamente, existir conflitos inconcili&aacute;veis entre a gera&ccedil;&atilde;o de energia e a navega&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>E com isso, ficamos sem poder construir nem uma nem outra, favorecermos o consumo de derivados importados de petr&oacute;leo, tanto na gera&ccedil;&atilde;o de energia como no transporte rodovi&aacute;rio. Al&eacute;m de, propiciar de forma tola, a perda de competitividade da produ&ccedil;&atilde;o industrial e agr&iacute;cola do Brasil.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>N&atilde;o por acaso, a Ag&ecirc;ncia Brasileira de Intelig&ecirc;ncia, (ABIN) preparou em 2012 um relat&oacute;rio a respeito das atividades, m&eacute;todos, bem como sobre as fontes de financiamento das campanhas de &ldquo;demoniza&ccedil;&atilde;o&rdquo; da Usina Hidrel&eacute;trica de Belo Monte, cujo resumo foi disponibilizado na internet pelo falecido jornalista Paulo Henrique Amorim.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><b>A eros&atilde;o do Parna&iacute;ba. Um fen&ocirc;meno milenar que foi agravado.<\/b><\/p>\n<p>Faz 450 milh&otilde;es de anos que o rio Parana&iacute;ba, tem transportado bilh&otilde;es de toneladas de sedimentos dos seus 1.344 km de extens&atilde;o. Ele transporta tanto sedimento, que conseguiu formar o &uacute;nico delta no mar aberto no continente americano. Isso prova a for&ccedil;a de suas &aacute;guas e a enorme quantidade de sedimentos que transporta muito antes de aqui chegarem os homens brancos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O processo de assoreamento do Parna&iacute;ba acentuou-se muito depois dos anos 70 e segundo alguns teria sido provocado pela destrui&ccedil;&atilde;o das suas matas ciliares pelos agricultores e pecuaristas, que teria provocado eros&atilde;o do solo arenoso, tanto nas suas margens como nas dos seus afluentes.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Mas &eacute; imposs&iacute;vel n&atilde;o associar a eros&atilde;o das barrancas do Parna&iacute;ba &agrave; forte varia&ccedil;&atilde;o sazonal do n&iacute;vel de suas &aacute;guas e principalmente &agrave; ondula&ccedil;&atilde;o provocada pela passagem dos barcos, deslocando offndas que ao chocarem-se com as margens fr&aacute;geis de terreno arenoso, provocam o fen&ocirc;meno das &ldquo;Terras ca&iacute;das&rdquo; previstos na Resolu&ccedil;&atilde;o CONAMA N&deg; 454, de 1&ordm; de novembro de 2012.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Basta visitar pessoalmente o &ldquo;Velho Monge&rdquo; para constatar essas duas realidades que colocam a qualquer cidad&atilde;o a obriga&ccedil;&atilde;o de fazer algumas perguntas importantes.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><b>A simples dragagem do Parna&iacute;ba, sem regularizar seu n&iacute;vel, permitir&aacute; uma hidrovia?<\/b><\/p>\n<p>Ou seria o caso de fazer do lim&atilde;o uma limonada e planejar programa integrado de desenvolvimento regional, onde o a seguran&ccedil;a h&iacute;drica e a navegabilidade fossem a principal motiva&ccedil;&atilde;o, parecido com o que Franklin D. Roosevelt construiu no do vale do rio Tennesee, no Meio Oeste americano?<\/p>\n<p>Afinal, pensando bem, quantos meses durariam de p&eacute; as margens submersas do canal dragado, se mantidas as condi&ccedil;&otilde;es atuais de eros&atilde;o das margens, acrescidas dos efeitos graves que as ondula&ccedil;&otilde;es provocadas pelo deslocamento das novas embarca&ccedil;&otilde;es?<\/p>\n<p>A esse respeito vale lembrar que at&eacute; 1937 a &ldquo;Tennessee Valley Authority&rdquo; &ndash; TVA n&atilde;o apenas realizou um simples trabalho de dragagem, mas executou um programa constru&ccedil;&atilde;o de diques de conten&ccedil;&atilde;o, revestimento e reflorestamento das margens, para implantar o maior sistema aquavi&aacute;rio das Am&eacute;ricas numa &aacute;rea de 105.000 km2<\/p>\n<p>A TVA construiu na &eacute;poca um conjunto de 29 usinas hidrel&eacute;tricas equipadas com eclusas, n&atilde;o s&oacute; para gerar energia barata, mas para regular e manter est&aacute;vel o n&iacute;vel das &aacute;guas, impedindo secas e enchentes, tornando segura e vi&aacute;vel a navega&ccedil;&atilde;o o ano todo, escoando a produ&ccedil;&atilde;o dos oito estados do meio oeste americano.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Os reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas foram fundamentais para acabar com as inunda&ccedil;&otilde;es frequentes, combater a mal&aacute;ria e outras endemias, viabilizar a piscicultura, a fruticultura e a aquicultura, por meio de irriga&ccedil;&atilde;o com &aacute;guas superficiais e n&atilde;o de reservas subterr&acirc;neas como acontece hoje no Brasil.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>As 29 usinas hidrel&eacute;tricas da TVA estimularam a industrializa&ccedil;&atilde;o do Meio Oeste com energia el&eacute;trica barata, viabilizando os grandes projetos de eletrifica&ccedil;&atilde;o rural de Roosevelt.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Al&eacute;m disso, em seus reservat&oacute;rios elas criaram praias artificiais, centros de recrea&ccedil;&atilde;o e col&ocirc;nias de f&eacute;rias e instala&ccedil;&otilde;es desportivas, fomentando o sentimento comunit&aacute;rio, combatendo a evas&atilde;o escolar, estimulando a consci&ecirc;ncia patri&oacute;tica dos jovens, a socializa&ccedil;&atilde;o entre as pessoas e o aumento da escolaridade<\/p>\n<p>A Tennessee Valley Authority (TVA) opera atualmente 45 usinas hidrel&eacute;tricas, mas tamb&eacute;m possui usinas a carv&atilde;o, g&aacute;s natural, duas nucleares e v&aacute;rias de energia solar e e&oacute;lica em seu portf&oacute;lio de gera&ccedil;&atilde;o de energia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Tudo isso lembra muito o que o governador Fonteles e sua equipe pretendem realizar com o projeto de transporte intermodal que vem sendo estudado para a bacia do Parna&iacute;ba, que &eacute; quase quatro vezes maior do que a do Tennesse, com seus 344.112 km&sup2;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Lembra-nos tamb&eacute;m que 81% das propriedades rurais do Piau&iacute;, ainda n&atilde;o foram atendidas por eletrifica&ccedil;&atilde;o rural, apesar dos grandes avan&ccedil;os do programa &ldquo;Luz para Todos&rdquo; que foi interrompido, mas pode voltar a existir e por certo demandar&aacute;, mais energia. Dia e noite.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Vale lembrar que o rio Tennesse nasce a 248 m de altitude e n&atilde;o poderia comportar uma hidrovia ao longo de 1050 km sem barragens que regularizassem o n&iacute;vel da &aacute;gua nos seus v&aacute;rios trechos, permitindo que embarca&ccedil;&otilde;es naveguem o ano inteiro tanto vazias quanto carregadas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O que dizer ent&atilde;o do Parna&iacute;ba, que nasce a 1700 km da sua foz, na altitude de 700 metros?<\/p>\n<p>Franklin Delano Roosevelt, presidente dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, foi o grande idealizador desta obra, que n&atilde;o &eacute; um projeto apenas de engenharia e transporte, mas sim de agricultura, pecu&aacute;ria, educa&ccedil;&atilde;o, assist&ecirc;ncia, habita&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a alimentar, seguran&ccedil;a h&iacute;drica, recrea&ccedil;&atilde;o e turismo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A nossa preocupa&ccedil;&atilde;o, como convidado da CITER &eacute; dizer que uma obra de grande responsabilidade como uma hidrovia, da qual depender&atilde;o tantos desdobramentos socioecon&ocirc;micos, precisa seguir o princ&iacute;pio da precau&ccedil;&atilde;o, que deve ser o norteador no estudo de sua viabilidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Empregar recursos vultuosos em dragagem para daqui a poucos anos, durante &agrave;s pr&oacute;ximas secas, vermos barca&ccedil;as encalhadas, safras com lucratividade amea&ccedil;ada por log&iacute;stica improvisada, e muito mais cara, seria um verdadeiro desastre econ&ocirc;mico, social e pol&iacute;tico. Algo que vimos acontecer no pr&oacute;prio rio Amazonas e em seus principais afluentes.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>As melhores referencias de uso m&uacute;ltiplo de hidrel&eacute;tricas em programas de desenvolvimento s&atilde;o sem d&uacute;vida as da Tenesse Valley Authority (TVA), nos EUA.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><a href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g.webp\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" class=\"alignright size-large wp-image-412493\" fifu-data-src=\"https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724g-777x498.webp?ssl=1\" alt=\"\" width=\"777\" height=\"498\"\/><\/a><\/p>\n<p>Baseada no uso verdadeiramente m&uacute;ltiplo e cuidadosamente planejado do uso dos cursos d&rsquo;&aacute;gua de uma bacia hidrogr&aacute;fica, a cria&ccedil;&atilde;o da TVA em 1933 foi decisiva, mas n&atilde;o apenas para a conten&ccedil;&atilde;o de enchentes e a constru&ccedil;&atilde;o de hidrovias confi&aacute;veis.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Nos EUA at&eacute; hoje se diz que sem a TVA n&atilde;o haveria a industrializa&ccedil;&atilde;o da economia americana, que apenas oito anos depois, iria enfrentar uma guerra mundial travada contra as maiores m&aacute;quinas de guerra at&eacute; ent&atilde;o, a alem&atilde; e a japonesa.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Uma grande vit&oacute;ria militar para a qual contribuiu sem d&uacute;vida a gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica mais barata que possibilitou a produ&ccedil;&atilde;o mais automatizada e eficiente de grandes quantidades de equipamento militar, produtos sider&uacute;rgicos, qu&iacute;micos e metal&uacute;rgicos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Tamb&eacute;m no Brasil tivemos experiencias muito importantes nas hidrovias do Rio Paraguai e do rio Tiet&ecirc; com suas 13 hidrel&eacute;tricas com eclusas, da CODEVASF no Baixio do Irec&ecirc;, no vale do S&atilde;o Francisco e no programa de eletrifica&ccedil;&atilde;o rural &ldquo;CLIC RURAL&rdquo;, no Paran&aacute;, realizado pela COPEL.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A este respeito vale notar que no vale do rio Igua&ccedil;u, onde tal como no Rio Grande do Sul, o estudo do INPE provou que as chuvas aumentaram em 30% de volume em 63 anos, n&atilde;o existiram mais enchentes nos seus trechos m&eacute;dio e baixo, onde a COPEL construiu 6 hidrel&eacute;tricas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><a href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h.webp\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" class=\"alignright size-large wp-image-412494\" fifu-data-src=\"https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rp_130724h-777x547.webp?ssl=1\" alt=\"\" width=\"777\" height=\"547\"\/><\/a><\/p>\n<p>Mas, infelizmente, as usinas do Igua&ccedil;u foram constru&iacute;das sem eclusas, gra&ccedil;as <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/431714-ministerio-e-contra-construcao-simultanea-de-hidreletricas-e-eclusas\/\">&agrave; vis&atilde;o equivocada do MME<\/a> que j&aacute; naquela &eacute;poca impediu a constru&ccedil;&atilde;o delas. E que hoje poderiam ter reduzido em pelo menos em at&eacute; 60% os custos de transporte de gr&atilde;os do oeste e sudoeste do estado at&eacute; Curitiba e da&iacute; ao porto de Paranagu&aacute;<\/p>\n<p><i><strong>*Ivo Augusto de Abreu Pugnaloni<\/strong> &eacute; engenheiro eletricista e foi diretor de planejamento da COPEL e diretor presidente da COPEL DISTRIBUI&Ccedil;&Atilde;O, diretor do Instituto Estrat&eacute;gico do Setor El&eacute;trico (ILUMINA), fundador e primeiro presidente da ABRAPCH, associa&ccedil;&atilde;o brasileira de pequenas hidrel&eacute;tricas, secret&aacute;rio adjunto de transportes de Curitiba, membro do Conselho Estadual de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Paran&aacute;. professor do Centro Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica do Paran&aacute; e membro do Grupo de Diretrizes do Setor El&eacute;trico do primeiro governo do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva. Hoje Ivo &eacute; o presidente da ENERCONS Consultoria em Energias Renov&aacute;veis. <\/i><a href=\"http:\/\/www.enercons.com.br\">www.enercons.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Novas hidrel&eacute;tricas produzir&atilde;o muito mais do que energia renov&aacute;vel. &nbsp; Ivo Pugnaloni* www.enercons.com.br &nbsp; 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