{"id":408309,"date":"2024-04-09T21:20:00","date_gmt":"2024-04-09T21:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=408309"},"modified":"2024-04-10T01:10:28","modified_gmt":"2024-04-10T01:10:28","slug":"reforma-tributaria-e-itcmd-2025-o-que-era-ruim-esta-prestes-a-piorar-prepare-se-para-um-impacto-ainda-maior-sobre-herancas-e-doacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2024\/04\/reforma-tributaria-e-itcmd-2025-o-que-era-ruim-esta-prestes-a-piorar-prepare-se-para-um-impacto-ainda-maior-sobre-herancas-e-doacoes\/","title":{"rendered":"Reforma Tribut\u00e1ria e ITCMD 2025: O que era ruim est\u00e1 prestes a piorar. Prepare-se para um impacto ainda maior sobre heran\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400\">A Reforma Tribut&aacute;ria est&aacute; trazendo mudan&ccedil;as significativas, como amplamente divulgado e debatido. Por&eacute;m, um tema em particular afetar&aacute; diretamente os contribuintes pessoa f&iacute;sica: o Imposto sobre Transmiss&atilde;o Causa Mortis e Doa&ccedil;&atilde;o (ITCMD).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Progressividade do ITCMD<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Atualmente, o ITCMD &eacute; composto por al&iacute;quotas at&eacute; o limite de 8%, em sua maioria fixas, estabelecidas autonomamente por cada estado brasileiro, como &eacute; o caso de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> (4%) e Minas Gerais (5%).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Com a promulga&ccedil;&atilde;o da Emenda Constitucional n&ordm; 132\/2023, a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal passou a prever a progressividade das al&iacute;quotas do ITCMD (artigo 155, par&aacute;grafo 1&ordm;, inciso VI da CF\/88) cuja ado&ccedil;&atilde;o ser&aacute; obrigat&oacute;ria pelos estados da federa&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Essa nova legisla&ccedil;&atilde;o busca redistribuir a carga tribut&aacute;ria, estabelecendo al&iacute;quotas que aumentam de acordo com o valor dos bens ou direitos transmitidos, at&eacute; o limite m&aacute;ximo previsto. Na pr&aacute;tica significa dizer que quanto maior o patrim&ocirc;nio, maior a tributa&ccedil;&atilde;o, afetando especialmente as fam&iacute;lias com patrim&ocirc;nios mais significativos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>ITCMD no Estado de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Alguns estados j&aacute; est&atilde;o se movimentando para adequar suas legisla&ccedil;&otilde;es &agrave; nova regra da Reforma Tribut&aacute;ria. &Eacute; o caso do Estado de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a>, que apresentou Projeto de Lei no. 07\/2024 &agrave; Assembleia Legislativa (ALESP), propondo um regime de al&iacute;quotas progressivas para o ITCMD que varia de 2% a 8%.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Os parlamentares justificam o aumento progressivo argumentando que o sistema atual beneficia os mais ricos em detrimento dos menos favorecidos.&nbsp; No entanto, essa justificativa parece ser mais pol&iacute;tica do que social, j&aacute; que, na pr&aacute;tica, o objetivo &eacute; o aumento da arrecada&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">&Eacute; de se ressaltar que in&uacute;meros im&oacute;veis atualmente se encontram em situa&ccedil;&atilde;o irregular e muitos invent&aacute;rios judicializados n&atilde;o s&atilde;o conclu&iacute;dos, devido &agrave; incapacidade dos contribuintes de pagar o ITCMD.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Muitas vezes, para pagar o tributo, &eacute; necess&aacute;rio vender parte dos bens, o que significa que os herdeiros precisam renunciar ao patrim&ocirc;nio acumulado pela fam&iacute;lia ao longo de d&eacute;cadas, enfrentando al&iacute;quotas j&aacute; pesadas, adicionais aos impostos sobre outros aspectos da vida.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Uma Reflex&atilde;o Cr&iacute;tica sobre a Progressividade e Justi&ccedil;a Fiscal<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">A introdu&ccedil;&atilde;o da progressividade nas al&iacute;quotas do ITCMD, conforme proposta, abre um importante debate sobre justi&ccedil;a fiscal e efetividade tribut&aacute;ria.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Se, de fato, a inten&ccedil;&atilde;o do legislador &eacute; proteger os menos favorecidos e assegurar que a tributa&ccedil;&atilde;o seja equitativa, ent&atilde;o, uma abordagem diferenciada se faria necess&aacute;ria. Uma estrutura de al&iacute;quotas que inicie com faixas de isen&ccedil;&atilde;o ou al&iacute;quotas minimizadas para bens de menor valor poderia representar uma solu&ccedil;&atilde;o mais justa, considerando a realidade socioecon&ocirc;mica dos benefici&aacute;rios.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Adicionalmente, a considera&ccedil;&atilde;o do duplo crit&eacute;rio &ndash; valor do bem versus renda do benefici&aacute;rio &ndash; poderia mitigar os impactos sobre aqueles que, embora herdem bens de valor consider&aacute;vel, n&atilde;o possuem a liquidez necess&aacute;ria para arcar com uma tributa&ccedil;&atilde;o elevada, sem comprometer sua subsist&ecirc;ncia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Essa discuss&atilde;o se aprofunda quando observamos o perfil diversificado dos contribuintes afetados pela reforma. Enquanto algumas fam&iacute;lias enfrentam dilemas sobre a manuten&ccedil;&atilde;o de seu patrim&ocirc;nio, empres&aacute;rios e empreendedores, j&aacute; significativamente onerados pelo sistema tribut&aacute;rio brasileiro, se veem diante de mais um desafio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Esse cen&aacute;rio n&atilde;o apenas questiona a equidade das medidas propostas, mas tamb&eacute;m sinaliza para os efeitos potencialmente desincentivadores sobre a gera&ccedil;&atilde;o de riqueza e investimento no pa&iacute;s.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Janela de Oportunidades<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Muito se tem falado sobre uma &ldquo;janela de oportunidades&rdquo;, considerando que o projeto de lei s&oacute; entrar&aacute; em vigor em 2025.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Primeiramente &eacute; importante destacar que, embora possa ter sugest&atilde;o de altera&ccedil;&atilde;o da reda&ccedil;&atilde;o original e debates, o mais prov&aacute;vel &eacute; que a proposta seja aprovada como est&aacute;, j&aacute; que representa grande vantagem aos cofres p&uacute;blicos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Diante desse iminente aumento tribut&aacute;rio, &eacute; leg&iacute;timo buscar formas de economia. No entanto, dada a magnitude do impacto financeiro que isso pode acarretar nos projetos patrimoniais e sucess&oacute;rios, al&eacute;m da mudan&ccedil;a de forma na gest&atilde;o do patrim&ocirc;nio &eacute; imprescind&iacute;vel agir com cautela, realizar an&aacute;lises minuciosas e considerar todas as possibilidades dispon&iacute;veis.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">&Eacute; fundamental entender que cada fam&iacute;lia &eacute; &uacute;nica, e n&atilde;o h&aacute; uma f&oacute;rmula que atenda igualmente a todos. &Eacute; necess&aacute;rio encontrar solu&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o apenas visam a economia tribut&aacute;ria, mas tamb&eacute;m levam em considera&ccedil;&atilde;o os interesses e objetivos de cada fam&iacute;lia detentora de patrim&ocirc;nio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>*Andreia Alves<\/strong>, advogada especializada em Direito Societ&aacute;rio h&aacute; 25 anos e s&oacute;cia fundadora da Martinho &amp; Alves Advogados<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Reforma Tribut&aacute;ria est&aacute; trazendo mudan&ccedil;as significativas, como amplamente divulgado e debatido. 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