{"id":382823,"date":"2023-09-06T11:43:59","date_gmt":"2023-09-06T11:43:59","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=382823"},"modified":"2023-09-12T01:11:52","modified_gmt":"2023-09-12T01:11:52","slug":"hydro-e-embrapa-desenvolvem-tecnica-para-aumentar-a-fertilidade-do-solo-de-paragominas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2023\/09\/hydro-e-embrapa-desenvolvem-tecnica-para-aumentar-a-fertilidade-do-solo-de-paragominas\/","title":{"rendered":"Hydro e Embrapa desenvolvem t\u00e9cnica para aumentar a fertilidade do solo de Paragominas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Utilizar o nitrog&ecirc;nio (N2) presente na atmosfera em formas que podem ser utilizadas pelas plantas. Esse &eacute; o processo da fixa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica do nitrog&ecirc;nio (FBN), realizado por alguns grupos de microrganismos, e que constitui a principal via de incorpora&ccedil;&atilde;o do nitrog&ecirc;nio &agrave; biosfera e, depois da fotoss&iacute;ntese, &eacute; o processo biol&oacute;gico mais importante para as plantas e fundamental para a vida na Terra. O processo, j&aacute; utilizado em outros mercados, est&aacute; em desenvolvimento em uma parceria com uma companhia da &aacute;rea de minera&ccedil;&atilde;o, a Hydro Paragominas, com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (Embrapa). Oito atividades de pesquisa est&atilde;o em desenvolvimento a partir desta parceria, entre elas o de produ&ccedil;&atilde;o de inoculantes contendo bact&eacute;rias fixadoras de nitrog&ecirc;nio atmosf&eacute;rico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essas bact&eacute;rias transformam o nitrog&ecirc;nio do ar, nutriente essencial ao desenvolvimento das plantas, para uma forma assimil&aacute;vel para as mudas. A Hydro Paragominas, com base em seu conhecimento de reabilita&ccedil;&atilde;o com plantio de mudas florestais, em conjunto com a Embrapa &ndash; Agrobiologia, seleciona as esp&eacute;cies mais promissoras para se associar &agrave;s bact&eacute;rias que assimilam o nitrog&ecirc;nio. A Embrapa produz os inoculantes espec&iacute;ficos para cada esp&eacute;cie florestal selecionada e a Hydro produz as mudas, ap&oacute;s a inocula&ccedil;&atilde;o das bact&eacute;rias nas sementes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A principal contribui&ccedil;&atilde;o desta biotecnologia para a sustentabilidade dos sistemas florestais &eacute; a redu&ccedil;&atilde;o\/substitui&ccedil;&atilde;o da aduba&ccedil;&atilde;o mineral, que em alta quantidade e sem o manejo adequado, al&eacute;m de custos, pode se tornar nociva ao meio ambiente. A nova metodologia tem outros pontos positivos, como o desenvolvimento mais acelerado e cont&iacute;nuo das mudas, a produ&ccedil;&atilde;o de mudas mais saud&aacute;veis e a diminui&ccedil;&atilde;o da taxa de mortalidade das mudas produzidas. &Eacute; uma tecnologia que pode dar importante suporte nos esfor&ccedil;os de recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&ldquo;A vantagem da inocula&ccedil;&atilde;o nessa fase &eacute; que quando as primeiras ra&iacute;zes da semente aparecem, a bact&eacute;ria j&aacute; est&aacute; l&aacute; para se associar &agrave;quele exemplar florestal em forma&ccedil;&atilde;o. Diferentemente de quando a muda j&aacute; est&aacute; produzida, em que as rela&ccedil;&otilde;es j&aacute; est&atilde;o estabelecidas com o sistema radicular, a inocula&ccedil;&atilde;o na fase de semente tende a potencializar essa associa&ccedil;&atilde;o e o sucesso do processo&rdquo;, explica Jonilton Paschoal, gerente de meio ambiente da Hydro, em Paragominas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As pesquisas abrangem 14 esp&eacute;cies florestais, todas da fam&iacute;lia das leguminosas (fam&iacute;lia de plantas &agrave; qual pertencem a soja, o feij&atilde;o, a ervilha, entre outras). A expectativa &eacute; produzir mais de 50 esp&eacute;cies florestais nativas da Amaz&ocirc;nia, constantes na lista utilizada pela Hydro Paragominas para a reabilita&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas mineradas, podendo chegar a 50 mil unidades\/ano de mudas produzidas utilizando a biotecnologia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&ldquo;Somos uma das primeiras mineradoras a utilizar inoculantes, e a primeira a produzir mudas com inoculantes espec&iacute;ficos para esp&eacute;cies florestais do bioma amaz&ocirc;nico, em parceria com a Embrapa, que tem trabalhos em sua maioria para esp&eacute;cies agr&iacute;colas e de outros biomas brasileiros&rdquo;, destaca Jonilton Paschoal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&ldquo;&Eacute; uma grande oportunidade e desafio para o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico para a nossa pesquisa e ao mesmo tempo auxiliamos a empresa no desenvolvimento de uma tecnologia sustent&aacute;vel na restaura&ccedil;&atilde;o ambiental das &aacute;reas impactadas. Al&eacute;m das bact&eacute;rias, os fungos captam a &aacute;gua e outros nutrientes e passam para as plantas, em troca a planta fornece a&ccedil;&uacute;cares para os fungos e para as bact&eacute;rias. &Eacute; uma associa&ccedil;&atilde;o que chamamos de simbiose&rdquo;, relata S&eacute;rgio Miana de Faria, coordenador do projeto e pesquisador da Embrapa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os estudos iniciaram em 2019 e devem durar at&eacute; 2026. O projeto &eacute; importante tamb&eacute;m para auxiliar na recupera&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o da mina de bauxita mantida pela empresa em Paragominas, no Par&aacute;. Mais de 2.905 hectares do bioma amaz&ocirc;nico j&aacute; foram reflorestados desde o in&iacute;cio de suas opera&ccedil;&otilde;es. S&oacute; em 2022, a empresa atuou na reabilita&ccedil;&atilde;o de cerca de 259 hectares, um crescimento de 55% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A companhia utiliza tr&ecirc;s metodologias para restaura&ccedil;&atilde;o florestal: nuclea&ccedil;&atilde;o, regenera&ccedil;&atilde;o natural e plantio tradicional. Em 2022, a Hydro Paragominas plantou 75.449 mudas de 131 esp&eacute;cies de 39 fam&iacute;lias adapt&aacute;veis &agrave; realidade da regi&atilde;o, a exemplo do ip&ecirc; amarelo, ma&ccedil;aranduba, jatob&aacute;, copa&iacute;ba, ing&aacute;-de-macaco, sucuuba, paric&aacute;, fava bolota, entre outras. As esp&eacute;cies usadas na recupera&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas da Hydro Paragominas s&atilde;o referenciadas no invent&aacute;rio feito antes da extra&ccedil;&atilde;o do min&eacute;rio, com aproximadamente 160 esp&eacute;cies adapt&aacute;veis &agrave; realidade da regi&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><b>Processo natural<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo a Embrapa, a fixa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica de nitrog&ecirc;nio (FBN) &eacute; um processo natural que ocorre em associa&ccedil;&otilde;es de plantas com bact&eacute;rias. Seu principal produto, o nitrog&ecirc;nio, &eacute; um nutriente essencial para o crescimento e o desenvolvimento vegetal. O nutriente &eacute; capturado do ar e fixado pelas bact&eacute;rias encontradas em muitos tipos de solos. A atua&ccedil;&atilde;o da Embrapa Agrobiologia em Pesquisa, Desenvolvimento e Inova&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamentada na aplica&ccedil;&atilde;o de processos agrobiol&oacute;gicos que visam a reduzir o impacto da atividade agr&iacute;cola sobre o meio ambiente. Atualmente, o objetivo &eacute; estender a alta efici&ecirc;ncia da FBN que &eacute; obtida em cultivo de soja para outras leguminosas de gr&atilde;os, como feij&atilde;o comum e feij&atilde;o-caupi, assim como para cana-de-a&ccedil;&uacute;car e milho, culturas de grande import&acirc;ncia socioecon&ocirc;mica.<\/span><\/p>\n<p><b>Ganho social<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O ganho social da tecnologia da FBN pode ser ainda mais evidente no contexto da agricultura familiar, que hoje representa 84,4% dos estabelecimentos rurais e 24,3% da &aacute;rea total cultivada, onde a ado&ccedil;&atilde;o da tecnologia poder&aacute; melhorar a gera&ccedil;&atilde;o de renda e a qualidade de vida das fam&iacute;lias deste segmento agr&iacute;cola.&nbsp; Como exemplos, podem ser citadas as culturas do feijoeiro comum e feij&atilde;o-caupi, onde o principal contingente de produtores est&aacute; vinculado &agrave; agricultura familiar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Do ponto de vista social, os cen&aacute;rios de crescimento populacional e seguran&ccedil;a alimentar indicam que, em 2030, a popula&ccedil;&atilde;o mundial deve chegar a 8,3 bilh&otilde;es de habitantes, causando um aumento de 40% na demanda global por alimentos. Para fazer frente a este cen&aacute;rio, torna-se necess&aacute;rio otimizar a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, fibras t&ecirc;xteis, oleaginosas e carne a partir da ado&ccedil;&atilde;o das boas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas, das quais a FBN se destaca por fornecer nitrog&ecirc;nio em formas assimil&aacute;veis para plantas.<\/span><\/p>\n<p><b>Investindo na sustentabilidade<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Alinhado ao objetivo de criar sociedades mais vi&aacute;veis, desenvolvendo os recursos naturais em produtos e solu&ccedil;&otilde;es de maneira inovadora e eficiente, a Hydro promove uma s&eacute;rie de outras a&ccedil;&otilde;es voltadas para o meio ambiente. Entre elas, est&atilde;o o compromisso de atingir zero emiss&otilde;es de carbono na produ&ccedil;&atilde;o de seu alum&iacute;nio at&eacute; 2050. A ambi&ccedil;&atilde;o &eacute; assumir a lideran&ccedil;a no fornecimento de alum&iacute;nio com carbono zero em escala industrial at&eacute; 2030.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al&eacute;m disso, a mina de bauxita da Hydro em Paragominas tem sido um laborat&oacute;rio para an&aacute;lises t&eacute;cnicas e cient&iacute;ficas voltadas ao aperfei&ccedil;oamento de t&eacute;cnicas de recupera&ccedil;&atilde;o florestal de &aacute;reas mineradas. A unidade &eacute; o ambiente para estudos desenvolvidos por pesquisadores do BRC &ndash; Biodiversity Research Consortium (Cons&oacute;rcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil &ndash; Noruega), composto pela Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA), da Universidade Rural da Amaz&ocirc;nia (UFRA), do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi, da Universidade de Oslo (UiO) e profissionais da Hydro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com a iniciativa, a Hydro investe na pesquisa para o fortalecimento das estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o da fauna e da flora amaz&ocirc;nica, al&eacute;m de gerar informa&ccedil;&otilde;es para subsidiar a melhoria dos processos de recupera&ccedil;&atilde;o florestal nas &aacute;reas de suas opera&ccedil;&otilde;es. Desde sua cria&ccedil;&atilde;o em 2013, 26 projetos foram aprovados, engajando cerca de 220 pesquisadores de diferentes n&iacute;veis acad&ecirc;micos e especialistas de diferentes grupos biol&oacute;gicos.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Utilizar o nitrog&ecirc;nio (N2) presente na atmosfera em formas que podem ser utilizadas pelas plantas. 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